Entenda como as atitudes dos pais impactam o desenvolvimento da criança e a sua capacidade de projetar o futuro.
Antes de saber o que querem ser, as crianças precisam descobrir o que existe ao redor delas.
Uma profissão, esporte, instrumento musical, viagem, lugar diferente, uma habilidade que ainda não conhecem.
Grande parte das opções chega até elas primeiro por meio de alguém. Às vezes um professor, avós ou um amigo. Mas, principalmente nos primeiros anos, são os pais que ajudam a apresentar o mundo e as possibilidades — e contribuir para o desenvolvimento da criança.
Antes de escolher um caminho, a criança precisa de experiências
É difícil desejar aquilo que nunca fez parte do nosso repertório, não é mesmo?
Uma criança que nunca teve contato com determinado esporte, por exemplo, talvez nem imagine que poderia gostar dele um dia. Jà outra, que nunca viu alguém trabalhando com arte, pode não entender que aquilo também pode fazer parte da sua vida adulta. Enquanto isso, outra pode descobrir uma paixão por animais simplesmente porque teve a oportunidade de conviver junto com eles.
É por existir tantas possibilidades no mundo que proporcionar experiências para os pequenos tem tanto valor na representatividade infantil e no desenvolvimento da criança.
Ao fazer isso, os papais conseguem fazer com que os filhos saiam do espaço confortável e limitado do quarto (ou da casa) para desbravar o universo lá fora.
Os pais não precisam transformar cada descoberta em uma expectativa, obviamente. Mas, podem abrir portas mesmo que pareçam pequenas no começo.
- Levar a criança para frequentar atividades culturais, como uma visita ao museu ou ao teatro;
- Cozinhar junto com ela;
- Assistir a uma competição;
- Visitar o local onde um dos pais trabalha;
- Ouvir músicas diferentes;
- Conhecer outras cidades ou países;
- Observar alguém fazendo um trabalho manual;
- Conversar sobre profissões.
Depois de viver cada uma das experiências acima (e tantas outras), a criança mesmo pode decidir o que desperta a sua curiosidade.
Desenvolvimento da criança: os filhos crescem observando aquilo que os adultos fazem
Existe uma parte no desenvolvimento da criança e na educação dos filhos que acontece sem que os pais ou outros adultos percebam que estão ensinando.
A criança observa como eles interagem e trabalham no dia a dia, como enfrentam os problemas, como lidam com as frustrações e até mesmo como reagem quando precisam começar do zero.
Chamamos essa fase de “observação”, mas ela vai muito além de simplesmente olhar ao redor.
A criança percebe quando o adulto se dedica a algo porque realmente gosta daquilo. E também, quando algum deles desiste diante de uma dificuldade.
Tudo é percepção.
E conforme a criança vai crescendo e adquirindo consciência sobre as coisas, ela mesma constrói suas convicções e referências sobre o mundo: o que parece interessante, o que parece possível, o que desperta sua curiosidade e quais espaços ela consegue imaginar ocupando no futuro.
Quando a história dos pais vira inspiração e ponto de partida
Uma notícia que saiu recentemente na revista Marie Claire ilustra muito bem essa ideia.
Em entrevista, Vicky Farfus, filha do piloto Augusto Farfus, conta que cresceu acompanhando o pai no universo do automobilismo. O contato com esse ambiente aconteceu desde cedo, tornando aquele mundo conhecido e totalmente familiar para ela.
Após vivenciar essa experiência e descobrir que também tinha interesse em correr, Vicky passou a construir a sua própria trajetória nas pistas. E, com isso, também se tornou uma referência para outras meninas e mulheres que talvez nunca tivessem imaginado o automobilismo como uma possibilidade.
Essa história é belíssima e cativante porque mostra que a criança pode desenvolver habilidades e descobrir novos interesses quando alguém próximo apresenta esse universo à ela.
O fato de conhecer um caminho não determina qual será a sua escolha, claro. Mas o contato é um começo importante para ela se conhecer e saber o que quer para o futuro.
O papel dos pais não é adivinhar o futuro, e sim ampliar as possibilidades
Qual escola escolher? Qual atividade extracurricular oferecer ao filho? Qual talento desenvolver primeiro? Qual profissão estimular? Como preparar a criança para viver a fase adulta?
É natural os pais se preocuparem com essas questões ao longo da criação dos pequenos porque existe o instinto protetivo e o desejo de querer garantir que os filhos tenham um futuro seguro.
Só que a infância não precisa ser tratada como uma corrida ou uma preparação constante para a vida adulta. Há tempo suficiente para a criança experimentar coisas novas, aos poucos, e descobrir seus próprios interesses sem que os pais precisem transformar tudo em desempenho.
Dar referências também é deixar espaço para escolhas
Quando um pai apresenta ao filho algo que ama, sabemos que ele está compartilhando uma parte importante de quem ele é. E o mesmo pode ser dito quando a mãe mostra à filha uma atividade que considera interessante para ela.
A criança, porém, não precisa gostar das mesmas coisas, e tudo bem ser dessa forma. Todos os adultos já viveram a infância um dia e guardam em suas próprias memórias as experiências que viveram e o que desejavam encontrar para o futuro.
Como pais, é nosso papel ampliar o mundo dos nossos filhos e deixar que eles sejam livres para descobrir aquilo que faz sentido para eles.
Como está o mundo de possibilidades para os pequenos aí desse lado?
Se você gostou desse conteúdo, aproveite para ler nosso artigo sobre jogos de tabuleiro e conexão familiar. Uma leitura que segue por esse mesmo caminho de olhar para os momentos simples que aproximam pais e filhos, e que contribuem para o desenvolvimento da criança.

Escrito pela equipe
My Baby Care
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