Entenda como a paternidade ativa e a presença do pai contribuem para o desenvolvimento e crescimento infantil.
Ninguém aprende a ser pai antes de o filho chegar. A primeira troca de fralda pode demorar mais do que o esperado, o choro nem sempre é fácil de interpretar e algumas decisões trazem mais dúvidas do que respostas.
Isso acontece com os papais de primeira viagem e também com aqueles que já têm experiência, porque cada criança possui sua própria forma de sentir, reagir e se relacionar.
O que precisamos entender é que a paternidade não depende de saber tudo desde o início. Ela se constrói ao longo dos anos, com o pai participando da rotina da família, aprendendo sobre o filho e assumindo o cuidado como uma responsabilidade que também é sua.
O que significa ser uma figura paterna presente?
A figura paterna pode ser o pai biológico, adotivo, padrasto ou outro homem que ocupe esse lugar na vida da criança.
Porém, só o vínculo familiar não garante uma presença verdadeira.
A criança percebe quem atende quando ela chama, quem cumpre o que prometeu, quem participa dos momentos agradáveis e quem permanece por perto quando o dia fica difícil.
Por isso, ser uma figura paterna presente não pode ser medido apenas pelo vínculo biológico ou pelo número de horas que o pai passa junto ao filho. É ser um pai que oferece disponibilidade emocional, constância e, principalmente, responsabilidade.
Qual é o papel do pai no desenvolvimento infantil?
O papel do pai no desenvolvimento infantil aparece em diversas situações que podem até soar pequenas para um adulto, mas têm grande significado para a criança e o bebê.
Quando o pai está próximo e responde ao choro do recém-nascido, por exemplo, ele demonstra que suas necessidades são percebidas. Quando conversa com a criança pequena sobre o que ela está sentindo, ajuda a dar nome a emoções que ainda são difíceis de compreender. E quando estabelece limites e explica os motivos, ensina que o cuidado e a frustração podem existir, sim, na mesma relação.
Pesquisas que analisam o envolvimento paterno, inclusive, encontraram associações positivas com aspectos do desenvolvimento cognitivo durante a infância.
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Paternidade ativa não é somente brincar
A brincadeira tem um alto valor para a família porque aproxima, estimula a imaginação e permite que o pai conheça melhor o jeito do filho. Mas não é a única coisa que importa.
O pai precisa:
- Saber qual medicamento a criança está tomando;
- Quando será a próxima consulta;
- O que está acontecendo na creche e escola;
- E por que ela acordou assustada durante a noite.
Ou seja, precisa participar das decisões, dividir as tarefas com a mãe e acompanhar as mudanças de cada fase infantil.
Durante muito tempo, a mãe assumiu o papel principal pelo cuidado dos filhos. Porém, ano a ano essa ideia tem sido revista, com o pai começando a assumir uma participação ainda mais direta na rotina da criança.
Cada fase pede uma forma diferente de presença
Nos primeiros meses, a presença paterna no crescimento do filho pode aparecer no colo, no banho, na troca de roupa, na alimentação e nos cuidados do bebê durante a madrugada. Mesmo quando a mãe amamenta, existem muitas outras maneiras de o pai participar.
Conforme a criança cresce, surgem novas necessidades. O pai passa a acompanhar brincadeiras, perguntas, birras, consultas, tarefas escolares e amizades. E, mais tarde, talvez precise ouvir assuntos que não sabe resolver imediatamente.
Faz parte.
Participar não significa ter uma resposta pronta para tudo. Às vezes, é mostrar para a criança que ela pode falar sem ser ridicularizada, interrompida ou tratada como alguém que está exagerando.
O cuidado paterno também ganhou espaço entre as marcas
A importância do pai para o crescimento e desenvolvimento infantil já aparece fora das conversas familiares.
Recentemente, a Reserva, marca brasileira de moda masculina, surpreendeu a todos ao se tornar a primeira marca do país a criar uma linha voltada exclusivamente à paternidade. A iniciativa foi desenvolvida em parceria com a Safety 1st, e inclui produtos ligados à rotina com bebês e crianças pequenas.
A mensagem adotada pela campanha chamou atenção porque reforça o importante papel do pai no crescimento e no desenvolvimento infantil; e porque estimula os papais de primeira, segunda ou terceira viagem a serem mais ativos no cuidado com os filhos.
Não existe pai pronto, mas existe pai disposto a participar
A importância do pai na família não está em se tornar impecável, mas em ser alguém com quem a criança possa contar. E é ao longo dos anos, e da própria convivência com a criança que ele encontra a própria maneira de ser uma figura paterna ativa.
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Escrito pela equipe
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