Sound of Freedom: o filme que todos os pais devem assistir

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Imagem de divulgação do filme “Sound of Freedom”, com um homem abraçando uma criança e outro homem em pé ao lado, usando uniforme policial e distintivo. Ao fundo, há uma paisagem tropical ao pôr do sol e veículos em uma estrada. A composição é decorada com ilustrações de pássaro, folhas, corações e formas coloridas.

Por que Sound of Freedom é um filme necessário para todos os pais e adultos envolvidos na criação das crianças?

 

Na correria do dia a dia, é comum acreditarmos que estamos fazendo tudo o que podemos para proteger as nossas crianças. Levamos à escola, acompanhamos as atividades, organizamos a rotina delas e tentamos estar presentes sempre que possível.

Mas será que estar por perto é suficiente?

O filme Sound of Freedom convida os pais e demais adultos a refletirem justamente sobre isso.

A história é difícil, provoca desconforto e pode despertar sentimentos intensos. Ainda assim, é uma obra que merece ser conhecida porque coloca em discussão um assunto importante: a exploração infantil e a responsabilidade dos adultos na proteção dos pequenos.

Sobre o que trata o filme Sound of Freedom?

Lançado em 2023, Sound of Freedom acompanha a história de Tim Ballard, um ex-agente do governo dos Estados Unidos que decide deixar o trabalho para se dedicar ao resgate de crianças vítimas do tráfico e da exploração sexual.

Na trama, ele conhece uma situação que muda completamente a sua trajetória: uma criança é resgatada, mas a sua irmã continua desaparecida. A partir daí, o personagem se envolve em uma missão para encontrá-la e libertá-la.

O filme nos apresenta uma realidade extremamente dolorosa, que mostra como as crianças podem ser colocadas em situações de violência, manipulação e exploração por adultos.

É importante lembrar que Sound of Freedom é uma obra inspirada em acontecimentos reais, mas não um retrato completo ou documental de todos os casos de tráfico infantil. A produção recebeu críticas e gerou debates justamente sobre a forma como apresenta determinados acontecimentos.

Quais aprendizados o filme traz para os pais?

Ainda que apresente uma história difícil, Sound of Freedom é um filme recomendado para todos os pais e adultos porque traz ensinamentos extremamente valiosos. 

1- A proteção da criança é responsabilidade dos adultos

Uma das principais reflexões é que a criança não deve carregar sozinha a responsabilidade pela própria segurança.

Os pequenos ainda estão aprendendo a reconhecer os perigos do mundo, compreender intenções humanas e avaliar consequências. Por isso, não podemos esperar que tenham sempre a maturidade necessária para identificar uma situação de risco.

A segurança da criança começa com a presença, a orientação e a atenção dos adultos.

2- Nem todo perigo parece perigoso no começo

Muitas situações de risco não começam com algo que assusta imediatamente. Elas podem vir por meio de uma conversa, de uma promessa, de um presente, de uma brincadeira ou até mesmo da aproximação de alguém que parece gentil.

Por isso, ensinar segurança infantil não pode se resumir em dizer que a criança não pode conversar com desconhecidos.

Ela precisa aprender que ninguém deve pedir segredo aos adultos responsáveis, fazer ameaças, oferecer presentes em troca de silêncio ou pedir imagens e informações pessoais.

3- A criança precisa saber que será ouvida

Um dos cuidados mais importantes na prevenção da violência infantil é construir uma relação de confiança. A criança precisa sentir que pode conversar com os pais abertamente sem ser imediatamente repreendida, desacreditada ou culpada.

Às vezes, ela não vai contar tudo de uma vez. Ela pode começar falando por meio de uma brincadeira, de uma pergunta inesperada ou de uma mudança de comportamento.

Cabe aos adultos aprenderem a observar além das palavras.

4- Conversar sobre proteção não precisa assustar

Falar sobre violência, abuso e exploração infantil é difícil, e muitos pais evitam esses assuntos porque têm medo de tirar a inocência dos filhos.

No entanto, existe uma diferença entre assustar a criança e ensiná-la a se proteger.

A conversa deve e vai acontecer em algum momento, e ela deve ser conduzida  sem descrições que provoquem medo desnecessário. Ela também precisa ser adequada à idade dos filhos e evitar excesso de detalhes. 

Os pais podem ensinar, por exemplo, que o corpo da criança merece respeito, que ela pode dizer não a um toque que cause desconforto e que deve procurar um adulto de confiança quando se sentir insegura.

5- A atenção dos adultos faz diferença

O filme também provoca uma reflexão sobre a forma como os adultos observam o ambiente ao redor.

  • Quem está acompanhando a criança? 
  • Quem tem acesso a ela? 
  • Quais são os adultos responsáveis por determinado espaço? 
  • A criança sabe a quem pedir ajuda? 
  • Os pais conhecem as pessoas que participam da rotina dos filhos?

Essas perguntas fazem parte da segurança da criança.

Isso não significa que estão desconfiados de todas as pessoas ou vivendo em estado permanente de alerta. Trata-se de não entregar a proteção dos filhos ao acaso.

 

Cuidar das crianças é uma responsabilidade de todos

Assistir a Sound of Freedom é uma experiência desconfortável porque trata de um assunto difícil para os pais. Ainda assim, é importante e abre espaço para conversas necessárias na família.

A proteção infantil não depende apenas de uma pessoa, então, a recomendação é que todos que tiverem contato com os pequenos assistam e aprendam com a história. 

Pais, familiares, professores, profissionais da saúde, responsáveis por espaços de convivência, sociedade… As crianças precisam de adultos que observem, orientem e estejam dispostos a agir quando alguma coisa não parece certa.

 

Se você gostou dessa indicação, compartilhe com outros pais que também precisam saber. E aproveite para conferir nosso outro artigo que trata sobre a segurança infantil.

 

Logo do mybabycare, passarinho saindo do ninho.

Escrito pela equipe

My Baby Care

O Mybabycare é um portal, um espaço seguro para trocar experiências com pais, futuros pais e especialistas. Aqui, ninguém caminha sozinho.

Artigo escrito por

Lidiele Moura

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