4 Exercícios de Fisioterapia para Corrigir a Postura do Bebê

O uso adequado da cadeirinha de carro é essencial para a segurança, mas também tem um impacto direto na saúde postural e ortopédica do bebê.

Posturas inadequadas durante o transporte podem afetar o desenvolvimento musculoesquelético do bebê. A fisioterapia preventiva orienta pais sobre o uso correto da cadeirinha de carro, ajudando a evitar problemas posturais e ortopédicos.

Segundo a fisioterapeuta Dra. Luciana Luz, especialista em saúde materno-infantil, a escolha adequada da cadeirinha e o tempo de uso são essenciais para garantir a segurança e o desenvolvimento saudável do bebê.

A Importância de Avaliar a Postura do Bebê Durante o Uso da Cadeirinha de Carro:

Como os fisioterapeutas podem avaliar a postura de um bebê enquanto está na cadeirinha de carro?

O fisioterapeuta observa o bebê posicionado na cadeirinha, preferencialmente com o bebê acordado e tranquilo. Garantir o bom posicionamento do bebê na cadeirinha é essencial para a segurança e o desenvolvimento saudável.

É importante observar o alinhamento da cabeça, pescoço e coluna, a simetria dos ombros, quadris e pés, além do apoio adequado das costas. A posição ideal do quadril é em “M”, prevenindo displasia. Fique atento a sinais de pressão na pele, dificuldades respiratórias e postura encurvada, que podem indicar riscos à saúde.

 

Dependendo da idade do bebê, o fisioterapeuta analisa o controle postural da seguinte forma:

  • Manter a cabeça na linha média sem apoio;
  • Sustentar o tronco de forma estável (em bebês mais velhos);
  • Reagir de forma adequada a mudanças de posição ou estímulos (indicador do desenvolvimento neuromotor).

Após a avaliação, o fisioterapeuta fornece dicas para melhorar o posicionamento na cadeirinha (como ajustar inclinação ou usar redutores), dar recomendações sobre tempo máximo de uso contínuo; ndicação de modelos de cadeirinhas mais adequados, se necessário e sugestões de exercícios ou posturas complementares fora da cadeirinha, para estimular o desenvolvimento

 

Como a posição de repouso inadequada pode influenciar o alinhamento da coluna do bebê?

A posição inadequada de repouso pode prejudicar o desenvolvimento das curvas naturais da coluna do bebê, causar desalinhamentos e assimetrias.

Posturas mal apoiadas geram pressão desigual e limitam os movimentos, dificultando o fortalecimento muscular e o desenvolvimento motor.

Além disso, o repouso prolongado em posições incorretas pode causar plagiocefalia e torcicolo, afetando o eixo corporal.

Quais são os principais sinais de que o bebê está com a postura incorreta na cadeirinha de carro?

 

Reconhecer os sinais de postura incorreta do bebê na cadeirinha de carro é fundamental para prevenir desconfortos, complicações ortopédicas e até riscos respiratórios. Abaixo estão os principais sinais de alerta, observados tanto por profissionais quanto pelos pais e cuidadores:

  • Cabeça inclinada constantemente (“tombada”) para o lado ou para frente;
  • Assimetria da cabeça; quando a cabeça está constantemente virada para o mesmo lado.
  • Inclinação ou torção do tronco; bebê parece estar “afundado” ou com o corpo torto na cadeirinha.
  • Ombros em alturas diferentes ou deslocados para frente; indicando cinto mal posicionado ou mau encaixe da criança.
  • Quadris estendidos ou joelhos esticados;
  • Pernas cruzadas ou espremidas;
  • Choro frequente ou estado de irritação; pois desconforto constante, pode ser um sinal claro de má postura ou dor.

Efeitos de Uso Prolongado e Inadequado das Cadeirinhas de Carro:

Quais os efeitos a longo prazo do uso incorreto de cadeirinhas de carro na saúde ortopédica infantil?

  • Alterações posturais:
    Posições incorretas podem causar desvios na coluna e assimetrias no corpo.

  • Desenvolvimento motor prejudicado:
    A má sustentação do corpo interfere no fortalecimento muscular e no alcance de marcos motores.

  • Compressões e sobrecargas articulares:
    Posições inadequadas geram pressão excessiva em quadris, ombros e coluna, podendo causar dores e alterações estruturais.

  • Desvios nos membros inferiores:
    Ajustes incorretos dos cintos ou da base da cadeira podem afetar o desenvolvimento saudável das articulações dos quadris e joelhos.

Como o uso prolongado da cadeirinha pode afetar os músculos e articulações do bebê?

 

O uso incorreto e prolongado da cadeirinha de carro pode ter efeitos negativos significativos a longo prazo na saúde ortopédica infantil e também no desenvolvimento neuromotor, especialmente quando o bebê é exposto a posições inadequadas repetidamente nos primeiros meses e anos de vida — período crítico para o desenvolvimento musculoesquelético.

 

Como os Fisioterapeutas Podem Orientar os Pais para Evitar Problemas Posturais

 

Quais orientações os fisioterapeutas devem dar aos pais sobre o ajuste correto da cadeirinha de carro?

É importante que os pais sigam as seguintes dicas:

  • Garantam que o bebê repouse com a coluna alinhada e bem apoiada.

  • Variem as posições ao longo do dia (colinho, barriga para baixo com supervisão, tempo no chão).

  • Usem as cadeirinhas e carrinhos apenas pelo tempo necessário — não como local principal de repouso.

  • Observem sinais de desconforto, assimetria ou atraso motor e procurar orientação precoce.

Quais dicas práticas os fisioterapeutas oferecem para melhorar o conforto e reduzir o risco de problemas posturais no bebê durante viagens?

O bebê pode apresentar tensões musculares leves, principalmente na região cervical, dorsal e quadris em viagens ou rotinas com deslocamentos frequentes. Exercícios simples e seguros de fisioterapia podem ajudar a aliviar essas tensões e promover o equilíbrio postural.

Exercícios de Fisioterapia para Bebês em Cadeirinhas de Carro:

Quais exercícios simples de fisioterapia podem ajudar a aliviar tensões musculares causadas pelo uso da cadeirinha de carro?

Exercícios que auxiliam o bebê pós-cadeirinha:

  1. Tummy Time (Tempo de Bruços)
  • O que é: Colocar o bebê de bruços por alguns minutos, sob supervisão.
  • Benefícios: Fortalece o pescoço, ombros, costas e quadris; alivia compressões causadas pela posição sentada.
  • Duração: Iniciar com 3–5 minutos e aumentar gradualmente conforme a tolerância do bebê.
  • Dica: Pode ser feito no chão, sobre um tapete, ou no colo dos pais.

Mulher de pele clara, cabelos escuros presos e vestindo jaleco cinza, sorri enquanto segura uma menina pequena com síndrome congênita, pele clara, usando faixa rosa na cabeça, camiseta branca estampada com desenho infantil e shorts jeans, dentro de ambiente hospitalar com equipamentos ao fundo.

 Luciana Luz com a paciente

2. Alongamento suave dos ombros e braços

  • Como fazer: Com o bebê deitado de barriga para cima, segure gentilmente seus braços e estique suavemente para cima e depois para os lados, formando um “T”.
  • Objetivo: Liberar tensões dos ombros e peitoral.
  • Frequência: 2 a 3 vezes por dia, com 3 repetições leves.

3. Mobilização de quadril (bicicletinha)

  • Como fazer: Com o bebê deitado de barriga para cima, simule o movimento de pedalar com as perninhas.
  • Objetivo: Mobilizar quadris e joelhos, estimular circulação e aliviar rigidez da região lombar.
  • Dica: Pode ser acompanhada de músicas e contato visual para manter o bebê tranquilo.

 

4. Alongamento cervical

  • Como fazer: Com o bebê deitado, toque suavemente o lado do pescoço que parece mais tenso, incentivando o bebê a virar a cabeça para o lado oposto (usando brinquedos ou sons).
  • Objetivo: Aliviar encurtamento muscular em casos de torcicolo leve ou preferência postural.
  • Importante: Não forçar o movimento. Deve ser feito com leveza e atenção à reação do bebê.

 

Como os pais podem realizar esses exercícios de forma segura e eficaz com os bebês?

Alguns cuidados importantes devem ser tomados durante os exercícios. Estes devem ser suaves, sem causar dor ou desconforto, caso o bebê chore ou demonstre resistência, interrompa e tente novamente mais tarde e se houver assimetria persistente, atraso motor ou suspeita de displasia, o ideal é procurar um fisioterapeuta pediátrico para avaliação individual.

Quando é o momento certo para os pais procurarem a ajuda de um fisioterapeuta para tratar dores posturais decorrentes do uso de cadeirinhas?

Os pais devem considerar procurar um fisioterapeuta pediátrico assim que perceberem sinais de desconforto ou alterações posturais relacionadas ao uso da cadeirinha de carro. A intervenção precoce é essencial para prevenir complicações a longo prazo e promover um desenvolvimento motor saudável.

Conclusão

Os fisioterapeutas pediátricos desempenham um papel crucial na orientação e prevenção de problemas posturais causados pelo uso inadequado de cadeirinhas de carro. Com a abordagem preventiva e a educação dos pais, podemos garantir que as crianças se desenvolvam de forma saudável, evitando problemas ortopédicos a longo prazo.

Caso precise de auxílio profissional para seu filho, procure um especialista.

Confira mais recomendações de sobre o uso das cadeirinhas aqui e no site mybbcare.com

Mulher de cabelos escuros, lisos e médios, sorrindo, vestindo uma blusa estampada de folhas em tons verdes e bege, sobre fundo branco.

Fisioterapeuta

Dra. Luciana Luz

Mestre em Saúde Materno Infantil pela UFF, Especialista em Fisioterapia Hospitalar pela UNIGRANRIO, Pós-graduada em Cardiologia Pediátrica e Neonatal no INC. Possui MBA em Gestão de Projetos pela UERJ, atua como Avaliadora ONA (Organização Nacional de Acreditação). Coordenadora da Pós-graduação em Fisioterapia Intensiva Pediátrica e Neonatal no Grupo Prontobaby. CREFITO2/75453F

Mulher negra sorrindo com cabelos cacheados e blusa com detalhes branco e amarelo

Escrito por

Gabriela Sucupira

Especialista em Marketing pela USP/Esalq e bacharel em Letras pela UFRJ. Redatora bilíngue português/inglês, mãe da Rebeca, Consultora Textual e de Personal Branding para o Linkedin.

Cadeirinha de Bebê: Dicas da Fisioterapeuta para Proteger seu Filho

Os pais de filhos pequenos, principalmente os de primeira viagem, costumam se preocupar com as questões do dia a dia que possam afetar o desenvolvimento do bebê, entre elas o uso da cadeirinha.

Dentre os especialistas da área de saúde, os fisioterapeutas explicam que os primeiros anos de vida de uma criança são cruciais para o desenvolvimento do sistema musculoesquelético.

A escolha da cadeirinha de carro e o tempo de uso podem influenciar diretamente na postura e na saúde ortopédica do bebê.

Neste artigo, exploramos como as cadeirinhas de carro impactam a biomecânica do bebê e quais orientações fisioterapêuticas são essenciais para garantir um desenvolvimento saudável.

Para isso, entrevistamos a Coordenadora de Pós-graduação em Fisioterapia Intensiva Pediátrica e Neonatal no Grupo Prontobaby, Mestre em Saúde Materno Infantil pela UFF e Especialista em Fisioterapia Hospitalar, a Dra. Luciana Luz.

Baseada em toda sua experiência, ela oferece aos pais e cuidadores das crianças pequenas como garantir a segurança dos bebês durante o transporte sem causar danos ao desenvolvimento neuromotor dos pequenos.

A Importância da Posição na Cadeirinha de Carro para o Desenvolvimento Ortopédico:

 

Qual a importância de um posicionamento adequado do bebê na cadeirinha de carro para evitar deformidades posturais?

Os bebês estão em fase de crescimento acelerado, com ossos e articulações ainda em formação. Uma posição inadequada e prolongada pode causar assimetrias e deformidades, como achatamento da cabeça, escolioses, hiperlordoses, torcicolos e alterações biomecânicas na articulação do quadril.

Nos primeiros meses de vida, o bebê está em pleno desenvolvimento neuromotor. Nesta fase, a postura é extremamente sensível a influências externas.

As cadeirinhas de carro são essenciais para a segurança dos bebês durante o transporte, mitigando os riscos de lesões em caso de acidentes.

 

Como o ajuste da cadeirinha pode influenciar a posição da cabeça, coluna e pescoço do bebê?

Se a cabeça do bebê fica constantemente virada para um lado ou apoiada de maneira inadequada na cadeirinha, pode ocorrer achatamento da cabeça (plagiocefalia); isso é comum quando a cadeirinha é usada por longos períodos ou quando o bebê já tem uma preferência postural (torcicolo).

A coluna do bebê deve estar bem alinhada e apoiada, especialmente nos primeiros meses, quando ele ainda não tem controle cervical adequado.

 

Quais são os efeitos de uma posição inadequada na cadeirinha de carro, como hiperlordose ou torticólis?

Uma má posição pode levar a desvios posturais ou sobrecarga em pontos específicos da coluna. Uma postura incorreta, especialmente com a cabeça projetada para frente ou inclinada excessivamente, pode dificultar a respiração no atual momento, levando a uma diminuição dos níveis de oxigênio no organismo.

Um bebê mal posicionado pode ficar mais irritado, chorar mais e até se recusar a ficar na cadeirinha, o que afeta diretamente na rotina da família e o próprio desenvolvimento emocional do bebê.

A Relevância do Ajuste Adequado

Quais ajustes devem ser feitos na cadeirinha do carro para garantir que o bebê esteja adequadamente posicionado?

Do ponto de vista fisioterapêutico, a cadeirinha de carro não é para uso prolongado. Esta deve ser usada exclusivamente para transporte do bebê. O uso contínuo como local de descanso, sono ou permanência, como dentro de casa, é desaconselhado. O uso excessivo fora do carro é prejudicial ao desenvolvimento neuromotor.

 

Criança sorrindo no banco traseiro, usando casaco amarelo e touca cinza, ao lado da mãe, que sorri olhando para o pai no banco da frente
Image by Freepik

Qual a recomendação dos fisioterapeutas para ajustar a cadeirinha conforme as diferentes fases de desenvolvimento do bebê?

 

Os fisioterapeutas pediátricos recomendam que os pais façam ajustes conforme a idade do bebê:

  • 0 a 3 meses: uso de redutores anatômicos e inclinação de 45°, com atenção ao alinhamento da cabeça, pescoço e coluna;
  • 4 a 6 meses: retirada gradual dos redutores, com controle maior do tronco;
  • Após 6 meses: ajustes na altura do encosto e cintos, mantendo sempre o apoio da coluna e pelve;
  • A partir de 1 ano: transição para cadeirinhas maiores e, mais tarde, assentos de elevação, conforme o crescimento da criança.

É importante sempre revisar o ajuste dos cintos, evitar que a cabeça fique projetada para frente e garantir que a postura permita respiração livre.

Definindo critérios de escolha da cadeirinha

A escolha da cadeirinha depende de três fatores essenciais: a conformidade com os requisitos de certificação do Inmetro; a adequação ao tamanho da criança, isto é, sua estatura, anatomia e peso; e a factibilidade de instalação no veículo conforme as instruções do fabricante.

Dicas de Prevenção:

  • Usar cadeirinhas certificadas (Inmetro) e adequadas à idade.
  • Evitar trajetos muito longos sem pausas.
  • Alternar com momentos no colo, tapetes de atividades ou carregadores ergonômicos.
  • Consultar o pediatra, caso haja sinais de assimetrias posturais ou desconforto frequente na cadeirinha e realizar uma avaliação com um profissional fisioterapeuta especializado em Neonatologia e Pediatria.

A fisioterapia pode ajudar no tratamento de disfunções ortopédicas causadas por cadeirinhas inadequadas?

O fisioterapeuta pediátrico atua não apenas na reabilitação, mas também na prevenção de deformidades. Avaliações regulares podem detectar sinais precoces de desalinhamento postural, disfunções articulares ou atrasos no desenvolvimento motor.

O profissional também pode orientar os pais quanto à escolha e ao uso correto da cadeirinha, com base na anatomia e necessidades específicas da criança. As cadeirinhas de carro são indispensáveis para a segurança dos bebês, mas seu impacto na postura e no desenvolvimento ortopédico não pode ser ignorado.

Com orientações adequadas, ajustes individualizados e acompanhamento fisioterapêutico quando necessário, é possível aliar proteção e desenvolvimento saudável.

Conclusão

Os fisioterapeutas desempenham um papel fundamental na orientação sobre a postura e o uso adequado das cadeirinhas de carro para bebês. O ajuste correto e o uso consciente desses equipamentos podem prevenir problemas ortopédicos e garantir um desenvolvimento saudável para as crianças.

Caso precise de auxílio profissional para seu filho, procure um especialista.

Confira mais recomendações de especialistas no site mybbcare.com.

Mulher de cabelos escuros, lisos e médios, sorrindo, vestindo uma blusa estampada de folhas em tons verdes e bege, sobre fundo branco.

Fisioterapeuta

Dra. Luciana Luz

Mestre em Saúde Materno Infantil pela UFF, Especialista em Fisioterapia Hospitalar pela UNIGRANRIO, Pós-graduada em Cardiologia Pediátrica e Neonatal no INC. Possui MBA em Gestão de Projetos pela UERJ, atua como Avaliadora ONA (Organização Nacional de Acreditação). Coordenadora da Pós-graduação em Fisioterapia Intensiva Pediátrica e Neonatal no Grupo Prontobaby. CREFITO2/75453F

Mulher negra sorrindo com cabelos cacheados e blusa com detalhes branco e amarelo

Escrito por

Gabriela Sucupira

Redatora bilíngue português/inglês, Especialista em Marketing pela USP/Esalq e bacharel em Letras pela UFRJ. Carioca, mãe da Rebeca, Consultora Textual e de Personal Branding para o Linkedin.

Posição em W nas Crianças: Mitos, Fatos e Orientações para Educadores

O impacto da posição em W no desenvolvimento infantil é o motivo das preocupações de pais, médicos e fisioterapeutas. Reunimos as recomendações que podem ajudar a promover posturas saudáveis nas crianças.

As crianças pequenas, geralmente de 2 a 6 anos, têm a facilidade  de sentarem de um jeito que os especialistas chamam de posição em W.

Mas como é essa posição? É aquele jeitinho peculiar de sentar com os joelhos dobrados para frente e os pés dobrados para trás, formando a letra “W” com as pernas, quando vista de cima.

Neste post você vai ver:

  • Preocupações Comuns: O Que Pais, Médicos e Fisioterapeutas Pensam.

  • Mitos e Fatos sobre a Posição em W.

  • O que dizem os estudos?

  • Como orientar as crianças a evitar a posição em W?
  • Conclusão.

Preocupações Comuns: O Que Pais, Médicos e Fisioterapeutas Pensam

A primeira vista, sentar na posição em W forma pode ser confortável para as crianças, mas a longo prazo pode afetar seu desenvolvimento postural e ósseo.

É possível destacar algumas características relacionadas ao hábito de sentar na posição em W:

  • Comum entre os 2 a 6 anos, especialmente em fases de transição de postura;

  • Proporciona maior estabilidade (baixa exigência de controle postural);

  • É confortável para algumas crianças com tônus muscular diminuído (como nas síndromes neurológicas).

 

Preocupações dos Pais

Quando falamos em relação à saúde, dentre as pessoas que mais se preocupam as possíveis consequências de sentar na posição em W  estão os pais e cuidadores.

Eles estão presentes durante a maior parte do tempo com a criança e vivenciam os episódios de desconforto e dores nas pernas e costas que essa posição em W pode causar.

 

Orientações dos Médicos

Os médicos e outros especialistas recomendam atenção especial nos seguinte casos:

  • Se a criança sempre escolhe essa posição;

  • Se ela apresenta dificuldade para sentar de outras formas (como “pernas de índio”);

  • Se há histórico de problemas ortopédicos ou neuromotores.

 

Sugestões dos Fisioterapeutas

Os profissionais da área de fisioterapia orientam que é preciso monitorar e orientar a criança com carinho para evitar maiores problemas em seu desenvolvimento no futuro.

Eles explicam que o estímulo é melhor caminho para mudar a situação.

Desvendando os Mitos sobre a Posição em W

Se o seu filho ou filha tem o costume de sentar na posição em W, você já deve escutado algumas frases um tanto preocupantes sobre as “possíveis” consequências de a criança permanecer sentada assim por muito tempo.

Embora algumas das afirmações tenham fundamento, outras não passam de mitos populares sobre um assunto do qual não se tem conhecimento ou cujas informações sejam superficiais.

Vale ressaltar alguns desses Mitos e as Explicações por trás deles:

 

“A Posição em W Sempre Causa Danos às Articulações”.

Mito, quando se diz “SEMPRE causa danos”. Mas esse mito tem fundamento.

A posição em W pode gerar problemas quando mantida por longos períodos ou usada com muita frequência, especialmente em crianças em fase de crescimento.

Sentar na posição em W pode aumentar o risco de:

  • alterações posturais;

  • enrijecimento dos músculos do quadril;

  • atrasos no desenvolvimento da coordenação motora;

  • estresse nas articulações dos quadris, joelhos e tornozelos.

Se for uma posição ocasional em crianças e adultos, sem dor nem outros fatores de risco, geralmente não há motivo de preocupação.

 

Mulher loira de cerca de 35 anos, vestindo blusa azul, sorri enquanto apoia gentilmente um menino sentado de costas em um banco diante de uma mesa de madeira, iluminada por uma janela com plantas, enquanto ele desenha com lápis de cor.
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“Crianças Sempre Perderão a Capacidade de Caminhar Corretamente se Sentarem em W”

Mito. Essa frase generaliza os fatos, isto é, sentar em W não leva AUTOMATICAMENTE à perda da capacidade de caminhar corretamente.

O corpo infantil é flexível e pequenos hábitos posturais nem sempre causam prejuízos duradouros. A realidade é que muitas crianças adotam a posição ocasionalmente e se desenvolvem normalmente, sem alterações no modo de andar, na marcha.

 

“A Posição em W Pode Ser Usada Sem Consequências se Não for Corrigida”

Mito. O uso ocasional da posição em W geralmente não causa problemas, mas dizer que pode ser usada sem consequências e sem correção ignora os riscos do uso frequente ou prolongado, especialmente em crianças em desenvolvimento.

 

Se não for orientada ou alternada com outras posturas, sentar na posição em W pode levar a:

  • alterações no desenvolvimento postural;

  • enrijecimento dos quadris;

  • dificuldade de equilíbrio e coordenação;

  • estresse nas articulações.

Estudos científicos sobre a posição em W

Especialistas em ortopedia pediátrica, fisioterapia e desenvolvimento infantil apontam que a posição em W, embora comum entre crianças pequenas, pode trazer riscos ao desenvolvimento articular e motor quando usada com frequência ou por longos períodos.

Desenvolvimento articular e muscular

Vale ressaltar que os profissionais fisioterapeutas e ortopedistas explicam que a posição em W coloca estresse excessivo sobre:

    • quadris;

    • joelhos;

    • tornozelos.

Esse estresse causado pela posição em W pode prejudicar a rotação interna do quadril e causar encurtamentos musculares, especialmente nos músculos do quadril e posteriores da coxa.

A posição em W e a Influência no Desenvolvimento Motor

Estudos destacam que a posição em W reduz a necessidade de ativar os músculos do core (tronco) para manter o equilíbrio.

Com isso, é possível que o desenvolvimento da estabilidade postural seja afetado e dessa forma, a coordenação motora e o controle de movimentos finos sejam prejudicados.

 

A evolução da Preferência pela Posição em W em Idades Mais Avançadas 

A partir dos 6 ou 7 anos, a preferência pela posição em W tende a diminuir naturalmente, principalmente entre crianças sem alterações musculoesqueléticas ou neurológicas. Isso ocorre porque a rotação interna do quadril vai se reduzindo com o desenvolvimento.

No entanto, se o hábito persistir após os 7 anos, os profissionais de saúde recomendam avaliação para prevenir desequilíbrios posturais ou atrasos no desenvolvimento motor.

Como Orientar Crianças a Evitar a Posição em W?

Orientar as crianças a evitar a posição em “W” é importante para promover um desenvolvimento musculoesquelético saudável. Dessa forma, é importante destacar as seguintes maneiras de abordar esse tema: 

Alternativas Posturais e Posicionamento Correto

Podemos incentivá-los a posturas como:

  • Sentar com as pernas esticadas à frente: essa posição alonga os músculos da parte de trás das pernas e promove um bom alinhamento da coluna.
  • Sentar com as pernas cruzadas (“índio”): essa postura fortalece os músculos do quadril e ajuda no equilíbrio.
  • Sentar de lado: alternar os lados evita tensão excessiva em um único lado do corpo.
  • Apoiar-se em superfícies: ao brincar no chão, incentivar a criança a se apoiar nos braços para fortalecer os músculos do tronco e ombros.

 

Atividades para Melhorar a Postura e o Desenvolvimento Motor

Os especialistas recomendam algumas atividades simples para incorporar na rotina das crianças. Vale ressaltar aquelas que fortalecem os músculos do tronco, quadris e pernas, pois são cruciais para ajudar no desenvolvimento motor dos pequenos:

  • Brincadeiras de equilíbrio: andar em cima de uma linha, brincar de estátua, usar uma prancha de equilíbrio.
  • Atividades de engatinhar e rastejar: túneis, obstáculos no chão para serem superados.
  • Jogos que exigem agachamento: pegar brinquedos no chão, imitar animais como sapos.
  • Atividades ao ar livre: correr, pular, subir em árvores (com supervisão).
  • Exercícios simples: alongamentos suaves, como alcançar os dedos dos pés.

Essas atividades ajudam a desenvolver a consciência corporal e a força muscular necessária para manter posturas saudáveis naturalmente.

Veja mais dicas de atividades ao livre aqui.

 

Situações para procurar ajuda de um profissional

A ajuda profissional de um pediatra, fisioterapeuta pediátrico ou ortopedista pediátrico é recomendada nos seguintes casos: 

  • Dificuldade persistente em evitar a posição em “W”;
  • Queixas de dor nas pernas, joelhos, quadris ou costas.
  • Dificuldade em realizar atividades motoras adequadas para a idade.
  • Assimetrias visíveis, como uma perna parece girar mais para dentro que a outra, por exemplo.
  • Histórico de problemas ortopédicos.

Em caso desses sintomas, o especialista poderá avaliar a situação e oferecer orientações específicas e personalizadas para a criança.

Conclusão: O Que os Educadores e Pais Devem Saber

A posição em “W” é comum em crianças pequenas, mas seu uso frequente e prolongado pode trazer preocupações para o desenvolvimento postural e motor.

Educadores e pais devem estar atentos à frequência com que as crianças adotam essa postura e incentivar ativamente alternativas mais saudáveis, explicando de forma lúdica os benefícios de variar as formas de sentar.

Oferecer um ambiente com diversas opções de assentos e promover brincadeiras que naturalmente exigem diferentes movimentos e fortalecem a musculatura são estratégias importantes.

 

Recomendamos o artigo que reúne os Benefícios da yoga para crianças, com Silvia Perez.

Mulher negra sorrindo com cabelo cacheado e batom vinho, vestindo blusa amarela

Escrito por

Gabriela Sucupira

Redatora bilíngue de língua inglesa, Especialista em Marketing pela USP/Esalq e bacharel em Letras pela UFRJ. Gabriela é carioca, Mãe da Rebeca, que atua como Consultora Textual e Personal Branding para o Linkedin.