Saúde Emocional das Crianças e Redes Sociais

Depois de falarmos sobre como equilibrar o tempo de tela das crianças na primeira parte da entrevista com a psicóloga Terezinha Dutra — disponível aqui — seguimos com orientações para ajudar pais e responsáveis a lidar com os desafios do mundo digital.

 

O universo digital oferece inúmeras oportunidades de aprendizado e conexão, mas também apresenta riscos que exigem atenção das famílias. Crianças e adolescentes, ainda em desenvolvimento emocional e cognitivo, podem não ter maturidade para lidar com conteúdos nocivos, golpes virtuais e excesso de exposição.

Neste contexto, o papel dos pais e responsáveis é orientar, proteger e educar, sem recorrer a atitudes autoritárias ou invasivas. 

Nesta continuação, falamos sobre como acompanhar a vida online dos filhos sem invadir sua privacidade, como usar recursos digitais de forma consciente, além de dicas para desenvolver senso crítico nas crianças e identificar sinais de alerta.

O objetivo é simples: fortalecer vínculos, promover diálogos mais leves e transformar a tecnologia em uma aliada no desenvolvimento saudável das crianças.

Dicas para supervisionar sem invadir a privacidade dos filhos

 

Como monitorar a vida digital das crianças sem parecer invasivo?

Uma estratégia possível para minimizar os prejuízos causados pela exposição às redes sociais é adotar medidas simples, como dispositivos de controle parental e aplicativos que auxiliam os pais no monitoramento saudável dos filhos. (Saiba mais aqui)

Ferramentas como o Kaspersky Safe Kids são boas aliadas. Elas ajudam a:

  • Aplicar os limites combinados;
  • Restringir conteúdos;
  • Definir horários de uso;
  • Acompanhar a localização da criança.

Mas elas não substituem o papel dos pais e cuidadores, que é orientar, monitorar e participar ativamente. 

Contudo, é preciso cautela antes de lançar mão desses recursos. Para melhores resultados, é necessário o envolvimento de toda a família, inclusive da criança monitorada, afinal, proibir não é orientar.

Regras claras devem ser acordadas previamente, seguidas de orientações sobre golpes e perigos da internet, levando em conta a idade e o grau de maturidade da criança.

Perfil familiar: um recurso para o uso consciente

Quais as vantagens de criar um perfil familiar nas redes sociais?

Ter um perfil familiar, onde membros interagem entre si, fortalece o sentimento de pertencimento e cria um ambiente virtual seguro. O uso consciente das redes sociais passa a ser uma ferramenta positiva diante dos desafios do ambiente digital.

 

Como definir limites claros sem comprometer a privacidade?

Definir limites claros é parte essencial do cuidado. Ao compreender as diferenças entre privacidade e singularidade, é possível respeitar os direitos da criança sem violar sua personalidade.

Esse entendimento garante aos responsáveis liberdade para orientar sobre os riscos da exposição e do potencial da viralização das informações pessoais, considerando que crianças não têm maturidade para discernir o que pode ou não ser compartilhado publicamente.

A conscientização de que as regras são protetivas, e não proibitivas, torna esse processo mais leve e seguro.

Desenvolvendo senso crítico nas crianças

Quais práticas diárias ajudam os filhos a questionar conteúdo online? Como ensiná-los a diferenciar informação confiável de fake news?

Através da educação e de exemplos práticos, possibilita-se conscientizar sobre as vulnerabilidades às quais estão expostos ao manter um perfil público, por exemplo.

É importante ensiná-los a respeitar as classificações indicativas por faixa etária e mostrar que não devem compartilhar qualquer informação sem conhecer sua origem, evitando assim difundir fake news ou ser vítimas delas.

A garota usa uma blusa branca com detalhes em azul-claro ou cinza. O cenário é de um escritório: a mesa é de cor de madeira clara (bege/caramelo), a cadeira é preta e as paredes são brancas. Há uma lousa branca com escrita em preto, e um quadro de cortiça marrom com papéis brancos afixados. Um fichário rosa e outros livros com capas em tons de cinza, preto e vermelho também estão na mesa.
Rebeca pesquisando para o trabalho da escola.

 

 

Quando proibir ou restringir o uso das redes sociais

Quais sinais indicam dependência digital?

Embora não sejam os únicos indicativos, alguns sinais incluem:

  • Perda de interesse por assuntos e lugares fora do ambiente virtual;
  • Tempo excessivo de tela (dias seguidos);
  • Isolamento no quarto, interagindo apenas no mundo digital;
  • Impactos na saúde física, como deixar de se alimentar, apresentar tiques nervosos, insônia, alteração de humor ou ansiedade;
  • Baixo rendimento escolar sem outros motivos aparentes;
  • Falta de higiene pessoal para continuar jogando;
  • Agitação, irritabilidade ou desregulação emocional quando privados do celular, por exemplo.

Quais hábitos e ferramentas promovem um acompanhamento saudável?

Passar tempo com seu filho é um hábito valioso que fortalece a conexão entre vocês. Compartilhe seu dia e permita que ele compartilhe seu universo digital.

Participe de suas escolhas com entusiasmo, mostre interesse por seus jogos favoritos. Esse tempo juntos possibilita conhecer a linguagem que ele utiliza em interações online e avaliar comportamentos sem o interrogar ou invadir seu espaço.

Em que situações restringir temporariamente o acesso pode ser necessário — e como fazer isso de forma construtiva?


Não existe regra única. Cada responsável precisa avaliar o momento certo para intervir, observando as mudanças comportamentais da criança.

O ideal é respeitar suas dificuldades e investir em atividades alternativas, como esportes e artes, que possam substituir de forma saudável o uso excessivo da tecnologia.

 

Quais mudanças emocionais ou comportamentais devem acender o alerta?

É preciso atenção quando surgem alterações como:

  1. Introspecção exacerbada repentina;
  2. Perda do interesse pelo mundo externo;
  3. Falta de socialização e isolamento;
  4. Medos extremos;
  5. Alterações de humor;
  6. Maior tendência à desatenção;
  7. Apatia ou agitação excessiva;
  8. Mudanças bruscas na aparência;
  9. Identificação com grupos hostis ou com condutas de ódio contra pessoas ou grupos.

 

Como dialogar sobre riscos sem afastar os filhos ou causar medo?

A internet é uma janela para o mundo, mas traz riscos reais. Na tentativa de proteger, pais muitas vezes exageram, usando longos sermões ou repetições. A criança percebe o medo dos pais, o que pode gerar insegurança.


É recomendado que as orientações sejam dadas com calma, voz serena e abertura para acolher dúvidas e medos. A criança precisa sentir que pode falar sobre qualquer assunto ou ameaça e será compreendida e protegida.

A tranquilidade, a preocupação genuína e a dedicação dos pais tornam-se um porto seguro, reduzindo o medo diante de ameaças externas.

Mulher morena de cabelos médios lisos e blusa branca em um fundo branco.

Psicólogo(a)

Terezinha Dutra Lima

Psicóloga clínica Especialista em saúde mental pela Fiocruz, Especialista em neuropsicologia e em psicodiagnóstico infantil e psicopatologia. Autora e coordenadora do Projeto AbraceTea. @espacoabracetea

Mulher e criança negras sorrindo para uma selfie, ambas com cabelos trançados, sentadas lado a lado.

Escrito por

Gabriela Sucupira

Redatora bilíngue de língua inglesa, Especialista em Marketing pela USP/Esalq e bacharel em Letras pela UFRJ. Carioca, mãe da Rebeca,Consultora Textual e de Personal Branding para o Linkedin.

Adicione o texto do seu título aqui

Dicas da Psicóloga para Proteger a Saúde Emocional das Crianças na Internet

Cada vez mais cedo, crianças têm acesso ao universo digital — seja pelo celular que acalma no carrinho de bebê, seja pelo tablet usado para assistir vídeos no almoço de família. Mas até que ponto essa imersão precoce é saudável? Quais são os impactos emocionais de crescer conectado, exposto a padrões irreais e a relações virtuais nem sempre seguras?

Para responder essas perguntas, conversamos com a psicóloga Terezinha Dutra (@psi_tereza), especialista em desenvolvimento infantil e comportamento, que há anos orienta pais e educadores sobre os desafios de educar crianças na era digital.

Sua atuação, tanto no consultório quanto nas redes sociais, é marcada por uma linguagem clara, acessível e embasada em evidências científicas, ajudando famílias a compreenderem não apenas o que está acontecendo com seus filhos, mas por que está acontecendo.

Nesta entrevista, Terezinha aborda desde a idade adequada para entrar nas redes sociais, passando pelos impactos da comparação social online na autoestima infantil, até os riscos emocionais do contato com desconhecidos e conteúdos inadequados.

Com base em recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS), da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) e da legislação brasileira, ela alerta sobre a urgência de supervisão ativa e de um diálogo aberto entre pais e filhos.

Mais do que números de curtidas ou seguidores, está em jogo a formação emocional de uma geração. O ambiente virtual pode ser uma ferramenta de aprendizado e conexão — mas, sem cuidado, também pode se transformar em uma armadilha perigosa.

Desenvolvimento e Primeiros Contatos com a Internet

Do ponto de vista da psicologia infantil, qual é a idade mais apropriada para que uma criança comece a ter contato com redes sociais?

Quando falamos em redes sociais e seus padrões de sociabilidade, precisamos pensar primeiro no conceito de tempo de tela e analisar na raiz os benefícios e malefícios do ambiente virtual.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) têm recomendações claras: crianças de até 2 anos não devem ter contato com telas, e dos 2 aos 5 anos, no máximo uma hora por dia, sempre com supervisão. Infelizmente, vemos bebês usando celulares no carrinho, o que vai na contramão dessas orientações.

Em relação às redes sociais, a legislação brasileira, por meio do Guia sobre o Uso de Dispositivos Digitais estipula a idade mínima de 13 anos para criar perfis em algumas plataformas. Mesmo assim, é indispensável o acompanhamento ativo de pais e responsáveis.

Quais são os impactos mais comuns do uso precoce de redes sociais no desenvolvimento emocional das crianças?

Vale ressaltar alguns dos impactos mais comuns, são eles:

  • alterações na qualidade do sono;
  • desregulação emocional e humor instável;
  • pouco interesse por atividades fora do ambiente virtual;
  • quadros ansiosos;
  • mudanças de comportamento que podem levar ao isolamento social e até ao desenvolvimento de transtornos depressivos.
Capa do guia do Governo Federal intitulado ‘Crianças, Adolescentes e Telas – Guia sobre Usos de Dispositivos Digitais’. A imagem mostra ilustrações diversas de crianças, adolescentes e adultos usando computadores, celulares e tablets, representando diferentes perfis e situações. Na parte inferior está a logomarca do Governo Federal com o slogan ‘União e Reconstrução’.
Crianças, Adolescentes e Telas – Guia sobre Usos de Dispositivos Digitais. (Governo Federal do Brasil, 2025)

Redes Sociais e Saúde Mental Infantil

Como o uso de plataformas como TikTok, Instagram e YouTube pode influenciar a autoestima e a identidade em formação?

 

As exigências irreais do mundo digital podem gerar distorções na autopercepção da criança. Quando sua identidade se forma baseada apenas na aprovação externa, cria-se uma constituição de fora para dentro, enfraquecendo a percepção real de quem ela é.

É essencial que pais e educadores fiquem atentos a sinais como autoestima baixa ou inflada, distorção de imagem corporal, atitudes excludentes e erotização precoce.

A comparação social nas redes pode afetar o bem-estar psicológico das crianças? Como identificar esses efeitos?

A comparação social online compromete o bem-estar psicológico:

  • descendente: quando a criança ou adolescente tenta proteger sua autoestima comparando-se a quem considera “inferior”, reforçando estereótipos negativos;

  • ascendente: quando a idealização do outro a coloca em posição de inferioridade.

Nos dois casos, há prejuízos emocionais significativos, que podem levar a insegurança, ansiedade e dependência constante de aprovação.

De que maneira a exposição constante a conteúdos adultos ou violentos afeta o processamento emocional infantil?

Consequências de conteúdos inadequados ou violentos:

  • assédios virtuais;

  • agressões verbais;

  • lacunas emocionais profundas;

  • prejuízo nos vínculos afetivos;

  • perda do interesse pela vida em casos extremos.

Relações Virtuais e Riscos Psicológicos

Como o contato com desconhecidos ou a busca por validação digital pode impactar a segurança emocional das crianças?

O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) garante a integridade e segurança dos menores, e isso inclui o ambiente virtual. O contato com desconhecidos pode abrir portas para abusadores.

O acesso a conteúdos impróprios exige supervisão rigorosa — predadores sabem como atrair crianças e manipulá-las sem que elas saiam do ambiente familiar, supostamente seguro.

Orientação final da especialista

Terezinha Dutra reforça que tecnologia não é vilã — mas o uso sem supervisão, sim. O ambiente digital pode contribuir para o aprendizado, mas não substitui o brincar, o contato com a natureza, a convivência familiar e o desenvolvimento das habilidades sociais no mundo real.

O equilíbrio e a presença ativa dos pais são as chaves para garantir que a internet seja uma ferramenta de crescimento e não uma ameaça silenciosa.

Confira a segunda parte desta entrevista, com dicas práticas para pais e cuidadores no site.

Mulher morena de cabelos médios lisos e blusa branca em um fundo branco.

Psicólogo(a)

Terezinha Dutra Lima

Psicóloga clínica Especialista em saúde mental pela Fiocruz, Especialista em neuropsicologia e em psicodiagnóstico infantil e psicopatologia. Autora e coordenadora do Projeto AbraceTea. @espacoabracetea

Mulher e criança negras sorrindo para uma selfie, ambas com cabelos trançados, sentadas lado a lado.

Escrito por

Gabriela Sucupira

Redatora bilíngue de língua inglesa, Especialista em Marketing pela USP/Esalq e bacharel em Letras pela UFRJ. Carioca, mãe da Rebeca,Consultora Textual e de Personal Branding para o Linkedin.

Limites de Tempo de Tela para Crianças: 5 Dicas Práticas

Como mães e pais, a tecnologia se tornou uma ferramenta quase indispensável para conciliar a rotina de trabalho com os cuidados dos filhos. Em meio a tarefas e reuniões online, dar um tablet na mão da criança pode parecer a solução mais fácil. Até se transformar em outros problemas como irritabilidade e falta de interesse das crianças!

Neste guia prático, vamos desmistificar o desafio do tempo de tela, mostrando que é possível encontrar um equilíbrio saudável.

Como profissional da área de Marketing e redação, atuo há quase 15 anos, conciliando meu emprego formal com a rotina de freelancer no home office. Depois que virei mãe, precisei pesquisar para descobrir estratégias reais e aplicáveis em nosso dia a dia com o objetivo não de proibir, mas sim transformar o tempo de tela em uma parte intencional da rotina, abrindo espaço para a criatividade e o tempo de qualidade em família.

1. O Desafio do Tempo de Tela: O que Aprendi na Prática

Hoje sou mãe de uma menina de 8 anos cheia de energia e curiosidade, sei bem como é tentador usar as telas como uma ajuda rápida durante o dia. Às vezes, no momento entre reuniões online e prazos apertados, o tablet parecia, muitas vezes, a solução mágica para garantir alguns minutos de silêncio.

Com o passar do tempo, contudo, percebi que o excesso de tempo de tela deixava minha filha mais irritada, menos disposta a brincar sozinha e até com dificuldade para dormir. Entender esses sinais — sem me culpar — foi o primeiro passo para buscar um equilíbrio realista, tanto para ela quanto para mim

2. Estabeleça Limites com Cuidado: Regras que Cabem na Vida Real

A fim de melhorar a qualidade de vida de todos, aprendi que regras funcionam melhor quando fazem sentido para a rotina da família. Não adianta criar um plano perfeito no papel que ninguém consegue seguir.

  • Janelas específicas para telas: combinamos que ela pode usar o tablet enquanto estou em reuniões mais importantes.
  • Espaços livres de telas: a mesa do almoço virou nosso momento de conversa — celular e TV ficam de lado.
  • Timers visuais: usamos um timer de cozinha colorido. Assim, quando ele apita, ela mesma já sabe que é hora de mudar de atividade.

Explicar o “porquê” dessas regras ajuda muito. Eu sempre digo: “agora é tempo de brincar, depois você pode ver seu desenho favorito.” Essa clareza torna tudo mais leve.

 

Criança escrevendo em um caderno sobre uma mesa com um notebook ao lado, exibindo tela ligada com horário e widgets.
Rebeca estudando no meu intervalo do trabalho

 

3. Ofereça Alternativas que Realmente Funcionam

No cotidiano, percebi que a melhor forma de reduzir o tempo de tela era preparar atividades interessantes para ela fazer sozinha enquanto eu trabalho. Vale ressaltar algumas das nossas atividades favoritas:

  • Caixa de tesouros: encho uma caixa com tecidos coloridos, colheres de pau, potes e coisas inusitadas. Ela adora inventar jogos com esses objetos.
  • Missões criativas: deixo lápis, adesivos e papéis à mão e proponho desafios como “desenha o lugar mais divertido do mundo” ou “faça um cartão para alguém da família”.
  • Cantinhos de desenhar e colorir: organizo livros de colorir, folhas em branco e canetinhas na mesa de estudos da família.
  • Brincadeiras de faz-de-conta: um kit simples de fantasias ou panelinhas vira palco de histórias que ela mesma cria.

Essas atividades me dão tempo para trabalhar com tranquilidade — e depois aproveitamos para brincar juntas, reforçando que o tempo offline também pode ser muito especial.

4. Crie Momentos de Desconexão com Propósito

Nem tudo precisa ser proibido — o segredo é usar as telas de forma intencional e equilibrada. Alguns rituais nos ajudam:

  • Sessão de filme com bate-papo: escolhemos juntas um filme para assistir e depois conversamos sobre a história. Assim, ela participa ativamente.
  • Fim do dia sem telas: 30 minutos antes de dormir, trocamos tablet e TV por livros e músicas calmas. Isso melhorou muito a qualidade do sono dela.
  • Pequenos intervalos offline: entre uma tarefa e outra, regamos as plantas ou damos uma volta rápida no quarteirão. São pausas simples, mas significativas.

Esses momentos fazem com que o tempo de tela seja apenas uma parte do dia — e não o centro dele.

Uma menina negra descalça fazendo uma ponte de ginástica em uma quadra poliesportiva. Ela está de costas, com os braços e pernas estendidos, mostrando sua flexibilidade.
Rebeca treinando movimentos de ginástica artística

5. Ajuste Sempre que Precisar

Percebi que não existe fórmula fixa: o que funciona hoje pode não funcionar amanhã. Por isso, revisamos nossa rotina de tempos em tempos.

  • Revejo as regras regularmente: será que o tempo de tela está adequado à idade dela?
  • Escuto o que ela tem a dizer: perguntar como ela se sente com essas mudanças traz senso de participação.
  • Comemoro as pequenas vitórias: quando ela passa mais tempo brincando do que no tablet, fazemos questão de reconhecer esse avanço juntas.

Esse processo é vivo, cheio de ajustes. E tudo bem — porque o objetivo não é controlar cada minuto, mas criar uma rotina saudável e feliz para todos.

Conclusão

Limitar o tempo de tela não é sobre cortar prazeres ou seguir regras rígidas. É sobre criar espaço para novas descobertas, para o brincar livre e para a convivência.

Como mãe que trabalha de casa, sei que não é fácil — mas também aprendi que não precisa ser uma luta diária. Com organização, afeto e um pouco de criatividade, é possível encontrar equilíbrio, sem abrir mão nem do trabalho nem da infância cheia de imaginação que nossas crianças merecem viver.

 

Quer conferir todas as dicas sobre as crianças e o uso da internet? Acesse aqui.

Mulher e criança negras sorrindo para uma selfie, ambas com cabelos trançados, sentadas lado a lado.

Escrito por

Gabriela Sucupira

Redatora bilíngue de língua inglesa, Especialista em Marketing pela USP/Esalq e bacharel em Letras pela UFRJ. Carioca, mãe da Rebeca, Consultora Textual e de Personal Branding para o Linkedin.

4 Exercícios de Fisioterapia para Corrigir a Postura do Bebê

O uso adequado da cadeirinha de carro é essencial para a segurança, mas também tem um impacto direto na saúde postural e ortopédica do bebê.

Posturas inadequadas durante o transporte podem afetar o desenvolvimento musculoesquelético do bebê. A fisioterapia preventiva orienta pais sobre o uso correto da cadeirinha de carro, ajudando a evitar problemas posturais e ortopédicos.

Segundo a fisioterapeuta Dra. Luciana Luz, especialista em saúde materno-infantil, a escolha adequada da cadeirinha e o tempo de uso são essenciais para garantir a segurança e o desenvolvimento saudável do bebê.

A Importância de Avaliar a Postura do Bebê Durante o Uso da Cadeirinha de Carro:

Como os fisioterapeutas podem avaliar a postura de um bebê enquanto está na cadeirinha de carro?

O fisioterapeuta observa o bebê posicionado na cadeirinha, preferencialmente com o bebê acordado e tranquilo. Garantir o bom posicionamento do bebê na cadeirinha é essencial para a segurança e o desenvolvimento saudável.

É importante observar o alinhamento da cabeça, pescoço e coluna, a simetria dos ombros, quadris e pés, além do apoio adequado das costas. A posição ideal do quadril é em “M”, prevenindo displasia. Fique atento a sinais de pressão na pele, dificuldades respiratórias e postura encurvada, que podem indicar riscos à saúde.

 

Dependendo da idade do bebê, o fisioterapeuta analisa o controle postural da seguinte forma:

  • Manter a cabeça na linha média sem apoio;
  • Sustentar o tronco de forma estável (em bebês mais velhos);
  • Reagir de forma adequada a mudanças de posição ou estímulos (indicador do desenvolvimento neuromotor).

Após a avaliação, o fisioterapeuta fornece dicas para melhorar o posicionamento na cadeirinha (como ajustar inclinação ou usar redutores), dar recomendações sobre tempo máximo de uso contínuo; ndicação de modelos de cadeirinhas mais adequados, se necessário e sugestões de exercícios ou posturas complementares fora da cadeirinha, para estimular o desenvolvimento

 

Como a posição de repouso inadequada pode influenciar o alinhamento da coluna do bebê?

A posição inadequada de repouso pode prejudicar o desenvolvimento das curvas naturais da coluna do bebê, causar desalinhamentos e assimetrias.

Posturas mal apoiadas geram pressão desigual e limitam os movimentos, dificultando o fortalecimento muscular e o desenvolvimento motor.

Além disso, o repouso prolongado em posições incorretas pode causar plagiocefalia e torcicolo, afetando o eixo corporal.

Quais são os principais sinais de que o bebê está com a postura incorreta na cadeirinha de carro?

 

Reconhecer os sinais de postura incorreta do bebê na cadeirinha de carro é fundamental para prevenir desconfortos, complicações ortopédicas e até riscos respiratórios. Abaixo estão os principais sinais de alerta, observados tanto por profissionais quanto pelos pais e cuidadores:

  • Cabeça inclinada constantemente (“tombada”) para o lado ou para frente;
  • Assimetria da cabeça; quando a cabeça está constantemente virada para o mesmo lado.
  • Inclinação ou torção do tronco; bebê parece estar “afundado” ou com o corpo torto na cadeirinha.
  • Ombros em alturas diferentes ou deslocados para frente; indicando cinto mal posicionado ou mau encaixe da criança.
  • Quadris estendidos ou joelhos esticados;
  • Pernas cruzadas ou espremidas;
  • Choro frequente ou estado de irritação; pois desconforto constante, pode ser um sinal claro de má postura ou dor.

Efeitos de Uso Prolongado e Inadequado das Cadeirinhas de Carro:

Quais os efeitos a longo prazo do uso incorreto de cadeirinhas de carro na saúde ortopédica infantil?

  • Alterações posturais:
    Posições incorretas podem causar desvios na coluna e assimetrias no corpo.

  • Desenvolvimento motor prejudicado:
    A má sustentação do corpo interfere no fortalecimento muscular e no alcance de marcos motores.

  • Compressões e sobrecargas articulares:
    Posições inadequadas geram pressão excessiva em quadris, ombros e coluna, podendo causar dores e alterações estruturais.

  • Desvios nos membros inferiores:
    Ajustes incorretos dos cintos ou da base da cadeira podem afetar o desenvolvimento saudável das articulações dos quadris e joelhos.

Como o uso prolongado da cadeirinha pode afetar os músculos e articulações do bebê?

 

O uso incorreto e prolongado da cadeirinha de carro pode ter efeitos negativos significativos a longo prazo na saúde ortopédica infantil e também no desenvolvimento neuromotor, especialmente quando o bebê é exposto a posições inadequadas repetidamente nos primeiros meses e anos de vida — período crítico para o desenvolvimento musculoesquelético.

 

Como os Fisioterapeutas Podem Orientar os Pais para Evitar Problemas Posturais

 

Quais orientações os fisioterapeutas devem dar aos pais sobre o ajuste correto da cadeirinha de carro?

É importante que os pais sigam as seguintes dicas:

  • Garantam que o bebê repouse com a coluna alinhada e bem apoiada.

  • Variem as posições ao longo do dia (colinho, barriga para baixo com supervisão, tempo no chão).

  • Usem as cadeirinhas e carrinhos apenas pelo tempo necessário — não como local principal de repouso.

  • Observem sinais de desconforto, assimetria ou atraso motor e procurar orientação precoce.

Quais dicas práticas os fisioterapeutas oferecem para melhorar o conforto e reduzir o risco de problemas posturais no bebê durante viagens?

O bebê pode apresentar tensões musculares leves, principalmente na região cervical, dorsal e quadris em viagens ou rotinas com deslocamentos frequentes. Exercícios simples e seguros de fisioterapia podem ajudar a aliviar essas tensões e promover o equilíbrio postural.

Exercícios de Fisioterapia para Bebês em Cadeirinhas de Carro:

Quais exercícios simples de fisioterapia podem ajudar a aliviar tensões musculares causadas pelo uso da cadeirinha de carro?

Exercícios que auxiliam o bebê pós-cadeirinha:

  1. Tummy Time (Tempo de Bruços)
  • O que é: Colocar o bebê de bruços por alguns minutos, sob supervisão.
  • Benefícios: Fortalece o pescoço, ombros, costas e quadris; alivia compressões causadas pela posição sentada.
  • Duração: Iniciar com 3–5 minutos e aumentar gradualmente conforme a tolerância do bebê.
  • Dica: Pode ser feito no chão, sobre um tapete, ou no colo dos pais.

Mulher de pele clara, cabelos escuros presos e vestindo jaleco cinza, sorri enquanto segura uma menina pequena com síndrome congênita, pele clara, usando faixa rosa na cabeça, camiseta branca estampada com desenho infantil e shorts jeans, dentro de ambiente hospitalar com equipamentos ao fundo.

 Luciana Luz com a paciente

2. Alongamento suave dos ombros e braços

  • Como fazer: Com o bebê deitado de barriga para cima, segure gentilmente seus braços e estique suavemente para cima e depois para os lados, formando um “T”.
  • Objetivo: Liberar tensões dos ombros e peitoral.
  • Frequência: 2 a 3 vezes por dia, com 3 repetições leves.

3. Mobilização de quadril (bicicletinha)

  • Como fazer: Com o bebê deitado de barriga para cima, simule o movimento de pedalar com as perninhas.
  • Objetivo: Mobilizar quadris e joelhos, estimular circulação e aliviar rigidez da região lombar.
  • Dica: Pode ser acompanhada de músicas e contato visual para manter o bebê tranquilo.

 

4. Alongamento cervical

  • Como fazer: Com o bebê deitado, toque suavemente o lado do pescoço que parece mais tenso, incentivando o bebê a virar a cabeça para o lado oposto (usando brinquedos ou sons).
  • Objetivo: Aliviar encurtamento muscular em casos de torcicolo leve ou preferência postural.
  • Importante: Não forçar o movimento. Deve ser feito com leveza e atenção à reação do bebê.

 

Como os pais podem realizar esses exercícios de forma segura e eficaz com os bebês?

Alguns cuidados importantes devem ser tomados durante os exercícios. Estes devem ser suaves, sem causar dor ou desconforto, caso o bebê chore ou demonstre resistência, interrompa e tente novamente mais tarde e se houver assimetria persistente, atraso motor ou suspeita de displasia, o ideal é procurar um fisioterapeuta pediátrico para avaliação individual.

Quando é o momento certo para os pais procurarem a ajuda de um fisioterapeuta para tratar dores posturais decorrentes do uso de cadeirinhas?

Os pais devem considerar procurar um fisioterapeuta pediátrico assim que perceberem sinais de desconforto ou alterações posturais relacionadas ao uso da cadeirinha de carro. A intervenção precoce é essencial para prevenir complicações a longo prazo e promover um desenvolvimento motor saudável.

Conclusão

Os fisioterapeutas pediátricos desempenham um papel crucial na orientação e prevenção de problemas posturais causados pelo uso inadequado de cadeirinhas de carro. Com a abordagem preventiva e a educação dos pais, podemos garantir que as crianças se desenvolvam de forma saudável, evitando problemas ortopédicos a longo prazo.

Caso precise de auxílio profissional para seu filho, procure um especialista.

Confira mais recomendações de sobre o uso das cadeirinhas aqui e no site mybbcare.com

Mulher de cabelos escuros, lisos e médios, sorrindo, vestindo uma blusa estampada de folhas em tons verdes e bege, sobre fundo branco.

Fisioterapeuta

Dra. Luciana Luz

Mestre em Saúde Materno Infantil pela UFF, Especialista em Fisioterapia Hospitalar pela UNIGRANRIO, Pós-graduada em Cardiologia Pediátrica e Neonatal no INC. Possui MBA em Gestão de Projetos pela UERJ, atua como Avaliadora ONA (Organização Nacional de Acreditação). Coordenadora da Pós-graduação em Fisioterapia Intensiva Pediátrica e Neonatal no Grupo Prontobaby. CREFITO2/75453F

Mulher negra sorrindo com cabelos cacheados e blusa com detalhes branco e amarelo

Escrito por

Gabriela Sucupira

Especialista em Marketing pela USP/Esalq e bacharel em Letras pela UFRJ. Redatora bilíngue português/inglês, mãe da Rebeca, Consultora Textual e de Personal Branding para o Linkedin.

Segurança Infantil na Internet e o Uso Equilibrado das Telas

Nesta entrevista, destacamos a participação da educadora parental especialista em Parentalidade Positiva, Rose Shayene, pedagoga e palestrante dedicada ao tema da educação inclusiva.

 

A segurança infantil na internet tornou-se uma preocupação crescente para pais, cuidadores e educadores, especialmente diante do contato inadequado e do acesso a conteúdos impróprios pelas crianças.

Visando orientar as famílias, conversamos com especialistas de diferentes áreas, como cibersegurança, psicologia, educação e saúde mental, para entender como promover um ambiente digital mais seguro e equilibrado para as crianças.

Pedagoga e mãe atípica, Rose compartilha sua experiência no trabalho com sensibilização e palestras para famílias e professores da rede pública, reforçando a importância de unir educadores e comunidade para construir ambientes acolhedores e inclusivos.

Entrevista Exclusiva: Dicas para um uso equilibrado de telas em família

Como o uso excessivo de telas afeta o diálogo entre pais e filhos?


O uso excessivo de telas cria uma barreira invisível na comunicação familiar. Ao priorizar os dispositivos, perdemos momentos importantes de conexão com nossos filhos.

O diálogo presencial é essencial para compreender emoções e necessidades. Reservar momentos sem telas, como nas refeições, ajuda a fortalecer os vínculos familiares.

De que forma a presença constante de dispositivos interfere na atenção e na concentração escolar?


A distração gerada pelo uso frequente de dispositivos eletrônicos dificulta a capacidade de concentração das crianças nas atividades escolares. Quando elas se acostumam a alternar entre diversos estímulos digitais, manter o foco se torna um desafio, gerando frustração e desmotivação para aprender. Criar ambientes de estudo sem distrações é fundamental para apoiar o desenvolvimento acadêmico.

Quais estratégias ajudam as famílias a equilibrar o tempo de tela e as interações familiares?


Definir limites claros e horários específicos para o uso de telas é essencial. Envolver as crianças na escolha de conteúdos também promove consciência digital. Além disso, propor atividades familiares longe da tecnologia — como jogos de tabuleiro, passeios ao ar livre ou momentos de leitura — fortalece as conexões e estimula conversas de qualidade.

Como o uso de telas impacta o desenvolvimento das habilidades sociais das crianças?


O excesso de telas pode reduzir as oportunidades de praticar habilidades sociais reais, como empatia e comunicação face a face.

As interações presenciais são fundamentais para o desenvolvimento social. Incentivar momentos em família sem tecnologia ajuda as crianças a se expressarem melhor e a lidarem com situações sociais de forma mais natural.

Mulher negra de pele escura e cabelos trançados sorrindo, sentada ao ar livre ao lado de dois meninos negros, um adolescente de óculos e um mais novo, todos sorrindo, em ambiente de shopping com árvores ao fundo.
Caio, Guilherme e Rose

 

Existe algum tempo diário, semanal ou mensal máximo que as crianças não devem exceder?

É recomendado limites diários de cerca de 1 a 2 horas de tela para crianças mais velhas (acima de 6 anos). Para crianças menores, o ideal é evitar por completo o tempo em telas fora das videochamadas com familiares.

Qual a melhor forma de estabelecer limites saudáveis de tempo de tela?

A melhor abordagem é criar regras claras em conjunto com as crianças. Explique os motivos por trás dos limites e envolva-os na definição de horários. Isso promove um sentimento de responsabilidade e compreensão.

Quais sinais de alerta os pais devem observar no comportamento on-line dos filhos?

É importante destacar alguns dos comportamentos mais comuns:

Mudanças de humor, agressividade ou irritação após o uso de telas são sinais importantes. Também vale observar o hábito de se isolar para usar dispositivos, evitar conversas sobre o que estão vendo ou com quem estão falando, ou ainda fechar portas e esconder o conteúdo consumido.

De que forma o consumo de conteúdo digital influencia a motivação e o engajamento escolar?


Conteúdos digitais frequentemente oferecem recompensas imediatas, o que pode tornar os estudos menos atraentes. Para manter o engajamento escolar, é interessante conectar os interesses digitais das crianças aos conteúdos escolares, mostrando como o que aprendem na escola pode ser aplicado no mundo virtual de maneira construtiva.

Quais sinais indicam que o uso de telas está prejudicando a comunicação familiar?

Falta de atenção durante conversas, irritação ao desligar os aparelhos ou recusa em participar de momentos em família podem ser sinais de alerta. Nessas situações, vale ter um diálogo aberto e acolhedor sobre o uso da tecnologia, para que todos possam refletir e construir juntos regras mais saudáveis para o ambiente familiar.

Ferramentas e soluções

O que você acha de ferramentas como o Kaspersky Safe Kids? Elas realmente funcionam?

Ferramentas como o Kaspersky Safe Kids podem ser úteis para ajudar os pais a monitorarem atividades online e estabelecê-los limites para crianças e adolescentes. No entanto, elas devem ser vistas como um complemento ao diálogo aberto entre pais e filhos sobre segurança digital.

Tela de login do controlo parental Kaspersky Safe Kids em diferentes dispositivos, permitindo aos pais proteger o acesso aos desenhos animados e outros conteúdos online.

Como a tecnologia pode ser uma aliada dos pais na proteção digital?

A tecnologia oferece recursos valiosos para proteger nossas crianças, desde filtros de conteúdo até aplicativos educativos que promovem o aprendizado seguro.

Utilizar essas ferramentas com uma comunicação saudável pode ajudar muito na proteção digital.

 

Conclusão: Construindo hábitos digitais saudáveis em família

A tecnologia faz parte do nosso dia a dia e pode ser uma grande aliada na educação e no lazer das crianças. No entanto, quando utilizada de forma excessiva ou sem acompanhamento, pode comprometer a comunicação, o aprendizado e as habilidades sociais, além de afetar o bem-estar de toda a família.

O diálogo constante, o estabelecimento de limites claros e a criação de momentos offline são estratégias fundamentais para equilibrar o uso de telas. Envolver as crianças nessas escolhas, mostrando o valor das interações presenciais e do convívio familiar, contribui para o desenvolvimento de hábitos digitais mais conscientes e saudáveis.

Ao unir a participação ativa de pais, cuidadores e educadores, conseguimos promover ambientes mais acolhedores, seguros e inclusivos — dentro e fora do mundo digital.

 

Leia mais sobre segurança digital para as crianças aqui.

Mulher negra de pele escura, com cabelo trançado e colar dourado, sorrindo em frente a um painel de fundo amarelo e cinza com a frase “Mães Negras” repetida várias vezes, usando vestido estampado colorido.

Pedagoga e Educadora Parental

Rose Shayene

Mãe atípica de Caio (14 anos) e Guilherme (9 anos). Com mais de 13 anos de experiência no campo educacional, já atuou no Ensino Fundamental I e II e colaborou com organizações não governamentais de apoio a pessoas com deficiência. Palestrante engajada, compartilha seus conhecimentos em eventos voltados para educação inclusiva e parentalidade positiva.

Saiba mais sobre seu trabalho no LinkedIn.

Mulher negra sorrindo com cabelos cacheados e blusa com detalhes branco e amarelo

Escrito por

Gabriela Sucupira

Redatora bilíngue de língua inglesa, Especialista em Marketing pela USP/Esalq e bacharel em Letras pela UFRJ. Carioca, mãe da Rebeca, Consultora Textual e de Personal Branding para o Linkedin.

Energia Feminina como Aliada da Mãe Empreendedora

Nessa Parte II da entrevista com a Juliana Prates, a mentora de marketing digital e apaixonada pelos estudos sobre energia feminina, fala sobre como a rotina agitada pode servir de combustível para alcançar objetivos pessoais e profissionais mais altos.

Neste conteúdo, você vai entender como é possível alinhar sua vida profissional, seus projetos, sua maternidade e, ainda assim, reservar tempo para se reconectar com você mesma. A proposta não é fazer mais nem buscar perfeição — é aprender a organizar sua energia, priorizar o que realmente importa e viver de forma mais consciente.

Se você sente que está sempre no modo automático, esse papo com a Juliana vai te inspirar a pausar, respirar e resgatar o seu próprio ritmo.

Porque, sim, é possível empreender, cuidar, realizar e, ao mesmo tempo, se cuidar, se ouvir e se fortalecer todos os dias.

Mantendo a essência como mulher

Ser independente e feminina é possível mesmo no meio da rotina agitada?

Ser independente e feminina é mais do que possível, é transformador. Vejo que muitas mulheres têm medo de viver sua feminilidade e acabam sendo levadas pelo estresse, quando, na verdade, é ela que te ajuda a não se deixar levar por impulsos errados da correria.

A feminilidade não é um peso, é o que nos guia a ser doce, ser amável e cuidar da nossa beleza, isso nos eleva e faz com que melhoremos em todos os aspectos sociais por aprender a lidar com situações com mais leveza.

A dica que tenho para não ser vista apenas como uma mulher cansada e tensa por conta de uma rotina cansativa são:

  • Priorize as tarefas importantes para você: para que não se perca nas demandas.
  • Faça uma lista de atributos de como você quer que as pessoas te vejam: se é como uma mulher agradável, por exemplo, comece mudando as suas atitudes em pequenos hábitos, trabalhando mais a paciência para não deixar o mau-humor tomar conta.

 

Poderia falar sobre a importância da conexão de um propósito pessoal

Ao nos conectarmos com nosso propósito, nos sentiremos realizadas com a vida que temos. Mesmo com a correria, tudo fica mais fácil porque a nossa mente passa a entender o que nos faz bem e o que queremos nos tornar e começa a trabalhar a nosso favor, assim nossa mente nos ajuda a ver mais oportunidades e ajustes que eram invisíveis.

E, neste mesmo processo de reprogramar a mente falando para ela o que queremos, ela nos ajuda a ajustar a nossa rotina com coisas importantes para nós, a vai lapidando nossas atitudes conforme a mulher que queremos nos tornar.

Rituais e hábitos femininos para manter a energia elevada (mesmo com filhos pequenos)

Quais rituais simples você faz que te ajudam a manter sua vibe feminina?

Alguns rituais que gosto de seguir e me ajudam bastante a me sentir bem são:

Ficar arrumada logo pela manhã: esse hábito me faz sentir que eu estou preparada para o dia, me tira a preocupação de não estar com boa aparência

Momentos de autocuidado: faço skin care, maquiagem, cronograma capilar, tudo que colabore com meu bem-estar.

Estar em ambientes perfumados e limpos: às vezes tomo um banho premium a luz de velas, ou acendo uma vela para ler ou rezar. O cheiro da vela perfumada me dá uma sensação de bem-estar

Dormir cheirosa: é um ato simples, mas que me ajuda a me conectar comigo e me deixa bem para ir descansar

Como criar um “momento pessoal” mesmo com crianças em casa?

Um bom momento para se conectar com seu lado feminino e de autocuidado é quando as crianças estão dormindo. Algumas dicas podem ser acordar um pouquinho mais cedo para ter este momento, aproveitar o momento de sono da tarde ou que estão na escolinha.

Se ainda assim, sua rotina estiver muito corrida, pode deixar para a noite, após colocar as crianças para dormir. O importante é tentar de alguma forma encaixar esses momentos com coisas importantes para você em sua rotina.

Também pode funcionar deixar a criança com um brinquedo adequado para idade dela, mas que prenda atenção, e deixá-la perto de você para conseguir observá-la enquanto tem um momento de cuidado. 

A rede de apoio neste momento pode ajudar muito, para que realmente consiga ter um momento de cuidado sem preocupações.

Mulher de pele morena e cabelo liso castanho, deitada em espreguiçadeira à beira de uma piscina, rodeada de palmeiras, apreciando o sol.

Quais as pequenas atitudes diárias que elevam sua autoestima e sua energia feminina?

Pequenas atitudes que me ajudam com minha autoestima e energia é:

  • Conectar-me com Deus;
  • Ter um tempo sozinha;
  • Momentos de autocuidado;
  • Aprender algo novo;
  • Sempre me lembrar da minha vocação.

Dicas práticas de beleza, estilo e mindset para mulheres que querem se sentir mais mulheres no dia a dia

Quais itens de autocuidado são essenciais no seu dia?

Eu já entendi que como mãe, esposa e empreendedora exigem de mim a minha melhor versão em todos os momentos, então priorizo iniciar meu dia fazendo meu café sem açúcar e cuidando do meu lado espiritual, antes da minha filha acordar.

Logo após, faço uma maquiagem básica para o dia e também opto por colocar roupas mais formais para que eu deixe a minha mente programada nesse sentido. Pois mesmo eu trabalhando de casa e com horários flexíveis, meu visual faz parte do serviço em meus conteúdos para as redes sociais e na minha mentoria, então preciso estar preparada para isso.

Tem alguma dica para escolher as roupas ideias para quem trabalha de casa como empreendedora?

Uma dica é deixar o guarda-roupa mais flexível para facilitar a semana e deixar combinações de peças que servem tanto para trabalho, quanto para sair durante o dia. Tanto o casual quanto o social vão bem em várias ocasiões, então sempre opto por eles.

E conforme for pegando o hábito de se arrumar e cuidar da vestimenta, pode ir removendo as peças mais antigas aos poucos, facilitando suas escolhas durante a semana. Assim, não cairá na armadilha de estar desprevenida caso aconteça algum imprevisto que não te permita ter tempo de se arrumar.

Claro, que pode acontecer uma emergência assim que acabamos de acordar e a precisamos sair às pressas, você deve ser compreensiva consigo mesma e entender que temos dias de imprevistos e está tudo bem.

Como a estética e o visual influenciam na energia feminina?

A estética e o visual têm um papel essencial na energia feminina porque refletem o cuidado, a autoestima e a presença que cada mulher carrega. Quando nos sentimos bem com a nossa aparência, ativa uma sensação de segurança e poder interior que impacta diretamente nossa postura, humor e autoconfiança.

Esse cuidado externo não é apenas sobre beleza, mas sobre conexão com quem somos, sobre expressar nossa identidade e fortalecer a feminilidade que nos impulsiona no dia a dia.

E o cuidado com a estética e o visual não devem ser vistos como uma obrigação ou algo que só serve para algumas mulheres, mas sim como um aliado que facilita a sua rotina.

Começar o dia com pequenos gestos de autocuidado — arrumar o cabelo, cuidar da pele, passar uma maquiagem leve ou vestir algo que nos deixe prontas para sair, mesmo sem previsão — muda nossa postura diante do dia.

Se surgir um imprevisto, já estamos preparadas e não precisamos lidar com a insegurança da aparência. Parece bobo, mas muda muito até mesmo a autoimagem.

Esse cuidado com a imagem transmite, tanto para nós quanto para os outros, uma mulher segura e conectada com sua essência. Ele influencia diretamente nossos relacionamentos e como nos posicionamos no mundo. Afinal, quando estamos bem por fora, refletimos a força e a beleza que carregamos por dentro.

Como manter o estilo e a elegância mesmo nos dias caóticos?

Para manter o estilo e a elegância mesmo nos dias mais difíceis, minha dica é sempre se lembre da imagem que deseja ser lembrada. Então, sempre foque nesses tópicos:

  • Invista em você uma maquiagem básica, a pele hidratada e o cabelo arrumado.

Cuidar da pele e uma maquiagem leve já nos ajudam a nos sentirmos cuidadas, é um ato de amor com nós mesmas.

  • Vista uma roupa que você se sinta bonita.

Muitas vezes, a vestimenta pode ter o papel da capa dos super-heróis para nós, a escolhas das peças que nos fazem nos sentirmos bem nos ajuda a nos sentirmos preparadas.

  • Cuide da sua postura (se ela estiver ruim, ela sozinha pode estragar o resto)

Sempre se atentar à sua postura. Muitas vezes, nós estamos com uma vestimenta linda e uma energia ótima, mas elas podem ficar escondidas pelos ombros caídos e passam a visão de pessoa cansada ou insegura.

  • Invista no seu melhor sorriso e no bom humor.

Um dos fatores de que pouco se fala sobre a feminilidade, mas que considero um dos mais importantes, é o humor e bons modos.

Não tem vestimenta e maquiagem que sustentem uma pessoa desagradável ou mal-humorada. O humor é um dos fatores que mais deixamos notável a alteração quando algo sai do nosso controle.

 

Gostaria de deixar alguma reflexão final para as leitoras?

Sim, eu gostaria de deixar a seguinte reflexão:

Como você quer ser lembrada? Pela mulher forte, feminina e empreendedora de sucesso? Ou como uma mulher mal-humorada, antipática e desleixada?

Invista em sua melhor versão! Se precisar de ajuda sobre como melhorar os resultados da sua empresa com o Marketing Digital, entre contato comigo. @juprates

 

 

Quer conferir todas as dicas da Juliana Prates, leia a Parte I da entrevista aqui.

Mulher jovem de cabelos longos e castanhos, sorrindo, segurando um celular em um ambiente claro e minimalista. Sobre a mesa há um livro intitulado 'Como Fazer Amigos e Influenciar Pessoas' e uma planta decorativa ao fundo.

Mentora de Marketing Digital

Juliana Prates

Mentora de Marketing Digital, casada e mãe da Clara. Ama estudar sobre desenvolvimento pessoal e feminilidade. Relações Públicas com MBA em Marketing, Branding e Growth pela PUCRS. Especialista em Marketing Strategies and innovation pela The university of Akron. Saiba mais sobre seu trabalho no instagram e canal no Youtube é @ajuprates.

Mulher negra sorrindo com cabelos cacheados e blusa com detalhes branco e amarelo

Escrito por

Gabriela Sucupira

Redatora bilíngue de língua inglesa, Especialista em Marketing pela USP/Esalq e bacharel em Letras pela UFRJ. Carioca, mãe da Rebeca, Consultora Textual e de Personal Branding para o Linkedin.

Cadeirinha de Bebê: Dicas da Fisioterapeuta para Proteger seu Filho

Os pais de filhos pequenos, principalmente os de primeira viagem, costumam se preocupar com as questões do dia a dia que possam afetar o desenvolvimento do bebê, entre elas o uso da cadeirinha.

Dentre os especialistas da área de saúde, os fisioterapeutas explicam que os primeiros anos de vida de uma criança são cruciais para o desenvolvimento do sistema musculoesquelético.

A escolha da cadeirinha de carro e o tempo de uso podem influenciar diretamente na postura e na saúde ortopédica do bebê.

Neste artigo, exploramos como as cadeirinhas de carro impactam a biomecânica do bebê e quais orientações fisioterapêuticas são essenciais para garantir um desenvolvimento saudável.

Para isso, entrevistamos a Coordenadora de Pós-graduação em Fisioterapia Intensiva Pediátrica e Neonatal no Grupo Prontobaby, Mestre em Saúde Materno Infantil pela UFF e Especialista em Fisioterapia Hospitalar, a Dra. Luciana Luz.

Baseada em toda sua experiência, ela oferece aos pais e cuidadores das crianças pequenas como garantir a segurança dos bebês durante o transporte sem causar danos ao desenvolvimento neuromotor dos pequenos.

A Importância da Posição na Cadeirinha de Carro para o Desenvolvimento Ortopédico:

 

Qual a importância de um posicionamento adequado do bebê na cadeirinha de carro para evitar deformidades posturais?

Os bebês estão em fase de crescimento acelerado, com ossos e articulações ainda em formação. Uma posição inadequada e prolongada pode causar assimetrias e deformidades, como achatamento da cabeça, escolioses, hiperlordoses, torcicolos e alterações biomecânicas na articulação do quadril.

Nos primeiros meses de vida, o bebê está em pleno desenvolvimento neuromotor. Nesta fase, a postura é extremamente sensível a influências externas.

As cadeirinhas de carro são essenciais para a segurança dos bebês durante o transporte, mitigando os riscos de lesões em caso de acidentes.

 

Como o ajuste da cadeirinha pode influenciar a posição da cabeça, coluna e pescoço do bebê?

Se a cabeça do bebê fica constantemente virada para um lado ou apoiada de maneira inadequada na cadeirinha, pode ocorrer achatamento da cabeça (plagiocefalia); isso é comum quando a cadeirinha é usada por longos períodos ou quando o bebê já tem uma preferência postural (torcicolo).

A coluna do bebê deve estar bem alinhada e apoiada, especialmente nos primeiros meses, quando ele ainda não tem controle cervical adequado.

 

Quais são os efeitos de uma posição inadequada na cadeirinha de carro, como hiperlordose ou torticólis?

Uma má posição pode levar a desvios posturais ou sobrecarga em pontos específicos da coluna. Uma postura incorreta, especialmente com a cabeça projetada para frente ou inclinada excessivamente, pode dificultar a respiração no atual momento, levando a uma diminuição dos níveis de oxigênio no organismo.

Um bebê mal posicionado pode ficar mais irritado, chorar mais e até se recusar a ficar na cadeirinha, o que afeta diretamente na rotina da família e o próprio desenvolvimento emocional do bebê.

A Relevância do Ajuste Adequado

Quais ajustes devem ser feitos na cadeirinha do carro para garantir que o bebê esteja adequadamente posicionado?

Do ponto de vista fisioterapêutico, a cadeirinha de carro não é para uso prolongado. Esta deve ser usada exclusivamente para transporte do bebê. O uso contínuo como local de descanso, sono ou permanência, como dentro de casa, é desaconselhado. O uso excessivo fora do carro é prejudicial ao desenvolvimento neuromotor.

 

Criança sorrindo no banco traseiro, usando casaco amarelo e touca cinza, ao lado da mãe, que sorri olhando para o pai no banco da frente
Image by Freepik

Qual a recomendação dos fisioterapeutas para ajustar a cadeirinha conforme as diferentes fases de desenvolvimento do bebê?

 

Os fisioterapeutas pediátricos recomendam que os pais façam ajustes conforme a idade do bebê:

  • 0 a 3 meses: uso de redutores anatômicos e inclinação de 45°, com atenção ao alinhamento da cabeça, pescoço e coluna;
  • 4 a 6 meses: retirada gradual dos redutores, com controle maior do tronco;
  • Após 6 meses: ajustes na altura do encosto e cintos, mantendo sempre o apoio da coluna e pelve;
  • A partir de 1 ano: transição para cadeirinhas maiores e, mais tarde, assentos de elevação, conforme o crescimento da criança.

É importante sempre revisar o ajuste dos cintos, evitar que a cabeça fique projetada para frente e garantir que a postura permita respiração livre.

Definindo critérios de escolha da cadeirinha

A escolha da cadeirinha depende de três fatores essenciais: a conformidade com os requisitos de certificação do Inmetro; a adequação ao tamanho da criança, isto é, sua estatura, anatomia e peso; e a factibilidade de instalação no veículo conforme as instruções do fabricante.

Dicas de Prevenção:

  • Usar cadeirinhas certificadas (Inmetro) e adequadas à idade.
  • Evitar trajetos muito longos sem pausas.
  • Alternar com momentos no colo, tapetes de atividades ou carregadores ergonômicos.
  • Consultar o pediatra, caso haja sinais de assimetrias posturais ou desconforto frequente na cadeirinha e realizar uma avaliação com um profissional fisioterapeuta especializado em Neonatologia e Pediatria.

A fisioterapia pode ajudar no tratamento de disfunções ortopédicas causadas por cadeirinhas inadequadas?

O fisioterapeuta pediátrico atua não apenas na reabilitação, mas também na prevenção de deformidades. Avaliações regulares podem detectar sinais precoces de desalinhamento postural, disfunções articulares ou atrasos no desenvolvimento motor.

O profissional também pode orientar os pais quanto à escolha e ao uso correto da cadeirinha, com base na anatomia e necessidades específicas da criança. As cadeirinhas de carro são indispensáveis para a segurança dos bebês, mas seu impacto na postura e no desenvolvimento ortopédico não pode ser ignorado.

Com orientações adequadas, ajustes individualizados e acompanhamento fisioterapêutico quando necessário, é possível aliar proteção e desenvolvimento saudável.

Conclusão

Os fisioterapeutas desempenham um papel fundamental na orientação sobre a postura e o uso adequado das cadeirinhas de carro para bebês. O ajuste correto e o uso consciente desses equipamentos podem prevenir problemas ortopédicos e garantir um desenvolvimento saudável para as crianças.

Caso precise de auxílio profissional para seu filho, procure um especialista.

Confira mais recomendações de especialistas no site mybbcare.com.

Mulher de cabelos escuros, lisos e médios, sorrindo, vestindo uma blusa estampada de folhas em tons verdes e bege, sobre fundo branco.

Fisioterapeuta

Dra. Luciana Luz

Mestre em Saúde Materno Infantil pela UFF, Especialista em Fisioterapia Hospitalar pela UNIGRANRIO, Pós-graduada em Cardiologia Pediátrica e Neonatal no INC. Possui MBA em Gestão de Projetos pela UERJ, atua como Avaliadora ONA (Organização Nacional de Acreditação). Coordenadora da Pós-graduação em Fisioterapia Intensiva Pediátrica e Neonatal no Grupo Prontobaby. CREFITO2/75453F

Mulher negra sorrindo com cabelos cacheados e blusa com detalhes branco e amarelo

Escrito por

Gabriela Sucupira

Redatora bilíngue português/inglês, Especialista em Marketing pela USP/Esalq e bacharel em Letras pela UFRJ. Carioca, mãe da Rebeca, Consultora Textual e de Personal Branding para o Linkedin.

Equilíbrio Feminino na Rotina de Mãe e Empreendedora

Conciliar os papéis de empreendedora, mãe e mulher não é uma tarefa simples. A rotina é intensa, cheia de demandas, responsabilidades e, muitas vezes, pouco espaço para cuidar de si. E é exatamente nesse contexto que surge uma pergunta essencial: como manter o equilíbrio e cultivar sua energia feminina no meio de tanto corre-corre?

Conversamos com a Juliana Prates, empreendedora, mentora de marketing digital e pesquisadora apaixonada pelos estudos sobre energia feminina.

Ela compartilhou dicas práticas e valiosas para ajudar mulheres a encontrarem equilíbrio na rotina sem abrir mão do autocuidado, da leveza e do bem-estar.

Sobre a Energia Feminina

O que é energia feminina e como ela se aplica à vida de mãe e empreendedora?

Eu sempre fui uma mulher que atenta aos detalhes, pois via que essa característica me permitia ter menos retrabalho em minhas tarefas e também me ajudava a ter zelo pelas minhas coisas.

Fazer o necessário bem feito me deixa bem e com a consciência tranquila ao executar o meu melhor.

E fui levando isso para outras áreas da vida. A medida que fui vendo que essa mesma postura me ajudava, aprofundei-me estudando sobre a Feminilidade e a Vocação da Mulher.

Foi quando entendi que a Energia Feminina estava muito além da aparência, mas era aplicada em tudo, em ser cuidadosa, ter uma boa comunicação, boa postura, saber se portar, buscar se desenvolver.

E que não era algo que dá para separar do empreendedorismo, porque além de me ajudar a ser uma profissional melhor, a Energia Feminina já fazia parte da minha identidade.

Como a Energia Feminina me ajuda a ser uma mãe mais leve e presente?

A feminilidade em si já traz uma leveza por ser algo que remete a algo mais delicado e cuidadoso. Quando levamos isso à maternidade, é possível ser uma mãe ainda mais acolhedora, porque a mulher consegue passar esse zelo para criança.

Da mesma forma, uma mulher que já tem na sua identidade a Energia Feminina, as demais atribuições se tornam mais leves, porque é algo que ela já costuma a ter em tudo que realiza. 

Quando a maternidade chega, basta aplicar essa energia nos cuidados com o filho. Um jeito de demonstrar essa energia para os filhos é por meio do exemplo.

Sendo assim, será possível ser uma mulher com identidade e autoridade, centrada, cuidadosa com o lar e os filhos e que ainda consegue empreender.

Ser feminina atrapalha ou fortalece meu lado profissional?

A verdadeira força está em quem conhece a própria essência e não tem medo de mostrar isso. Quando uma mulher se expressa com feminilidade, seja no jeito de falar, de se vestir, de se portar — ela está dizendo: “Eu sei quem eu sou” e isso impõe respeito. Vejam algumas formas de expressar a feminilidade:

  • Ser feminina fortalece. Quem conhece sua essência e se posiciona com autenticidade impõe respeito.

  • Impor limites com leveza. Não é preciso endurecer para ser levada a sério. A força está na firmeza sem perder a delicadeza.

  • Autoridade natural. Quem é fiel à própria identidade transmite segurança, inspira e se destaca.

  • Feminilidade é diferencial. Une competência e leveza, doçura e decisão, elegância e firmeza.

  • É identidade, não personagem. A feminilidade bem vivida reflete em todas as áreas da vida.

Qual a diferença entre ser mulher vaidosa e viver na energia feminina de forma autêntica?

Ser vaidosa muitas vezes está ligado a algo estético. Já o lado feminino não inclui apenas a parte visual, mas está relacionada a outros fatores.

A energia feminina é mais do que estar maquiada ou bem vestida, tem a ver com o humor, a postura, a forma de se comunicar, ter um jeito de ser agradável.

Um exemplo são as avós. Muitos lembram de suas avós por serem mulheres agradáveis, com um lar aconchegante e com características femininas como enfeites, fotos, flores, uma boa comida e boas memórias.

A feminilidade é mais do que só cuidar da parte que se reflete no espelho, é ter clara a sua essência, seus valores, sua vocação e saber aplicá-los em qualquer área da vida, porque são coisas que deveriam ser inegociáveis.

Família sorrindo em rede de descanso, com jardim, coqueiros e céu azul ao fundo.

Mantendo a essência como mulher

Como não se perder da sua essência sendo mãe e dona de um negócio (ou trabalhando fora)?

 

Inclua Prazer na Sua Rotina

  • Pratique atividades que te desconectem das tarefas diárias.

  • Retome um hobbie antigo ou comece algo novo que te traga alegria.

  • Reserve momentos para autocuidado

Invista em Conhecimento

  • Busque autoconhecimento.

  • Estude temas que você gosta e que te façam se sentir viva e interessada.

  • Aprender algo novo te faz se sentir mais confiante e interessante.

Saia do Ciclo Trabalho–Casa–Filhos

  • Quando deixamos de fazer o que gostamos, perdemos conexão com quem somos.

  • É comum sentir que só sabe falar sobre trabalho ou maternidade, mas isso pode (e deve) mudar.

Torne-se Sua Melhor Companhia

  • Aprender te aproxima da sua essência e te dá mais segurança para conversar sobre outros assuntos.

  • Quanto mais você se aprofunda em algo, mais natural se torna compartilhar isso no dia a dia.

Volte para Você

  • Esse processo faz você se reencontrar, se sentir mais interessante, viva e conectada com quem realmente é.

Como encontrar tempo para mim sem me sentir culpada?

Entendendo que para cuidarmos dos outros, precisamos estar bem primeiramente. Negligenciar coisas que nos fazem bem em meio a tantas tarefas e demandas pode ser um ato muito arriscado para nossa saúde mental, e uma hora a conta chega.

O nosso corpo sempre nos mostra que não está bem e, se não nos atentarmos aos sinais, pode ir agravando cada vez mais.

Se cuidar e estar bem para as pessoas que amamos também é um ato de amor. Quem não gosta de estar perto de uma pessoa feliz, bem humorada, cheirosa ou que sabe conversar?

Apesar de os cuidados com nosso interior não serem visíveis, quando os deixamos de lado, eles refletem de alguma forma nosso exterior, seja com um mau-humor, brigas, com o descuidado, insegurança… e tudo isso afeta os nossos relacionamentos, seja no trabalho, ou no relacionamento com o marido e os filhos.

Por isso é tão importante se cuidar primeiro para conseguir estar bem física e emocionalmente para ajudar o outro.

É possível cuidar da estética e da casa sem se anular como mulher?

É totalmente possível, mas nos exige autocontrole sobre nós e sobre as tarefas.

Aqui vão alguns passos para ajudar nessa caminhada:

1 – Separe momentos de autocuidado: porque eles podem ser a pausa de respiro que você precisa para o dia a dia e voltar a ter sua autoestima como mãe, profissional e esposa.

2 – Tenha uma agenda ou calendário: quanto mais visual e organizado deixar suas tarefas e demandas, fica mais fácil você enxergar os momentos que devem ser destinados à casa e os filhos, e quais devem ser de autocuidado.

3 – Separe as tarefas que não dependem de você para poder delegar: essa atitude pode tirar de você a sensação de sobrecarregada e passar analisar possíveis pessoas que poderiam te ajudar, seja da rede de apoio ou até mesmo buscar por serviços que te possibilite não se preocupar mais e que possa alocar seu tempo em outra coisa.

4 – Defina o seu inegociável: tenha claro a forma que quer que as pessoas e sua família te enxerguem, e o que você não abre mão.

Assim fica mais fácil de você criar uma rotina de cuidados com a casa, filhos e consigo com base naquilo que considera importante para uma vida boa, o que fará você se sentir realizada.

Gostou das dicas? Confira aqui a Parte II dessa entrevista com Juliana Prates que traz dicas valiosas sobre o autocuidado feminino mesmo com os múltiplos papéis que as mulheres exercem.

Mulher jovem de cabelos longos e castanhos, sorrindo, segurando um celular em um ambiente claro e minimalista. Sobre a mesa há um livro intitulado 'Como Fazer Amigos e Influenciar Pessoas' e uma planta decorativa ao fundo.

Mentora de Marketing Digital

Juliana Prates

Mentora de Marketing Digital, casada e mãe da Clara. Ama estudar sobre desenvolvimento pessoal e feminilidade. Relações Públicas com MBA em Marketing, Branding e Growth pela PUCRS. Especialista em Marketing Strategies and innovation pela The university of Akron. Saiba mais sobre seu trabalho no instagram e canal no Youtube é @ajuprates.

Mulher negra sorrindo com cabelos cacheados e blusa com detalhes branco e amarelo

Escrito por

Gabriela Sucupira

Redatora bilíngue de língua inglesa, Especialista em Marketing pela USP/Esalq e bacharel em Letras pela UFRJ. Carioca, mãe da Rebeca, Consultora Textual e de Personal Branding para o Linkedin.

Como Proteger as Crianças na Internet: Dicas e Cuidados

Nossos filhos crescem em um mundo conectado, cheio de possibilidades, mas também de riscos. Conversamos com uma especialista para entender como proteger as crianças na internet, equilibrando diálogo, educação digital e ferramentas como o Kaspersky Safe Kids.

A internet faz parte da rotina das nossas crianças — seja para estudar, brincar ou se conectar. Mas, com tantas possibilidades, surgem também muitos riscos que tiram o nosso sono com os conteúdos impróprios, ciberbullying, golpes disfarçados de joguinhos, além do medo de que eles conversem com quem não deveriam.

E, no meio de tudo isso, fica aquela pergunta que não sai da cabeça: como proteger nossos filhos nesse mundo digital que parece não ter limites? Até onde vai o equilíbrio entre dar autonomia e garantir a segurança?

Nessa conversa, que é quase um bate-papo entre mães, buscamos entender melhor esses desafios e, principalmente, como podemos lidar com eles de forma prática e leve.

Aqui no My Baby Care, acreditamos que informação de qualidade faz toda a diferença na criação dos nossos filhos. Por isso, convidamos a Mãe de 3, Gislaine Nogueira, Especialista em Prevenção a Fraudes com mais de 20 anos de experiência, para responder às dúvidas que toda mãe tem — inclusive eu! — sobre os riscos on-line.

Ela nos ajuda com recomendações sobre como dar limites, respeitar e cuidar da privacidade dos pequenos e ainda nos orienta como criar crianças mais seguras, conscientes e preparadas para esse mundo digital que só cresce.

Neste artigo, encontramos conselhos para as seguintes questões:

  • Existe uma idade ideal para começar a usar celular ou redes sociais?

  • O que caracteriza um conteúdo impróprio para crianças, mesmo que pareça “inofensivo”?

  • Qual a melhor forma de estabelecer limites saudáveis de tempo de tela?

     

 

Segurança e Riscos Digitais

Quais são os principais perigos que as crianças enfrentam na internet atualmente?

Embora seja amplamente discutido, o uso da internet por crianças é um tema delicado. Isto porque esses pequenos estão expostos a diversos riscos, como:

  • Exposição a conteúdos impróprios (violência, sexualização, discursos de ódio);
  • Contato com estranhos, aliciamento e grooming (quando um adulto ganha a confiança da criança com o objetivo de abusar ou explorá-la);
  • Ciberbullying (bullying em ambiente digital);
  • Vazamento de dados pessoais (que podem ser usados em golpes);
  • Golpes disfarçados de jogos ou promoções.

 

Existe uma idade ideal para começar a usar celular ou redes sociais?

Essa é uma das perguntas mais feitas pelos pais cuja resposta é mais complexa do que parece, pois não há uma regra fixa, o mais importante é avaliar a maturidade da criança e a disponibilidade dos responsáveis para realizar o controle.

As redes sociais já trazem indicações de idade mínima, e, na prática, quanto mais esse uso puder ser adiado, menores os riscos. Caso os pais decidam permitir, o uso deve ser acompanhado de regras bem definidas e controle rigoroso.

Mãe negra e filho sorrindo enquanto usam um tablet juntos na cozinha, com suco e frutas sobre a mesa.
Image by Drazen Zigic in FreePik

Regras e limites

Qual a melhor forma de estabelecer limites saudáveis de tempo de tela?

O mais importante é definir regras claras e cumpri-las com consistência. Aplicativos de controle parental ajudam bastante nesse processo, pois permitem configurar limites por faixa etária e tipo de conteúdo, além de estabelecer uma rotina saudável para o uso.

Como abordar o assunto de privacidade e exposição on-line com crianças pequenas?

Com as crianças pequenas, o ideal é usar materiais lúdicos, livros infantis e exemplos simples do dia a dia. Dá para criar histórias ou jogos em família que mostrem, de forma leve, porque é importante não compartilhar certas informações ou imagens na internet.

O que caracteriza um conteúdo impróprio para crianças, mesmo que pareça “inofensivo”?

Como muitos de nós já vimos casos que terminaram em tragédia nos últimos meses, precisamos ficar alerta sobre os desafios virais e conteúdos gerados por inteligência artificial que incentivam comportamentos de risco, pois esses tipos de conteúdo estão entre os mais perigosos.

Além de tomar cuidado com esse tipo de risco, é preciso atenção com conteúdos que reforçam estereótipos e padrões de beleza — muitas vezes disfarçados de entretenimento — pois podem influenciar negativamente a autoestima e percepção das crianças sobre si mesmas.

Comportamento infantil

Como o uso exagerado de telas afeta o desenvolvimento emocional e cognitivo?

Conforme os especialistas em saúde mental infantil e de áreas correlatas alertam, o uso excessivo de telas pode impactar negativamente o desenvolvimento, trazendo efeitos como:

  • Dificuldade de socialização ou isolamento;
  • Redução da empatia;
  • Intolerância à frustração;
  • Dificuldade para lidar com emoções.

Quais sinais de alerta os pais devem observar no comportamento on-line dos filhos?

É importante destacar alguns dos comportamentos mais comuns:

Mudanças de humor, agressividade ou irritação após o uso de telas são sinais importantes. Também vale observar o hábito de se isolar para usar dispositivos, evitar conversas sobre o que estão vendo ou com quem estão falando, ou ainda fechar portas e esconder o conteúdo consumido.

Monitoramento e diálogo

Monitorar o que a criança faz on-line é invasivo ou necessário?

É necessário. Os adultos têm a responsabilidade de proteger as crianças — e isso inclui o ambiente digital. O ideal é explicar esse monitoramento como parte do cuidado e proteção. Além disso, é fundamental orientar, conversar e educar a criança sobre os riscos e como se proteger.

Como equilibrar segurança e confiança no ambiente digital familiar?

A base está no diálogo. Quando os pais se interessam pelos assuntos das crianças, ouvem e compartilham experiências, criam um ambiente de confiança.

Trazer exemplos reais pode ajudar a tornar as conversas mais próximas e naturais.

Tela de login do controlo parental Kaspersky Safe Kids em diferentes dispositivos, permitindo aos pais proteger o acesso aos desenhos animados e outros conteúdos online.

Ferramentas e soluções

O que você acha de ferramentas como o Kaspersky Safe Kids? Elas realmente funcionam?

Ferramentas como o Kaspersky Safe Kids são boas aliadas. Elas ajudam a:

  • Aplicar os limites combinados;
  • Restringir conteúdos;
  • Definir horários de uso;
  • Acompanhar a localização da criança.

Mas elas não substituem o papel dos adultos, que é orientar, monitorar e participar ativamente. Confira mais conteúdos sobre essa e outras ferramentas de segurança na internet aqui.

Como a tecnologia pode ser uma aliada dos pais na proteção digital?

Hoje, muitas plataformas voltadas ao público infantil já incluem recursos de segurança. A tecnologia também ajuda com conteúdos educativos, lives, materiais para a família e até eventos de conscientização. 

O importante é que os pais estejam atentos e façam uso dessas ferramentas de forma ativa.

Mulher sentada no meio de uma escada externa, com corrimãos vermelhos. Ela tem cabelos longos com tranças, usa suéter cinza, cachecol escuro, calça jeans e botas pretas. Está sorrindo, com as mãos apoiadas nos joelhos. Ao fundo, céu azul e parte de um prédio de tijolos aparentes.

Especialista em Prevenção a Fraudes

Gislaine Nogueira

Mãe de 3! Especialista em Prevenção a Fraudes com mais de 20 anos de experiência em grandes empresas dos setores financeiro e de tecnologia. Atualmente, atua como Head de Prevenção a Fraudes na Ipiranga, é coautora do livro “Quebrando os Limites”, Top Voice no LinkedIn e uma das lideranças do grupo Risk Women Brasil. Apaixonada por compartilhar conhecimento, também é mentora de carreira e liderança, criadora de trilhas de aprendizado e incentivadora de comunidades diversas no combate às fraudes.

Mulher negra sorrindo com cabelos cacheados e blusa com detalhes branco e amarelo

Escrito por

Gabriela Sucupira

Redatora bilíngue de língua inglesa, Especialista em Marketing pela USP/Esalq e bacharel em Letras pela UFRJ. Carioca, mãe da Rebeca, Consultora Textual e de Personal Branding para o Linkedin.

LEGO Além da Brincadeira: Um Aliado dos Pais e Educadores

Brincar é, sem dúvida, uma das formas mais poderosas de aprendizado na infância. Entre os inúmeros brinquedos disponíveis, o LEGO se destaca como uma ferramenta essencial no desenvolvimento motor, cognitivo e criativo das crianças.

Para entender melhor os impactos do LEGO na coordenação motora e na criatividade das crianças de 1 a 3 anos, conversamos com a Dra. Karina Durce.

Nessa Parte 2 da entrevista, a Dra. Karina, fisioterapeuta Mestre em Distúrbios do Desenvolvimento e explica aos pais e educadores como o LEGO pode contribuir para o fortalecimento da motricidade fina, estimular a criatividade e potencializar a resolução de problemas desde os primeiros anos de vida.

 

Tópicos mais procurados neste artigo

  • Como os pais podem escolher o tipo de LEGO mais adequado para cada fase do desenvolvimento infantil?

  • Quais aspectos são importantes na decisão de escolher qual LEGO oferecer à criança?

  • Que outras atividades podem complementar o uso do LEGO para fortalecer o desenvolvimento motor e cognitivo?

 

Entrevista com Karina Durce, Especialista em Motricidade Física

 

Dicas para Pais e Educadores

Como os pais podem escolher o tipo de LEGO mais adequado para cada fase do desenvolvimento infantil?

 A escolha do LEGO mais adequado deve considerar o nível de desenvolvimento motor e cognitivo da criança, mais do que simplesmente sua idade cronológica. A indicação etária sugerida pela própria marca pode ser um ponto de partida:

LEGO Duplo: recomendado para crianças entre 1 ano e meio e 5 anos.
LEGO Tradicional: indicado para crianças a partir dos 4 ou 5 anos.

Embora a faixa etária indicada na embalagem seja um bom parâmetro inicial, é essencial observar as habilidades motoras e cognitivas da criança. Por exemplo:

  • Se a criança já realiza movimentos de pinça com facilidade e demonstra interesse por desafios mais complexos, pode iniciar o uso do LEGO tradicional mesmo antes dos 5 anos.
  • Se ela ainda apresenta dificuldades na coordenação motora fina ou insegurança, o LEGO Duplo continua sendo uma excelente opção, mesmo após os 4 ou 5 anos.

Além disso, é fundamental lembrar que peças pequenas podem representar risco de engasgo para crianças abaixo da idade recomendada.

Tanto a LEGO Foundation (2020) quanto instituições pediátricas nacionais e internacionais reforçam a importância de brinquedos seguros e apropriados à faixa etária para promover um desenvolvimento saudável.

 

Quais aspectos são importantes na decisão de escolher qual LEGO oferecer à criança?

Um fator que podemos destacar é o nível de motivação. Crianças que demonstram interesse por construções mais detalhadas ou que gostam de seguir instruções podem se beneficiar do LEGO tradicional.

As que preferem construções livres e peças maiores podem continuar explorando o LEGO Duplo por mais tempo.

Considere também os benefícios educacionais, por exemplo, o LEGO Duplo é ideal para promover as habilidades iniciais de motricidade fina, coordenação óculo-manual, reconhecimento de cores e formas, além de introduzir noções de causa e efeito.

O LEGO tradicional potencializa habilidades mais refinadas de motricidade, promove o raciocínio lógico, a resolução de problemas e amplia a criatividade.
A escolha deve ser singular, respeitando a individualidade da criança e do contexto de estimulação.

Conjunto LEGO DUPLO com 10 peças, incluindo pinguins e leões, blocos coloridos e vegetação. A embalagem indica que o brinquedo é recomendado para crianças a partir de 2 anos.

Existe um tempo ideal de brincadeira com LEGO para crianças nessa faixa etária?

O tempo ideal de brincadeira varia de acordo com cada criança e sua faixa etária. Não há, até o momento, um consenso na literatura que estabeleça com total clareza um tempo mínimo ou máximo específico para atividades que estimulem a motricidade fina.

Esse tempo depende do interesse e da própria capacidade de atenção da criança, que varia de acordo com sua etapa de desenvolvimento. O ideal é respeitar o tempo da criança, sempre deixar disponível e incentivar brincadeiras que estimulem a criatividade e a manualidade.

Que outras atividades podem complementar o uso do LEGO para fortalecer o desenvolvimento motor e cognitivo?

Temos uma diversidade de atividades que podem complementar e potencializar o desenvolvimento motor e cognitivo da criança, como:

  • jogos de memória e quebra-cabeças, que favorecem a atenção, a concentração e o raciocínio lógico;
  • atividades de construção de histórias, que estimulam a linguagem e a criatividade (e pode associar ao LEGO criando os personagens ou objetos);
  • brincadeiras que desafiem a motricidade fina, como modelagem com massinha, pintura, alinhavos e outros brinquedos de encaixe.

Essas experiências ampliam o repertório motor e cognitivo da criança, promovendo um desenvolvimento integral e equilibrado.

Considerações da especialista

Com orientações adequadas, esse brinquedo pode se tornar um poderoso aliado no aprendizado e na exploração do mundo. Quer saber mais dicas, confira a Parte 2 da Entrevista aqui.

Mulher jovem com blazer bege e blusa branca com cabelos castanho claro e sorrindo

Fisioterapeuta

Dra. Karina Durce

Mestre em Distúrbios do Desenvolvimento pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, pós-graduada em Saúde da Mulher no Climatério pela Faculdade de Saúde Pública da USP, Saúde Pública com ênfase no ESF pelo Centro Universitário São Camilo e em Práticas Pedagógicas e Inovação na Educação Superior. MBA em Gestão de Saúde Corporativa. Fisioterapeuta da Durce Vita Saúde Integrada e embaixadora Fisiovisionária.

Mulher negra sorrindo com cabelos cacheados e blusa com detalhes branco e amarelo

Escrito por

Gabriela Sucupira

Redatora bilíngue de língua inglesa, Especialista em Marketing pela USP/Esalq e bacharel em Letras pela UFRJ. Gabriela é carioca, Mãe da Rebeca, que atua como Consultora Textual e Personal Branding para o Linkedin.