LEGO Além da Brincadeira: Um Aliado no Crescimento Infantil

O LEGO é mais do que um simples brinquedo; ele desempenha um papel fundamental no desenvolvimento infantil, especialmente na primeira infância. 

Brincar é uma forma importante e aprendizado na infância. Entre os brinquedos que ajudam no desenvolvimento motor, cognitivo e criativo das crianças. Podemos destacar o LEGO como uma ferramenta essencial no desenvolvimento 

Para nos ajudar a entender melhor os impactos de brincar com LEGO na coordenação motora e na criatividade das crianças de 1 a 3 anos, conversamos com a Dra. Karina Durce em uma entrevista incrível dividida em duas partes.

Karina é fisioterapeuta, professora universitária e Mestre em Distúrbios do Desenvolvimento, que explica, com base nas melhores evidências científicas, como o LEGO contribui para o fortalecimento da motricidade fina, estimula a criatividade e potencializa a resolução de problemas desde os primeiros anos de vida.

 

Tópicos mais procurados neste artigo

  • Como o uso do LEGO pode contribuir para o desenvolvimento da coordenação motora fina em crianças pequenas?

  • Quais são os principais desafios motores que crianças de 1 a 3 anos enfrentam ao brincar com LEGO?

  • O LEGO pode ajudar a desenvolver o pensamento criativo das crianças? Como isso acontece na prática?

Entrevista com Karina Durce, Especialista em Motricidade Física

 

O LEGO como Ferramenta para o Desenvolvimento Motor

 

Como o uso do LEGO pode contribuir para o desenvolvimento da coordenação motora fina em crianças pequenas?

O uso do LEGO dentro de brincadeiras contribui significativamente para o desenvolvimento da motricidade fina da criança, uma vez que exige o uso das mãos e dos dedos para encaixar, montar e desmontar as peças.

A motricidade fina ou coordenação motora fina é a capacidade que a criança desenvolve de realizar movimentos pequenos e precisos com as mãos e os dedos, como segurar um lápis, abotoar uma camisa ou encaixar peças de LEGO.

Na infância, o desenvolvimento dessas habilidades é fundamental, porque prepara a criança para tarefas essenciais para a vida escolar e cotidiana, como escrever, desenhar, cortar com tesoura, ou se vestir sozinha. 

Além disso, a motricidade fina está diretamente ligada ao desenvolvimento da coordenação olho-mão, da atenção e até mesmo da autonomia.

Por isso, brinquedos como o LEGO são importantes, pois permitem que a criança, de forma lúdica e divertida, exercite esses movimentos, aprendendo enquanto brinca, sem perceber que está realizando uma atividade fundamental para o seu desenvolvimento motor e cognitivo.

O LEGO permite aprender brincando, testando e colocando a mão na massa dentro da zona de desenvolvimento dela, que é aquele momento em que a criança já sabe fazer algumas coisas sozinha, mas tem outras que ela ainda não consegue, a não ser que alguém ajude ou mostre, com essa ajuda, ela consegue aprender e avançar.

Existe uma diferença significativa entre o impacto do LEGO tradicional e do LEGO Duplo nessa fase?

Sim, há diferenças relevantes. Por exemplo, o LEGO Duplo é especialmente indicado para crianças entre 1 ano e meio e 5 anos de idade, pois possui peças maiores e mais fáceis de manusear, adequadas para o estágio inicial do desenvolvimento motor. 

Já o LEGO tradicional, com peças menores e mais delicadas, exige uma motricidade fina mais apurada, sendo mais recomendado para crianças a partir dos 4 ou 5 anos.

O LEGO Duplo atua como um facilitador inicial, promovendo melhorias no controle motor fino, especialmente na coordenação óculo-manual, no controle da força e na precisão dos movimentos. 

Ao iniciar com peças maiores, respeita-se o tempo da criança, evitando frustrações e promovendo um desenvolvimento progressivo da atenção e do controle do movimento. 

Conforme a criança evolui em seu próprio ritmo, ela naturalmente adquire habilidades motoras e cognitivas mais complexas, passando a se interessar e se desafiar com peças menores e estruturas mais elaboradas, como as do LEGO tradicional.

Independente do modelo de LEGO e da faixa etária, estimular a motricidade fina impacta na independência/autonomia para realizar tarefas do dia a dia.

Quais são os principais desafios motores que crianças de 1 a 3 anos enfrentam ao brincar com LEGO?

 

Nesta faixa etária, um dos principais desafios está relacionado ao desenvolvimento da pinça — movimento realizado entre o polegar e o indicador — fundamental para manipular objetos pequenos, como as peças de LEGO.

Além disso, o controle da força, a precisão dos movimentos e a coordenação entre o olhar e a ação motora continuam em fase inicial de desenvolvimento, o que torna a atividade desafiadora, mas extremamente benéfica para o fortalecimento dessas competências.

 

Estimulando a Criatividade e a Resolução de Problemas

 

O LEGO pode ajudar a desenvolver o pensamento criativo das crianças? Como isso acontece na prática?

Sem dúvida. Tanto o LEGO Duplo quanto o tradicional estimulam a criatividade infantil, uma vez que oferecem uma brincadeira aberta e livre, na qual a criança tem autonomia para decidir quais peças utilizar, de que forma combiná-las, e o que construir — desde animais até veículos ou qualquer outra criação que sua imaginação permitir.

Além disso, o brinquedo estimula a resolução de problemas: quando a estrutura não se encaixa como o esperado, a criança precisa refletir, ajustar e encontrar soluções por conta própria.

Na prática, esse tipo de atividade amplia a flexibilidade cognitiva e a capacidade de adaptação, habilidades essenciais para o desenvolvimento integral.

Pés descalços de uma criança e de um adulto sobre piso claro, cercados por blocos de montar multicoloridos e pequenas figuras espalhadas, sugerindo momento de brincadeira colaborativa no chão

    Image by Freepik

A brincadeira livre com LEGO tem mais impacto no desenvolvimento infantil do que atividades estruturadas com instruções? Por quê?

Ambos os tipos de atividade são importantes, mas promovem desenvolvimentos distintos. A brincadeira livre, como ocorre com o LEGO, estimula a criatividade, a autonomia e a capacidade de resolução de problemas.

Ao ter liberdade para escolher as peças, decidir como e o que construir, a criança exercita a tomada de decisões, aprende a lidar com erros e a se adaptar, habilidades fundamentais para a vida.

Por outro lado, as atividades estruturadas, com instruções ou modelos a seguir, desenvolvem aspectos igualmente valiosos, como a paciência, a resiliência diante de desafios, o raciocínio lógico e a capacidade de seguir regras e sequências.

Portanto, não se trata de eleger uma como superior à outra, mas sim de compreender as necessidade da criança e objetivos das brincadeiras.

O ideal é que a criança tenha oportunidade de vivenciar ambas as experiências, de forma equilibrada e prazerosa.

Conclusão

A parte 1 da entrevista mostrou que o LEGO desempenha um papel fundamental no desenvolvimento motor e criativo das crianças pequenas.

Com orientações adequadas, esse brinquedo pode se tornar um poderoso aliado no aprendizado e na exploração do mundo.

Confira as dicas da Dra. Karina Durce para os Pais e Educadores na segunda parte da entrevista em LEGO Além da Brincadeira: Um Aliado dos Pais e Educadores

Para saber mais sobre o brincar e os benefícios para as crianças e adolescentes, além de dicas dos melhores presentes para cada idade, leia os artigos sobre LEGO:

Brincando com LEGO: Sugestões para Crianças de 1 a 3 Anos

LEGO: Dicas de presentes para crianças de 3 a 5 Anos

Mulher jovem com blazer bege e blusa branca com cabelos castanho claro e sorrindo

Fisioterapeuta

Dra. Karina Durce

Mestre em Distúrbios do Desenvolvimento pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, pós-graduada em Saúde da Mulher no Climatério pela Faculdade de Saúde Pública da USP, Saúde Pública com ênfase no ESF pelo Centro Universitário São Camilo e em Práticas Pedagógicas e Inovação na Educação Superior. MBA em Gestão de Saúde Corporativa. Fisioterapeuta da Durce Vita Saúde Integrada e embaixadora Fisiovisionária.

Mulher negra sorrindo com cabelos cacheados e blusa com detalhes branco e amarelo

Escrito por

Gabriela Sucupira

Redatora bilíngue de língua inglesa, Especialista em Marketing pela USP/Esalq e bacharel em Letras pela UFRJ. Gabriela é carioca, Mãe da Rebeca, que atua como Consultora Textual e Personal Branding para o Linkedin.

Top 5 Kits de LEGO Incríveis entre R$150 e R$250 com custo-benefício máximo

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Top 5 Kits de LEGO Incríveis entre R$150 e R$250 com custo-benefício máximo

Publicado por

Gabriela Sucupira
imagens O ChatGPT disse: Claro! Aqui está a descrição alternativa (acessibilidade) para a imagem enviada: Descrição alternativa (acessibilidade): Em primeiro plano, sobre uma mesa cinza, há um pequeno veículo de blocos de montar coloridos (vermelho, azul e verde) com uma minifigura LEGO sentada. A figura representa uma criança ou operadora, com capacete branco e roupa laranja. Ao fundo, desfocadas, estão uma mulher adulta e uma criança sentadas no sofá, interagindo e brincando em um ambiente doméstico bem iluminado e acolhedor. Peças de LEGO estão espalhadas pelo chão e pela mesa, sugerindo um momento de brincadeira em família.

Se você está em busca de um presente com impacto, os kits da LEGO na faixa de preço R$150 a R$250 são uma ótima opção! Esses brinquedos entregam mais peças, mais interatividade e experiências ainda mais imersivas.

Investir em kits de LEGO como presente vai muito além da diversão imediata: é uma aposta em desenvolvimento, criatividade e memorização de momentos especiais. Esses brinquedos completos são ideais para fazer a surpresa para seu filho (ou para um amigo adulto, é claro!)

Descubra porque investir em LEGO na faixa de R$ 150 a R$ 250 é a melhor opção para seu filho.

 

Com 75 anos de existência, os brinquedos de construção da empresa LEGO oferecem uma experiência ampla para as crianças, adolescentes e adultos. Isso porque, quanto maior a complexidade do objeto a ser montado, o tempo de diversão será maior e a variedade de modelos impressionantes. Para entender melhor o valor de cada kit, é importante destacar as seguintes características desse brinquedo.

🌟 Reputação

A marca LEGO é adorada por famílias e reconhecida mundialmente por sua excelência, pois ao longo dos anos se tornou sinônimo de qualidade e imaginação.

🔒Segurança garantida

Todos os kits são desenvolvidos com materiais atóxicos e seguem padrões internacionais de segurança. Brinquedo pensado para crianças, aprovado por adultos.

🛠️ Durabilidade Incomparável

Com o passar dos anos, as peças do LEGO mantêm sua integridade e seu encaixe original. Assim, se torna um brinquedo que passa de geração em geração.

💸 Preço Justo

Nessa faixa de preço, os kits oferecem mais blocos, instruções criativas e designs elaborados — ótimo custo-benefício para quem quer um presente memorável.

🚀 Alto Engajamento Educacional

Os kits com mais peças proporcionam maior aprendizado, pois estimulam o raciocínio lógico, a resolução de problemas e a criatividade.

Neste post você vai ver

🧩Top 5 Kits LEGO médios de R$150 a R$250 

Presente para crianças a partir dos 4 anos
1. LEGO Classic Ladrilhos Criativos Grandes

Imagem de um estojo amarelo da linha LEGO® Classic (Caixa Média de Peças Criativas 10696), com tampa em formato de quatro pinos de bloco LEGO. À frente, estão espalhadas 484 peças multicoloridas — incluindo blocos, rodas, janelas e olhos — que formam pequenas criações como um trem azul, um carrinho amarelo, uma flor, um crocodilo e um monstrinho branco.

Solte a criatividade com 484 peças LEGO coloridas! Construa carrinhos malucos, janelas com olhos esbugalhados e até pistas radicais. Tem rodas, placa de base verdinha e diversão para toda a família — de 4 a 99 anos! Compatível com outros kits LEGO. Diversão em bloco garantida!

Idade Recomendada: a partir dos 4 anos

Valor: R$ 219,00

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Presente para crianças a partir dos 7 anos

2. LEGO Set Technic 42165 Mercedes-AMG F1 W14 E Performance Pull-Back 240 peças

Imagem de um conjunto LEGO Technic com o modelo de um carro de Fórmula 1 da Mercedes-AMG Petronas. O carro é preto com detalhes em verde e apresenta logotipos de patrocinadores. Ao lado, a caixa mostra o mesmo carro em um fundo escuro e destaca a função "pull-back" (carro com motor de fricção). Indicado para maiores de 7 anos e contém 240 peças.

 

Prepare-se para a corrida com o LEGO Technic Mercedes-AMG F1 W14 Pull-Back! Puxe, solte e veja o carrão voar! Com adesivos estilosos e muito estilo de pista, é o presente perfeito para mini pilotos a partir de 7 anos. E tem versão adulta também — diversão para toda a família!

Valor: 

Compre aqui.

Presente para crianças a partir dos 9 anos

 

3. LEGO Set Speed Champions 76919 Carro de Corrida de Formula 1 da McLaren

 

Imagem de um conjunto LEGO da linha Speed Champions com o tema McLaren Fórmula 1. O conjunto inclui um carro de corrida preto e laranja com muitos detalhes aerodinâmicos e adesivos de patrocinadores, além de uma miniatura de piloto com capacete. Ao fundo, a caixa exibe o mesmo carro em alta velocidade numa pista de corrida. Indicado para maiores de 9 anos e contém 264 peças.

Prepare-se para acelerar com o LEGO Speed Champions McLaren F1 2023! Uma réplica superestilosa com detalhes autênticos, nas cores laranja papaya e preto, igualzinha ao carro de verdade.

Vem com piloto e capacete prontos para a corrida! Perfeito para crianças a partir de 9 anos (e adultos fãs de velocidade!). Um presente incrível para brincar ou exibir com orgulho na prateleira. Vruuum de diversão garantida!

Idade Recomendada: a partir dos 9 anos

Valor:  

Compre aqui.

Presentes para crianças a partir dos 8 anos

4. LEGO Minecraft – Pousada da Raposa

 

Imagem de um conjunto LEGO inspirado no jogo Minecraft. O destaque é uma casa construída no formato de uma raposa laranja e branca. O cenário inclui figuras de personagens e animais do jogo: um personagem com armadura, uma raposa, uma raposa bebê, um zumbi afogado e uma raposa branca do ártico. Ao fundo, a caixa exibe o ambiente do jogo com o mesmo conjunto montado. Indicado para maiores de 8 anos e contém 193 peças.

Entre no mundo dos blocos com LEGO Minecraft – Pousada da Raposa! Com 193 peças, este kit é perfeito para aventureiros de 8 anos que amam construir, brincar e imaginar. Monte uma toca de raposa, enfrente um zumbi afogado e explore com personagens incríveis!

O presente ideal para momentos criativos em família, esse brinquedo une diversão, aprendizado e muitas risadas em uma jornada cheia de aventuras pixeladas!

Idade Recomendada: a partir dos 8 anos

Valor: 

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Presente para crianças a partir dos 6 anos

5LEGO Super Heroes Marvel Homem de Ferro e Legião de Ferro vs. Soldado da Hidra 76288
 

Imagem de um conjunto LEGO Marvel inspirado nos Vingadores. A cena inclui miniaturas do Homem de Ferro e três soldados da S.H.I.E.L.D. com mochilas a jato, voando em direção a uma base com duas torres. Há elementos tecnológicos e armas no cenário. Ao fundo, a caixa exibe uma ilustração da batalha. Indicado para maiores de 6 anos e contém 135 peças.

Prepare-se para uma missão cheia de ação com o LEGO Marvel Homem de Ferro e Legião de Ferro vs. Soldado da Hidra! Com 135 peças, este kit é ideal para pequenos heróis a partir de 6 anos. Junte-se ao Tony Stark e seus aliados voadores, enfrente o vilão com disparador de pinos e salve o dia em grande estilo! Um presente incrível para fãs dos Vingadores.

Idade Recomendada: a partir dos 6 anos

Valor: R$ 159,84

Compre aqui.

🎯 Conclusão: Um Investimento Inteligente em Diversão e Desenvolvimento

Com um orçamento entre R$150 e R$250, você garante kits robustos, educativos e que vão prender a atenção das crianças por horas. São ótimos para presentear em aniversários, datas especiais ou até como incentivo escolar.

Para saber onde encontrar as dicas completas de especialistas sobre a importância dos kits LEGO para o desenvolvimento das crianças segundo a faixa etária, confira nossos artigos completos sobre LEGO!

Posição em W nas Crianças: Mitos, Fatos e Orientações para Educadores

O impacto da posição em W no desenvolvimento infantil é o motivo das preocupações de pais, médicos e fisioterapeutas. Reunimos as recomendações que podem ajudar a promover posturas saudáveis nas crianças.

As crianças pequenas, geralmente de 2 a 6 anos, têm a facilidade  de sentarem de um jeito que os especialistas chamam de posição em W.

Mas como é essa posição? É aquele jeitinho peculiar de sentar com os joelhos dobrados para frente e os pés dobrados para trás, formando a letra “W” com as pernas, quando vista de cima.

Neste post você vai ver:

  • Preocupações Comuns: O Que Pais, Médicos e Fisioterapeutas Pensam.

  • Mitos e Fatos sobre a Posição em W.

  • O que dizem os estudos?

  • Como orientar as crianças a evitar a posição em W?
  • Conclusão.

Preocupações Comuns: O Que Pais, Médicos e Fisioterapeutas Pensam

A primeira vista, sentar na posição em W forma pode ser confortável para as crianças, mas a longo prazo pode afetar seu desenvolvimento postural e ósseo.

É possível destacar algumas características relacionadas ao hábito de sentar na posição em W:

  • Comum entre os 2 a 6 anos, especialmente em fases de transição de postura;

  • Proporciona maior estabilidade (baixa exigência de controle postural);

  • É confortável para algumas crianças com tônus muscular diminuído (como nas síndromes neurológicas).

 

Preocupações dos Pais

Quando falamos em relação à saúde, dentre as pessoas que mais se preocupam as possíveis consequências de sentar na posição em W  estão os pais e cuidadores.

Eles estão presentes durante a maior parte do tempo com a criança e vivenciam os episódios de desconforto e dores nas pernas e costas que essa posição em W pode causar.

 

Orientações dos Médicos

Os médicos e outros especialistas recomendam atenção especial nos seguinte casos:

  • Se a criança sempre escolhe essa posição;

  • Se ela apresenta dificuldade para sentar de outras formas (como “pernas de índio”);

  • Se há histórico de problemas ortopédicos ou neuromotores.

 

Sugestões dos Fisioterapeutas

Os profissionais da área de fisioterapia orientam que é preciso monitorar e orientar a criança com carinho para evitar maiores problemas em seu desenvolvimento no futuro.

Eles explicam que o estímulo é melhor caminho para mudar a situação.

Desvendando os Mitos sobre a Posição em W

Se o seu filho ou filha tem o costume de sentar na posição em W, você já deve escutado algumas frases um tanto preocupantes sobre as “possíveis” consequências de a criança permanecer sentada assim por muito tempo.

Embora algumas das afirmações tenham fundamento, outras não passam de mitos populares sobre um assunto do qual não se tem conhecimento ou cujas informações sejam superficiais.

Vale ressaltar alguns desses Mitos e as Explicações por trás deles:

 

“A Posição em W Sempre Causa Danos às Articulações”.

Mito, quando se diz “SEMPRE causa danos”. Mas esse mito tem fundamento.

A posição em W pode gerar problemas quando mantida por longos períodos ou usada com muita frequência, especialmente em crianças em fase de crescimento.

Sentar na posição em W pode aumentar o risco de:

  • alterações posturais;

  • enrijecimento dos músculos do quadril;

  • atrasos no desenvolvimento da coordenação motora;

  • estresse nas articulações dos quadris, joelhos e tornozelos.

Se for uma posição ocasional em crianças e adultos, sem dor nem outros fatores de risco, geralmente não há motivo de preocupação.

 

Mulher loira de cerca de 35 anos, vestindo blusa azul, sorri enquanto apoia gentilmente um menino sentado de costas em um banco diante de uma mesa de madeira, iluminada por uma janela com plantas, enquanto ele desenha com lápis de cor.
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“Crianças Sempre Perderão a Capacidade de Caminhar Corretamente se Sentarem em W”

Mito. Essa frase generaliza os fatos, isto é, sentar em W não leva AUTOMATICAMENTE à perda da capacidade de caminhar corretamente.

O corpo infantil é flexível e pequenos hábitos posturais nem sempre causam prejuízos duradouros. A realidade é que muitas crianças adotam a posição ocasionalmente e se desenvolvem normalmente, sem alterações no modo de andar, na marcha.

 

“A Posição em W Pode Ser Usada Sem Consequências se Não for Corrigida”

Mito. O uso ocasional da posição em W geralmente não causa problemas, mas dizer que pode ser usada sem consequências e sem correção ignora os riscos do uso frequente ou prolongado, especialmente em crianças em desenvolvimento.

 

Se não for orientada ou alternada com outras posturas, sentar na posição em W pode levar a:

  • alterações no desenvolvimento postural;

  • enrijecimento dos quadris;

  • dificuldade de equilíbrio e coordenação;

  • estresse nas articulações.

Estudos científicos sobre a posição em W

Especialistas em ortopedia pediátrica, fisioterapia e desenvolvimento infantil apontam que a posição em W, embora comum entre crianças pequenas, pode trazer riscos ao desenvolvimento articular e motor quando usada com frequência ou por longos períodos.

Desenvolvimento articular e muscular

Vale ressaltar que os profissionais fisioterapeutas e ortopedistas explicam que a posição em W coloca estresse excessivo sobre:

    • quadris;

    • joelhos;

    • tornozelos.

Esse estresse causado pela posição em W pode prejudicar a rotação interna do quadril e causar encurtamentos musculares, especialmente nos músculos do quadril e posteriores da coxa.

A posição em W e a Influência no Desenvolvimento Motor

Estudos destacam que a posição em W reduz a necessidade de ativar os músculos do core (tronco) para manter o equilíbrio.

Com isso, é possível que o desenvolvimento da estabilidade postural seja afetado e dessa forma, a coordenação motora e o controle de movimentos finos sejam prejudicados.

 

A evolução da Preferência pela Posição em W em Idades Mais Avançadas 

A partir dos 6 ou 7 anos, a preferência pela posição em W tende a diminuir naturalmente, principalmente entre crianças sem alterações musculoesqueléticas ou neurológicas. Isso ocorre porque a rotação interna do quadril vai se reduzindo com o desenvolvimento.

No entanto, se o hábito persistir após os 7 anos, os profissionais de saúde recomendam avaliação para prevenir desequilíbrios posturais ou atrasos no desenvolvimento motor.

Como Orientar Crianças a Evitar a Posição em W?

Orientar as crianças a evitar a posição em “W” é importante para promover um desenvolvimento musculoesquelético saudável. Dessa forma, é importante destacar as seguintes maneiras de abordar esse tema: 

Alternativas Posturais e Posicionamento Correto

Podemos incentivá-los a posturas como:

  • Sentar com as pernas esticadas à frente: essa posição alonga os músculos da parte de trás das pernas e promove um bom alinhamento da coluna.
  • Sentar com as pernas cruzadas (“índio”): essa postura fortalece os músculos do quadril e ajuda no equilíbrio.
  • Sentar de lado: alternar os lados evita tensão excessiva em um único lado do corpo.
  • Apoiar-se em superfícies: ao brincar no chão, incentivar a criança a se apoiar nos braços para fortalecer os músculos do tronco e ombros.

 

Atividades para Melhorar a Postura e o Desenvolvimento Motor

Os especialistas recomendam algumas atividades simples para incorporar na rotina das crianças. Vale ressaltar aquelas que fortalecem os músculos do tronco, quadris e pernas, pois são cruciais para ajudar no desenvolvimento motor dos pequenos:

  • Brincadeiras de equilíbrio: andar em cima de uma linha, brincar de estátua, usar uma prancha de equilíbrio.
  • Atividades de engatinhar e rastejar: túneis, obstáculos no chão para serem superados.
  • Jogos que exigem agachamento: pegar brinquedos no chão, imitar animais como sapos.
  • Atividades ao ar livre: correr, pular, subir em árvores (com supervisão).
  • Exercícios simples: alongamentos suaves, como alcançar os dedos dos pés.

Essas atividades ajudam a desenvolver a consciência corporal e a força muscular necessária para manter posturas saudáveis naturalmente.

Veja mais dicas de atividades ao livre aqui.

 

Situações para procurar ajuda de um profissional

A ajuda profissional de um pediatra, fisioterapeuta pediátrico ou ortopedista pediátrico é recomendada nos seguintes casos: 

  • Dificuldade persistente em evitar a posição em “W”;
  • Queixas de dor nas pernas, joelhos, quadris ou costas.
  • Dificuldade em realizar atividades motoras adequadas para a idade.
  • Assimetrias visíveis, como uma perna parece girar mais para dentro que a outra, por exemplo.
  • Histórico de problemas ortopédicos.

Em caso desses sintomas, o especialista poderá avaliar a situação e oferecer orientações específicas e personalizadas para a criança.

Conclusão: O Que os Educadores e Pais Devem Saber

A posição em “W” é comum em crianças pequenas, mas seu uso frequente e prolongado pode trazer preocupações para o desenvolvimento postural e motor.

Educadores e pais devem estar atentos à frequência com que as crianças adotam essa postura e incentivar ativamente alternativas mais saudáveis, explicando de forma lúdica os benefícios de variar as formas de sentar.

Oferecer um ambiente com diversas opções de assentos e promover brincadeiras que naturalmente exigem diferentes movimentos e fortalecem a musculatura são estratégias importantes.

 

Recomendamos o artigo que reúne os Benefícios da yoga para crianças, com Silvia Perez.

Mulher negra sorrindo com cabelo cacheado e batom vinho, vestindo blusa amarela

Escrito por

Gabriela Sucupira

Redatora bilíngue de língua inglesa, Especialista em Marketing pela USP/Esalq e bacharel em Letras pela UFRJ. Gabriela é carioca, Mãe da Rebeca, que atua como Consultora Textual e Personal Branding para o Linkedin.

Chegada do bebê: livro infantil para preparar o irmão mais velho

Sabe-se que receber um novo membro na família é um momento mágico — e também cheio de desafios, especialmente quando há um irmão mais velho à espera. Pensando no universo de descobertas, sentimentos e vínculos que se formam ainda durante a gestação, entrevistamos Natalia Bruneti, educadora e autora do delicado e encantador livro “O que se passa na barriga da mãe?”. 

Inspirada nas conversas espontâneas da sua filha com o irmão ainda por nascer, Natalia transformou momentos do cotidiano em uma história sensível e acessível, que convida famílias inteiras a refletirem sobre o amor entre irmãos, a chegada de um bebê e o poder do diálogo com os pequenos.

Nesta conversa, ela compartilha os bastidores da obra, sua vivência como mãe e educadora, e como a literatura pode ser uma poderosa aliada na construção de laços afetivos desde cedo.

Neste artigo você vai ver

  • O que a levou a escrever “O que se passa na barriga da mãe?”
  • Qual é o público-alvo do livro?
  • Que mensagens ou lições você gostaria que os leitores levassem da história?

  • Quais foram os maiores desafios a escrever o livro?
  • Conclusão.

 

O que a levou a escrever “O que se passa na barriga da mãe?” Existe uma história pessoal ou experiência que a motivou?

Quando estava grávida do meu segundo filho, a mana mais velha começou a ter muitas conversas com o mano que ainda estava na barriga. Desde o início, explicamos que a mãe tinha um bebê na barriga e que ela seria a irmã mais velha.

Ela passou a conversar bastante com a barriga, dizia que, quando contava histórias ou dava beijinhos, o mano dava cambalhotas de alegria. Quando adormecia perto da barriga, dizia que ele ficava muito sossegadinho.

Achei aquilo tão especial que comecei a anotar no celular tudo o que ela dizia, pensando: “Um dia, quando eu contar isso pra ela, vamos rir. Vai ser bonito relembrar”.

Em um desses momentos, depois de mais uma fala dela, resolvi juntar tudo num único documento. E aí percebi que poderia sair dali algo muito interessante.

Escrevi mais algumas coisas, arrisquei e enviei para a editora. Acabou se tornando uma história muito pessoal, dedicada aos meus dois filhos — e ao amor de irmãos que já existia desde a barriga.

Qual é o público-alvo do livro? Como você espera que crianças e adultos interajam com a obra?

O público-alvo principal são crianças pequenas, a partir de um ou dois anos, até por volta do primeiro ano escolar — a fase em que estão aprendendo a ler.

É um livro de leitura fácil, com muitas imagens, que ajuda as crianças a entenderem a história mesmo sem saberem ler ainda.

Mas é um livro que também encanta os irmãos mais velhos, que já sabem ler e podem contar a história aos mais novos. Então, acaba sendo para toda a família.

Tenho recebido muitos comentários de pais dizendo que o livro os ajudou a conversar sobre a chegada de um novo bebê.

A história ajuda a desmistificar o que o bebê está fazendo dentro da barriga da mãe, de forma leve e lúdica.

Inclusive, no lançamento, algumas mães comentaram: “Se eu contar essa história agora, minha filha vai achar que estou grávida!”. Então, sugeri que elas adaptassem o conteúdo para dizer: “Quando você estava na barriga da mamãe, eu fazia isso ou aquilo”. Mas é importante ter cuidado com esse tipo de adaptação para não confundir a criança.


Como você escolheu abordar temas como a gestação e o desenvolvimento fetal de forma acessível às crianças?

Foi uma escolha muito pessoal. A relação bonita que se formou entre os meus filhos ainda durante a gestação merecia ser registrada.

Como educadora, percebo que esse ainda é um tema pouco explorado na literatura infantil. Às vezes, os pais pedem nossa ajuda para falar sobre gravidez com os filhos. E é maravilhoso abordar isso de maneira leve, que estimule a imaginação.

O livro convida à conversa. Crianças pequenas têm uma imaginação muito rica. Quando começamos a perguntar “O que será que acontece dentro da barriga da mamãe?”, estamos puxando esse fio da curiosidade e ajudando-as a construir essa conexão com o novo irmão ou irmã.

Isso pode tornar a chegada do bebê mais leve, especialmente para os irmãos mais velhos que, às vezes, enfrentam esse momento com dificuldades.

Para saber mais sobre os benefícios da leitura para as crianças, leia nosso artigo “Leitura na educação infantil. Como incentivar meu filho?“.

Uma menina, com delicadeza, coloca a mão na barriga da sua mãe, que está grávida. As duas têm tranças no cabelo e vestem roupas de cores claras.
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Como foi sua colaboração com o ilustrador? Como as imagens complementam a narrativa?

Tanto eu quanto o Paulo, o ilustrador, tínhamos o mesmo objetivo: que as ilustrações falassem por si. Embora o livro tenha texto, queríamos que as crianças que ainda não sabem ler fossem capazes de acompanhar e contar a história apenas pelas imagens.

Pelo feedback que recebemos, conseguimos isso. É muito bonito ver crianças folheando o livro, contando a história do jeitinho delas.

Algumas repetem exatamente o que está escrito, outras recriam tudo com base no que veem, falando na primeira pessoa. Isso mostra que conseguimos criar algo que realmente se comunica com os pequenos.


Que mensagens ou lições você gostaria que os leitores levassem da história?

Para as crianças, meu desejo é que o livro ajude a tornar a chegada de um irmão um pouco mais leve. Que elas consigam ver o bebê não como uma ameaça ou invasão de espaço, mas como alguém com quem já podem brincar e interagir, mesmo antes de nascer.

Para os adultos, espero que a leitura se transforme em momentos de conversa e reflexão com os filhos. Que não seja só uma história contada antes de dormir, mas uma oportunidade para lembrar, mostrar fotos, conversar sobre a gestação, relembrar como foi a experiência com o filho mais velho.

E, acima de tudo, que os adultos estejam atentos aos sentimentos da criança que vai se tornar irmão ou irmã mais velha. Muitas vezes, as birras são sinais de que algo está sendo sentido e precisa ser acolhido — e não apenas repreendido.

Precisamos olhar com mais atenção e empatia para o que os filhos estão nos dizendo.

Como tem sido a recepção do livro até agora? Algum feedback interessante?

A recepção tem sido muito positiva. Tenho ouvido relatos lindos de mães que compraram o livro durante a gestação e disseram que ele ajudou muito o irmão mais velho a entender e interagir com o bebê que continua na barriga.

Recebo também muitos convites de escolas para contar a história e desenvolver atividades com as crianças. Algumas turmas até fizeram projetos inspirados no livro! É emocionante ver como as crianças interpretam a história e se identificam com ela. Muitas contam como se fosse sobre elas: “Quando eu estava na barriga da mamãe, eu fazia o pino!”

Isso mostra como as ilustrações e a narrativa realmente funcionam e despertam algo nelas.


Quais foram os maiores desafios ao escrever este livro?

O maior desafio foi o timing. Escrevi o livro durante a minha segunda gravidez, e o processo com a editora foi tranquilo — sempre muito atenciosos.

Quando as ilustrações estavam quase prontas, o Pedro, meu bebê, estava prestes a nascer. Eu sabia que, com a chegada dele, não conseguiria estar 100% dedicada ao projeto. Então, conversei com a editora e decidimos adiar o lançamento. Minha prioridade naquele momento era o meu filho.

Foi um desafio conciliar os dois “nascimentos” — o do Pedro e o do livro — mas conseguimos encontrar o equilíbrio certo.


Você pretende continuar escrevendo sobre temas relacionados à infância ou maternidade?

Sim, tenho planos de continuar escrevendo. Já tenho algumas ideias, mas quero viver intensamente esse “terceiro filho”, que é o livro, antes de dar início ao próximo projeto.

Como educadora, esse desejo de escrever está muito presente. Algumas ideias envolvem maternidade, sim, mas outras são sobre temas que vejo como importantes no cotidiano das crianças — assuntos que faltam às vezes nos livros e que enfrentamos em sala de aula.

Quero continuar escrevendo livros infantis que façam sentido e ajudem famílias e educadores.

Leia mais sobre a maternidade em nosso artigo “Dia da mãe: 23 frases inspiradoras e o que a ciência nos diz sobre ser mãe.”


Você sugere alguma atividade ou conversa para pais fazerem com as crianças após a leitura?

Sim! Durante a história, faço várias perguntas justamente para provocar a conversa. Não é uma história com “era uma vez” e “fim”. É uma história que quer gerar diálogo.

Vivemos em um ritmo acelerado, e às vezes os pais não têm tempo de parar para conversar com os filhos. Espero que o livro ajude nisso.

Além da conversa, sugiro atividades mais lúdicas. Por exemplo: o bebê está enroladinho como um caracol — será que conseguimos ficar assim também? Ele pula como um canguru — e vocês, conseguem pular assim?

As crianças amam esses momentos! Gosto também de sugerir que elas desenhem a mãe, a barriga e o que acham que está lá dentro. Os resultados são sempre divertidos e comoventes.

Que conselhos você daria a outros escritores que querem abordar temas delicados para crianças?

O meu conselho é: arrisquem-se! Se você sente esse desejo, é porque há algo aí dentro que precisa ser expresso.

Demorei para dar esse primeiro passo, porque ainda não tinha encontrado a história certa. Quando ela veio, veio com força.

Então, meu incentivo é: acredite na sua ideia. Dê o primeiro passo. Escreva, revise, envie. Vale muito a pena.

Conclusão

Encerramos essa conversa com o coração aquecido e a certeza de que gestar um filho vai muito além do que se passa no corpo — é também sobre o que se passa no coração de toda a família. Natalia nos presenteia não só com uma história encantadora, mas com uma forma generosa de acolher as emoções dos pequenos diante das transformações que a chegada de um novo irmão provoca.

O que se passa na barriga da mãe?” é mais do que um livro: é um convite à escuta, ao afeto e à construção de vínculos que começam antes mesmo do nascimento. Que mais famílias possam se reconhecer nas páginas dessa história e encontrar nela uma ponte para o amor, o diálogo e a ternura nos momentos de mudança. Saiba mais aqui.

Confira mais dicas sobre o assunto na entrevista “Leitura na Infância e Adolescência: Como Estimular“.

Educadora e escritora

Natália Brunetti

Escritora paulista que mora em Lisboa desde 2002. Ela é mulher, mãe e educadora de infância, profissões que se encaixam perfeitamente e a tornam a mulher que é hoje, sempre aprendendo e crescendo. Natália é apaixonada por livros infantis, começou a se dedicar mais a essa área quando iniciou a carreira como educadora. Ela acredita que os livros são ferramentas essenciais no seu dia a dia com as crianças. Saiba mai em @educadora_nataliab

 
Uma selfie alegre de uma mulher negra e com cabelo trançado com uma blusa laranja e uma menina negra sorridente de cabelos cacheados. Ao fundo, um ambiente movimentado e desfocado.

Escrito por

Gabriela Sucupira

Redatora bilíngue de língua inglesa, Especialista em Marketing pela USP/Esalq e bacharel em Letras pela UFRJ. Gabriela é carioca, Mãe da Rebeca, que atua como Consultora Textual e Personal Branding para o Linkedin.

LEGO e Desenvolvimento Infantil: Dicas para brincar e aprender

Você sabia que o LEGO e o desenvolvimento infantil estão diretamente ligados? Ao falarmos em práticas para ajudar os filhos a se desenvolverem, essa brincadeira pode ajudar as crianças de uma forma leve e eficaz a serem mais criativas, terem coordenação motora e outras habilidades sociais e emocionais.

Dentre os brinquedos mais indicados pelos especialistas para ajudar nesse desenvolvimento está o LEGO. Famoso desde a década de 1950, o LEGO é um brinquedo de construção feito de peças plásticas que se encaixam.

O nome dele veio da fabricante The Lego Group, empresa dinamarquesa considerada a maior empresa de brinquedos do mundo.

Criado em 1949, tornou-se famoso na década de 1960 e chegou ao Brasil em 1986. Desde então, tornou-se uma opção que auxilia na prática o desenvolvimento cognitivo e a coordenação motora das crianças em todo o mundo.

Neste post você vai ver:

    • Benefícios do LEGO para o Desenvolvimento Infantil
    • A importância do LEGO para introduzir conceitos de engenharia e matemática;
    • Desenvolvimento de Habilidades Sociais e Trabalho em Equipe;
    • Como o LEGO pode ajudar crianças a lidarem com frustrações e a melhorarem a concentração.
    • Conclusão.

    Benefícios do LEGO para o Desenvolvimento Infantil

    Estímulo à Criatividade e Imaginação

    Enquanto brincam de construir casas, carros e outros itens comuns no dia a dia encaixando os blocos de LEGO, as crianças são incentivadas a usarem a criatividade e a desenvolverem o controle da motricidade fina e a resolução de problemas.

    Com esse brinquedo, é possível dar forma as ideias por meio das construções em suas infinitas possibilidades. Durante esse processo criativo, os pequenos aprendem também a resolver problemas, pois as vezes, o projeto original daquela nave espacial de LEGO dá errado e é preciso descobrir onde está o problema e muitas vezes, a recomeçar a montagem das peças.

    Melhoria da coordenação motora e habilidades manuais

    Os pediatras explicam que o desenvolvimento da coordenação motora fina, ou de movimentos precisos, refere-se à capacidade de aprender a fazer o movimento de pinça, habilidade que requer coordenação, força e precisão.

    Ao encaixar as peças, as crianças aprendem a usar de forma coordenada os músculos pequenos das mãos e dos dedos para realizar movimentos precisos, importantes para pois são essenciais para pegarem pequenos objetos, os alimentos e até o lápis corretamente.

    Seguem alguns dos benefícios do aprendizado desses movimentos precisos para as crianças pequenas:

    • Desenvolvimento cognitivo;
    • Desenvolvimento emocional;
    • Preparação para a escola;
    • Desenvolvimento de habilidades manuais;
    • Aumento da independência;
    • Desenvolvimento de habilidades para o futuro.

     

    Aprendizado STEM (Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática)

    Dentre as características diferenciadas do LEGO está a importância desse brinquedo de montar para introduzir os conceitos de ciência, tecnologia, engenharia e matemática, o aprendizado STEM. No caso do LEGO, as crianças são motivadas a desenvolverem as habilidades de engenharia e matemática.

    Por meio das brincadeiras, os pequenos são apresentados a essas disciplinas de maneira leve e envolvente, pois enquanto montam pontes e torres, por exemplo, eles desenvolvem a paciência, a lógica e a criatividade. As crianças aprendem enquanto se divertem!

     

    Exemplos de kits LEGO educacionais voltados para aprendizado STEM

    Dependendo da faixa etária, é possível encontrar kits específicos de LEGO educacionais voltados especialmente para o aprendizado em STEM. Eles são recomendados para as crianças, as escolas e até aos pais que querem incentivar esse tipo de desenvolvimento em casa.

     

    Até 3 anos: LEGO® DUPLO®

    Para os pequenos de 1 ano e meio a 3 anos, a linha LEGO® DUPLO® é a mais indicada. Com peças maiores e coloridas, esses conjuntos são seguros e fáceis de manusear, auxiliando no desenvolvimento da coordenação motora e da criatividade. Exemplos incluem:

    Confira as descrições completas, avaliação dos clientes e onde comprar em nosso artigo “Brincando com LEGO: Sugestões para Crianças de 1 a 3 anos“.

    De 4 a 7 anos: LEGO® Classic, City, Friends e Super Mario

    Nessa fase, as crianças já possuem habilidades motoras mais refinadas e apreciam desafios maiores. Conjuntos da linha Classic incentivam a imaginação e a construção livre. 

    Veja mais dicas no artigo “LEGO: Dicas de presentes para crianças de 3 a 5 Anos“.

     

    De 8 a 11 anos: LEGO® Creator, Technic e Super Heroes

    Para as crianças maiores, os conjuntos mais complexos proporcionam desafios estimulantes.

    • A linha LEGO® Creator 3 em 1 permite múltiplas construções com o mesmo conjunto.
    • LEGO® Technic introduz conceitos de engenharia com peças móveis e mecanismos realistas.
    • Os conjuntos de Super Heroes, como os da Marvel e DC, atraem fãs de quadrinhos e filmes.

    Desenvolvimento de habilidades sociais e trabalho em equipe

    Brincar de LEGO vai muito além de montar estruturas coloridas — é uma poderosa ferramenta para o desenvolvimento social das crianças.

    Quando brincam de construir em grupo, aprendem a se comunicar melhor, a ouvir as ideias dos colegas e a expressar suas próprias opiniões de forma respeitosa.

    A necessidade de compartilhar peças, decidir juntos o que será construído e resolver pequenos conflitos incentiva habilidades como empatia, cooperação e negociação.

    Essa interação natural durante a brincadeira fortalece a autoconfiança e ajuda as crianças a se sentirem parte de um grupo, desenvolvendo o senso de pertencimento e colaboração.

    Dois meninos pequenos brincam com peças de montar sobre uma mesa branca. Estão sentados em um sofá e parecem concentrados. Ambos usam camisetas em tons de marrom claro.
    Image by Freepik

     

    O papel dos desafios colaborativos no aprendizado social

    Propor desafios em grupo, como construir uma ponte que suporte um determinado peso ou criar uma cidade com diferentes funções, estimula ainda mais o trabalho em equipe. As crianças precisam dividir tarefas, organizar ideias e solucionar problemas em conjunto — comportamentos essenciais para a vida em sociedade.

    Essas atividades colaborativas também são uma excelente oportunidade para identificar e valorizar os diferentes talentos de cada criança: enquanto uma tem facilidade para projetar, outra pode ser mais cuidadosa na execução ou na organização das peças. Reconhecer essas diferenças fortalece o respeito mútuo e o senso de equipe.

     

    Impacto no Desenvolvimento Emocional e Concentração

    A importância da paciência e da persistência ao montar estruturas

    Montar estruturas complexas com LEGO exige tempo, atenção aos detalhes e, muitas vezes, várias tentativas. Isso estimula a paciência e a persistência — habilidades fundamentais tanto na infância quanto na vida adulta.

    Aprender a seguir instruções, respeitar etapas e lidar com erros faz parte do processo de construção e ajuda a criança a compreender que os resultados mais satisfatórios demandam esforço e dedicação.

    Como o LEGO pode ajudar crianças a lidarem com frustrações e a melhorarem a concentração

    Nem sempre tudo sai como o planejado. Peças que não se encaixam, construções que desmoronam ou projetos que precisam ser refeitos são situações comuns durante as brincadeiras com LEGO. E é justamente nesses momentos que a criança aprende a lidar com a frustração de forma saudável.

    Com o tempo, ela desenvolve resiliência emocional, além de aprender a manter o foco por mais tempo em uma mesma tarefa — habilidades que se refletem positivamente no desempenho escolar e nas relações interpessoais.


    Dicas para Pais e Educadores

    Como escolher o LEGO ideal para cada idade

    Cada fase da infância demanda estímulos diferentes. Por isso, é importante escolher sets de LEGO adequados para a faixa etária da criança. As linhas LEGO DUPLO, por exemplo, são ideais para os pequenos a partir de 1 ano, pois têm peças maiores, seguras e fáceis de manusear.

    Já para crianças maiores, os conjuntos mais complexos, como LEGO City, LEGO Friends ou LEGO Technic, oferecem desafios que estimulam o raciocínio lógico e a criatividade.

     

    Confira as dicas de LEGOS para crianças de 1 a 5 anos em nossos artigos

    Em nossos artigos específicos para a primeira infância, você encontra sugestões de conjuntos LEGO que estimulam a coordenação motora, o reconhecimento de formas e cores e o vocabulário das crianças.

    Acompanhe para saber quais são os melhores kits para cada etapa do desenvolvimento.

     

    A relação entre complexidade e desenvolvimento infantil

    Quanto mais complexa a construção, maior o desafio — e, consequentemente, maior o aprendizado.

    A introdução gradual de projetos mais difíceis ajuda a criança a se sentir capaz e motivada a superar novos obstáculos, o que contribui para o desenvolvimento da autoestima e do pensamento estratégico.


    Atividades Educativas com LEGO

    Exemplos práticos de brincadeiras que estimulam aprendizado e desenvolvimento

    Você pode propor atividades como construir letras e números com LEGO, criar padrões com cores diferentes ou até inventar histórias com personagens montados. Essas brincadeiras trabalham habilidades cognitivas, linguagem, criatividade e raciocínio.

     

    Como integrar o LEGO no ensino de matemática, ciências e habilidades motoras

    LEGO é uma ferramenta incrível para introduzir conceitos matemáticos como contagem, adição, simetria e proporção. Em ciências, as crianças podem simular vulcões, plantas, pontes e robôs simples.

    Além disso, o encaixe das peças fortalece a coordenação motora fina, preparando as mãos para a escrita e outras tarefas manuais.

     

    Conclusão

    O LEGO é muito mais do que um brinquedo: é um recurso educativo que, quando bem utilizado, contribui para o desenvolvimento social, emocional e cognitivo das crianças. Pais e educadores têm, nas mãos, uma ferramenta acessível e divertida para estimular habilidades fundamentais desde os primeiros anos de vida. Que tal começar a construir hoje mesmo?

     

    Mulher negra sorrindo com cabelo cacheado e batom vinho, vestindo blusa amarela

    Escrito por

    Gabriela Sucupira

    Redatora bilíngue de língua inglesa, Especialista em Marketing pela USP/Esalq e bacharel em Letras pela UFRJ. Carioca, mãe da Rebeca, Consultora Textual e de Personal Branding para o Linkedin.

    LEGO: Dicas de presentes para Crianças de 3 a 5 Anos

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    LEGO: Dicas de presentes para crianças de 3 a 5 Anos

    Publicado por Gabriela Sucupira

    Criança com pele morena, cabelos cacheados e escuros, veste uma blusa de manga comprida cinza e sorri enquanto brinca com blocos de montar coloridos sobre uma mesa de madeira. O cenário é uma sala aconchegante com iluminação amarelada, móveis de madeira e decoração com plantas e quadros.

    Neste post você vai ver

    Incentive seus filhos a montar os cenários e objetos mais inusitados com os blocos de construção da LEGO! Siga as dicas de presentes  para os filhos de 3 a 5 anos.

     

    O LEGO é um brinquedo famoso no mercado mundial desde os anos  1950 e no Brasil desde os anos. Com seus blocos de construção, esse brinquedo auxilia no desenvolvimento cognitivo e na criatividade das crianças de forma lúdica e interativa.

    Os kits da LEGO são uma ótima opção para as crianças de todas as idades e seguindo as orientações de segurança, destacamos as sugestões de presentes para as crianças na faixa etária de 3 a 5 anos.

    Nessa idade, os pequenos começam a entender melhor os brinquedos e começam a interagir fazendo suas próprias interpretações da realidade ao seu redor.

     

    Critérios para escolha dos melhores kits de LEGO para as crianças

    Neste artigo, mostraremos sugestões de LEGO para as crianças de 3 a 5 anos. Devido à variedade de brinquedos que a empresa LEGO tem em seu catálogo, selecionamos as opções mais bem avaliadas pelos pais, cuidadores e educadores.

    Para deixar a experiência de compra mais completa, destacamos os critérios para uma escolha segura e vantajosa:

    Reputação: Envolve a história da empresa, a opinião de outros consumidores, a qualidade de seus produtos em geral e seu histórico de segurança. 

    Segurança: As características do brinquedo que minimizam o risco de acidentes ou danos à saúde da criança. Isso inclui o uso de materiais não tóxicos, o design sem peças pequenas que possam ser engolidas, bordas arredondadas, a estabilidade do brinquedo para evitar quedas e a conformidade com normas de segurança (como selos do INMETRO no Brasil).

    Durabilidade (qualidade): Envolve a qualidade dos materiais utilizados na fabricação e a forma como o brinquedo é construído. Pois brinquedos duráveis oferecem um melhor retorno sobre o investimento, pois podem ser usados por mais tempo e, potencialmente, por mais de uma criança

    Preço: O preço é um fator determinante para a maioria dos consumidores, influenciando a decisão de compra de acordo com o orçamento disponível

    Custo-Benefício: Não se trata apenas de encontrar o brinquedo mais barato, mas sim o que oferece o melhor valor pelo seu dinheiro, considerando todos os outros critérios importantes. 

    Tivemos o cuidado de listar os produtos que promovem criatividade, curiosidade e diversão para toda a família!

    Onde comprar?

    Na pesquisa pelas melhores promoções e entrega de qualidade, o site da Amazon é uma das fontes mais seguras para encontrar o que você precisa.

    A Amazon é a opção mais completa para comprar LEGO Classic por oferecer variedade de kits, ótimos preços, avaliações de clientes, entrega rápida e frete grátis com Prime. É fácil comparar modelos, encontrar promoções e garantir originalidade e segurança. Tudo em um só lugar, com praticidade e confiança para montar a criatividade do seu jeito!.

    Além disso, a site garante uma experiência de compra prática e segura, com benefícios como:

    • Entrega rápida e segura: receba os produtos diretamente em sua casa.
    • Garantia de qualidade: todos os produtos são armazenados de acordo com rigorosos controles de qualidade, assegurando durabilidade e segurança.
    • Promoções e descontos exclusivos: Acompanhe as ofertas especiais disponíveis para aproveitar os melhores preços.

    Compre com confiança e transforme o dia a dia do seu filho com brinquedos que unem diversão e aprendizado!

    Conclusão

    Em resumo, ao escolher LEGOs para crianças de 3 a 5 anos, priorize peças grandes e seguras da linha CLASSIC.

    Supervisione a brincadeira e celebre cada pequena conquista, nutrindo a criatividade e o desenvolvimento dos pequenos construtores com alegria e segurança.

    Clique nos links e garanta os melhores LEGOS para estimular o desenvolvimento cognitivo e a criatividade dos seus filhos.

    Confira mais recomendações de LEGOs para crianças pequenas no artigoBrincando com LEGO: Sugestões para Crianças de 1 a 3 Anos“.

    Ranking dos melhores kits de LEGOS para crianças de 3 a 5 anos

    1. Classic Caixa Grande De Peças Criativas Lego Brick Box Sem Cor Especificada Grande

     
    Caixa amarela de LEGO Classic com 790 peças coloridas, indicada para idades de 4 a 99 anos. Ao redor, há construções de exemplo, como casas, castelo, veículos e animais feitos com as peças.
    Image by LEGO
    • Idade recomendada: A partir de 3 anos
    • Descrição: Construa com seus filhos seus próprios edifícios incríveis e tudo que a imaginação sugerir com esta coleção clássica de peças lego em 33 cores diferentes. 
    • Benefícios: Inclui 8 tipos diferentes de janelas e portas, 2 placas de base verdes e 6 pneus. 790 peças.
    • Valor:  
    • Disponibilidade: Verificar estoque. 
    • Link para compra: Clique aqui.

    2. LEGO Set LEGO Classic 11038 Caixa de Peças Criativas Vibrantes 850 peças

     

    Caixa azul de LEGO Classic com 850 peças coloridas, recomendada para maiores de 4 anos. Ao redor, peças organizadas por cor e pequenas construções como animais, veículos e objetos criativos.

    • Idade recomendada: A partir de 4 anos
    • Descrição:Construa, Transforme, Crie Sem Limites! De um cavalo a um avião, de uma cereja a um sorvete! Este conjunto oferece 10 ideias de construções divertidas que podem ser transformadas em outras 7 ainda mais surpreendentes.
    • Benefícios: Misture e combine peças, cores e detalhes como portas, janelas e rodas para criar seus próprios modelos únicos e exiba-os na base inclusa!
    • Valor: R$ 559,99 
    • Disponibilidade: Verificar estoque. Aproveite a promoção do desconto!
    • Link para compra: Clique aqui

    3. LEGO Classic Amigos Criativos da Comida 11039

     

    Caixa amarela de LEGO Classic com 150 peças, recomendada para maiores de 4 anos. As peças montadas formam comidas divertidas com rostos, como abacate, picolé, taco e cupcake.

     

    • Idade recomendada: A partir de 3 anos
    • Descrição: Conjunto de 150 peças – O modelo de cupcake mede cerca de 6 cm de altura, 4 cm de largura e 1 cm de profundidade, embora as crianças possam personalizar seus modelos para serem maiores ou menores
    • Benefícios: Um presente para maiores de 4 anos – Este conjunto versátil de modelos de construção rápida é um agrado criativo para crianças que gostam de comida e personagens divertidos
    • Valor: R$99,99
    • Disponibilidade: Verificar estoque.
    • Link para compra: Clique aqui

    Edição geral de Rondy Cavulla e escrito pela equipe:

    MyBabyCare


    My Baby Care: rede de apoio online com dicas, inspirações e especialistas para uma criação consciente de crianças e adolescentes.

    Brincando com LEGO: Sugestões para Crianças de 1 a 3 Anos

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    Brincando com LEGO: Sugestões para Crianças de 1 a 3 Anos

    Publicado por Gabriela Sucupira

    Duas pessoas montam blocos de brinquedo coloridos juntas sobre uma mesa de madeira, em um ambiente aconchegante, simbolizando cooperação e criatividade.

    Monte e remonte os cenários mais criativos com LEGO! Confira as sugestões das opções de LEGO para crianças de 1 a 3 anos.

    Brincar é uma atividade ampla que tem papel importante no desenvolvimento cognitivo e Na criatividade das crianças. Dentre as opções de brinquedos completos, podemos destacar o LEGO.

    Disponível no mercado desde 1950, os blocos de construção da LEGO são uma ótima opção para as crianças de todas as idades, em especial para aquelas na faixa etária de 1 a 3 anos. Destacamos os brinquedos mais procurados pelos pais e educadores para as crianças dessa fase.

    Mas por que brincar com o LEGO é importante? 

    Neste artigo, mostraremos sugestões de LEGO para as crianças menores, aquelas de 1 a 3 anos.

    Nessa faixa etária, é essencial que nossos filhos sejam estimulados a brincar com objetos e atividades que estimulem seu desenvolvimento físico, emocional e cognitivo, facilitando a aquisição das habilidades motoras, sociais e de comunicação.  

    Devido à variedade de brinquedos que a empresa LEGO tem em seu catálogo, selecionamos as opções mais bem avaliadas pelos consumidores, facilitando a escolha dos pais, cuidadores e educadores.

    Para deixar a experiência de compra mais completa, precisamos entender os critérios para uma escolha segura e vantajosa:

    1. Reputação 
    2. Segurança
    3. Durabilidade (qualidade)
    4. Preço
    5. Custo-Benefício

    Neste post você vai ver

    Critérios para escolha dos melhores kits de LEGO para as crianças

    Neste artigo, mostraremos sugestões de LEGO para as crianças de 3 a 5 anos. Devido à variedade de brinquedos que a empresa LEGO tem em seu catálogo, selecionamos as opções mais bem avaliadas pelos pais, cuidadores e educadores.

    Para deixar a experiência de compra mais completa, destacamos os critérios para uma escolha segura e vantajosa:

    Reputação: Envolve a história da empresa, a opinião de outros consumidores, a qualidade de seus produtos em geral e seu histórico de segurança. 

    Segurança: As características do brinquedo que minimizam o risco de acidentes ou danos à saúde da criança. Isso inclui o uso de materiais não tóxicos, o design sem peças pequenas que possam ser engolidas, bordas arredondadas, a estabilidade do brinquedo para evitar quedas e a conformidade com normas de segurança (como selos do INMETRO no Brasil).

    Durabilidade (qualidade): Envolve a qualidade dos materiais utilizados na fabricação e a forma como o brinquedo é construído. Pois brinquedos duráveis oferecem um melhor retorno sobre o investimento, pois podem ser usados por mais tempo e, potencialmente, por mais de uma criança

    Preço: O preço é um fator determinante para a maioria dos consumidores, influenciando a decisão de compra de acordo com o orçamento disponível

    Custo-Benefício: Não se trata apenas de encontrar o brinquedo mais barato, mas sim o que oferece o melhor valor pelo seu dinheiro, considerando todos os outros critérios importantes. 

    Tivemos o cuidado de listar os produtos que promovem criatividade, curiosidade e diversão para toda a família!

    Ranking dos melhores kits de LEGOS para crianças de 1 a 3

    1. LEGO DUPLO Caixa Clássica de Peças 10913 Brinquedo de construção (65 peças)

    Conjunto de blocos de montar LEGO DUPLO, com peças coloridas, dois bonequinhos, um carrinho azul e uma caixa verde. O brinquedo é indicado para crianças a partir de 1 ano e meio.
    Image by Amazon.com

     

    • Descrição: Conjunto de blocos de montar LEGO DUPLO, com peças coloridas, dois bonequinhos, um carrinho azul e uma caixa verde. O brinquedo é indicado para crianças a partir de 1 ano e meio.
    • Benefícios: Este brinquedo de desenvolvimento LEGO® DUPLO® combina diversão e aprendizado, estimulando a criatividade manual e a imaginação com suas peças coloridas e objetos familiares.
    • Valor:  
    • Disponibilidade: Verificar estoque.
    • Link para compra: Clique aqui.

     

    2. LEGO DUPLO Town Famílias de Animais Selvagens: Pinguins e Leões 10442

    Conjunto LEGO DUPLO com 10 peças, incluindo pinguins e leões, blocos coloridos e vegetação. A embalagem indica que o brinquedo é recomendado para crianças a partir de 2 anos.
    Image by LEGO

    Brinquedos de pinguins e leões para crianças – Este brinquedo divertido inclui 2 habitats construídos com peças e 4 figuras LEGO DUPLO de animais: um pai e filhote de pinguim e uma leoa e seu filhote.

    Uma boa dica é brincarem de apontar as diferenças entre os pais e os filhotes, bem como climas quentes e frios. Assim você ajudará seu filho a expressar seu lado cuidador interpretando os animais adultos zelando pelos filhotes.  Fazendo comparações entre os brinquedos e a vida de vocês, como pai e filho.

    Valor: 

    Compre aqui.

    3. LEGO Set DUPLO Town 10421 Caminhão do Alfabeto 36 peças

    Brinquedo LEGO DUPLO com caminhão azul claro, blocos coloridos com letras do alfabeto e duas figuras infantis. Embalagem ao fundo indica 36 peças e idade recomendada a partir de 2 anos.

    Brinquedos da linha LEGO® DUPLO® que estimula o aprendizado de letras, cores e números.

    Uma ótima sugestão de presente para os pequenos no desenvolvimento cognitivo e na práticas de aprender a construir por meio das peças fáceis e identificadas com letras e números;

    Valor:

    Compre aqui.

    Review LEGO Duplo

    Reputação

    Qualidade

    Segurança

    Preço

    Custo-Benefício

    NOTA FINAL:

    9,2

    Considerações finais

    Em resumo, ao escolher LEGOs para crianças de 1 a 3 anos, priorize peças grandes e seguras da linha DUPLO.

    Incentive a exploração livre, a nomeação de cores e objetos, e a criação de torres e sequências simples. Supervisione a brincadeira e celebre cada pequena conquista, nutrindo a criatividade e o desenvolvimento dos pequenos construtores com alegria e segurança.

    Clique nos links e garanta os melhores LEGOS para estimular o desenvolvimento cognitivo e a criatividade dos seus filhos.

    Confira mais recomendações de brinquedos para crianças pequenas aqui.

    Edição geral de Rondy Cavulla e escrito pela equipe:

    MyBabyCare


    My Baby Care: rede de apoio online com dicas, inspirações e especialistas para uma criação consciente de crianças e adolescentes.

    Conexão entre Sabor, Cozinha e Família: Dicas de um Pai

    Ir para a cozinha depois de um dia pesado no trabalho pode ser uma tarefa árdua para muitos pais. Pesquisas mostram que conciliar sucesso na carreira e tempo de qualidade com as crianças pode ser o maior dos desafios da atualidade.

    Pensando em reunir dicas de alimentação saudável e atividades recreativas para fazerem com os filhos na cozinha, entrevistamos o dinâmico e amante dos ingredientes brasileiros, o Chef Rodrigo Sant´Anna, também conhecido como Chef Rod.

    Ele é o idealizador do conceito Gastronomia Multi Brasileira (GMB) e o fundador da “DuoChefs Serviços Especializados em Gastronomia”, empresa especializada em consultorias no setor Food Service. 

    Chef Rod também está a frente da Birosca (@biroscarj) que fica dentro do Retrato Espaço Cultural na Glória e tocando projetos do “outro lado da poça” nas cidades de Niterói e São Gonçalo, no grande Rio.

    Além de atuar no segmento de Alimentos & Bebidas, Rodrigo também participa da organização de eventos culturais no Rio de Janeiro, como a Feira Gastronômica do movimento @tiradentescultural.

    Aproveitamos sua paixão por Gastronomia para conhecermos um pouco mais sobre seu outro amor, sua filha Eva, que está sempre na cozinha com o pai. Confira o artigo completo e inspire-se com as dicas do Chef Rod como pai.

     Neste post você vai ver

    • Você acha que é importante envolver os filhos no processo de cozinhar? Como faz isso em casa?
    • Você tem alguma dica para pais que querem fazer refeições saudáveis, mas sem comprometer o sabor que os filhos gostam?
    • Você acredita que a alimentação é uma forma de ensinar sua filha sobre cultura e tradição? Como isso se reflete na comida que você prepara?

     

    Chef Rod, como você equilibra o sabor e a saúde nas refeições para os seus filhos?

    Eu busco sempre usar alimentos orgânicos e preparo meus temperos secos, quando o tempo de preparo e custo andam juntos, pois, muitos deles ficam inviáveis de produzir na agitação da vida moderna.

    Quais são as receitas ou ingredientes mais amados pela sua filha na hora da refeição?

    A Eva ama tudo e isso é uma dádiva para mim. Mas, deixo claro que muito desse envolvimento dela com a comida vem da mãe, que foi uma peça fundamental na introdução alimentar da pequena. Pensando agora e escolhendo dois ingredientes que ela ama mais, eu diria arroz e feijão.

    Você acha que é importante envolver os filhos no processo de cozinhar? Como faz isso em casa?

    Acho de suma importância, senão, não seria eu. A Eva desde muito pequena cozinha comigo. Coloco ela na torre de aprendizado e ela fica do meu lado cortando algo (ela tem a sua própria faca), ou mexendo em uma massa ou ainda quebrando um ovo, enfim, quando é possível sempre deixo ela ajudar nos processos. E ela pede, tá?!

    E lavar a louça também entra nessa nossa brincadeira de “Cozinhar com o papai”.

    Menina branca de pequena de roupa rosa e babador branco, sentada em uma cadeira e com as mãos apoiadas em balcão enquanto prepara comida em potinhos de aço inox.
    Eva, filha do Chef Rod

    Quais são os principais desafios que você enfrenta ao tentar agradar ao paladar da sua filha, especialmente com alimentos novos?

    Ela dificilmente recusa algo, mas quando é algo novo, que ela realmente não conhece, eu costumo colocar na minha boca e daí ela imediatamente quer provar.

    Como você lida com a resistência das crianças a novos sabores ou alimentos que não conhecem?

    Se ela não quiser comer algo, eu não insisto. Simples assim. Ainda mais quando são alguns ingredientes que ela quase não irá se deparar na tenra infância.

    Agora, se for algo que eu considere de suma importância, sempre buscarei diferentes preparações até chegar no meu objetivo.

    Você tem alguma dica para pais que querem fazer refeições saudáveis, mas sem comprometer o sabor que os filhos gostam?

    Os filhos comerão o que os pais comem. Mas isso tem que ser genuíno, caso contrário não vai dar certo. Não adianta você querer dar brócolis para a criança, se você tem “nojinho”. Elas sentem e veem no olhar e na alma. Neurônios espelhos estão aí para isso também.

    Na sua experiência, como o paladar das crianças muda ao longo do tempo? Há algum truque para estimular o gosto delas por novos sabores?

    Para mim, é uma coisa natural a criança permear por diferentes sabores e ingredientes. Tipo, a Eva está amando comer batata inglesa crua. Isso vai continuar? Acredito que não (risos).

     

    A Alimentação e a Relação Paternal com a Filha

    Quais são os alimentos que você evita na cozinha para garantir que sua filha tenha uma alimentação mais equilibrada?

    Eu evito usar açúcar, óleo e sal, nessa ordem. Os alimentos ultraprocessados também passam longe dela, tais como:

    • Refrigerantes;
    • Biscoitos;
    • Macarrão instantâneo;
    • Cereais matinais;
    • Molhos prontos;
    • Iogurtes adoçados;
    • Refeições do tipo fast food;
    • Bebidas energéticas;
    • Salgadinhos de pacote;
    • Carnes processadas (presunto, peito de peru e salame).

    Como você adapta pratos tradicionais, como a coxinha, para agradar ao gosto da sua filha, sem perder a qualidade e sabor?

    Não nego quando tem e ela quer muito, mas evito ao máximo. Coxinha não se adapta. Por favor, não adaptem a coxinha!

    Quais são as suas melhores dicas para criar uma rotina de alimentação divertida e saborosa para as crianças?

    Eu amo rotinas, então para mim fica mais fácil. Mas sei o quanto que é difícil esse processo. Difícil, mas não impossível.

    • Tomar café da manhã, almoçar e jantar ao lado da sua cria;
    • Fazer as refeições sem telas ou distrações;
    • Ter horários fixos para as refeições, sempre que possível.

    Você acredita que a alimentação é uma forma de ensinar sua filha sobre cultura e tradição? Como isso se reflete na comida que você prepara?

    Acredito muito nisso e sempre busco levar a Eva em restaurantes de comidas africana e indígena. Ela adora saber a origem das coisas e ama as Comidas de Santos, como são chamadas as comidas relacionadas às religiões de matrizes africanas.

    Prato de comida com uma base de creme de fubá, carne bovina refogada por cim com cebola roxa e erva verde de enfeite
    Cubos de carne com polenta mole gratinada

    Como você envolve sua filha no momento das refeições? Ela tem alguma preferência que influencia o que você prepara em casa?

    Normalmente eu pergunto para ela qual comidinha ela quer levar para a escola e ela influencia toda a minha vida, inclusive as refeições. Busco sempre ter em casa somente alimentos que ela possa consumir.

    Chef Rod, o quanto o sabor e a mesa impactam na sua relação com sua filha? Como a comida e a experiência de compartilhá-la juntos influenciam o vínculo de vocês?

    A Eva vem de duas famílias que cozinham bastante. Tanto a minha família, quanto a da Sarah, mãe da Eva, têm a cultura do cozinhar. Além de ter duas pessoas que se sustentam com isso, o Elia (tio) e eu. Daí esse vínculo já está no DNA, sabes?!

     

    Chef Rod, se sua filha fosse chef por um dia, qual prato você adoraria ver ela criando na cozinha e como acha que isso poderia influenciar a relação dela com a comida?

    Meu prato preferido: arroz, feijão, bife acebolado e purê de inhame. Seria sensacional!

    Gostou do conteúdo? Acesse mais dicas de alimentação saudável no artigo Dicas de uma nutricionista para melhorar a disposição das crianças

    Chef de Cozinha

    Rodrigo Sant´Anna

    Pai da Eva, 42 anos, Chef de Cozinha e amante de consertar as coisas. Seguindo sempre por um propósito de igualdade e bem estar. Saiba mais sobre minha história em @rodsantanna_

    Mulher negra sorrindo com cabelos cacheados e blusa com detalhes branco e amarelo

    Escrito por

    Gabriela Sucupira

    Redatora bilíngue de língua inglesa, Especialista em Marketing pela USP/Esalq e bacharel em Letras pela UFRJ. Carioca, mãe da Rebeca, Consultora Textual e de Personal Branding para o Linkedin.

    Autismo: Recomendações de uma psiquiatra para os pais

    Atraso na fala e comportamentos repetitivos são sinais comuns de autismo. Por isso, ao se deparar com esses sintomas nos filhos, recomenda-se consultar os especialistas para avaliação e diagnóstico.

    A psiquiatra Dra. Mariana de Lima Santos, médica Especialista em Psiquiatria e em Terapia Cognitivo Comportamental (TCC) explica os passos para um diagnóstico mais preciso para as crianças.

    Confira as respostas para as perguntas mais comuns sobre o autismo e dicas valiosas para ajudar os pais e cuidadores a participarem ativamente do tratamento das crianças e adolescentes.

    Neste artigo você vai ver

    • O que causa o autismo? É genético, ambiental ou uma combinação dos dois?
    • Meu filho tem atraso na fala, isso significa que ele pode estar no espectro?
    • Quais são os direitos do meu filho com TEA em termos de educação e inclusão escolar?

     

    O que causa o autismo? É genético, ambiental ou uma combinação dos dois?

    Fatores genéticos e ambientais, combinados, causam o transtorno do espectro autista (TEA).

    A hereditariedade desempenha um papel fundamental no risco de desenvolvimento do TEA, com a herdabilidade do transtorno variando entre 50% e 97%.

    Fatores ambientais, como idade avançada dos pais, complicações durante o parto e exposição a substâncias tóxicas, também aumentam o risco de TEA.

    No entanto, ainda não compreendemos totalmente como esses fatores ambientais interagem com as predisposições genéticas.

    Com que idade é possível diagnosticar o transtorno do espectro autista?

    Os médicos podem diagnosticar o transtorno do espectro autista (TEA) desde idades muito precoces, embora a idade média para o diagnóstico seja entre 4 e 5 anos.

    Visto que os primeiros sinais do transtorno surgem por volta dos 12 meses, e os médicos confirmam o diagnóstico a partir dos 18 meses.

    É crucial apontar que a detecção precoce permite intervenções precoces, que melhoram a linguagem, as habilidades sociais e a comunicação social.

    Os pesquisadores identificam sinais comportamentais de TEA já aos 6 meses de vida, especialmente em crianças de alto risco.

    A estabilidade diagnóstica aumenta significativamente a partir dos 14 meses.

    Meu filho tem atraso na fala, isso significa que ele pode estar no espectro?

    Os atrasos no desenvolvimento da fala são comumente observados em crianças com transtorno do espectro autista (TEA) e constituem uma das principais razões que levam os pais a procurarem uma avaliação diagnóstica.

    Esses atrasos podem ser identificados antes do segundo ano de vida. A relação entre o TEA e os atrasos na fala é complexa, abrangendo tanto aspectos neurológicos quanto comportamentais.

    Pesquisas mostram que crianças com TEA apresentam diferenças na lateralização neural relacionada à linguagem, além de alterações na conectividade estrutural e funcional do cérebro.

    Esses fatores contribuem, significativamente. para os atrasos observados no desenvolvimento da fala e da linguagem.

    Outro ponto relevante é a dinâmica da interação entre pais e filhos. Crianças com TEA e atrasos na linguagem tendem a emitir menos enunciados compreensíveis e mais curtos, o que pode reduzir as oportunidades de interação verbal com os pais.

    Por outro lado, quando a fala das crianças é inteligível, os pais demonstram alta contingência em relação ao tema da conversa.

    Isso sugere que a complexidade da comunicação dos pais se ajusta às habilidades linguísticas e de interação da criança.

    Portanto, os atrasos na fala em crianças com TEA estão associados tanto a fatores neurológicos quanto às dinâmicas de interação social.

    Esse fato ressalta a importância de intervenções precoces e direcionadas para promover avanços na linguagem e na comunicação.

    A partir de quantos anos é indicado procurar um especialista para avaliação?

    Os médicos recomendam a triagem para TEA durante as consultas de rotina aos 18 e 24 meses. Com isso, podemos destacar as seguintes orientações:

    • O diagnóstico confiável é possível a partir dos 18 meses, permitindo intervenções precoces. 
    • Triagens precoces e repetidas identificam crianças em risco de TEA.
    • Os médicos encaminham crianças com sintomas de TEA para avaliação diagnóstica especializada. 
    • Crianças diagnosticadas antes dos 2 anos e meio apresentam maior chance de progressos significativos.

    Ao notar sinais de autismo, buscar a avaliação de um especialista é altamente recomendado, principalmente quando tais sinais surgem antes dos 24 meses.

    Quais profissionais devo procurar para confirmar o diagnóstico de TEA?

    O diagnóstico do Transtorno do Espectro Autista (TEA) costuma ser realizado por uma equipe multidisciplinar de profissionais da saúde, como pediatras, psiquiatras infantis, psicólogos e neurologistas pediátricos.

    Segundo a literatura médica, o método considerado padrão-ouro para diagnosticar o TEA consiste na avaliação detalhada, que combina a observação direta do comportamento da criança com entrevistas estruturadas com os cuidadores.

    Essas avaliações utilizam ferramentas padronizadas, como o Autism Diagnostic Observation Schedule-Second Edition (ADOS-2) e o Autism Diagnostic Interview. 

    Além disso, pediatras gerais e médicos de cuidados primários desempenham um papel relevante no diagnóstico inicial do TEA, especialmente em regiões com acesso limitado a especialistas.

    Estudos sugerem que pediatras devidamente treinados possam diagnosticar o TEA com alto grau de precisão.

    Ainda que a concordância com equipes especializadas seja mais elevada quando esses profissionais estão seguros em suas avaliações.

    O autismo tem cura? Ou existem tratamentos que podem melhorar a qualidade de vida?

    Embora ainda não exista uma cura para o Transtorno do Espectro Autista (TEA), há tratamentos que podem melhorar consideravelmente a qualidade de vida das pessoas com essa condição.

    Exemplos desses tratamentos são as intervenções comportamentais, que são amplamente reconhecidas como a principal abordagem terapêutica e têm demonstrado grandes benefícios.

    Podemos destacar os casos com crianças menores de cinco anos, em que promovem avanços na linguagem, no brincar e na comunicação social.

    A farmacoterapia, por sua vez, é geralmente empregada para tratar condições psiquiátricas associadas, como disfunções emocionais ou transtorno de déficit de atenção/hiperatividade (TDAH).

    A imagem mostra uma mulher e um menino sentados à mesa, envolvidos em uma atividade com massinha de modelar e outros materiais coloridos. A mulher, que parece ser uma terapeuta ou professora, tem cabelos castanhos presos para trás e veste uma blusa clara. Ela observa atentamente o menino enquanto guia suas mãos. O menino, de pele morena e cabelos encaracolados curtos, veste uma camisa polo azul e parece concentrado na atividade. O fundo é de um tom azul escuro sólido, e a iluminação é suave
    Image by Freepik

    Como posso ajudar meu filho a desenvolver habilidades sociais?

    Para estimular o desenvolvimento de habilidades sociais em crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA), é fundamental adotar intervenções precoces e personalizadas.

    Entre as abordagens mais eficazes, destacam-se:

    • As intervenções comportamentais, especialmente as de natureza naturalística e baseadas no desenvolvimento, têm demonstrado grande impacto positivo na comunicação social e em outras habilidades essenciais;
    • O engajamento ativo dos cuidadores no processo terapêutico pode ser uma estratégia de sucesso;
    • O treinamento e a participação ativa dos pais são essenciais para garantir um número adequado de horas de interação planejada.

    Essa estratégia pode resultar em avanços expressivos no desenvolvimento das habilidades sociais.

    Meu filho tem comportamentos repetitivos, isso é comum no autismo? O que posso fazer para ajudar?

    O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é caracterizado por dificuldades na comunicação social e na interação, além de comportamentos restritivos e repetitivos (CRRs), que representam um dos aspectos centrais do transtorno.

    Esses CRRs podem ser observados já na infância, sendo um dos primeiros sinais identificáveis do TEA.

    Vale ressaltar que as intervenções comportamentais precoces desempenham um papel crucial na melhoria dos resultados para crianças com TEA, incluindo a redução dos CRRs.

    Assim, os CRRs são uma característica central e altamente relevante do TEA, com importantes implicações para o diagnóstico precoce e o manejo adequado do transtorno.

    Essas intervenções precoces e personalizadas são indispensáveis para melhorar os resultados e a qualidade de vida das pessoas com TEA.

    O autismo pode vir acompanhado de outros transtornos, como TDAH ou ansiedade?

    Sim, é comum o autismo estar frequentemente associado a outros transtornos, uma condição conhecida como comorbidade.

    É possível relacionar as mais comuns: o Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) e os transtornos de ansiedade.

    Além dessas, outras condições podem estar relacionadas ao Transtorno do Espectro Autista (TEA):

    • Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC),
    • tiques;
    • síndrome de Tourette;
    • transtornos alimentares;
    • psicoses.

    Para maiores informações sobre o TDAH e outros transtornos, acesse o artigo Perguntas cruciais para os pais sobre as crianças com TDAH.

    Dra. Mariana, qual o perfil dos seus pacientes atualmente? 

    Hoje em dia, eu atendo pessoas com diagnóstico tardio de TEA na adolescência ou idade adulta, mas já atendi crianças há alguns anos.

    Devido minha especialização em transtornos alimentares, a maioria dos meus pacientes são adolescentes que procuram meu consultório em busca de tratamento para melhorar a saúde e a qualidade de vida apesar dos sintomas.

     

    Quais são os direitos do meu filho com TEA em termos de educação e inclusão escolar?

    Crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA) têm seus direitos protegidos por lei, assim como qualquer outra criança, contando ainda com garantias adicionais para atender às suas necessidades específicas.

    Legislações como a Lei Brasileira de Inclusão (LBI) e a Política Nacional de Educação Especial asseguram o direito à educação inclusiva para crianças com TEA.

    Essas leis garantem que elas estudem em escolas regulares, com recursos apropriados para promover sua inclusão, como a presença de mediadores e a realização de adaptações curriculares.

    Tais medidas reforçam o compromisso de oferecer acesso à educação de qualidade, sem discriminação, respeitando as particularidades de cada criança com TEA e promovendo a valorização da diversidade.

    Para saber mais sobre o autismo e as possíveis estratégias de intervenção, confira as recomendações da Fonoaudióloga Vanessa.

    Mulher negra sorrindo sentada usando uma roupa verde e posando com a mão no queixo com a qual tem um anel verde

    Psiquiatra

    Mariana de Lima Santos

    Médica‎ formada‎ pela‎ Faculdade‎ de‎ Medicina‎ de‎ Ribeirão‎ Preto‎ da‎ USP‎ (USP), com‎ residência‎ médica‎ em‎ Psiquiatria‎, pós‎-graduada‎ em‎ Terapia‎ Cognitivo‎ Comportamental‎ pela‎ Pontifícia‎ Universidade‎ Católica‎ do‎ Rio‎ Grande‎ do‎ Sul‎ (PUC-RS)‎ e‎ aprimorada‎ em‎ transtornos‎ alimentares‎. Saiba mais em marianalimapsiquiatra

    Mulher negra sorrindo com cabelos cacheados e blusa com detalhes branco e amarelo

    Escrito por

    Gabriela Sucupira

    Redatora bilíngue de língua inglesa, Especialista em Marketing pela USP/Esalq e bacharel em Letras pela UFRJ. Carioca, mãe da Rebeca e Consultora Textual e de Personal Branding para o Linkedin.

    Surf para Crianças: Benefícios e Dicas de aulas em Portugal

    Pensando em tentar uma atividade física diferente para seus filhos em Portugal? Que tal uma aula experimental de surf? A Carcavelos Surf School reúne aulas, segurança e dicas para praticar esse esporte marítimo. 

    Quando falamos de surf, imaginamos um surfista deslizando sobre as ondas do mar com uma prancha, realizando diversas manobras. Aproveitando que nas épocas mais quentes muitas famílias viajam para o litoral, as aulas de surf para crianças podem ser o que seus filhos estão precisando.

    Os especialistas explicam que as aulas de surf para crianças têm os seguintes benefícios:

    • físicos: melhora o condicionamento físico; desenvolvimento da força, o equilíbrio e a flexibilidade; fortalecimento da musculatura; melhora da resistência cardiovascular e desenvolvimento da coordenação motora.
    • sociais: promove a socialização; ajuda a fazer novos amigos, incentiva a interação com instrutores e colegas.
    • emocionais: ajuda a construir confiança, a desenvolver o domínio próprio e a disciplina.
    • ambientais: desenvolve uma relação de respeito e admiração pelo mar, o respeito e o cuidado pelo meio ambiente; promove a compreensão sobre a importância de preservar o mar e de se adaptar às suas mudanças.

    Para as famílias que costumam aproveitar o verão em Portugal, a praia de Carcavelos é uma excelente pedida e sede da Carcavelos surf school.

    A escola foi criada em 2001, conforme nos explica Pedro Elias, o Surf Manager da escola, com mais de 20 anos experiência no mundo do surf, dos quais 8 dedicados às competições ao redor do mundo.

    Qual sua relação com o surf durante a vida?

    O surf sempre fez parte, desde muito cedo da minha vida. Enquanto estudava, os meus amigos mais tarde iam para o café e iam brincar, iam jogar futebol. Eu já ia para a praia e depois, mais tarde, eles iam para o café e eu ia para a praia.

    Ou seja, o esporte esteve sempre na minha vida e depois entrou a parte competitiva. Aos fins de semana, tinha sempre campeonatos ou eu treinava.

    Posso citar alguns títulos alcançados ao longo dos anos:

    • Top 16 no Circuito Nacional;
    • Top 8 no Circuito Europeu Profissional (3º lugar em Hossegor – França);
    • 2 Títulos de Campeão na Taça de Portugal;
    • Campeão Nacional Universitário;
    • Títulos de Campeão nos clubes: Carcavelos (APSSOC), Costa da Caparica (ASCC), Praia Grande (ASLS), Fonte da Telha (CFT), Sesimbra (SCS).

    Depois a escola começou como um hobby, ou seja, eu acabei por tirar o curso de gestão de marketing e comecei a trabalhar e aos fins de semana tinha a escola de surf.

    Só que depois começou a haver muito, muito trabalho e deixei a minha parte profissional para me dedicar a 100% à escola de surf. E pronto, já estou 100% com a escola há mais de 15 anos.

    A escola tem 24 anos, mas a sério a viver só da escola praticamente 15 anos. Por isso o surf sempre fez parte da minha vida até hoje. Claro que os papéis vão mudando.

    Começou como sendo praticante, competidor, treinador e hoje em dia como gestor desportivo. Ou seja, hoje já não dou aulas, tenho uma equipa de professores e sou o gestor da escola de surf.

    Como nasceu a ideia de montar a escola de surf?

    A escola foi a primeira da praia de Carcavelos. Aqui, o restaurante ao lado, o Windsurf Café, quando apareceu, teve a ideia de ter uma escola de surf. E na altura, convidaram o campeão de surf aqui do clube de Carcavelos, que é meu sócio, Pedro Soares.

    Naquela época, eu era campeão de bodyboard, mas o meu sócio disse a eles que só se abriria a escola, se eu fosse com ele. E então, basicamente estava o campeão de surf de bodyboard na primeira escola de surf em Carcavelos.

    Juntámo-nos e até hoje somos sócios e amigos. Sempre fomos amigos, íamos para a praia e campeonatos juntos. E foi assim que surgiu, em 2001, há 24 anos a nossa empresa.

    Quais serviços específicos a Surf School oferece para crianças e famílias além das aulas de surf?

    Nós, na realidade,estamos muito focados só nas aulas de surf. A única coisa que temos sem ser aulas de surf, são aulas de yoga, que são mais direcionadas para adultos.

    Loja de madeira e detalhes brancos com um quadro com a imagem do mar com ondas na laterar

    Como a escola adapta suas aulas de surf para crianças com diferentes níveis de habilidade?

    Em relação às aulas de surf para crianças, nós temos aulas de iniciação, para aquelas que nunca surfaram.

    Também temos um grupo que vem durante a semana, que já são aulas de aperfeiçoamento. São miúdos que já sabem ler o mar e conhecem s técnicas básicas do surf e têm uma técnica e uma forma de estar no mar.

    Completamente diferente dos miúdos, que vêm experimentar pela primeira vez ou as suas primeiras dez 15 aulas, em que ainda estão a aprender o básico do surf.

    A escola oferece programas de surf para crianças durante as férias escolares ou eventos especiais?

    Para além das aulas normais, temos as festas de aniversário e nas férias temos os campos de férias. Nós chamamos os ATL, onde os miúdos ficam a semana inteira conosco, de segunda a sexta, das 09h00 às 18h00, onde é possível fazer duas aulas por dia.

    Têm palestras durante a hora de almoço, depois da refeição, aquela parte da digestão. Aproveitamos sempre para falar um bocadinho da parte teórica do surf:

    • como avaliar o mar;
    • detalhes sobre o equipamento e as técnicas,
    • ideias sobre o meio ambiente: como podemos não poluir o mar e que medidas que podemos para a nossa pegada ser menor.

    Pronto, tentamos passar esses valores aos nossos miúdos.

    Criança pequena loira com blusa amarela sob uma prancha com o auxilio de um instrutor de uniforme preto

    Qual é a estrutura de ensino da escola? Os instrutores são todos certificados?

    Na nossa escola, os professores têm que ser todos certificados pela Federação Portuguesa de Surf, um curso de seis meses e mais seis meses de estágio. Ou seja, somos obrigados a ter professores certificados. Para além da escola também ser certificada.

    Como a Surf School promove a interação social entre os alunos durante as aulas?

    Em relação a promover a interação social. É engraçado que nós quase não fazemos nada, porque devido ao ambiente tão descontraído estar na praia e no mar, as pessoas acabam por quebrar muito facilmente o gelo, ou seja, começam facilmente a falar umas com as outras. Tanto adultos como crianças.

    Que tipos de pacotes ou planos familiares a escola oferece para tornar as aulas de surf para crianças acessíveis?

    Nós temos pacotes de aulas e quanto maior o pacote, ou seja, quanto mais aulas tiver o pacote, mais barato fica o valor da aula. Ou seja, temos pacotes de 04, 08 e 12 aulas.

    A escola tem alguma parceria com escolas locais ou programas de educação para integrar o surf na rotina escolar das crianças?

    Em relação ao desporto escolar. Olha, infelizmente aqui em Portugal o Estado contribui muito pouco e quase significativo. Ou seja, financeiramente eles não contribuem com para aulas, para desporto escolar.

    No entanto, nós temos muitas parcerias com escolas e universidades onde fazemos um bom desconto para os seus estudantes.

    Quais são os melhores períodos do ano para iniciar as aulas de surf em Portugal e por quê?

    A melhor altura para começar, eu diria, a partir de abril, maio até outubro, porque é a altura que as ondas estão mais tranquilas e o tempo também está mais quente.

    E a pior altura, eu diria que é entre novembro e fevereiro, que é quando as ondulações estão maiores, a água está mais fria, há mais correntes e o frio também não ajuda. É uma das condicionantes também aqui para as pessoas poderem iniciar uma atividade e não desistirem rapidamente.

    Quatro crianças entrando andando no pé e uma menor nos braços do instrutor
    Aula com Instrutor da Carcavelos Surf School

    Como a Surf School garante a qualidade do ensino e o progresso contínuo das crianças ao longo das aulas?

    Em relação à qualidade das aulas e à progressão das crianças. Bem, isso depende dos professores. Ou seja, nós somos muito rigorosos no recrutamento e seleção dos nossos professores, porque isto, como é um serviço, são. Isto é uma prestação de serviço, não é as aulas de surf.

    A grande diferença para as outras escolas de surf são os nossos professores, ou seja, a experiência e o know how que eles têm e que vai fazer para além das suas competências pessoais. Essa é que é a grande diferença para as outras escolas e os professores.

    Por isso nós temos traçado o nosso plano de progressão, ou seja, que etapas é que um miúdo tem que passar até chegar a ser um bom surfista? Temos isto tudo delineado.

    Quando um professor chega à escola, nós temos reuniões para mostrar quais são as primeiras etapas. Depois dessas, quais são as próximas, sempre com progressões, para haver uma evolução rápida e segura do aluno.

    A escola oferece algum tipo de acompanhamento psicológico ou emocional para as crianças que praticam surf?

    Em relação ao acompanhamento psicológico não temos. Não trabalhamos com psicólogos. No entanto, é engraçado porque temos muitas crianças que vêm recomendadas por psicólogos, porque o surf está estudado que aumenta muito a autoestima nas crianças e temos muitas recomendações de vários psicólogos para a nossa escola de surf.

    Olhe, eu desconhecia e acabei por saber porque há sempre duas perguntas que faço aos meus clientes: o que eles pretendem? E como foram até ali? Ou seja, se foram recomendados por alguém? Onde é que viram a escola?

    E muitos pais dizem que foi o psicólogo. Também temos otorrinos para crianças que têm sinusite ou rinite, porque a água do mar também faz muito bem a eles. Por isso não temos acompanhamento psicológico. Mas temos muitos psicólogos que nos enviam crianças à procura de melhorar, melhorar a autoestima das crianças.

    Se estiver de férias em Portugal com seus filhos, faça uma visita a Carcavelos Surf School e aproveitem!

    Procurando por outras atividades físicas para as crianças, confira nosso artigo sobre Jiu-jitsu em nosso site.

    Surf Manager

    Pedro Elias

    Licenciado em Gestão de Marketing no Instituo Português de Administração e Marketing, Pós-graduado em Surf pela Faculdade de Motricidade Humana. Possui o curso de Treinador Nível 3 da Federação Portuguesa de Surf, Diploma de Nadador Salvador e de Primeiros Socorros, atleta com mais de 20 anos de experiência. Para mais informações, acesse seu perfil no LinkedIn@carcavelossurfschool 

    Mulher negra sorrindo com cabelo cacheado e batom vinho, vestindo blusa amarela

    Escrito por

    Gabriela Sucupira

    Redatora bilíngue, bacharel em Letras pela UFRJ e Especialista em Marketing pela USP/Esalq. Carioca, mãe da Rebeca e consultora textual para o Linkedin.