Energia Feminina como Aliada da Mãe Empreendedora

Nessa Parte II da entrevista com a Juliana Prates, a mentora de marketing digital e apaixonada pelos estudos sobre energia feminina, fala sobre como a rotina agitada pode servir de combustível para alcançar objetivos pessoais e profissionais mais altos.

Neste conteúdo, você vai entender como é possível alinhar sua vida profissional, seus projetos, sua maternidade e, ainda assim, reservar tempo para se reconectar com você mesma. A proposta não é fazer mais nem buscar perfeição — é aprender a organizar sua energia, priorizar o que realmente importa e viver de forma mais consciente.

Se você sente que está sempre no modo automático, esse papo com a Juliana vai te inspirar a pausar, respirar e resgatar o seu próprio ritmo.

Porque, sim, é possível empreender, cuidar, realizar e, ao mesmo tempo, se cuidar, se ouvir e se fortalecer todos os dias.

Mantendo a essência como mulher

Ser independente e feminina é possível mesmo no meio da rotina agitada?

Ser independente e feminina é mais do que possível, é transformador. Vejo que muitas mulheres têm medo de viver sua feminilidade e acabam sendo levadas pelo estresse, quando, na verdade, é ela que te ajuda a não se deixar levar por impulsos errados da correria.

A feminilidade não é um peso, é o que nos guia a ser doce, ser amável e cuidar da nossa beleza, isso nos eleva e faz com que melhoremos em todos os aspectos sociais por aprender a lidar com situações com mais leveza.

A dica que tenho para não ser vista apenas como uma mulher cansada e tensa por conta de uma rotina cansativa são:

  • Priorize as tarefas importantes para você: para que não se perca nas demandas.
  • Faça uma lista de atributos de como você quer que as pessoas te vejam: se é como uma mulher agradável, por exemplo, comece mudando as suas atitudes em pequenos hábitos, trabalhando mais a paciência para não deixar o mau-humor tomar conta.

 

Poderia falar sobre a importância da conexão de um propósito pessoal

Ao nos conectarmos com nosso propósito, nos sentiremos realizadas com a vida que temos. Mesmo com a correria, tudo fica mais fácil porque a nossa mente passa a entender o que nos faz bem e o que queremos nos tornar e começa a trabalhar a nosso favor, assim nossa mente nos ajuda a ver mais oportunidades e ajustes que eram invisíveis.

E, neste mesmo processo de reprogramar a mente falando para ela o que queremos, ela nos ajuda a ajustar a nossa rotina com coisas importantes para nós, a vai lapidando nossas atitudes conforme a mulher que queremos nos tornar.

Rituais e hábitos femininos para manter a energia elevada (mesmo com filhos pequenos)

Quais rituais simples você faz que te ajudam a manter sua vibe feminina?

Alguns rituais que gosto de seguir e me ajudam bastante a me sentir bem são:

Ficar arrumada logo pela manhã: esse hábito me faz sentir que eu estou preparada para o dia, me tira a preocupação de não estar com boa aparência

Momentos de autocuidado: faço skin care, maquiagem, cronograma capilar, tudo que colabore com meu bem-estar.

Estar em ambientes perfumados e limpos: às vezes tomo um banho premium a luz de velas, ou acendo uma vela para ler ou rezar. O cheiro da vela perfumada me dá uma sensação de bem-estar

Dormir cheirosa: é um ato simples, mas que me ajuda a me conectar comigo e me deixa bem para ir descansar

Como criar um “momento pessoal” mesmo com crianças em casa?

Um bom momento para se conectar com seu lado feminino e de autocuidado é quando as crianças estão dormindo. Algumas dicas podem ser acordar um pouquinho mais cedo para ter este momento, aproveitar o momento de sono da tarde ou que estão na escolinha.

Se ainda assim, sua rotina estiver muito corrida, pode deixar para a noite, após colocar as crianças para dormir. O importante é tentar de alguma forma encaixar esses momentos com coisas importantes para você em sua rotina.

Também pode funcionar deixar a criança com um brinquedo adequado para idade dela, mas que prenda atenção, e deixá-la perto de você para conseguir observá-la enquanto tem um momento de cuidado. 

A rede de apoio neste momento pode ajudar muito, para que realmente consiga ter um momento de cuidado sem preocupações.

Mulher de pele morena e cabelo liso castanho, deitada em espreguiçadeira à beira de uma piscina, rodeada de palmeiras, apreciando o sol.

Quais as pequenas atitudes diárias que elevam sua autoestima e sua energia feminina?

Pequenas atitudes que me ajudam com minha autoestima e energia é:

  • Conectar-me com Deus;
  • Ter um tempo sozinha;
  • Momentos de autocuidado;
  • Aprender algo novo;
  • Sempre me lembrar da minha vocação.

Dicas práticas de beleza, estilo e mindset para mulheres que querem se sentir mais mulheres no dia a dia

Quais itens de autocuidado são essenciais no seu dia?

Eu já entendi que como mãe, esposa e empreendedora exigem de mim a minha melhor versão em todos os momentos, então priorizo iniciar meu dia fazendo meu café sem açúcar e cuidando do meu lado espiritual, antes da minha filha acordar.

Logo após, faço uma maquiagem básica para o dia e também opto por colocar roupas mais formais para que eu deixe a minha mente programada nesse sentido. Pois mesmo eu trabalhando de casa e com horários flexíveis, meu visual faz parte do serviço em meus conteúdos para as redes sociais e na minha mentoria, então preciso estar preparada para isso.

Tem alguma dica para escolher as roupas ideias para quem trabalha de casa como empreendedora?

Uma dica é deixar o guarda-roupa mais flexível para facilitar a semana e deixar combinações de peças que servem tanto para trabalho, quanto para sair durante o dia. Tanto o casual quanto o social vão bem em várias ocasiões, então sempre opto por eles.

E conforme for pegando o hábito de se arrumar e cuidar da vestimenta, pode ir removendo as peças mais antigas aos poucos, facilitando suas escolhas durante a semana. Assim, não cairá na armadilha de estar desprevenida caso aconteça algum imprevisto que não te permita ter tempo de se arrumar.

Claro, que pode acontecer uma emergência assim que acabamos de acordar e a precisamos sair às pressas, você deve ser compreensiva consigo mesma e entender que temos dias de imprevistos e está tudo bem.

Como a estética e o visual influenciam na energia feminina?

A estética e o visual têm um papel essencial na energia feminina porque refletem o cuidado, a autoestima e a presença que cada mulher carrega. Quando nos sentimos bem com a nossa aparência, ativa uma sensação de segurança e poder interior que impacta diretamente nossa postura, humor e autoconfiança.

Esse cuidado externo não é apenas sobre beleza, mas sobre conexão com quem somos, sobre expressar nossa identidade e fortalecer a feminilidade que nos impulsiona no dia a dia.

E o cuidado com a estética e o visual não devem ser vistos como uma obrigação ou algo que só serve para algumas mulheres, mas sim como um aliado que facilita a sua rotina.

Começar o dia com pequenos gestos de autocuidado — arrumar o cabelo, cuidar da pele, passar uma maquiagem leve ou vestir algo que nos deixe prontas para sair, mesmo sem previsão — muda nossa postura diante do dia.

Se surgir um imprevisto, já estamos preparadas e não precisamos lidar com a insegurança da aparência. Parece bobo, mas muda muito até mesmo a autoimagem.

Esse cuidado com a imagem transmite, tanto para nós quanto para os outros, uma mulher segura e conectada com sua essência. Ele influencia diretamente nossos relacionamentos e como nos posicionamos no mundo. Afinal, quando estamos bem por fora, refletimos a força e a beleza que carregamos por dentro.

Como manter o estilo e a elegância mesmo nos dias caóticos?

Para manter o estilo e a elegância mesmo nos dias mais difíceis, minha dica é sempre se lembre da imagem que deseja ser lembrada. Então, sempre foque nesses tópicos:

  • Invista em você uma maquiagem básica, a pele hidratada e o cabelo arrumado.

Cuidar da pele e uma maquiagem leve já nos ajudam a nos sentirmos cuidadas, é um ato de amor com nós mesmas.

  • Vista uma roupa que você se sinta bonita.

Muitas vezes, a vestimenta pode ter o papel da capa dos super-heróis para nós, a escolhas das peças que nos fazem nos sentirmos bem nos ajuda a nos sentirmos preparadas.

  • Cuide da sua postura (se ela estiver ruim, ela sozinha pode estragar o resto)

Sempre se atentar à sua postura. Muitas vezes, nós estamos com uma vestimenta linda e uma energia ótima, mas elas podem ficar escondidas pelos ombros caídos e passam a visão de pessoa cansada ou insegura.

  • Invista no seu melhor sorriso e no bom humor.

Um dos fatores de que pouco se fala sobre a feminilidade, mas que considero um dos mais importantes, é o humor e bons modos.

Não tem vestimenta e maquiagem que sustentem uma pessoa desagradável ou mal-humorada. O humor é um dos fatores que mais deixamos notável a alteração quando algo sai do nosso controle.

 

Gostaria de deixar alguma reflexão final para as leitoras?

Sim, eu gostaria de deixar a seguinte reflexão:

Como você quer ser lembrada? Pela mulher forte, feminina e empreendedora de sucesso? Ou como uma mulher mal-humorada, antipática e desleixada?

Invista em sua melhor versão! Se precisar de ajuda sobre como melhorar os resultados da sua empresa com o Marketing Digital, entre contato comigo. @juprates

 

 

Quer conferir todas as dicas da Juliana Prates, leia a Parte I da entrevista aqui.

Mulher jovem de cabelos longos e castanhos, sorrindo, segurando um celular em um ambiente claro e minimalista. Sobre a mesa há um livro intitulado 'Como Fazer Amigos e Influenciar Pessoas' e uma planta decorativa ao fundo.

Mentora de Marketing Digital

Juliana Prates

Mentora de Marketing Digital, casada e mãe da Clara. Ama estudar sobre desenvolvimento pessoal e feminilidade. Relações Públicas com MBA em Marketing, Branding e Growth pela PUCRS. Especialista em Marketing Strategies and innovation pela The university of Akron. Saiba mais sobre seu trabalho no instagram e canal no Youtube é @ajuprates.

Mulher negra sorrindo com cabelos cacheados e blusa com detalhes branco e amarelo

Escrito por

Gabriela Sucupira

Redatora bilíngue de língua inglesa, Especialista em Marketing pela USP/Esalq e bacharel em Letras pela UFRJ. Carioca, mãe da Rebeca, Consultora Textual e de Personal Branding para o Linkedin.

Cadeirinha de Bebê: Dicas da Fisioterapeuta para Proteger seu Filho

Os pais de filhos pequenos, principalmente os de primeira viagem, costumam se preocupar com as questões do dia a dia que possam afetar o desenvolvimento do bebê, entre elas o uso da cadeirinha.

Dentre os especialistas da área de saúde, os fisioterapeutas explicam que os primeiros anos de vida de uma criança são cruciais para o desenvolvimento do sistema musculoesquelético.

A escolha da cadeirinha de carro e o tempo de uso podem influenciar diretamente na postura e na saúde ortopédica do bebê.

Neste artigo, exploramos como as cadeirinhas de carro impactam a biomecânica do bebê e quais orientações fisioterapêuticas são essenciais para garantir um desenvolvimento saudável.

Para isso, entrevistamos a Coordenadora de Pós-graduação em Fisioterapia Intensiva Pediátrica e Neonatal no Grupo Prontobaby, Mestre em Saúde Materno Infantil pela UFF e Especialista em Fisioterapia Hospitalar, a Dra. Luciana Luz.

Baseada em toda sua experiência, ela oferece aos pais e cuidadores das crianças pequenas como garantir a segurança dos bebês durante o transporte sem causar danos ao desenvolvimento neuromotor dos pequenos.

A Importância da Posição na Cadeirinha de Carro para o Desenvolvimento Ortopédico:

 

Qual a importância de um posicionamento adequado do bebê na cadeirinha de carro para evitar deformidades posturais?

Os bebês estão em fase de crescimento acelerado, com ossos e articulações ainda em formação. Uma posição inadequada e prolongada pode causar assimetrias e deformidades, como achatamento da cabeça, escolioses, hiperlordoses, torcicolos e alterações biomecânicas na articulação do quadril.

Nos primeiros meses de vida, o bebê está em pleno desenvolvimento neuromotor. Nesta fase, a postura é extremamente sensível a influências externas.

As cadeirinhas de carro são essenciais para a segurança dos bebês durante o transporte, mitigando os riscos de lesões em caso de acidentes.

 

Como o ajuste da cadeirinha pode influenciar a posição da cabeça, coluna e pescoço do bebê?

Se a cabeça do bebê fica constantemente virada para um lado ou apoiada de maneira inadequada na cadeirinha, pode ocorrer achatamento da cabeça (plagiocefalia); isso é comum quando a cadeirinha é usada por longos períodos ou quando o bebê já tem uma preferência postural (torcicolo).

A coluna do bebê deve estar bem alinhada e apoiada, especialmente nos primeiros meses, quando ele ainda não tem controle cervical adequado.

 

Quais são os efeitos de uma posição inadequada na cadeirinha de carro, como hiperlordose ou torticólis?

Uma má posição pode levar a desvios posturais ou sobrecarga em pontos específicos da coluna. Uma postura incorreta, especialmente com a cabeça projetada para frente ou inclinada excessivamente, pode dificultar a respiração no atual momento, levando a uma diminuição dos níveis de oxigênio no organismo.

Um bebê mal posicionado pode ficar mais irritado, chorar mais e até se recusar a ficar na cadeirinha, o que afeta diretamente na rotina da família e o próprio desenvolvimento emocional do bebê.

A Relevância do Ajuste Adequado

Quais ajustes devem ser feitos na cadeirinha do carro para garantir que o bebê esteja adequadamente posicionado?

Do ponto de vista fisioterapêutico, a cadeirinha de carro não é para uso prolongado. Esta deve ser usada exclusivamente para transporte do bebê. O uso contínuo como local de descanso, sono ou permanência, como dentro de casa, é desaconselhado. O uso excessivo fora do carro é prejudicial ao desenvolvimento neuromotor.

 

Criança sorrindo no banco traseiro, usando casaco amarelo e touca cinza, ao lado da mãe, que sorri olhando para o pai no banco da frente
Image by Freepik

Qual a recomendação dos fisioterapeutas para ajustar a cadeirinha conforme as diferentes fases de desenvolvimento do bebê?

 

Os fisioterapeutas pediátricos recomendam que os pais façam ajustes conforme a idade do bebê:

  • 0 a 3 meses: uso de redutores anatômicos e inclinação de 45°, com atenção ao alinhamento da cabeça, pescoço e coluna;
  • 4 a 6 meses: retirada gradual dos redutores, com controle maior do tronco;
  • Após 6 meses: ajustes na altura do encosto e cintos, mantendo sempre o apoio da coluna e pelve;
  • A partir de 1 ano: transição para cadeirinhas maiores e, mais tarde, assentos de elevação, conforme o crescimento da criança.

É importante sempre revisar o ajuste dos cintos, evitar que a cabeça fique projetada para frente e garantir que a postura permita respiração livre.

Definindo critérios de escolha da cadeirinha

A escolha da cadeirinha depende de três fatores essenciais: a conformidade com os requisitos de certificação do Inmetro; a adequação ao tamanho da criança, isto é, sua estatura, anatomia e peso; e a factibilidade de instalação no veículo conforme as instruções do fabricante.

Dicas de Prevenção:

  • Usar cadeirinhas certificadas (Inmetro) e adequadas à idade.
  • Evitar trajetos muito longos sem pausas.
  • Alternar com momentos no colo, tapetes de atividades ou carregadores ergonômicos.
  • Consultar o pediatra, caso haja sinais de assimetrias posturais ou desconforto frequente na cadeirinha e realizar uma avaliação com um profissional fisioterapeuta especializado em Neonatologia e Pediatria.

A fisioterapia pode ajudar no tratamento de disfunções ortopédicas causadas por cadeirinhas inadequadas?

O fisioterapeuta pediátrico atua não apenas na reabilitação, mas também na prevenção de deformidades. Avaliações regulares podem detectar sinais precoces de desalinhamento postural, disfunções articulares ou atrasos no desenvolvimento motor.

O profissional também pode orientar os pais quanto à escolha e ao uso correto da cadeirinha, com base na anatomia e necessidades específicas da criança. As cadeirinhas de carro são indispensáveis para a segurança dos bebês, mas seu impacto na postura e no desenvolvimento ortopédico não pode ser ignorado.

Com orientações adequadas, ajustes individualizados e acompanhamento fisioterapêutico quando necessário, é possível aliar proteção e desenvolvimento saudável.

Conclusão

Os fisioterapeutas desempenham um papel fundamental na orientação sobre a postura e o uso adequado das cadeirinhas de carro para bebês. O ajuste correto e o uso consciente desses equipamentos podem prevenir problemas ortopédicos e garantir um desenvolvimento saudável para as crianças.

Caso precise de auxílio profissional para seu filho, procure um especialista.

Confira mais recomendações de especialistas no site mybbcare.com.

Mulher de cabelos escuros, lisos e médios, sorrindo, vestindo uma blusa estampada de folhas em tons verdes e bege, sobre fundo branco.

Fisioterapeuta

Dra. Luciana Luz

Mestre em Saúde Materno Infantil pela UFF, Especialista em Fisioterapia Hospitalar pela UNIGRANRIO, Pós-graduada em Cardiologia Pediátrica e Neonatal no INC. Possui MBA em Gestão de Projetos pela UERJ, atua como Avaliadora ONA (Organização Nacional de Acreditação). Coordenadora da Pós-graduação em Fisioterapia Intensiva Pediátrica e Neonatal no Grupo Prontobaby. CREFITO2/75453F

Mulher negra sorrindo com cabelos cacheados e blusa com detalhes branco e amarelo

Escrito por

Gabriela Sucupira

Redatora bilíngue português/inglês, Especialista em Marketing pela USP/Esalq e bacharel em Letras pela UFRJ. Carioca, mãe da Rebeca, Consultora Textual e de Personal Branding para o Linkedin.

Equilíbrio Feminino na Rotina de Mãe e Empreendedora

Conciliar os papéis de empreendedora, mãe e mulher não é uma tarefa simples. A rotina é intensa, cheia de demandas, responsabilidades e, muitas vezes, pouco espaço para cuidar de si. E é exatamente nesse contexto que surge uma pergunta essencial: como manter o equilíbrio e cultivar sua energia feminina no meio de tanto corre-corre?

Conversamos com a Juliana Prates, empreendedora, mentora de marketing digital e pesquisadora apaixonada pelos estudos sobre energia feminina.

Ela compartilhou dicas práticas e valiosas para ajudar mulheres a encontrarem equilíbrio na rotina sem abrir mão do autocuidado, da leveza e do bem-estar.

Sobre a Energia Feminina

O que é energia feminina e como ela se aplica à vida de mãe e empreendedora?

Eu sempre fui uma mulher que atenta aos detalhes, pois via que essa característica me permitia ter menos retrabalho em minhas tarefas e também me ajudava a ter zelo pelas minhas coisas.

Fazer o necessário bem feito me deixa bem e com a consciência tranquila ao executar o meu melhor.

E fui levando isso para outras áreas da vida. A medida que fui vendo que essa mesma postura me ajudava, aprofundei-me estudando sobre a Feminilidade e a Vocação da Mulher.

Foi quando entendi que a Energia Feminina estava muito além da aparência, mas era aplicada em tudo, em ser cuidadosa, ter uma boa comunicação, boa postura, saber se portar, buscar se desenvolver.

E que não era algo que dá para separar do empreendedorismo, porque além de me ajudar a ser uma profissional melhor, a Energia Feminina já fazia parte da minha identidade.

Como a Energia Feminina me ajuda a ser uma mãe mais leve e presente?

A feminilidade em si já traz uma leveza por ser algo que remete a algo mais delicado e cuidadoso. Quando levamos isso à maternidade, é possível ser uma mãe ainda mais acolhedora, porque a mulher consegue passar esse zelo para criança.

Da mesma forma, uma mulher que já tem na sua identidade a Energia Feminina, as demais atribuições se tornam mais leves, porque é algo que ela já costuma a ter em tudo que realiza. 

Quando a maternidade chega, basta aplicar essa energia nos cuidados com o filho. Um jeito de demonstrar essa energia para os filhos é por meio do exemplo.

Sendo assim, será possível ser uma mulher com identidade e autoridade, centrada, cuidadosa com o lar e os filhos e que ainda consegue empreender.

Ser feminina atrapalha ou fortalece meu lado profissional?

A verdadeira força está em quem conhece a própria essência e não tem medo de mostrar isso. Quando uma mulher se expressa com feminilidade, seja no jeito de falar, de se vestir, de se portar — ela está dizendo: “Eu sei quem eu sou” e isso impõe respeito. Vejam algumas formas de expressar a feminilidade:

  • Ser feminina fortalece. Quem conhece sua essência e se posiciona com autenticidade impõe respeito.

  • Impor limites com leveza. Não é preciso endurecer para ser levada a sério. A força está na firmeza sem perder a delicadeza.

  • Autoridade natural. Quem é fiel à própria identidade transmite segurança, inspira e se destaca.

  • Feminilidade é diferencial. Une competência e leveza, doçura e decisão, elegância e firmeza.

  • É identidade, não personagem. A feminilidade bem vivida reflete em todas as áreas da vida.

Qual a diferença entre ser mulher vaidosa e viver na energia feminina de forma autêntica?

Ser vaidosa muitas vezes está ligado a algo estético. Já o lado feminino não inclui apenas a parte visual, mas está relacionada a outros fatores.

A energia feminina é mais do que estar maquiada ou bem vestida, tem a ver com o humor, a postura, a forma de se comunicar, ter um jeito de ser agradável.

Um exemplo são as avós. Muitos lembram de suas avós por serem mulheres agradáveis, com um lar aconchegante e com características femininas como enfeites, fotos, flores, uma boa comida e boas memórias.

A feminilidade é mais do que só cuidar da parte que se reflete no espelho, é ter clara a sua essência, seus valores, sua vocação e saber aplicá-los em qualquer área da vida, porque são coisas que deveriam ser inegociáveis.

Família sorrindo em rede de descanso, com jardim, coqueiros e céu azul ao fundo.

Mantendo a essência como mulher

Como não se perder da sua essência sendo mãe e dona de um negócio (ou trabalhando fora)?

 

Inclua Prazer na Sua Rotina

  • Pratique atividades que te desconectem das tarefas diárias.

  • Retome um hobbie antigo ou comece algo novo que te traga alegria.

  • Reserve momentos para autocuidado

Invista em Conhecimento

  • Busque autoconhecimento.

  • Estude temas que você gosta e que te façam se sentir viva e interessada.

  • Aprender algo novo te faz se sentir mais confiante e interessante.

Saia do Ciclo Trabalho–Casa–Filhos

  • Quando deixamos de fazer o que gostamos, perdemos conexão com quem somos.

  • É comum sentir que só sabe falar sobre trabalho ou maternidade, mas isso pode (e deve) mudar.

Torne-se Sua Melhor Companhia

  • Aprender te aproxima da sua essência e te dá mais segurança para conversar sobre outros assuntos.

  • Quanto mais você se aprofunda em algo, mais natural se torna compartilhar isso no dia a dia.

Volte para Você

  • Esse processo faz você se reencontrar, se sentir mais interessante, viva e conectada com quem realmente é.

Como encontrar tempo para mim sem me sentir culpada?

Entendendo que para cuidarmos dos outros, precisamos estar bem primeiramente. Negligenciar coisas que nos fazem bem em meio a tantas tarefas e demandas pode ser um ato muito arriscado para nossa saúde mental, e uma hora a conta chega.

O nosso corpo sempre nos mostra que não está bem e, se não nos atentarmos aos sinais, pode ir agravando cada vez mais.

Se cuidar e estar bem para as pessoas que amamos também é um ato de amor. Quem não gosta de estar perto de uma pessoa feliz, bem humorada, cheirosa ou que sabe conversar?

Apesar de os cuidados com nosso interior não serem visíveis, quando os deixamos de lado, eles refletem de alguma forma nosso exterior, seja com um mau-humor, brigas, com o descuidado, insegurança… e tudo isso afeta os nossos relacionamentos, seja no trabalho, ou no relacionamento com o marido e os filhos.

Por isso é tão importante se cuidar primeiro para conseguir estar bem física e emocionalmente para ajudar o outro.

É possível cuidar da estética e da casa sem se anular como mulher?

É totalmente possível, mas nos exige autocontrole sobre nós e sobre as tarefas.

Aqui vão alguns passos para ajudar nessa caminhada:

1 – Separe momentos de autocuidado: porque eles podem ser a pausa de respiro que você precisa para o dia a dia e voltar a ter sua autoestima como mãe, profissional e esposa.

2 – Tenha uma agenda ou calendário: quanto mais visual e organizado deixar suas tarefas e demandas, fica mais fácil você enxergar os momentos que devem ser destinados à casa e os filhos, e quais devem ser de autocuidado.

3 – Separe as tarefas que não dependem de você para poder delegar: essa atitude pode tirar de você a sensação de sobrecarregada e passar analisar possíveis pessoas que poderiam te ajudar, seja da rede de apoio ou até mesmo buscar por serviços que te possibilite não se preocupar mais e que possa alocar seu tempo em outra coisa.

4 – Defina o seu inegociável: tenha claro a forma que quer que as pessoas e sua família te enxerguem, e o que você não abre mão.

Assim fica mais fácil de você criar uma rotina de cuidados com a casa, filhos e consigo com base naquilo que considera importante para uma vida boa, o que fará você se sentir realizada.

Gostou das dicas? Confira aqui a Parte II dessa entrevista com Juliana Prates que traz dicas valiosas sobre o autocuidado feminino mesmo com os múltiplos papéis que as mulheres exercem.

Mulher jovem de cabelos longos e castanhos, sorrindo, segurando um celular em um ambiente claro e minimalista. Sobre a mesa há um livro intitulado 'Como Fazer Amigos e Influenciar Pessoas' e uma planta decorativa ao fundo.

Mentora de Marketing Digital

Juliana Prates

Mentora de Marketing Digital, casada e mãe da Clara. Ama estudar sobre desenvolvimento pessoal e feminilidade. Relações Públicas com MBA em Marketing, Branding e Growth pela PUCRS. Especialista em Marketing Strategies and innovation pela The university of Akron. Saiba mais sobre seu trabalho no instagram e canal no Youtube é @ajuprates.

Mulher negra sorrindo com cabelos cacheados e blusa com detalhes branco e amarelo

Escrito por

Gabriela Sucupira

Redatora bilíngue de língua inglesa, Especialista em Marketing pela USP/Esalq e bacharel em Letras pela UFRJ. Carioca, mãe da Rebeca, Consultora Textual e de Personal Branding para o Linkedin.

Como Proteger as Crianças na Internet: Dicas e Cuidados

Nossos filhos crescem em um mundo conectado, cheio de possibilidades, mas também de riscos. Conversamos com uma especialista para entender como proteger as crianças na internet, equilibrando diálogo, educação digital e ferramentas como o Kaspersky Safe Kids.

A internet faz parte da rotina das nossas crianças — seja para estudar, brincar ou se conectar. Mas, com tantas possibilidades, surgem também muitos riscos que tiram o nosso sono com os conteúdos impróprios, ciberbullying, golpes disfarçados de joguinhos, além do medo de que eles conversem com quem não deveriam.

E, no meio de tudo isso, fica aquela pergunta que não sai da cabeça: como proteger nossos filhos nesse mundo digital que parece não ter limites? Até onde vai o equilíbrio entre dar autonomia e garantir a segurança?

Nessa conversa, que é quase um bate-papo entre mães, buscamos entender melhor esses desafios e, principalmente, como podemos lidar com eles de forma prática e leve.

Aqui no My Baby Care, acreditamos que informação de qualidade faz toda a diferença na criação dos nossos filhos. Por isso, convidamos a Mãe de 3, Gislaine Nogueira, Especialista em Prevenção a Fraudes com mais de 20 anos de experiência, para responder às dúvidas que toda mãe tem — inclusive eu! — sobre os riscos on-line.

Ela nos ajuda com recomendações sobre como dar limites, respeitar e cuidar da privacidade dos pequenos e ainda nos orienta como criar crianças mais seguras, conscientes e preparadas para esse mundo digital que só cresce.

Neste artigo, encontramos conselhos para as seguintes questões:

  • Existe uma idade ideal para começar a usar celular ou redes sociais?

  • O que caracteriza um conteúdo impróprio para crianças, mesmo que pareça “inofensivo”?

  • Qual a melhor forma de estabelecer limites saudáveis de tempo de tela?

     

 

Segurança e Riscos Digitais

Quais são os principais perigos que as crianças enfrentam na internet atualmente?

Embora seja amplamente discutido, o uso da internet por crianças é um tema delicado. Isto porque esses pequenos estão expostos a diversos riscos, como:

  • Exposição a conteúdos impróprios (violência, sexualização, discursos de ódio);
  • Contato com estranhos, aliciamento e grooming (quando um adulto ganha a confiança da criança com o objetivo de abusar ou explorá-la);
  • Ciberbullying (bullying em ambiente digital);
  • Vazamento de dados pessoais (que podem ser usados em golpes);
  • Golpes disfarçados de jogos ou promoções.

 

Existe uma idade ideal para começar a usar celular ou redes sociais?

Essa é uma das perguntas mais feitas pelos pais cuja resposta é mais complexa do que parece, pois não há uma regra fixa, o mais importante é avaliar a maturidade da criança e a disponibilidade dos responsáveis para realizar o controle.

As redes sociais já trazem indicações de idade mínima, e, na prática, quanto mais esse uso puder ser adiado, menores os riscos. Caso os pais decidam permitir, o uso deve ser acompanhado de regras bem definidas e controle rigoroso.

Mãe negra e filho sorrindo enquanto usam um tablet juntos na cozinha, com suco e frutas sobre a mesa.
Image by Drazen Zigic in FreePik

Regras e limites

Qual a melhor forma de estabelecer limites saudáveis de tempo de tela?

O mais importante é definir regras claras e cumpri-las com consistência. Aplicativos de controle parental ajudam bastante nesse processo, pois permitem configurar limites por faixa etária e tipo de conteúdo, além de estabelecer uma rotina saudável para o uso.

Como abordar o assunto de privacidade e exposição on-line com crianças pequenas?

Com as crianças pequenas, o ideal é usar materiais lúdicos, livros infantis e exemplos simples do dia a dia. Dá para criar histórias ou jogos em família que mostrem, de forma leve, porque é importante não compartilhar certas informações ou imagens na internet.

O que caracteriza um conteúdo impróprio para crianças, mesmo que pareça “inofensivo”?

Como muitos de nós já vimos casos que terminaram em tragédia nos últimos meses, precisamos ficar alerta sobre os desafios virais e conteúdos gerados por inteligência artificial que incentivam comportamentos de risco, pois esses tipos de conteúdo estão entre os mais perigosos.

Além de tomar cuidado com esse tipo de risco, é preciso atenção com conteúdos que reforçam estereótipos e padrões de beleza — muitas vezes disfarçados de entretenimento — pois podem influenciar negativamente a autoestima e percepção das crianças sobre si mesmas.

Comportamento infantil

Como o uso exagerado de telas afeta o desenvolvimento emocional e cognitivo?

Conforme os especialistas em saúde mental infantil e de áreas correlatas alertam, o uso excessivo de telas pode impactar negativamente o desenvolvimento, trazendo efeitos como:

  • Dificuldade de socialização ou isolamento;
  • Redução da empatia;
  • Intolerância à frustração;
  • Dificuldade para lidar com emoções.

Quais sinais de alerta os pais devem observar no comportamento on-line dos filhos?

É importante destacar alguns dos comportamentos mais comuns:

Mudanças de humor, agressividade ou irritação após o uso de telas são sinais importantes. Também vale observar o hábito de se isolar para usar dispositivos, evitar conversas sobre o que estão vendo ou com quem estão falando, ou ainda fechar portas e esconder o conteúdo consumido.

Monitoramento e diálogo

Monitorar o que a criança faz on-line é invasivo ou necessário?

É necessário. Os adultos têm a responsabilidade de proteger as crianças — e isso inclui o ambiente digital. O ideal é explicar esse monitoramento como parte do cuidado e proteção. Além disso, é fundamental orientar, conversar e educar a criança sobre os riscos e como se proteger.

Como equilibrar segurança e confiança no ambiente digital familiar?

A base está no diálogo. Quando os pais se interessam pelos assuntos das crianças, ouvem e compartilham experiências, criam um ambiente de confiança.

Trazer exemplos reais pode ajudar a tornar as conversas mais próximas e naturais.

Tela de login do controlo parental Kaspersky Safe Kids em diferentes dispositivos, permitindo aos pais proteger o acesso aos desenhos animados e outros conteúdos online.

Ferramentas e soluções

O que você acha de ferramentas como o Kaspersky Safe Kids? Elas realmente funcionam?

Ferramentas como o Kaspersky Safe Kids são boas aliadas. Elas ajudam a:

  • Aplicar os limites combinados;
  • Restringir conteúdos;
  • Definir horários de uso;
  • Acompanhar a localização da criança.

Mas elas não substituem o papel dos adultos, que é orientar, monitorar e participar ativamente. Confira mais conteúdos sobre essa e outras ferramentas de segurança na internet aqui.

Como a tecnologia pode ser uma aliada dos pais na proteção digital?

Hoje, muitas plataformas voltadas ao público infantil já incluem recursos de segurança. A tecnologia também ajuda com conteúdos educativos, lives, materiais para a família e até eventos de conscientização. 

O importante é que os pais estejam atentos e façam uso dessas ferramentas de forma ativa.

Mulher sentada no meio de uma escada externa, com corrimãos vermelhos. Ela tem cabelos longos com tranças, usa suéter cinza, cachecol escuro, calça jeans e botas pretas. Está sorrindo, com as mãos apoiadas nos joelhos. Ao fundo, céu azul e parte de um prédio de tijolos aparentes.

Especialista em Prevenção a Fraudes

Gislaine Nogueira

Mãe de 3! Especialista em Prevenção a Fraudes com mais de 20 anos de experiência em grandes empresas dos setores financeiro e de tecnologia. Atualmente, atua como Head de Prevenção a Fraudes na Ipiranga, é coautora do livro “Quebrando os Limites”, Top Voice no LinkedIn e uma das lideranças do grupo Risk Women Brasil. Apaixonada por compartilhar conhecimento, também é mentora de carreira e liderança, criadora de trilhas de aprendizado e incentivadora de comunidades diversas no combate às fraudes.

Mulher negra sorrindo com cabelos cacheados e blusa com detalhes branco e amarelo

Escrito por

Gabriela Sucupira

Redatora bilíngue de língua inglesa, Especialista em Marketing pela USP/Esalq e bacharel em Letras pela UFRJ. Carioca, mãe da Rebeca, Consultora Textual e de Personal Branding para o Linkedin.

LEGO Além da Brincadeira: Um Aliado dos Pais e Educadores

Brincar é, sem dúvida, uma das formas mais poderosas de aprendizado na infância. Entre os inúmeros brinquedos disponíveis, o LEGO se destaca como uma ferramenta essencial no desenvolvimento motor, cognitivo e criativo das crianças.

Para entender melhor os impactos do LEGO na coordenação motora e na criatividade das crianças de 1 a 3 anos, conversamos com a Dra. Karina Durce.

Nessa Parte 2 da entrevista, a Dra. Karina, fisioterapeuta Mestre em Distúrbios do Desenvolvimento e explica aos pais e educadores como o LEGO pode contribuir para o fortalecimento da motricidade fina, estimular a criatividade e potencializar a resolução de problemas desde os primeiros anos de vida.

 

Tópicos mais procurados neste artigo

  • Como os pais podem escolher o tipo de LEGO mais adequado para cada fase do desenvolvimento infantil?

  • Quais aspectos são importantes na decisão de escolher qual LEGO oferecer à criança?

  • Que outras atividades podem complementar o uso do LEGO para fortalecer o desenvolvimento motor e cognitivo?

 

Entrevista com Karina Durce, Especialista em Motricidade Física

 

Dicas para Pais e Educadores

Como os pais podem escolher o tipo de LEGO mais adequado para cada fase do desenvolvimento infantil?

 A escolha do LEGO mais adequado deve considerar o nível de desenvolvimento motor e cognitivo da criança, mais do que simplesmente sua idade cronológica. A indicação etária sugerida pela própria marca pode ser um ponto de partida:

LEGO Duplo: recomendado para crianças entre 1 ano e meio e 5 anos.
LEGO Tradicional: indicado para crianças a partir dos 4 ou 5 anos.

Embora a faixa etária indicada na embalagem seja um bom parâmetro inicial, é essencial observar as habilidades motoras e cognitivas da criança. Por exemplo:

  • Se a criança já realiza movimentos de pinça com facilidade e demonstra interesse por desafios mais complexos, pode iniciar o uso do LEGO tradicional mesmo antes dos 5 anos.
  • Se ela ainda apresenta dificuldades na coordenação motora fina ou insegurança, o LEGO Duplo continua sendo uma excelente opção, mesmo após os 4 ou 5 anos.

Além disso, é fundamental lembrar que peças pequenas podem representar risco de engasgo para crianças abaixo da idade recomendada.

Tanto a LEGO Foundation (2020) quanto instituições pediátricas nacionais e internacionais reforçam a importância de brinquedos seguros e apropriados à faixa etária para promover um desenvolvimento saudável.

 

Quais aspectos são importantes na decisão de escolher qual LEGO oferecer à criança?

Um fator que podemos destacar é o nível de motivação. Crianças que demonstram interesse por construções mais detalhadas ou que gostam de seguir instruções podem se beneficiar do LEGO tradicional.

As que preferem construções livres e peças maiores podem continuar explorando o LEGO Duplo por mais tempo.

Considere também os benefícios educacionais, por exemplo, o LEGO Duplo é ideal para promover as habilidades iniciais de motricidade fina, coordenação óculo-manual, reconhecimento de cores e formas, além de introduzir noções de causa e efeito.

O LEGO tradicional potencializa habilidades mais refinadas de motricidade, promove o raciocínio lógico, a resolução de problemas e amplia a criatividade.
A escolha deve ser singular, respeitando a individualidade da criança e do contexto de estimulação.

Conjunto LEGO DUPLO com 10 peças, incluindo pinguins e leões, blocos coloridos e vegetação. A embalagem indica que o brinquedo é recomendado para crianças a partir de 2 anos.

Existe um tempo ideal de brincadeira com LEGO para crianças nessa faixa etária?

O tempo ideal de brincadeira varia de acordo com cada criança e sua faixa etária. Não há, até o momento, um consenso na literatura que estabeleça com total clareza um tempo mínimo ou máximo específico para atividades que estimulem a motricidade fina.

Esse tempo depende do interesse e da própria capacidade de atenção da criança, que varia de acordo com sua etapa de desenvolvimento. O ideal é respeitar o tempo da criança, sempre deixar disponível e incentivar brincadeiras que estimulem a criatividade e a manualidade.

Que outras atividades podem complementar o uso do LEGO para fortalecer o desenvolvimento motor e cognitivo?

Temos uma diversidade de atividades que podem complementar e potencializar o desenvolvimento motor e cognitivo da criança, como:

  • jogos de memória e quebra-cabeças, que favorecem a atenção, a concentração e o raciocínio lógico;
  • atividades de construção de histórias, que estimulam a linguagem e a criatividade (e pode associar ao LEGO criando os personagens ou objetos);
  • brincadeiras que desafiem a motricidade fina, como modelagem com massinha, pintura, alinhavos e outros brinquedos de encaixe.

Essas experiências ampliam o repertório motor e cognitivo da criança, promovendo um desenvolvimento integral e equilibrado.

Considerações da especialista

Com orientações adequadas, esse brinquedo pode se tornar um poderoso aliado no aprendizado e na exploração do mundo. Quer saber mais dicas, confira a Parte 2 da Entrevista aqui.

Mulher jovem com blazer bege e blusa branca com cabelos castanho claro e sorrindo

Fisioterapeuta

Dra. Karina Durce

Mestre em Distúrbios do Desenvolvimento pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, pós-graduada em Saúde da Mulher no Climatério pela Faculdade de Saúde Pública da USP, Saúde Pública com ênfase no ESF pelo Centro Universitário São Camilo e em Práticas Pedagógicas e Inovação na Educação Superior. MBA em Gestão de Saúde Corporativa. Fisioterapeuta da Durce Vita Saúde Integrada e embaixadora Fisiovisionária.

Mulher negra sorrindo com cabelos cacheados e blusa com detalhes branco e amarelo

Escrito por

Gabriela Sucupira

Redatora bilíngue de língua inglesa, Especialista em Marketing pela USP/Esalq e bacharel em Letras pela UFRJ. Gabriela é carioca, Mãe da Rebeca, que atua como Consultora Textual e Personal Branding para o Linkedin.

LEGO Além da Brincadeira: Um Aliado no Crescimento Infantil

O LEGO é mais do que um simples brinquedo; ele desempenha um papel fundamental no desenvolvimento infantil, especialmente na primeira infância. 

Brincar é uma forma importante e aprendizado na infância. Entre os brinquedos que ajudam no desenvolvimento motor, cognitivo e criativo das crianças. Podemos destacar o LEGO como uma ferramenta essencial no desenvolvimento 

Para nos ajudar a entender melhor os impactos de brincar com LEGO na coordenação motora e na criatividade das crianças de 1 a 3 anos, conversamos com a Dra. Karina Durce em uma entrevista incrível dividida em duas partes.

Karina é fisioterapeuta, professora universitária e Mestre em Distúrbios do Desenvolvimento, que explica, com base nas melhores evidências científicas, como o LEGO contribui para o fortalecimento da motricidade fina, estimula a criatividade e potencializa a resolução de problemas desde os primeiros anos de vida.

 

Tópicos mais procurados neste artigo

  • Como o uso do LEGO pode contribuir para o desenvolvimento da coordenação motora fina em crianças pequenas?

  • Quais são os principais desafios motores que crianças de 1 a 3 anos enfrentam ao brincar com LEGO?

  • O LEGO pode ajudar a desenvolver o pensamento criativo das crianças? Como isso acontece na prática?

Entrevista com Karina Durce, Especialista em Motricidade Física

 

O LEGO como Ferramenta para o Desenvolvimento Motor

 

Como o uso do LEGO pode contribuir para o desenvolvimento da coordenação motora fina em crianças pequenas?

O uso do LEGO dentro de brincadeiras contribui significativamente para o desenvolvimento da motricidade fina da criança, uma vez que exige o uso das mãos e dos dedos para encaixar, montar e desmontar as peças.

A motricidade fina ou coordenação motora fina é a capacidade que a criança desenvolve de realizar movimentos pequenos e precisos com as mãos e os dedos, como segurar um lápis, abotoar uma camisa ou encaixar peças de LEGO.

Na infância, o desenvolvimento dessas habilidades é fundamental, porque prepara a criança para tarefas essenciais para a vida escolar e cotidiana, como escrever, desenhar, cortar com tesoura, ou se vestir sozinha. 

Além disso, a motricidade fina está diretamente ligada ao desenvolvimento da coordenação olho-mão, da atenção e até mesmo da autonomia.

Por isso, brinquedos como o LEGO são importantes, pois permitem que a criança, de forma lúdica e divertida, exercite esses movimentos, aprendendo enquanto brinca, sem perceber que está realizando uma atividade fundamental para o seu desenvolvimento motor e cognitivo.

O LEGO permite aprender brincando, testando e colocando a mão na massa dentro da zona de desenvolvimento dela, que é aquele momento em que a criança já sabe fazer algumas coisas sozinha, mas tem outras que ela ainda não consegue, a não ser que alguém ajude ou mostre, com essa ajuda, ela consegue aprender e avançar.

Existe uma diferença significativa entre o impacto do LEGO tradicional e do LEGO Duplo nessa fase?

Sim, há diferenças relevantes. Por exemplo, o LEGO Duplo é especialmente indicado para crianças entre 1 ano e meio e 5 anos de idade, pois possui peças maiores e mais fáceis de manusear, adequadas para o estágio inicial do desenvolvimento motor. 

Já o LEGO tradicional, com peças menores e mais delicadas, exige uma motricidade fina mais apurada, sendo mais recomendado para crianças a partir dos 4 ou 5 anos.

O LEGO Duplo atua como um facilitador inicial, promovendo melhorias no controle motor fino, especialmente na coordenação óculo-manual, no controle da força e na precisão dos movimentos. 

Ao iniciar com peças maiores, respeita-se o tempo da criança, evitando frustrações e promovendo um desenvolvimento progressivo da atenção e do controle do movimento. 

Conforme a criança evolui em seu próprio ritmo, ela naturalmente adquire habilidades motoras e cognitivas mais complexas, passando a se interessar e se desafiar com peças menores e estruturas mais elaboradas, como as do LEGO tradicional.

Independente do modelo de LEGO e da faixa etária, estimular a motricidade fina impacta na independência/autonomia para realizar tarefas do dia a dia.

Quais são os principais desafios motores que crianças de 1 a 3 anos enfrentam ao brincar com LEGO?

 

Nesta faixa etária, um dos principais desafios está relacionado ao desenvolvimento da pinça — movimento realizado entre o polegar e o indicador — fundamental para manipular objetos pequenos, como as peças de LEGO.

Além disso, o controle da força, a precisão dos movimentos e a coordenação entre o olhar e a ação motora continuam em fase inicial de desenvolvimento, o que torna a atividade desafiadora, mas extremamente benéfica para o fortalecimento dessas competências.

 

Estimulando a Criatividade e a Resolução de Problemas

 

O LEGO pode ajudar a desenvolver o pensamento criativo das crianças? Como isso acontece na prática?

Sem dúvida. Tanto o LEGO Duplo quanto o tradicional estimulam a criatividade infantil, uma vez que oferecem uma brincadeira aberta e livre, na qual a criança tem autonomia para decidir quais peças utilizar, de que forma combiná-las, e o que construir — desde animais até veículos ou qualquer outra criação que sua imaginação permitir.

Além disso, o brinquedo estimula a resolução de problemas: quando a estrutura não se encaixa como o esperado, a criança precisa refletir, ajustar e encontrar soluções por conta própria.

Na prática, esse tipo de atividade amplia a flexibilidade cognitiva e a capacidade de adaptação, habilidades essenciais para o desenvolvimento integral.

Pés descalços de uma criança e de um adulto sobre piso claro, cercados por blocos de montar multicoloridos e pequenas figuras espalhadas, sugerindo momento de brincadeira colaborativa no chão

    Image by Freepik

A brincadeira livre com LEGO tem mais impacto no desenvolvimento infantil do que atividades estruturadas com instruções? Por quê?

Ambos os tipos de atividade são importantes, mas promovem desenvolvimentos distintos. A brincadeira livre, como ocorre com o LEGO, estimula a criatividade, a autonomia e a capacidade de resolução de problemas.

Ao ter liberdade para escolher as peças, decidir como e o que construir, a criança exercita a tomada de decisões, aprende a lidar com erros e a se adaptar, habilidades fundamentais para a vida.

Por outro lado, as atividades estruturadas, com instruções ou modelos a seguir, desenvolvem aspectos igualmente valiosos, como a paciência, a resiliência diante de desafios, o raciocínio lógico e a capacidade de seguir regras e sequências.

Portanto, não se trata de eleger uma como superior à outra, mas sim de compreender as necessidade da criança e objetivos das brincadeiras.

O ideal é que a criança tenha oportunidade de vivenciar ambas as experiências, de forma equilibrada e prazerosa.

Conclusão

A parte 1 da entrevista mostrou que o LEGO desempenha um papel fundamental no desenvolvimento motor e criativo das crianças pequenas.

Com orientações adequadas, esse brinquedo pode se tornar um poderoso aliado no aprendizado e na exploração do mundo.

Confira as dicas da Dra. Karina Durce para os Pais e Educadores na segunda parte da entrevista em LEGO Além da Brincadeira: Um Aliado dos Pais e Educadores

Para saber mais sobre o brincar e os benefícios para as crianças e adolescentes, além de dicas dos melhores presentes para cada idade, leia os artigos sobre LEGO:

Brincando com LEGO: Sugestões para Crianças de 1 a 3 Anos

LEGO: Dicas de presentes para crianças de 3 a 5 Anos

Mulher jovem com blazer bege e blusa branca com cabelos castanho claro e sorrindo

Fisioterapeuta

Dra. Karina Durce

Mestre em Distúrbios do Desenvolvimento pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, pós-graduada em Saúde da Mulher no Climatério pela Faculdade de Saúde Pública da USP, Saúde Pública com ênfase no ESF pelo Centro Universitário São Camilo e em Práticas Pedagógicas e Inovação na Educação Superior. MBA em Gestão de Saúde Corporativa. Fisioterapeuta da Durce Vita Saúde Integrada e embaixadora Fisiovisionária.

Mulher negra sorrindo com cabelos cacheados e blusa com detalhes branco e amarelo

Escrito por

Gabriela Sucupira

Redatora bilíngue de língua inglesa, Especialista em Marketing pela USP/Esalq e bacharel em Letras pela UFRJ. Gabriela é carioca, Mãe da Rebeca, que atua como Consultora Textual e Personal Branding para o Linkedin.

Top 5 Kits de LEGO Incríveis entre R$150 e R$250 com custo-benefício máximo

COMPARTILHE

Top 5 Kits de LEGO Incríveis entre R$150 e R$250 com custo-benefício máximo

Publicado por

Gabriela Sucupira
imagens O ChatGPT disse: Claro! Aqui está a descrição alternativa (acessibilidade) para a imagem enviada: Descrição alternativa (acessibilidade): Em primeiro plano, sobre uma mesa cinza, há um pequeno veículo de blocos de montar coloridos (vermelho, azul e verde) com uma minifigura LEGO sentada. A figura representa uma criança ou operadora, com capacete branco e roupa laranja. Ao fundo, desfocadas, estão uma mulher adulta e uma criança sentadas no sofá, interagindo e brincando em um ambiente doméstico bem iluminado e acolhedor. Peças de LEGO estão espalhadas pelo chão e pela mesa, sugerindo um momento de brincadeira em família.

Se você está em busca de um presente com impacto, os kits da LEGO na faixa de preço R$150 a R$250 são uma ótima opção! Esses brinquedos entregam mais peças, mais interatividade e experiências ainda mais imersivas.

Investir em kits de LEGO como presente vai muito além da diversão imediata: é uma aposta em desenvolvimento, criatividade e memorização de momentos especiais. Esses brinquedos completos são ideais para fazer a surpresa para seu filho (ou para um amigo adulto, é claro!)

Descubra porque investir em LEGO na faixa de R$ 150 a R$ 250 é a melhor opção para seu filho.

 

Com 75 anos de existência, os brinquedos de construção da empresa LEGO oferecem uma experiência ampla para as crianças, adolescentes e adultos. Isso porque, quanto maior a complexidade do objeto a ser montado, o tempo de diversão será maior e a variedade de modelos impressionantes. Para entender melhor o valor de cada kit, é importante destacar as seguintes características desse brinquedo.

🌟 Reputação

A marca LEGO é adorada por famílias e reconhecida mundialmente por sua excelência, pois ao longo dos anos se tornou sinônimo de qualidade e imaginação.

🔒Segurança garantida

Todos os kits são desenvolvidos com materiais atóxicos e seguem padrões internacionais de segurança. Brinquedo pensado para crianças, aprovado por adultos.

🛠️ Durabilidade Incomparável

Com o passar dos anos, as peças do LEGO mantêm sua integridade e seu encaixe original. Assim, se torna um brinquedo que passa de geração em geração.

💸 Preço Justo

Nessa faixa de preço, os kits oferecem mais blocos, instruções criativas e designs elaborados — ótimo custo-benefício para quem quer um presente memorável.

🚀 Alto Engajamento Educacional

Os kits com mais peças proporcionam maior aprendizado, pois estimulam o raciocínio lógico, a resolução de problemas e a criatividade.

Neste post você vai ver

🧩Top 5 Kits LEGO médios de R$150 a R$250 

Presente para crianças a partir dos 4 anos
1. LEGO Classic Ladrilhos Criativos Grandes

Imagem de um estojo amarelo da linha LEGO® Classic (Caixa Média de Peças Criativas 10696), com tampa em formato de quatro pinos de bloco LEGO. À frente, estão espalhadas 484 peças multicoloridas — incluindo blocos, rodas, janelas e olhos — que formam pequenas criações como um trem azul, um carrinho amarelo, uma flor, um crocodilo e um monstrinho branco.

Solte a criatividade com 484 peças LEGO coloridas! Construa carrinhos malucos, janelas com olhos esbugalhados e até pistas radicais. Tem rodas, placa de base verdinha e diversão para toda a família — de 4 a 99 anos! Compatível com outros kits LEGO. Diversão em bloco garantida!

Idade Recomendada: a partir dos 4 anos

Valor: R$ 219,00

Compre aqui.

Presente para crianças a partir dos 7 anos

2. LEGO Set Technic 42165 Mercedes-AMG F1 W14 E Performance Pull-Back 240 peças

Imagem de um conjunto LEGO Technic com o modelo de um carro de Fórmula 1 da Mercedes-AMG Petronas. O carro é preto com detalhes em verde e apresenta logotipos de patrocinadores. Ao lado, a caixa mostra o mesmo carro em um fundo escuro e destaca a função "pull-back" (carro com motor de fricção). Indicado para maiores de 7 anos e contém 240 peças.

 

Prepare-se para a corrida com o LEGO Technic Mercedes-AMG F1 W14 Pull-Back! Puxe, solte e veja o carrão voar! Com adesivos estilosos e muito estilo de pista, é o presente perfeito para mini pilotos a partir de 7 anos. E tem versão adulta também — diversão para toda a família!

Valor: 

Compre aqui.

Presente para crianças a partir dos 9 anos

 

3. LEGO Set Speed Champions 76919 Carro de Corrida de Formula 1 da McLaren

 

Imagem de um conjunto LEGO da linha Speed Champions com o tema McLaren Fórmula 1. O conjunto inclui um carro de corrida preto e laranja com muitos detalhes aerodinâmicos e adesivos de patrocinadores, além de uma miniatura de piloto com capacete. Ao fundo, a caixa exibe o mesmo carro em alta velocidade numa pista de corrida. Indicado para maiores de 9 anos e contém 264 peças.

Prepare-se para acelerar com o LEGO Speed Champions McLaren F1 2023! Uma réplica superestilosa com detalhes autênticos, nas cores laranja papaya e preto, igualzinha ao carro de verdade.

Vem com piloto e capacete prontos para a corrida! Perfeito para crianças a partir de 9 anos (e adultos fãs de velocidade!). Um presente incrível para brincar ou exibir com orgulho na prateleira. Vruuum de diversão garantida!

Idade Recomendada: a partir dos 9 anos

Valor:  

Compre aqui.

Presentes para crianças a partir dos 8 anos

4. LEGO Minecraft – Pousada da Raposa

 

Imagem de um conjunto LEGO inspirado no jogo Minecraft. O destaque é uma casa construída no formato de uma raposa laranja e branca. O cenário inclui figuras de personagens e animais do jogo: um personagem com armadura, uma raposa, uma raposa bebê, um zumbi afogado e uma raposa branca do ártico. Ao fundo, a caixa exibe o ambiente do jogo com o mesmo conjunto montado. Indicado para maiores de 8 anos e contém 193 peças.

Entre no mundo dos blocos com LEGO Minecraft – Pousada da Raposa! Com 193 peças, este kit é perfeito para aventureiros de 8 anos que amam construir, brincar e imaginar. Monte uma toca de raposa, enfrente um zumbi afogado e explore com personagens incríveis!

O presente ideal para momentos criativos em família, esse brinquedo une diversão, aprendizado e muitas risadas em uma jornada cheia de aventuras pixeladas!

Idade Recomendada: a partir dos 8 anos

Valor: 

Compre aqui.

Presente para crianças a partir dos 6 anos

5LEGO Super Heroes Marvel Homem de Ferro e Legião de Ferro vs. Soldado da Hidra 76288
 

Imagem de um conjunto LEGO Marvel inspirado nos Vingadores. A cena inclui miniaturas do Homem de Ferro e três soldados da S.H.I.E.L.D. com mochilas a jato, voando em direção a uma base com duas torres. Há elementos tecnológicos e armas no cenário. Ao fundo, a caixa exibe uma ilustração da batalha. Indicado para maiores de 6 anos e contém 135 peças.

Prepare-se para uma missão cheia de ação com o LEGO Marvel Homem de Ferro e Legião de Ferro vs. Soldado da Hidra! Com 135 peças, este kit é ideal para pequenos heróis a partir de 6 anos. Junte-se ao Tony Stark e seus aliados voadores, enfrente o vilão com disparador de pinos e salve o dia em grande estilo! Um presente incrível para fãs dos Vingadores.

Idade Recomendada: a partir dos 6 anos

Valor: R$ 159,84

Compre aqui.

🎯 Conclusão: Um Investimento Inteligente em Diversão e Desenvolvimento

Com um orçamento entre R$150 e R$250, você garante kits robustos, educativos e que vão prender a atenção das crianças por horas. São ótimos para presentear em aniversários, datas especiais ou até como incentivo escolar.

Para saber onde encontrar as dicas completas de especialistas sobre a importância dos kits LEGO para o desenvolvimento das crianças segundo a faixa etária, confira nossos artigos completos sobre LEGO!

Posição em W nas Crianças: Mitos, Fatos e Orientações para Educadores

O impacto da posição em W no desenvolvimento infantil é o motivo das preocupações de pais, médicos e fisioterapeutas. Reunimos as recomendações que podem ajudar a promover posturas saudáveis nas crianças.

As crianças pequenas, geralmente de 2 a 6 anos, têm a facilidade  de sentarem de um jeito que os especialistas chamam de posição em W.

Mas como é essa posição? É aquele jeitinho peculiar de sentar com os joelhos dobrados para frente e os pés dobrados para trás, formando a letra “W” com as pernas, quando vista de cima.

Neste post você vai ver:

  • Preocupações Comuns: O Que Pais, Médicos e Fisioterapeutas Pensam.

  • Mitos e Fatos sobre a Posição em W.

  • O que dizem os estudos?

  • Como orientar as crianças a evitar a posição em W?
  • Conclusão.

Preocupações Comuns: O Que Pais, Médicos e Fisioterapeutas Pensam

A primeira vista, sentar na posição em W forma pode ser confortável para as crianças, mas a longo prazo pode afetar seu desenvolvimento postural e ósseo.

É possível destacar algumas características relacionadas ao hábito de sentar na posição em W:

  • Comum entre os 2 a 6 anos, especialmente em fases de transição de postura;

  • Proporciona maior estabilidade (baixa exigência de controle postural);

  • É confortável para algumas crianças com tônus muscular diminuído (como nas síndromes neurológicas).

 

Preocupações dos Pais

Quando falamos em relação à saúde, dentre as pessoas que mais se preocupam as possíveis consequências de sentar na posição em W  estão os pais e cuidadores.

Eles estão presentes durante a maior parte do tempo com a criança e vivenciam os episódios de desconforto e dores nas pernas e costas que essa posição em W pode causar.

 

Orientações dos Médicos

Os médicos e outros especialistas recomendam atenção especial nos seguinte casos:

  • Se a criança sempre escolhe essa posição;

  • Se ela apresenta dificuldade para sentar de outras formas (como “pernas de índio”);

  • Se há histórico de problemas ortopédicos ou neuromotores.

 

Sugestões dos Fisioterapeutas

Os profissionais da área de fisioterapia orientam que é preciso monitorar e orientar a criança com carinho para evitar maiores problemas em seu desenvolvimento no futuro.

Eles explicam que o estímulo é melhor caminho para mudar a situação.

Desvendando os Mitos sobre a Posição em W

Se o seu filho ou filha tem o costume de sentar na posição em W, você já deve escutado algumas frases um tanto preocupantes sobre as “possíveis” consequências de a criança permanecer sentada assim por muito tempo.

Embora algumas das afirmações tenham fundamento, outras não passam de mitos populares sobre um assunto do qual não se tem conhecimento ou cujas informações sejam superficiais.

Vale ressaltar alguns desses Mitos e as Explicações por trás deles:

 

“A Posição em W Sempre Causa Danos às Articulações”.

Mito, quando se diz “SEMPRE causa danos”. Mas esse mito tem fundamento.

A posição em W pode gerar problemas quando mantida por longos períodos ou usada com muita frequência, especialmente em crianças em fase de crescimento.

Sentar na posição em W pode aumentar o risco de:

  • alterações posturais;

  • enrijecimento dos músculos do quadril;

  • atrasos no desenvolvimento da coordenação motora;

  • estresse nas articulações dos quadris, joelhos e tornozelos.

Se for uma posição ocasional em crianças e adultos, sem dor nem outros fatores de risco, geralmente não há motivo de preocupação.

 

Mulher loira de cerca de 35 anos, vestindo blusa azul, sorri enquanto apoia gentilmente um menino sentado de costas em um banco diante de uma mesa de madeira, iluminada por uma janela com plantas, enquanto ele desenha com lápis de cor.
Image by Freepik
 
 
“Crianças Sempre Perderão a Capacidade de Caminhar Corretamente se Sentarem em W”

Mito. Essa frase generaliza os fatos, isto é, sentar em W não leva AUTOMATICAMENTE à perda da capacidade de caminhar corretamente.

O corpo infantil é flexível e pequenos hábitos posturais nem sempre causam prejuízos duradouros. A realidade é que muitas crianças adotam a posição ocasionalmente e se desenvolvem normalmente, sem alterações no modo de andar, na marcha.

 

“A Posição em W Pode Ser Usada Sem Consequências se Não for Corrigida”

Mito. O uso ocasional da posição em W geralmente não causa problemas, mas dizer que pode ser usada sem consequências e sem correção ignora os riscos do uso frequente ou prolongado, especialmente em crianças em desenvolvimento.

 

Se não for orientada ou alternada com outras posturas, sentar na posição em W pode levar a:

  • alterações no desenvolvimento postural;

  • enrijecimento dos quadris;

  • dificuldade de equilíbrio e coordenação;

  • estresse nas articulações.

Estudos científicos sobre a posição em W

Especialistas em ortopedia pediátrica, fisioterapia e desenvolvimento infantil apontam que a posição em W, embora comum entre crianças pequenas, pode trazer riscos ao desenvolvimento articular e motor quando usada com frequência ou por longos períodos.

Desenvolvimento articular e muscular

Vale ressaltar que os profissionais fisioterapeutas e ortopedistas explicam que a posição em W coloca estresse excessivo sobre:

    • quadris;

    • joelhos;

    • tornozelos.

Esse estresse causado pela posição em W pode prejudicar a rotação interna do quadril e causar encurtamentos musculares, especialmente nos músculos do quadril e posteriores da coxa.

A posição em W e a Influência no Desenvolvimento Motor

Estudos destacam que a posição em W reduz a necessidade de ativar os músculos do core (tronco) para manter o equilíbrio.

Com isso, é possível que o desenvolvimento da estabilidade postural seja afetado e dessa forma, a coordenação motora e o controle de movimentos finos sejam prejudicados.

 

A evolução da Preferência pela Posição em W em Idades Mais Avançadas 

A partir dos 6 ou 7 anos, a preferência pela posição em W tende a diminuir naturalmente, principalmente entre crianças sem alterações musculoesqueléticas ou neurológicas. Isso ocorre porque a rotação interna do quadril vai se reduzindo com o desenvolvimento.

No entanto, se o hábito persistir após os 7 anos, os profissionais de saúde recomendam avaliação para prevenir desequilíbrios posturais ou atrasos no desenvolvimento motor.

Como Orientar Crianças a Evitar a Posição em W?

Orientar as crianças a evitar a posição em “W” é importante para promover um desenvolvimento musculoesquelético saudável. Dessa forma, é importante destacar as seguintes maneiras de abordar esse tema: 

Alternativas Posturais e Posicionamento Correto

Podemos incentivá-los a posturas como:

  • Sentar com as pernas esticadas à frente: essa posição alonga os músculos da parte de trás das pernas e promove um bom alinhamento da coluna.
  • Sentar com as pernas cruzadas (“índio”): essa postura fortalece os músculos do quadril e ajuda no equilíbrio.
  • Sentar de lado: alternar os lados evita tensão excessiva em um único lado do corpo.
  • Apoiar-se em superfícies: ao brincar no chão, incentivar a criança a se apoiar nos braços para fortalecer os músculos do tronco e ombros.

 

Atividades para Melhorar a Postura e o Desenvolvimento Motor

Os especialistas recomendam algumas atividades simples para incorporar na rotina das crianças. Vale ressaltar aquelas que fortalecem os músculos do tronco, quadris e pernas, pois são cruciais para ajudar no desenvolvimento motor dos pequenos:

  • Brincadeiras de equilíbrio: andar em cima de uma linha, brincar de estátua, usar uma prancha de equilíbrio.
  • Atividades de engatinhar e rastejar: túneis, obstáculos no chão para serem superados.
  • Jogos que exigem agachamento: pegar brinquedos no chão, imitar animais como sapos.
  • Atividades ao ar livre: correr, pular, subir em árvores (com supervisão).
  • Exercícios simples: alongamentos suaves, como alcançar os dedos dos pés.

Essas atividades ajudam a desenvolver a consciência corporal e a força muscular necessária para manter posturas saudáveis naturalmente.

Veja mais dicas de atividades ao livre aqui.

 

Situações para procurar ajuda de um profissional

A ajuda profissional de um pediatra, fisioterapeuta pediátrico ou ortopedista pediátrico é recomendada nos seguintes casos: 

  • Dificuldade persistente em evitar a posição em “W”;
  • Queixas de dor nas pernas, joelhos, quadris ou costas.
  • Dificuldade em realizar atividades motoras adequadas para a idade.
  • Assimetrias visíveis, como uma perna parece girar mais para dentro que a outra, por exemplo.
  • Histórico de problemas ortopédicos.

Em caso desses sintomas, o especialista poderá avaliar a situação e oferecer orientações específicas e personalizadas para a criança.

Conclusão: O Que os Educadores e Pais Devem Saber

A posição em “W” é comum em crianças pequenas, mas seu uso frequente e prolongado pode trazer preocupações para o desenvolvimento postural e motor.

Educadores e pais devem estar atentos à frequência com que as crianças adotam essa postura e incentivar ativamente alternativas mais saudáveis, explicando de forma lúdica os benefícios de variar as formas de sentar.

Oferecer um ambiente com diversas opções de assentos e promover brincadeiras que naturalmente exigem diferentes movimentos e fortalecem a musculatura são estratégias importantes.

 

Recomendamos o artigo que reúne os Benefícios da yoga para crianças, com Silvia Perez.

Mulher negra sorrindo com cabelo cacheado e batom vinho, vestindo blusa amarela

Escrito por

Gabriela Sucupira

Redatora bilíngue de língua inglesa, Especialista em Marketing pela USP/Esalq e bacharel em Letras pela UFRJ. Gabriela é carioca, Mãe da Rebeca, que atua como Consultora Textual e Personal Branding para o Linkedin.

Chegada do bebê: livro infantil para preparar o irmão mais velho

Sabe-se que receber um novo membro na família é um momento mágico — e também cheio de desafios, especialmente quando há um irmão mais velho à espera. Pensando no universo de descobertas, sentimentos e vínculos que se formam ainda durante a gestação, entrevistamos Natalia Bruneti, educadora e autora do delicado e encantador livro “O que se passa na barriga da mãe?”. 

Inspirada nas conversas espontâneas da sua filha com o irmão ainda por nascer, Natalia transformou momentos do cotidiano em uma história sensível e acessível, que convida famílias inteiras a refletirem sobre o amor entre irmãos, a chegada de um bebê e o poder do diálogo com os pequenos.

Nesta conversa, ela compartilha os bastidores da obra, sua vivência como mãe e educadora, e como a literatura pode ser uma poderosa aliada na construção de laços afetivos desde cedo.

Neste artigo você vai ver

  • O que a levou a escrever “O que se passa na barriga da mãe?”
  • Qual é o público-alvo do livro?
  • Que mensagens ou lições você gostaria que os leitores levassem da história?

  • Quais foram os maiores desafios a escrever o livro?
  • Conclusão.

 

O que a levou a escrever “O que se passa na barriga da mãe?” Existe uma história pessoal ou experiência que a motivou?

Quando estava grávida do meu segundo filho, a mana mais velha começou a ter muitas conversas com o mano que ainda estava na barriga. Desde o início, explicamos que a mãe tinha um bebê na barriga e que ela seria a irmã mais velha.

Ela passou a conversar bastante com a barriga, dizia que, quando contava histórias ou dava beijinhos, o mano dava cambalhotas de alegria. Quando adormecia perto da barriga, dizia que ele ficava muito sossegadinho.

Achei aquilo tão especial que comecei a anotar no celular tudo o que ela dizia, pensando: “Um dia, quando eu contar isso pra ela, vamos rir. Vai ser bonito relembrar”.

Em um desses momentos, depois de mais uma fala dela, resolvi juntar tudo num único documento. E aí percebi que poderia sair dali algo muito interessante.

Escrevi mais algumas coisas, arrisquei e enviei para a editora. Acabou se tornando uma história muito pessoal, dedicada aos meus dois filhos — e ao amor de irmãos que já existia desde a barriga.

Qual é o público-alvo do livro? Como você espera que crianças e adultos interajam com a obra?

O público-alvo principal são crianças pequenas, a partir de um ou dois anos, até por volta do primeiro ano escolar — a fase em que estão aprendendo a ler.

É um livro de leitura fácil, com muitas imagens, que ajuda as crianças a entenderem a história mesmo sem saberem ler ainda.

Mas é um livro que também encanta os irmãos mais velhos, que já sabem ler e podem contar a história aos mais novos. Então, acaba sendo para toda a família.

Tenho recebido muitos comentários de pais dizendo que o livro os ajudou a conversar sobre a chegada de um novo bebê.

A história ajuda a desmistificar o que o bebê está fazendo dentro da barriga da mãe, de forma leve e lúdica.

Inclusive, no lançamento, algumas mães comentaram: “Se eu contar essa história agora, minha filha vai achar que estou grávida!”. Então, sugeri que elas adaptassem o conteúdo para dizer: “Quando você estava na barriga da mamãe, eu fazia isso ou aquilo”. Mas é importante ter cuidado com esse tipo de adaptação para não confundir a criança.


Como você escolheu abordar temas como a gestação e o desenvolvimento fetal de forma acessível às crianças?

Foi uma escolha muito pessoal. A relação bonita que se formou entre os meus filhos ainda durante a gestação merecia ser registrada.

Como educadora, percebo que esse ainda é um tema pouco explorado na literatura infantil. Às vezes, os pais pedem nossa ajuda para falar sobre gravidez com os filhos. E é maravilhoso abordar isso de maneira leve, que estimule a imaginação.

O livro convida à conversa. Crianças pequenas têm uma imaginação muito rica. Quando começamos a perguntar “O que será que acontece dentro da barriga da mamãe?”, estamos puxando esse fio da curiosidade e ajudando-as a construir essa conexão com o novo irmão ou irmã.

Isso pode tornar a chegada do bebê mais leve, especialmente para os irmãos mais velhos que, às vezes, enfrentam esse momento com dificuldades.

Para saber mais sobre os benefícios da leitura para as crianças, leia nosso artigo “Leitura na educação infantil. Como incentivar meu filho?“.

Uma menina, com delicadeza, coloca a mão na barriga da sua mãe, que está grávida. As duas têm tranças no cabelo e vestem roupas de cores claras.
Image by Freepik

 

Como foi sua colaboração com o ilustrador? Como as imagens complementam a narrativa?

Tanto eu quanto o Paulo, o ilustrador, tínhamos o mesmo objetivo: que as ilustrações falassem por si. Embora o livro tenha texto, queríamos que as crianças que ainda não sabem ler fossem capazes de acompanhar e contar a história apenas pelas imagens.

Pelo feedback que recebemos, conseguimos isso. É muito bonito ver crianças folheando o livro, contando a história do jeitinho delas.

Algumas repetem exatamente o que está escrito, outras recriam tudo com base no que veem, falando na primeira pessoa. Isso mostra que conseguimos criar algo que realmente se comunica com os pequenos.


Que mensagens ou lições você gostaria que os leitores levassem da história?

Para as crianças, meu desejo é que o livro ajude a tornar a chegada de um irmão um pouco mais leve. Que elas consigam ver o bebê não como uma ameaça ou invasão de espaço, mas como alguém com quem já podem brincar e interagir, mesmo antes de nascer.

Para os adultos, espero que a leitura se transforme em momentos de conversa e reflexão com os filhos. Que não seja só uma história contada antes de dormir, mas uma oportunidade para lembrar, mostrar fotos, conversar sobre a gestação, relembrar como foi a experiência com o filho mais velho.

E, acima de tudo, que os adultos estejam atentos aos sentimentos da criança que vai se tornar irmão ou irmã mais velha. Muitas vezes, as birras são sinais de que algo está sendo sentido e precisa ser acolhido — e não apenas repreendido.

Precisamos olhar com mais atenção e empatia para o que os filhos estão nos dizendo.

Como tem sido a recepção do livro até agora? Algum feedback interessante?

A recepção tem sido muito positiva. Tenho ouvido relatos lindos de mães que compraram o livro durante a gestação e disseram que ele ajudou muito o irmão mais velho a entender e interagir com o bebê que continua na barriga.

Recebo também muitos convites de escolas para contar a história e desenvolver atividades com as crianças. Algumas turmas até fizeram projetos inspirados no livro! É emocionante ver como as crianças interpretam a história e se identificam com ela. Muitas contam como se fosse sobre elas: “Quando eu estava na barriga da mamãe, eu fazia o pino!”

Isso mostra como as ilustrações e a narrativa realmente funcionam e despertam algo nelas.


Quais foram os maiores desafios ao escrever este livro?

O maior desafio foi o timing. Escrevi o livro durante a minha segunda gravidez, e o processo com a editora foi tranquilo — sempre muito atenciosos.

Quando as ilustrações estavam quase prontas, o Pedro, meu bebê, estava prestes a nascer. Eu sabia que, com a chegada dele, não conseguiria estar 100% dedicada ao projeto. Então, conversei com a editora e decidimos adiar o lançamento. Minha prioridade naquele momento era o meu filho.

Foi um desafio conciliar os dois “nascimentos” — o do Pedro e o do livro — mas conseguimos encontrar o equilíbrio certo.


Você pretende continuar escrevendo sobre temas relacionados à infância ou maternidade?

Sim, tenho planos de continuar escrevendo. Já tenho algumas ideias, mas quero viver intensamente esse “terceiro filho”, que é o livro, antes de dar início ao próximo projeto.

Como educadora, esse desejo de escrever está muito presente. Algumas ideias envolvem maternidade, sim, mas outras são sobre temas que vejo como importantes no cotidiano das crianças — assuntos que faltam às vezes nos livros e que enfrentamos em sala de aula.

Quero continuar escrevendo livros infantis que façam sentido e ajudem famílias e educadores.

Leia mais sobre a maternidade em nosso artigo “Dia da mãe: 23 frases inspiradoras e o que a ciência nos diz sobre ser mãe.”


Você sugere alguma atividade ou conversa para pais fazerem com as crianças após a leitura?

Sim! Durante a história, faço várias perguntas justamente para provocar a conversa. Não é uma história com “era uma vez” e “fim”. É uma história que quer gerar diálogo.

Vivemos em um ritmo acelerado, e às vezes os pais não têm tempo de parar para conversar com os filhos. Espero que o livro ajude nisso.

Além da conversa, sugiro atividades mais lúdicas. Por exemplo: o bebê está enroladinho como um caracol — será que conseguimos ficar assim também? Ele pula como um canguru — e vocês, conseguem pular assim?

As crianças amam esses momentos! Gosto também de sugerir que elas desenhem a mãe, a barriga e o que acham que está lá dentro. Os resultados são sempre divertidos e comoventes.

Que conselhos você daria a outros escritores que querem abordar temas delicados para crianças?

O meu conselho é: arrisquem-se! Se você sente esse desejo, é porque há algo aí dentro que precisa ser expresso.

Demorei para dar esse primeiro passo, porque ainda não tinha encontrado a história certa. Quando ela veio, veio com força.

Então, meu incentivo é: acredite na sua ideia. Dê o primeiro passo. Escreva, revise, envie. Vale muito a pena.

Conclusão

Encerramos essa conversa com o coração aquecido e a certeza de que gestar um filho vai muito além do que se passa no corpo — é também sobre o que se passa no coração de toda a família. Natalia nos presenteia não só com uma história encantadora, mas com uma forma generosa de acolher as emoções dos pequenos diante das transformações que a chegada de um novo irmão provoca.

O que se passa na barriga da mãe?” é mais do que um livro: é um convite à escuta, ao afeto e à construção de vínculos que começam antes mesmo do nascimento. Que mais famílias possam se reconhecer nas páginas dessa história e encontrar nela uma ponte para o amor, o diálogo e a ternura nos momentos de mudança. Saiba mais aqui.

Confira mais dicas sobre o assunto na entrevista “Leitura na Infância e Adolescência: Como Estimular“.

Educadora e escritora

Natália Brunetti

Escritora paulista que mora em Lisboa desde 2002. Ela é mulher, mãe e educadora de infância, profissões que se encaixam perfeitamente e a tornam a mulher que é hoje, sempre aprendendo e crescendo. Natália é apaixonada por livros infantis, começou a se dedicar mais a essa área quando iniciou a carreira como educadora. Ela acredita que os livros são ferramentas essenciais no seu dia a dia com as crianças. Saiba mai em @educadora_nataliab

 
Uma selfie alegre de uma mulher negra e com cabelo trançado com uma blusa laranja e uma menina negra sorridente de cabelos cacheados. Ao fundo, um ambiente movimentado e desfocado.

Escrito por

Gabriela Sucupira

Redatora bilíngue de língua inglesa, Especialista em Marketing pela USP/Esalq e bacharel em Letras pela UFRJ. Gabriela é carioca, Mãe da Rebeca, que atua como Consultora Textual e Personal Branding para o Linkedin.

LEGO e Desenvolvimento Infantil: Dicas para brincar e aprender

Você sabia que o LEGO e o desenvolvimento infantil estão diretamente ligados? Ao falarmos em práticas para ajudar os filhos a se desenvolverem, essa brincadeira pode ajudar as crianças de uma forma leve e eficaz a serem mais criativas, terem coordenação motora e outras habilidades sociais e emocionais.

Dentre os brinquedos mais indicados pelos especialistas para ajudar nesse desenvolvimento está o LEGO. Famoso desde a década de 1950, o LEGO é um brinquedo de construção feito de peças plásticas que se encaixam.

O nome dele veio da fabricante The Lego Group, empresa dinamarquesa considerada a maior empresa de brinquedos do mundo.

Criado em 1949, tornou-se famoso na década de 1960 e chegou ao Brasil em 1986. Desde então, tornou-se uma opção que auxilia na prática o desenvolvimento cognitivo e a coordenação motora das crianças em todo o mundo.

Neste post você vai ver:

    • Benefícios do LEGO para o Desenvolvimento Infantil
    • A importância do LEGO para introduzir conceitos de engenharia e matemática;
    • Desenvolvimento de Habilidades Sociais e Trabalho em Equipe;
    • Como o LEGO pode ajudar crianças a lidarem com frustrações e a melhorarem a concentração.
    • Conclusão.

    Benefícios do LEGO para o Desenvolvimento Infantil

    Estímulo à Criatividade e Imaginação

    Enquanto brincam de construir casas, carros e outros itens comuns no dia a dia encaixando os blocos de LEGO, as crianças são incentivadas a usarem a criatividade e a desenvolverem o controle da motricidade fina e a resolução de problemas.

    Com esse brinquedo, é possível dar forma as ideias por meio das construções em suas infinitas possibilidades. Durante esse processo criativo, os pequenos aprendem também a resolver problemas, pois as vezes, o projeto original daquela nave espacial de LEGO dá errado e é preciso descobrir onde está o problema e muitas vezes, a recomeçar a montagem das peças.

    Melhoria da coordenação motora e habilidades manuais

    Os pediatras explicam que o desenvolvimento da coordenação motora fina, ou de movimentos precisos, refere-se à capacidade de aprender a fazer o movimento de pinça, habilidade que requer coordenação, força e precisão.

    Ao encaixar as peças, as crianças aprendem a usar de forma coordenada os músculos pequenos das mãos e dos dedos para realizar movimentos precisos, importantes para pois são essenciais para pegarem pequenos objetos, os alimentos e até o lápis corretamente.

    Seguem alguns dos benefícios do aprendizado desses movimentos precisos para as crianças pequenas:

    • Desenvolvimento cognitivo;
    • Desenvolvimento emocional;
    • Preparação para a escola;
    • Desenvolvimento de habilidades manuais;
    • Aumento da independência;
    • Desenvolvimento de habilidades para o futuro.

     

    Aprendizado STEM (Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática)

    Dentre as características diferenciadas do LEGO está a importância desse brinquedo de montar para introduzir os conceitos de ciência, tecnologia, engenharia e matemática, o aprendizado STEM. No caso do LEGO, as crianças são motivadas a desenvolverem as habilidades de engenharia e matemática.

    Por meio das brincadeiras, os pequenos são apresentados a essas disciplinas de maneira leve e envolvente, pois enquanto montam pontes e torres, por exemplo, eles desenvolvem a paciência, a lógica e a criatividade. As crianças aprendem enquanto se divertem!

     

    Exemplos de kits LEGO educacionais voltados para aprendizado STEM

    Dependendo da faixa etária, é possível encontrar kits específicos de LEGO educacionais voltados especialmente para o aprendizado em STEM. Eles são recomendados para as crianças, as escolas e até aos pais que querem incentivar esse tipo de desenvolvimento em casa.

     

    Até 3 anos: LEGO® DUPLO®

    Para os pequenos de 1 ano e meio a 3 anos, a linha LEGO® DUPLO® é a mais indicada. Com peças maiores e coloridas, esses conjuntos são seguros e fáceis de manusear, auxiliando no desenvolvimento da coordenação motora e da criatividade. Exemplos incluem:

    Confira as descrições completas, avaliação dos clientes e onde comprar em nosso artigo “Brincando com LEGO: Sugestões para Crianças de 1 a 3 anos“.

    De 4 a 7 anos: LEGO® Classic, City, Friends e Super Mario

    Nessa fase, as crianças já possuem habilidades motoras mais refinadas e apreciam desafios maiores. Conjuntos da linha Classic incentivam a imaginação e a construção livre. 

    Veja mais dicas no artigo “LEGO: Dicas de presentes para crianças de 3 a 5 Anos“.

     

    De 8 a 11 anos: LEGO® Creator, Technic e Super Heroes

    Para as crianças maiores, os conjuntos mais complexos proporcionam desafios estimulantes.

    • A linha LEGO® Creator 3 em 1 permite múltiplas construções com o mesmo conjunto.
    • LEGO® Technic introduz conceitos de engenharia com peças móveis e mecanismos realistas.
    • Os conjuntos de Super Heroes, como os da Marvel e DC, atraem fãs de quadrinhos e filmes.

    Desenvolvimento de habilidades sociais e trabalho em equipe

    Brincar de LEGO vai muito além de montar estruturas coloridas — é uma poderosa ferramenta para o desenvolvimento social das crianças.

    Quando brincam de construir em grupo, aprendem a se comunicar melhor, a ouvir as ideias dos colegas e a expressar suas próprias opiniões de forma respeitosa.

    A necessidade de compartilhar peças, decidir juntos o que será construído e resolver pequenos conflitos incentiva habilidades como empatia, cooperação e negociação.

    Essa interação natural durante a brincadeira fortalece a autoconfiança e ajuda as crianças a se sentirem parte de um grupo, desenvolvendo o senso de pertencimento e colaboração.

    Dois meninos pequenos brincam com peças de montar sobre uma mesa branca. Estão sentados em um sofá e parecem concentrados. Ambos usam camisetas em tons de marrom claro.
    Image by Freepik

     

    O papel dos desafios colaborativos no aprendizado social

    Propor desafios em grupo, como construir uma ponte que suporte um determinado peso ou criar uma cidade com diferentes funções, estimula ainda mais o trabalho em equipe. As crianças precisam dividir tarefas, organizar ideias e solucionar problemas em conjunto — comportamentos essenciais para a vida em sociedade.

    Essas atividades colaborativas também são uma excelente oportunidade para identificar e valorizar os diferentes talentos de cada criança: enquanto uma tem facilidade para projetar, outra pode ser mais cuidadosa na execução ou na organização das peças. Reconhecer essas diferenças fortalece o respeito mútuo e o senso de equipe.

     

    Impacto no Desenvolvimento Emocional e Concentração

    A importância da paciência e da persistência ao montar estruturas

    Montar estruturas complexas com LEGO exige tempo, atenção aos detalhes e, muitas vezes, várias tentativas. Isso estimula a paciência e a persistência — habilidades fundamentais tanto na infância quanto na vida adulta.

    Aprender a seguir instruções, respeitar etapas e lidar com erros faz parte do processo de construção e ajuda a criança a compreender que os resultados mais satisfatórios demandam esforço e dedicação.

    Como o LEGO pode ajudar crianças a lidarem com frustrações e a melhorarem a concentração

    Nem sempre tudo sai como o planejado. Peças que não se encaixam, construções que desmoronam ou projetos que precisam ser refeitos são situações comuns durante as brincadeiras com LEGO. E é justamente nesses momentos que a criança aprende a lidar com a frustração de forma saudável.

    Com o tempo, ela desenvolve resiliência emocional, além de aprender a manter o foco por mais tempo em uma mesma tarefa — habilidades que se refletem positivamente no desempenho escolar e nas relações interpessoais.


    Dicas para Pais e Educadores

    Como escolher o LEGO ideal para cada idade

    Cada fase da infância demanda estímulos diferentes. Por isso, é importante escolher sets de LEGO adequados para a faixa etária da criança. As linhas LEGO DUPLO, por exemplo, são ideais para os pequenos a partir de 1 ano, pois têm peças maiores, seguras e fáceis de manusear.

    Já para crianças maiores, os conjuntos mais complexos, como LEGO City, LEGO Friends ou LEGO Technic, oferecem desafios que estimulam o raciocínio lógico e a criatividade.

     

    Confira as dicas de LEGOS para crianças de 1 a 5 anos em nossos artigos

    Em nossos artigos específicos para a primeira infância, você encontra sugestões de conjuntos LEGO que estimulam a coordenação motora, o reconhecimento de formas e cores e o vocabulário das crianças.

    Acompanhe para saber quais são os melhores kits para cada etapa do desenvolvimento.

     

    A relação entre complexidade e desenvolvimento infantil

    Quanto mais complexa a construção, maior o desafio — e, consequentemente, maior o aprendizado.

    A introdução gradual de projetos mais difíceis ajuda a criança a se sentir capaz e motivada a superar novos obstáculos, o que contribui para o desenvolvimento da autoestima e do pensamento estratégico.


    Atividades Educativas com LEGO

    Exemplos práticos de brincadeiras que estimulam aprendizado e desenvolvimento

    Você pode propor atividades como construir letras e números com LEGO, criar padrões com cores diferentes ou até inventar histórias com personagens montados. Essas brincadeiras trabalham habilidades cognitivas, linguagem, criatividade e raciocínio.

     

    Como integrar o LEGO no ensino de matemática, ciências e habilidades motoras

    LEGO é uma ferramenta incrível para introduzir conceitos matemáticos como contagem, adição, simetria e proporção. Em ciências, as crianças podem simular vulcões, plantas, pontes e robôs simples.

    Além disso, o encaixe das peças fortalece a coordenação motora fina, preparando as mãos para a escrita e outras tarefas manuais.

     

    Conclusão

    O LEGO é muito mais do que um brinquedo: é um recurso educativo que, quando bem utilizado, contribui para o desenvolvimento social, emocional e cognitivo das crianças. Pais e educadores têm, nas mãos, uma ferramenta acessível e divertida para estimular habilidades fundamentais desde os primeiros anos de vida. Que tal começar a construir hoje mesmo?

     

    Mulher negra sorrindo com cabelo cacheado e batom vinho, vestindo blusa amarela

    Escrito por

    Gabriela Sucupira

    Redatora bilíngue de língua inglesa, Especialista em Marketing pela USP/Esalq e bacharel em Letras pela UFRJ. Carioca, mãe da Rebeca, Consultora Textual e de Personal Branding para o Linkedin.