Benefícios e Criatividade no Uso do AirTag com Crianças

AirTag é um dispositivo desenhado para rastrear, de forma confiável e eficiente, os objetos pessoais.

Descubra, neste artigo, quais são os potenciais benefícios que o AirTag pode proporcionar aos pais e crianças.

 

Neste artigo, você vai saber como o AirTag pode impactar positivamente a sua rotina familiar, vai obter dicas valiosas e conhecer tudo o que precisa sobre esta nova tecnologia para beneficiar a sua família.

 

Formas Inteligentes de Utilização

O AirTag é feito para rastrear objetos e não seres vivos, diz a Apple. No entanto, muitos pais têm utilizado o dispositivo para rastrear os próprios filhos. 

Principalmente em locais muito movimentados, saber que os filhos têm um localizador, apazigua aquela preocupação constante e proporciona uma tranquilidade extra aos pais.

Para prender um AirTag numa criança, você pode usar acessórios específicos. Deixamos aqui algumas opções:

 

Pulseiras:

São diversos os modelos à venda, com designs apelativos e desenhadas especialmente para aclopar AirTags nas crianças. Podem ser  utilizadas nos braços ou tornozelos. 

 

Etiquetas de cadarços:

Esta forma discreta de utilizar o Airtag nas crianças está a popularizar-se. Para os sapatos infantis com cordões, existem etiquetas que se prendem aos mesmos.

 

Dentro da mochila:

Quer seja a caminho da escola, quer seja durante um evento, se a criança utilizar uma mochila, a AirTag pode ser colocada dentro da mesma. Como mencionado em um fórum do Reddit.

 

Outros acessórios:

Dependendo do que a criança normalmente carrega, o AirTag também pode ser preso a qualquer elemento. Sejam cintos, chaves e até mesmo na vestimenta ou chapéu.

Para este efeito, ainda consegue encontrar acessórios personalizados para o seu AirTag. Contendo estilos coloridos e resistentes. Estas versões tornam o dispositivo atraente e cativante para as crianças, incentivando a sua utilização.

Para além de aclopar à criança, ainda pode utilizar o dispositivo em objetos pessoais que podem trazer uma maior segurança e qualidade de vida. Aqui estão algumas sugestões de objetos que poderá rastrear:

  • Mala de viagem;
  • Bicicleta;
  • Câmera;
  • Bolsa de; mão
  • Headphones;
  • Jaqueta;
  • Chaves;
  • Mochila;
  • Guarda-chuva;
  • Carteira.

Para além de conseguir localizar rapitademente os objetos perdidos, o uso do localizador ainda desencoraja potenciais furtos. Por este motivo, cada vez mais os pais utilizam o AirTag nos objetos, não só nos mais importantes da família, como também, nos materiais escolares dos seus filhos. Encontram o benefício de apaziguar a preocupação com o aumento da segurança tanto da criança, como dos objetos de valor que carrega.

Educação e Responsabilidade

Para além dos benefícios práticos, a utilização do AirTag pode ainda fomentar a responsabilidade da criança.

Sabendo que os seus objetos são rastreados, a criança é incentivada a ter atenção e a cuidar dos seus pertences. Salientando, assim, a importância de mantê-los seguros. Desta forma, esta consciência desenvolve hábitos saudáveis de organização e de responsabilidade.

Ainda, é importante respeitar o alerta dos especialista aos pais, onde salientam a importância da comunicação. Desta forma, ao aplicar esta prática essencial, fortifica-se a relação entre pais e filhos no que toca a confiança e a autonomia das crianças.

Neste sentido, a AirTag da Apple torna-se uma ferramenta benéfica para a família tanto no campo da segurança física, como na fomentação de valores relevantes para um bom desenvolvimento infantil.

 

Privacidade e Limitações

O AirTag possui uma característica de anti-stalking que pode ajudar as pessoas a não serem perseguidas ou vigiadas. Por exemplo, se a tag vinculada à outro aparelho for colocada na bolsa da pessoa, o seu iphone vai emitir um aviso de que este dispositivo está se deslocando consigo mesma.

Desta forma, acaba por prevenir que o localizador seja utilizado como ferramenta de perseguição.


Cada AirTag é associado a um Apple ID individual. Em conjunto com a criptografia e o anonimato das comunicações, a segurança desse localizador da Apple é confiável, preservando os seus dados pessoais.

Em suma, o dispositivo da Apple é seguro e ético, trazendo vantagens numerosas para toda a família.

 

Discussões Atuais e Tendências

Por um lado, rastrear os filhos proporciona aquela paz parental muito desejada, trazendo ao mesmo tempo uma segurança extra a familia. Além disto, a utilização do AirTag têm provado a sua eficácia em momentos críticos de pais que perderam os seus filhos de vista, sendo uma forte ferramenta na proteção infantil. 

Contudo, por outro lado, este dispositivo têm levantado o debate sobre a privacidade infantil.

Estas questões foram levantadas na preocupação do controle parental exagerado e no consequente abuso da privacidade e individualidade de crianças e jovens

Esta problemática resolveu-se com os conselhos claros dos profissionais de saúde mental: O equilíbrio consegue-se na abertura de comunicação entre pais e filhos.

Ainda, continuam a aconselhar: Respeitando a individualidade e exercendo o papel de educadores que promovem a autonomia gradual de seus filhos, os pais devem utilizar estes dispositivos com consciência da individualidade de seus filhos

 

Por isso…

A utilização da tecnologia para o aumento da qualidade de vida familiar deve ser sempre uma ferramente em prol do bem. O que nem sempre é claro quando são inúmeras as formas de aumentar o nosso conforto, promovendo o comodismo. Em resumo, vivemos numa era onde a consciência deve estar sempre ativa, uma vez que dispomos de muitas opções para suprir nossas inquietações imediatas.

E por isso, o localizador AirTag, assim como muitas opções tecnológicas devem ser utilizadas com consciência para melhorar a qualidade de vida familiar.

mulher com o cabelo castanho escuro com cumprimento médio, vestida de amarelo com brincos compridos amarelos, corrente dourada sob o fundo neutro (muro bege texturizado). Ela sorri, contente.

Escrito por

Mãe de cinco filhos em ensino doméstico. Apaixonada por filosofia, psicologia e educação. Estuda e escreve sobre família e desenvolvimento humano.

Jogos de tabuleiro na Jornada de Uma Família

Os jogos de tabuleiro vão para além de um simples hobby: É capaz de unir a diversão com propósito, criando laços afetivos e otimizando habilidades cognitivas.

Sarah Bertina sabia disto quando fundou Jogar é Preciso, o maior evento exclusivamente dedicado aos jogos de tabuleiro em Brasília. Este evento contém uma proposta acessível, inclusiva e pensada para toda a família, desde crianças pequenas até adultos apaixonados por jogos de tabuleiro. 

Formada em Gestão de Eventos pelo IESB e também em Artes Cênicas pela Universidade de Brasília (UnB), Sarah aliou o seu conhecimento à sua experiência de vida.

Isto porque é casada com um parceiro igualmente apaixonado por jogos de tabuleiro, é mãe de um menino de 7 anos e foi nos board games onde encontrou uma forma de fortalecer os vínculos familiares e de oferecer alternativas saudáveis às telas

Foi justamente essa vivência — de buscar espaços onde pais pudessem continuar jogando e ao mesmo tempo incluir os filhos — que impulsionou a criação do Jogar é Preciso. A proposta nasceu como resposta a uma necessidade real: cultivar o hobby apesar de ingressar na parentalidade e ainda criar ambientes seguros, respeitosos e convidativos para todo o tipo de público.

 

🎲 História Pessoal com Jogos

 

Qual foi o primeiro jogo de tabuleiro que você jogou e o que nele mais te marcou? 

O meu primeiro jogo de tabuleiro foi o BANG! 

Trata-se de um jogo de cartas ambientado no Velho Oeste, onde os jogadores desempenham papéis como xerife, ajudante do xerife, fora-da-lei ou renegado. O objetivo do jogo é eliminar os outros jogadores, seguindo as regras e estratégias do Velho Oeste. Contém inúmeras possibilidades diferentes de ganhar, mesmo assumindo diferentes papéis.

 

O que te fez se apaixonar por jogos de tabuleiro?

Não depender tanto de sorte ou habilidade. Basta estudar.

 

👨‍👩‍👦 Jogos em Família

 

Como é jogar em casa com o Gabriel e o Lucas? Vocês têm algum jogo favorito em família? 

É sempre um momento especial em família. Nosso jogo favorito é o Quartz.

 

Você acha que os jogos de tabuleiro ajudaram na conexão entre vocês como família?

Com certeza. Temos um ritual semanal e é lindo ver o desenvolvimento do Lucas com novos jogos.

 

🎲Começo da Paixão pelos Jogos

 

Como começou sua paixão por jogos de tabuleiro? Foi antes ou depois de formar família?

Foi bem antes. Minha família sempre gostou muito de Trivia.  Consiste num jogo de perguntas de família com muitas perguntas. Contém um ritmo ágil, incluindo o desafio de duelo, onde 2 jogadores competem por um triângulo ao mesmo tempo.

É possível jogar individualmente ou em equipes, revezando para avançar no tabuleiro e responder as perguntas para ganhar triângulos.

Este jogo é repleto de risos e conhecimento, e é especialmente pensado para famílias. E este jogo fez parte da tradição da minha família, desde a minha infância.

 

Teve algum jogo específico que marcou o início dessa jornada pra você?

Sim. O jogo Master. Este foi justamente o primeiro jogo de Trivia lançado no Brasil. Nele, ao invés de jogar um dado ou tirar uma carta para se movimentar pelo tabuleiro, era necessário que os jogadores respondessem a perguntas, a essência dos jogos de Trivia, para que andassem com suas fichas, chegando à vitória o que acertasse o maior número de respostas.

🧠 Escolhas e Preferências

 

Tem algum tipo de jogo que você evita jogar com o Lucas por causa da idade dele? Como adapta isso?

Sim. Jogos que envolvem temas de violência (como eliminar o colega) e jogos de blefe. Jogos de blefe, também conhecidos como jogos de dedução, são jogos que dependem da habilidade dos jogadores em enganar, deduzir e desvendar informações ocultas. Têm como foco a capacidade de blefar (fingir) para obter vantagens ou proteger as próprias intenções. Exemplos incluem jogos como Battlestar Galactica: The Board Game, Coup e Dead of Winter: Um jogo de Encruzilhada.

Evito jogar estes tipos de jogos porque o meu filho ainda não tem maturidade para entender que blefe não é roubar. De igual modo, também não é a mesma coisa que mentir. Discernir estes valores ainda é muito difícil para ele e por esta razão evito estes dois tipos de jogos: Jogos que envolvam violência e blefe.

 

E com o Gabriel, vocês têm estilos de jogo diferentes ou combinam bem nas escolhas?

O Gabriel gosta mais de card games, ou seja, jogos que utilizam cartas como o principal componente do jogo, sejam elas cartas tradicionais ou cartas especificamente criadas para o jogo. Já eu prefiro Eurogames, também conhecidos como jogos de tabuleiro de estilo alemão, que são um tipo de jogo de tabuleiro caracterizado por uma forte ênfase na estratégia, pouca interação direta entre os jogadores e uma baixa dependência de sorte. Este tipo de jogos são caracterizados por ter mecanismos complexos e um foco em otimizar ações individuais para alcançar a vitória.

 

🌱 Educação e Desenvolvimento

 

Você sente que os jogos de tabuleiro ajudam no desenvolvimento do Lucas? De que forma?

Sim. Tanto no desenvolvimento cognitivo no geral, mas na matemática e leitura.

 

Já usou jogos como ferramenta educativa ou até emocional com ele?

Sim. há um jogo: Monstro das cores. Excelente ferramenta para desenvolver o emocional.

 

✨ Momentos Memoráveis

 

Qual foi o momento mais marcante ou divertido que vocês já tiveram jogando juntos?

Quando Lucas ganhou seu primeiro campeonato de Pokémon competindo contra adultos. Aos 6 anos.

 

Tem alguma tradição em casa, tipo “noite do jogo”, que vocês fazem regularmente?

Sim. Toda segunda. 

Fundadora de Jogar é Preciso

Fundadora do Jogar é Preciso, o maior evento exclusivo de jogos de tabuleiro em Brasília, com foco em acessibilidade, educação e diversão.

mulher com o cabelo castanho escuro com cumprimento médio, vestida de amarelo com brincos compridos amarelos, corrente dourada sob o fundo neutro (muro bege texturizado). Ela sorri, contente.

Escrito por

Mariana Ribeiro

Mãe de cinco filhos em ensino doméstico. Apaixonada por filosofia, psicologia e educação. Estuda e escreve sobre família e desenvolvimento humano. @Marianaparaizoribeiro

8 passos para fazer o bebé dormir sozinho no berço

Como mãe de cinco, apliquei esta técnica natural à cada bebé (cada um com a sua personalidade) e, mais cedo ou mais tarde, todos habituaram-se a dormirem sozinhos e a noite inteira.

Desde já adianto: O segredo está em na forma gradual e com uma rotina de base, já estabelecida.

Mas não se preocupe, porque neste artigo vamos fornecer toda a informação que você precisa, passando o passo a passo de forma que você chegue aos resultados desejáveis e saudáveis para todos

 

Quando começo?

Apesar de não existir um momento adequado para guiar o bebé à adormecer sozinho no berço, recomenda-se que seja cedo.

Isto porque, quando os bebés aplicam esta autonomia cedo, de forma natural, este hábito cristaliza-se naturalmente. Assim, o bom hábito de adormecer de forma praticamente independente, facilitará a transição quando o bebé crescer e ganhar maior consciência.

Vamos então entender, na prática, quais são os passos necessários e eficazes para o seu bebé adormecer sozinho.

E começamos, portanto, com a tão importante preparação:

 

Preparação: Os 2 pontos fundamentais

 

1 – Estabelecer a rotina do sono

O primeiro passo consiste em estabelecer e respeitar a rotina do sono

Aqui, cabe-nos perguntar: O seu bebé tem uma rotina de sono?

Para responder a esta pergunta, avalie se a rotina de sono que você proporciona ao seu bebé contém estes elementos:

  • Dorme sempre durante a mesma faixa horária todos os dias?
  • Não janta logo antes de dormir?
  • As suas atividades noturnas são calmas e relaxantes?
  • Não está exposto à telas pelo menos 1 hora antes de dormir?
  • O barulho é reduzido antes de dormir e dorme em ambiente silencioso?
  • Dorme em ambiente com a temperatura e iluminação adequada e confortável?
  • Dorme com a fralda vazia e com roupa confortável?

Respondeu a sim (mesmo que na prática não se realize de forma impecável)? Faltou algum destes pontos na rotina do seu bebé?

Então, é importante implementar todos estes elementos de forma a garantir que ele possui tudo o que necessita para o seu descanso saudável e completo

Assim, a partir do 10º dia completando todos estes pontos, já pode aplicar os passos seguintes para ensinar e guiar o seu bebé a adormecer sozinho.

 

Porque a rotina é essencial para o bebé adormecer sozinho?

Lembre-se que os bebés necessitam de rotina, não só para o bom funcionamento fisiológico como também para vivenciarem a previsibilidade. Esta previsibilidade na vida do bebé, ajudará a  proporcionar a tão necessária segurança psicológica ao bebé. 

Por isso, quanto mais consistente forem estes hábitos rotineiros que você proporciona, mais estabilidade para o bebé e, consequente, estará mais SEGURO e FELIZ para dormir sozinho. 

Para entender melhor, lembramos que o bebé tem o seu sentido de sobrevivência constantemente ligado. Prova disto é o seu choro, que é um sinal claro de pedido de ajuda (o que, para eles, é um caso de vida ou morte). De fato, o bebé sabe que é impotente e dependente, por isso grita desesperada e estridentemente, implorando a nossa ajuda. Ou seja, ele acredita que se não for acolhido, pode ter a sua vida em risco

Isto explica porque o bebé não consegue dormir sozinho facilmente, deve-se ao fato de sentir que foi abandonado.

Posto isto, sabemos que o nosso trabalho é trazer essa segurança que o bebé tanto precisa, de forma que se sinta seguro e confiante o suficiente para dormir sozinho. Porque sabe que será acolhido, se a rotina proporcionar esta previsibilidade.

 

Mas como transmitir segurança e estabilidade ao bebé? 

Você proporcionará segurança ao seu bebé com a previsibilidade, ou seja, ao repetir as mesmas ações que o bebé necessita, mais ou menos à mesma hora.

Sabendo o que advirá, o bebé sente-se seguro desta forma, mesmo na ausência de um adulto. Porque, na realidade, ele já sabe que o adulto virá em seu auxílio quando necessitar, afinal, tem sido assim ultimamente (rotina).

É exatamente esta previsibilidade que dá a segurança necessária para ele “baixar a guarda”, e relaxar completamente, pois sabem que estão seguros. 

É evidente que, ao passo que desenvolvem a autonomia, vão desenvolvendo também a sua felicidade. Isto porque, uma vez que confiam no cuidador (que acudirá mais ou menos à mesma hora realizando as conhecidas ações) estão satisfeitos, seguros e mais felizes: Porque mesmo sozinhos, sabem que estão em boas mãos.

Este primeiro ponto, é essencial para o sucesso na autonomia no sono: A rotina noturna deve conter bons hábitos que devem ocorrer todos os dias à mesma faixa horária, durante pelo menos 10 dias consecutivos.

 

2 – Estratégias para acalmar o bebé:

Eu chamo-as de “cartas”. Pelo simples motivo de que, na prática, são estratégias que ajudam o bebé a “baixar a guarda” e acalmar.

Tratam-se de mecanismos que naturalmente os bebés gostam por lembrá-los do útero, lugar seguro e confortável. Gostam também, por sinalizarem os seus sentidos da presença de um adulto, o cuidador, que está presente e os mantém seguros.

Recomendo que você utilize as cartas com moderação (quanto menos, melhor): Evite cair no impulso de utilizar muitas com máxima intensidade. Isto porque o bebé pode sentir-se saturado e não estar recetivo à mais nenhum estímulo.

Tente, antes, utilizar uma carta de cada vez, ajustando a intensidade, combinando duas ou três: O que for necessário para demonstrar ao seu bebé que você está presente, que está tudo bem e que ele pode descansar.

Vamos a isto? As cartas mais eficazes são:

  • Músicas de embalar (cantadas de forma calma e serena);
  • Embalar ao colo (ou no berço, se tiver rodas ou se for de embalar);
  • O som “shhhhh”. Contúnuo ou ritmado. Podendo ser reproduzido por você ou:
    • White noise – Consegue encontrar na internet e reproduzir no telemóvel;
    • Som de eletrodomésticos:
      • Ventoinha;
      • Secador de cabelo;
      • Exaustor;
      • Máquina de lavar roupa;
  • Palmadas leves e ritmadas no bumbum;
  • Xuxa (chupeta);
  • Objetos de transição, como bonecas, fraldas de pano ou cobertores (no caso de bebés maiores);
  • Toque suave nas costas ou entre a testa e o nariz, sempre no sentido da testa para baixo, incentivando o bebé a fechar os olhos;
  • Fralda (lenço leve) perto dos olhos ou a fechar o seu campo de visão, incentivando a fechar os olhos.

Por vezes, parar qualquer estímulo acaba por ser outra carta: O silêncio completo.

Passos para ensinar o bebé a dormir sozinho

Temos a rotina e as cartas, então, vamos finalmente pôr as mãos em obra:

1. Respeitar a rotina de sono

Já sabemos mas é importante salientar: Respeitar a rotina de sono e tê-la estabelecida há, pelo menos, 10 dias antes de iniciar a ensinar o bebé a dormir sozinho. 

Neste primeiro passo e em todos os outros, é importante que você demonstre calma e confiança para o bebé. Então, sabendo que o bebé possui tudo o que precisa para adormecer sozinho, mantenha a rotina tranquila sem deixar que o bebé adormeça completamente no colo. E siga o próximo passo:

 

2. Colocar o bebé no berço antes de dormir

Depois de realizar todos os passos da rotina, ao invés de adormecer o bebé ao colo, desta vez, você vai coloca-lo no berço quando estiver calmo e relaxado, mas ainda consciente

Depois, continue a acalmá-lo (com uma ou mais cartas).

Se esteve a utilizar alguma carta antes de deixa-lo no berço: continue a usar a mesma carta no berço, tentando manter o que estava fazendo e diminuindo o estímulo gradualmente.

Desta forma, o bebé vai entender que é quase o mesmo, que ainda está seguro apesar de não estar no colo.

Nesta fase, é natural que o bebé chore e peça colo.

Aqui, a sua posição é importante: demonstre que está presente (utilizando as cartas) e demonstrando a confiança de que ele consegue dormir sozinho, que nenhum mal provirá daí. Portanto, evite demonstrar preocupação ou ansiedade, afinal, o que você (ilha de segurança do bebé) sentir, transpassará ao bebé.

E atenção, – é aqui que muitas mães e pais desistem – é importante resistir e não pega-lo ao colo no primeiro protesto.

Invista nas cartas, demonstrando segurança mesmo à distância, porque afinal a sua mensagem para o bebé é: Não se preocupe, eu sempre estarei aqui quando precisar, você está seguro e consegue estar sozinho. 

Contudo, se ele começar a chorar de forma muito intensa por mais de 1 minutos, pondere se ele está preparado para dormir sozinho ou se é melhor tentar mais adiante. Se esta for a sua opção, mantenha a rotina do sono de forma consistente e tente novamente mais para frente.

 

3. Consolar se ele chorar, mas sem tira-lo do berço

Se o bebé resmunga mas não chora, fique por perto, utilizando as cartas de forma que a criança fique tranquila até parar completamente. Contudo, fique com o bebé até ele adormecer. 

Continue a fazer o mesmo durante, mais ou menos, entre 5 dias à 2 semanas. Tente entender quando o bebé está confortável com esta rotina, só então, avance para o próximo passo.

Posso pegar ao colo?

Pegue ao colo somente quando descartou (literalmente) todas as hipóteses (cartas) durante algum tempo e nada acalmou o seu bebé. Pode optar por pegá-lo até que acalme, colocá-lo no berço novamente e repetir o processo.

Se ainda assim, depois de tentar todas as estratégias, o bebé não consiguiu acalmar: Volte à rotina de sempre e tente novamente no dia seguinte.

 

4. Afastar-se aos poucos

Se você já não precisa pegar o bebê ao colo e se ele já se acalma deitado no berço (só com a sua presença), você pode avançar para este passo.

Este 4º passo consiste em afastar-se aos poucos. 

Ou seja, cumpra a mesma rotina mas desta vez utilize as cartas que permitam distância. Seja na poltrona da amamentação, na cama ao lado ou até mesmo sentada no chão. O importante é que o bebé perceba a sua presença ainda no quarto e se ele levantar a cabeça irá encontrar a si, olhando-o e pronta para o acudir se for necessário.

Deste modo, a criança vai apreendendo aos poucos que, embora não tenha a sua presença total, está seguro e pode descansar.

 

5. Demonstrar clareza e confiança

Neste passo, você vai diminuir os estímulos gradualmente. Utilize menos cartas ou os utilize com menos intensidade.

Comece a aumentar a distância de onde espera que o bebé adormeça. 

E, mais uma vez, a sua atitude é fulcral: Se o bebé chorar ou resmungar, utilizando as cartas você vai provando que está atenta e que ele consegue acalmar-se sozinho. Por isso, não se preocupe, que com amor e paciência, aos poucos os dois vão conseguir!

 

6. Ficar no quarto até o bebé dormir

Inicialmente você deve ficar no quarto até o bebê dormir, fazendo disso uma rotina que deve ser seguida durante algumas semanas. Aos poucos você deve ir se afastando.

Após o bebé adormecer por completo, você pode sair do quarto, em silêncio, para que ele não acorde.

 

7. Evitar os erros comuns

Evite alguns desses erros comuns que podem atrapalhar o processo de aprendizagem do seu bebé:

  • Quebrar a rotina com frequência;
  • Dar muitos estímulos ao bebé como luzes coloridas ou intensas, barulho excessivo, telas, etc.;
  • Sair do quarto de forma abrupta;
  • Demonstrar irritação ou ansiedade;
  • Desistir do processo e pegar sempre o bebé ao colo.

 

O que fazer se o bebê não conseguir dormir?

Nos casos em que o bebê não consegue dormir mesmo após seguir as dicas, volta a tentar após algumas semanas, quando ver que o bebê está mais preparado. Aqui, a ideia é que as dicas sejam seguidas de maneira gradual e com amor, seja nos pais seja no bebé.

mulher com o cabelo castanho escuro com cumprimento médio, vestida de amarelo com brincos compridos amarelos, corrente dourada sob o fundo neutro (muro bege texturizado). Ela sorri, contente.

Escrito por

Mariana Ribeiro

Mãe de cinco filhos em ensino doméstico. Apaixonada por filosofia, psicologia e educação. Estuda e escreve sobre família e desenvolvimento humano. @Marianaparaizoribeiro

AirTag da Apple na Segurança das Crianças

Das malas de viagem às crianças: o dispositivo AirTag da Apple tem sido utilizado para rastrear maioritariamente pertences mas não só.

Pais preocupados com a segurança de seus filhos têm recorrido ao AirTag para não os perderem de vista.

 

Proteção em Ambientes Públicos

Quer seja durante um passeio no parque, a ida à um evento ou até mesmo quando vamos ao shopping em família: A preocupação com a segurança dos pequenos é uma constante.

Porque a segurança física dos nossos filhos é a nossa prioridade, nem sequer conseguimos imaginar o cenário de estar num local público com as crianças descontraídos.

Por isso, descontrair com a família num local público torna-se um desafio e a nossa constante atenção parece nunca ser suficiente.

Para solucionar este dilema, muitos pais encontraram no dispositivo  AirTag da Apple uma ajuda possível. Viram neste aparelho um suporte para aliviar a ansiedade e trazer alguma paz.

Inicialmente desenhado para rastrear pertences, o AirTag é utilizado também para localizar os filhos.

Principalmente com crianças pequenas, todos sabemos que são só precisos alguns segundos de distração para os perdermos de vista e já ficámos com o coração nas mãos.

Posto isto, este pequeno aparelho do tamanho de uma moeda, que pode ser acoplado na roupa ou ser utilizado como pulseira, permite a rápida localização da mesma, caso a criança se afaste dos pais.

Como o AirTag emite sinais estando próximo de outros dispositivos da Apple, acaba por funcionar excepcionalmente bem em locais públicos muito movimentados.

 

Airtag e a Tranquilidade para os Pais

Porque as notificações destes sinais recebidos pela AirTag são emitidos em tempo real, isto permite que os pais tenham em mãos a localização exata das crianças.

Desta forma, permite que a família aproveite melhor os seus passeios em família, reduzindo aquela ansiedade parental que qualquer pai ou mãe bem conhece.

Ainda, além de ser utilizado nestas situações, o AirTag está a ganhar muito adeptos pela sua capacidade de rastrear os filhos quando estes estão com a babá, ou durante alguma excursão escolar. 

No entanto, lembramos ainda que caso a criança esteja em um local onde não existam outros dispositivos da Apple por perto, o sinal não será emitido. Contudo, a boa notícia é que este é um problema cada vez mais raro nos dias de hoje.

 

Como funciona?

O AirTag funciona por Bluetooth, que emite sinais para o iCloud (rede de dispositivos da Apple) quando um dos dispositivos da Apple encontra-se por perto.  Ou seja, basta aproximar-se de um iPhone, iPad, iWatch, Ipod  ou iMac, que o localizador notifica o usuário a localização exata do mesmo.

O usuário pode conferir a localização no seu iphone, ou em qualquer dispositivo da Apple. É enviada a notificação para a aplicação Findmyiphone.

Desta forma, por um lado, o aparelho possui a vantagem de funcionar de forma independente do Wi-Fi ou de internet. No entanto, por outro lado, necessita sempre que outros dispositivos Apple estejam próximos. Por este motivo, na eventualidade de tentar localizar o seu dispositivo numa área isolada, sem grande movimento, a probabilidade de ser eficaz é muito reduzida. 

Isto explica os intervalos das notificações que alguns usuários se queixaram.

Casos Reais de Uso

O pai Guilherme Borges Cunha, 30, partilhou que o AirTag já tranquilizou os pais durante uma uma excursão da filha, de 7 anos, que o utilizava como pulseira: 

 “Já utilizamos para rastrear quando ela foi a uma excursão da escola e mostrava em tempo real onde o ônibus estava, tanto na ida como na volta da excursão. Felizmente, nunca precisei utilizar novamente numa situação onde ela realmente se perdeu.” – Guilherme Borges Cunha.

“É como um seguro de vida, a gente espera nunca precisar usar, mas quando precisar você vai querer ter. Me sinto mais seguro. Porém, acho que estar presente e supervisionar sua criança ainda é a melhor medida de segurança. Trato o AirTag como último recurso se todo o resto falhar.” – Guilherme Borges Cunha

Outro testemunho positivo foi o da influenciadora digital, Juliana Zerbinatti, 40. Também adquiriu o AirTag como auxilio adicional à segurança dos seus filhos, especialmente em lugares movimentados:

Veio para acrescentar. Uma criança pequena não tem celular, então não tem como entrar em contato com ela, por exemplo. É uma segurança a mais caso aconteça alguma coisa.”  – Juliana Zerbinatti.

Facilidade de Uso do AirTag e Acessibilidade

O AirTag está disponível nas lojas Apple e no Amazon. A compra é efetuada uma única vez, dispensando planos mensais. Afinal, o valor é bastante acessível, e por este motivo, há a opção de adquirir um pack de 4 dispositivos.

Este pack permite a distribuição dos dispositivos para vários objetos ou, como alternativa, para acoplar num relógio infantil.

Em relação a sua manutenção, funciona a partir de baterias de longa duração, cuja a instalação é simples e intuitiva. Não sendo necessária nenhuma manutenção para além da substituição da bateria quando necessário.

Esta acaba por ser uma alternativa econômica aos smartwatches com GPS, no que toca ao rastreamento das crianças. Neste campo, AirTag disponibiliza a mesma função que os smartwatches, aliviando os gastos familiares.

Conclusão

Com pudemos ver neste artigo, o AirTag da Apple pode ser uma solução económica e acessivel para os pais. Auxiliando na redução da ansiedade parental em relação à segurança física dos filhos e aumentando a harmonia familiar. 

Neste sentido, os especialistas alertam os pais que adquirem o AirTag para o propósito de rastrear a localização dos filhos, com uma mensagem relevante. “Invistam na comunicação com os filhos de forma que entendam, adequando às idades, o propósito do dispositivo e a razão de estarem a utiliza-lo”.

Esta recomendação vem no sentido de manter a confiança na relação intacta, visando a autonomia saudável da criança.

mulher com o cabelo castanho escuro com cumprimento médio, vestida de amarelo com brincos compridos amarelos, corrente dourada sob o fundo neutro (muro bege texturizado). Ela sorri, contente.

Escrito por

Mãe de cinco filhos em ensino doméstico. Apaixonada por filosofia, psicologia e educação. Estuda e escreve sobre família e desenvolvimento humano.

Tempo de pai: Gestão do empreendedor e pai Rafael Polónia

“Cumpro os meus deveres enquanto empresário, pagando às pessoas com quem trabalho, empreendendo o meu tempo, desenhando novas aventuras e idealizando novos caminhos, mas eu sou pai antes de ser empresário.” – Rafael Polónia, fundador da Landescape e pai de dois filhos.

De pai para pai: Rafael conta-nos como distribui o seu tempo profissional, para a sua agência de viagens e o pessoal, como pai de dois filhos, para a sua família. 

Desafios de Ser Empreendedor e Pai ao Mesmo Tempo

1. Como Rafael consegue equilibrar o seu trabalho como empreendedor e a paternidade?

De forma bastante natural…neste momento. 

As ideias surgem, queremos que aconteçam, os projetos transformam-se, deixam de ser projetos para serem realidade e uns encaixam-se nos outros. Seja na agência de viagens, seja noutros campos onde nos vamos metendo agora, as ideias em áreas que não percebemos e que queremos investir o nosso tempo e dinheiro. 

É assim o risco. 

A Família é, também, este projeto: ideias, construção, concretização, realização, empenho. 

Neste momento, porque o início é um tempo meio vago, meio sem linhas definidas, meio que abstrato, onde andamos em busca de tempo para fazer tudo e percebemos – felizmente – que não temos de ter tempo para fazer tudo. 

É maravilhoso conseguir ter tempo para fazer “nada” e somente observar ou estar presente

O empreendedorismo nunca foi prioridade desde que ambas as crias nasceram e por essa razão, parece-me simples a gestão. Isto porque a minha filha e o meu filho, vão estar sempre antes de tudo. Depois, o resto.

2. Quais são as maiores dificuldades de ser pai e empresário?

Não há dificuldade. Como disse, as crias sempre em primeiro lugar. 

Cumpro os meus deveres enquanto empresário, pagando às pessoas com quem trabalho, empreendendo o meu tempo, desenhando novas aventuras e idealizando novos caminhos, mas eu sou pai antes de ser empresário

Tento que as crias entendam o que faço, porque o faço e jamais pensem que o faço por obrigação, por uma questão de dinheiro. 

Explico-lhes vezes sem conta que o faço para fazer as pessoas felizes, porque é na verdade esta a razão de eu ser empresário. 

Não há dificuldade alguma: há partilha.

Estratégias para Gerir o Tempo Entre Família e Negócios

3. Como o Rafael organiza a sua agenda para dedicar tempo como pai e empresário?

Tenho um horário muito flexível. Dito o meu próprio tempo. Felizmente. 

Tenho a responsabilidade na empresa de reunir, estar presente, decidir, tomar medidas, mas somente no tempo que eu defino para isso

Nunca deixei de fazer nada com ele e com ela – a não ser as viagens fora do país que tenho – para dedicar esse tempo ao trabalho. O trabalho é que tem que se encaixar no tempo que eu quero passar com estas pequenas pessoas. Se dá, dá. Se não dá…o trabalho espera.

 

4. O que faz para manter a produtividade sem abrir mão do tempo com os filhos?

Tenho uma equipa que me acompanha na Landescape. Uma equipa de confiança que quando necessito de mais tempo, está aqui. Nunca me questionam sobre nada – como eu tento não questionar também, porque são pessoas que se comprometem e cumprem – e isso deixa-me livre para esses momentos. 

A produtividade é feita de um coletivo. Quando sou incapaz de “o fazer”, alguém dá a mão ou o braço. Isso deixa-me em paz e descansado.  

 

Gerindo o tempo de pai: Delegar e Criar Rotinas Eficientes

 

5. Como o Rafael lida com a delegação de tarefas no trabalho e em casa?

Tive alguma dificuldade em ver crescer a equipa, no sentido em que era eu que fazia tudo e de um momento para o outro, as “minhas” coisas começaram e tiveram de começar a ser feitas por outras pessoas. 

Neste momento é mais natural. Fui aprendendo, mas ainda não completamente “ensinado” acerca disso. Coisas vão surgindo e aquilo que acho que deve ser feito por mim e por mim, pode também ser feito por outra pessoa. 

É um processo.

Em casa, eu e a Carolina fluímos de uma maneira brutal. 

Fico feliz por isso, sem nunca termos discutido qual era a “função” de cada um. Somos ambos 360º. Cada pessoa faz o que lhe dá mais “prazer” fazer e é natural metermo-nos no “trabalho” do outro, mas por vezes soltamos logo o “cão de fila” que há em nós. 

Tudo flui. Ninguém delega funções a ninguém. Ninguém ajuda ninguém. É uma parceria!

 

6. Que rotinas implementou para que tudo corra bem, ao seu tempo, com pai e empresário?

Na verdade, sou mais organizado no trabalho do que na vida pessoal, que é um pequeno caos. 

Não consigo dizer que foram implementadas rotinas. Elas foram acontecendo e nós fomos percebendo que funcionavam. Mas com duas crias pequenas, as rotinas de hoje (de há 15 dias), não são iguais. 

Requer sempre flexibilidade e adaptação

E vamos percebendo e entendendo que há ritmos, que há rituais, que há momentos, birras e a rotina de hoje, pode não funcionar amanhã. Impomos limites, no entanto. As crianças só se regulam quando lhes é mostrado o Daqui – Ali. E a liberdade existe entre estes dois pontos. É importante para elas. Isso, é a rotina que “impomos”. Entre estes dois “muros”, tudo acontece.

Com o trabalho, imponho um “horário”, uma sequência de funções que tento manter, mas não sendo esta uma agência de viagens comum e clássica, que não vende “pacotes”, o mesmo destino se acontecer em Abril e depois em Outubro, já não se faz da mesma maneira… E por isso, há uma linha, mas com muitos Se’s. E assim vai fluindo. 

 

Lições de Empreendedorismo e Paternidade de Rafael Polónia

 

7. Como a experiência de ser pai o ajudou a crescer como empreendedor?

Uma amiga disse-me uma vez: a maternidade chegou para me tirar todas as certezas que tinha. 

Eu gosto de ser pai porque é um constante desafio. Penso que isso seja a maior razão. O amor, claro. Mas à parte disso, o desafio

Gosto de me meter em coisas que não percebo. Tornei-me vegetariano e não comia nenhum legume na altura. Fui estudar teatro sem nunca ter visto um espetáculo de teatro antes. Fiz duas viagens de bicicleta de 28 meses sem nunca ter pedalado mais que 20kms seguidos. Abri uma agência de viagens sem nunca ter estudado turismo ou gestão. O desafio de ser pai veio alertar-me para outras coisas que gostaria de fazer, o ser mais, o querer mais, o alcançar mais, tudo em áreas – como a paternidade – onde nunca estive

Estudei muito para ser pai e aprender mais torna-me, inevitavelmente, mais empreendedor.

 

8. Que conselhos o Rafael daria à outros pais empreendedores que estão começando agora?

Não sou alguém suficientemente “destacado” ou importante, com capacidade para dar conselhos a alguém. Acho que cada pessoa escolherá o seu caminho e como o pretende fazer. Eu nunca coloco o trabalho à frente das minhas crias e sei que às vezes posso estar a perder coisas, oportunidades, laços, mas elas são mais importantes que todos os negócios, dinheiro ou posses que possa conseguir. 

Se respeito quem põe o trabalho à frente da família? Sim. 

Se compreendo – a menos que daí venha o sustento básico que será impossível doutra forma – não. 

A carreira pode ser algo muito importante, mas… Mas como tudo, são caminhos.

Pai e fundador da agência de viagens Landescape & Líder de Viagem. @landescape_viagens

mulher com o cabelo castanho escuro com cumprimento médio, vestida de amarelo com brincos compridos amarelos, corrente dourada sob o fundo neutro (muro bege texturizado). Ela sorri, contente.

Escrito por

Mãe de cinco filhos em ensino doméstico. Apaixonada por filosofia, psicologia e educação. Estuda e escreve sobre família e desenvolvimento humano.

Músicas hipersexualizadas: Perigo para crianças – Psicóloga esclarece

Cada vez mais, músicas com cariz erótico fazem parte dos ambientes infantis. Seja em festas municipais, nas escolas de dança ou até mesmo em contexto escolar, as músicas hipersexualizadas fazem parte do ambiente das crianças.

Mas este fenómeno deve ser travado com urgência, alerta a psicóloga Doutora Beatriz Pereira.

A Doutora indica ainda, que este tema merece a atenção devida, afinal, enquanto sociedade, devemos proteger a integridade dos mais pequenos. Isto porque a “exposição das crianças a este tipo de música tem um impacto negativo no desenvolvimento infantil”.

Respondendo às nossas questões, a psicóloga nos elucida sobre as repercussões futuras que as nossas crianças podem acarretar se não agirmos de forma consciente agora:

 

1. Como sei que uma música é imprópria para crianças?

Eu diria que através do bom senso é fácil identificarmos o que é uma música imprópria para crianças. 

Se pensarmos que o papel de uma criança é brincar e aprender e que, durante a infância, a criança está a explorar e absorver tudo à sua volta para criar o seu imaginário, então basta refletir sobre que imaginário queremos que seja formado

O que queremos que a criança aprenda? 

Que valores queremos transmitir à criança? 

O que queremos preservar na criança? 

A segurança, a inocência… 

Então, tudo que vá contra estas respostas, é impróprio fazer parte da letra de uma música que seja ouvida por crianças: 

  • Incentivo ao uso de drogas, 
  • Uso de palavrões, 
  • Incentivo ao ódio, 
  • Conteúdo sexual… 

Mesmo que através de expressões “disfarçadas” como “senta no pai, vai no cavalinho…”. 

Porque já sabemos que agregado a estas músicas vem outras coisas relacionadas com um estilo de vida que é promovido e que as crianças vão querer imitar: as expressões, as danças, as roupas… 

 

2. Existe algum impacto no desenvolvimento infantil quando a criança é exposta a músicas hipersexualizadas?

Com toda a certeza. Na verdade, quando expomos uma criança a músicas com conteúdo hipersexualizado, podemos estar a contribuir para que esta criança salte etapas do seu desenvolvimento

Por exemplo, a criança pode:

  • Ter um interesse prematuro pela exploração da sexualidade quando ainda não tem maturidade cognitiva e emocional para compreender estas questões; como consequência pode perder o interesse por atividades e “coisas” típicas da sua idade, como a substituição da brincadeira por dancinhas sensuais, ou a substituição do interesse em roupas de desenhos animados por roupas que exponham o corpo; 
  • Desenvolver uma imagem corporal distorcida pelos padrões de imagem que são promovidos neste tipo de músicas, o que vai afetar a auto-estima da criança; 
  • Pode normalizar comportamentos mencionados nestas músicas e até replicar em contextos que não são adequados, como na escola; e como consequência afetar a relações interpessoais que esta criança vai ter no futuro: a forma como vê o conceito de namoro, por exemplo. 

 

3. O que pode acontecer à criança, futuramente, se consumir este tipo de músicas com certa frequência durante a infância?

Tudo aquilo que vem como consequência do que mencionei anteriormente. 

Termos adolescentes e adultos com:

  • Uma imagem corporal distorcida e baixa auto-estima, 
  • Um maior foco na aparência do que noutras qualidades a serem desenvolvidas, 
  • Comportamentos sexuais de risco e premiscuidade, 
  • Dificuldade em manter relações interpessoais e íntimas saudáveis, 
  • Maior vulnerabilidade para desenvolver perturbações de ansiedade e depressão derivadas de todos os fatores que já foram abordados. 

Na verdade, nem têm de ser consequências para um futuro longínquo, podemos ver consequências na própria infância: sabemos que por normalizarem os comportamentos que são promovidos por este tipo de música, as crianças estão mais expostas a situações de abuso, por exemplo. 

4. Se o meu filho ouvir músicas com conteúdo erótico só durante um evento, pode impactar o seu desenvolvimento?

À partida o impacto será menor do que ouvir repetidamente, mas ainda assim pode ter impacto. Vai depender de todo o contexto envolvente da criança. 

Vamos imaginar que a criança fica com curiosidade: Tem acesso livre ao telemóvel/tablet para ir pesquisar as músicas novamente? Se questionar os pais, como é que estes vão responder? Poderá a criança ir partilhar com colegas da escola e gerar-se aí novas oportunidades de ouvir as mesmas músicas? 

Depois claro, temos aqui a questão do evento em si ter gerado desconforto à criança porque ela própria percebeu que algo de inadequado estava a acontecer. Aqui vai ser igualmente importante a postura dos pais ou adultos que estiveram com a criança no evento. 

 

5. O problema está na letra da música ou existem outros aspectos que fazem da música imprópria para crianças?

O problema está na letra da música e em tudo o que vem associado a essa letra: os gestos, as danças, as poses, as roupas…

 

6. Se a criança ainda não compreende o significado das letras, pode ouvir e dançar músicas hipersexualizadas sem repercussões negativas para o seu desenvolvimento?

Primeiro, existe aqui uma questão importante: como é que definimos o limite que separa o momento em que a criança passa de não compreender o significado das letras para a compreensão das mesmas? 

Vamos imaginar que temos uma criança de 1 ano a ouvir este tipo de música e que vemos claramente que ela não compreende o seu conteúdo: Esta criança vai fazer 2 anos, 3 anos e vai atingir o momento em que começa a compreender qualquer coisa.

O que fazemos então? Retiramos o acesso a estas músicas nesse momento? Depois da criança já estar super familiarizada com as músicas, já saber cantar, dançar, e pedir repetidamente para as colocar? 

Depois, temos ainda outra questão importante: conseguimos controlar inteiramente quem está a assistir os nossos filhos a dançarem esse tipo de músicas? 

Vamos imaginar que estamos num espetáculo de uma academia de dança, em que crianças de 6 anos estão num palco, num local público, a “abanar a raba” como essas músicas dizem: controlamos que tipo de pessoas estão a observar os nossos filhos? De que forma os estamos a expor? 

E depois claro, continuamos a ter os impactos no desenvolvimento de que já falei, mesmo sem a compreensão da criança, por questões de imitação: a criança vai pedir para dançar essas músicas em vez de brincar, vai pedir camisolas com barriga à mostra e calções curtos em vez de roupa de criança, e isso tudo vai ter um impacto a longo prazo no seu desenvolvimento.  

 

7. Qual é a medida que devo tomar se estiver numa festa com este tipo de músicas?

Falar com o anfitrião e pedir para trocar as músicas, ou no limite ausentar da festa. E estar atento à curiosidade que as músicas despertaram nas crianças para se poder conversar sobre o assunto caso seja necessário. 

 

8. O meu filho gosta deste tipo de músicas, o que devo fazer?

É importante não fazer de conta ou tornar o assunto tabu! 

Portanto, diria que as soluções passam por conversar abertamente sobre o assunto, explicando porque é que essas músicas são inadequadas. 

Oferecer alternativas de músicas e atividades mais adequadas. Reforçar os valores que queremos transmitir aos nossos filhos. 

Basicamente, passa por nos fazermos presentes e exemplo daquilo que queremos transmitir aos nossos filhos. 

Agora, o que posso fazer?

“A proteção das crianças deve ser uma prioridade de toda a sociedade” defende a Doutora Beatriz Pereira.

Por isto, como resposta aos múltiplos relatos de situações onde denigrem a integridade das crianças expondo-as a músicas hipersexualizadas, a psicóloga criou esta petição que ainda aberta a assinaturas:

Esta pretende solicitar à Assembleia da República, ao Ministério da Educação e ao Ministério da Cultura que sejam criadas e implementadas diretrizes claras que proíbam o uso de músicas com conteúdos hipersexualizados em contextos e eventos direcionados a crianças. Estas diretrizes devem ser acompanhadas de:

  • Definição de critérios claros sobre o que constitui conteúdo inadequado para crianças.
  • Fiscalização e sensibilização junto de instituições, organizadores de eventos e educadores.
  • Promoção de alternativas culturais e artísticas que respeitem os direitos das crianças e configurem conteúdo educativo.

 

Por isso, se você deseja dar a sua importante contribuição para esta causa em prol dos pequenos, assine esta petição (confirmando a assinatura por e-mail, para ser válida).

Sou mãe de 3, tenho doutoramento em psicologia aplicada, e exerço como psicóloga da criança e do adolescente (recentemente a frequentar uma especialização também em saúde mental perinatal) na Ridomed clínica e também online. @psibeatrizpereira

mulher com o cabelo castanho escuro com cumprimento médio, vestida de amarelo com brincos compridos amarelos, corrente dourada sob o fundo neutro (muro bege texturizado). Ela sorri, contente.

Escrito por

Mariana Ribeiro

Mãe de cinco filhos em ensino doméstico. Apaixonada por filosofia, psicologia e educação. Estuda e escreve sobre família e desenvolvimento humano. @Marianaparaizoribeiro

Como escovar os dentes: Higiene oral na infância

Escovar os dentes é fundamental para manter uma boa higiene oral na infância, mas não é tudo.

Em Portugal, cerca de 49% das crianças com 6 anos apresentam pelo menos um dente cariado. Este dado nos revela que a informação ou o cuidado dos pais na gestão da saúde oral dos seus filhos, precisa de mais atenção.

Neste sentido, entrevistamos a profissional mais adequada para responder a todas as dúvidas mais pertinentes dos pais sobre como, quando, e todos os detalhes essenciais para a saúde oral na infância.

Cynthia Mascarenhas graduou-se pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas) com especialização em Ortodontia e Ortopedia Funcional dos Maxilares. Possui ainda pós-graduação em Saúde Pública com ênfase em Saúde da Família e formação em Harmonização Orofacial. Desta forma, sabemos que estamos bem entregues!

Neste artigo, então, você vai entender de forma sucinta e elucidativa como cuidar bem da higiene oral do seu filho na prática. Com o propósito de prevenir cáries, fomentar bons hábitos de higiêne oral ao seu filho, proporcionando dentes saudáveis e, claro, um sorriso feliz.

As dúvidas mais comuns dos pais sobre os primeiros dentes das crianças

 

Cuidados iniciais com a saúde oral infantil

 

1. Com que idade devo levar o meu filho ao dentista pela 1ª vez?

A primeira visita ao dentista deve acontecer até os 12 meses de idade. Esta consulta é fundamental para avaliar o desenvolvimentos dos dentes e da arcada dentária.

Também, é neste primeiro contacto com o dentista que o profissional orienta os pais sobre a higiene bucal adequada para bebês

 

2. Quando começam a nascer os primeiros dentinhos? É normal causar tanto desconforto?

Os primeiros dentinhos costumam nascer entre os 6 e 10 meses de idade.

Contudo, esta idade pode variar de criança para criança, sendo perfeitamente normal que alguns bebês comecem antes ou depois desse período.

O desconforto durante a erupção dos dentes ocorre porque os dentinhos precisam romper a gengiva para sair, o que pode causar:

  • Pressão,
  • Inchaço,
  • Inflamação no local. 

Esse processo é completamente natural e sensível.

Posto isto, para aliviar o incômodo os pais podem:

  • Oferecer mordedores próprios para a idade,
  • Manter a gengiva limpa,
  • Fazer compressas frias. 

 

3. Como devo escovar os dentes do meu filho e com que frequência?

Para escovar adequadamente os dentes do seu filho, utilize uma escova infantil de cerdas macias e cabeça pequena.

Depois, aplique a pasta na quantidade correta: o equivalente a um grão de arrozaté os 3 anos  e do tamanho de uma ervilhaapós essa idade.

Em relaçao à frequência, escove 3 vezes ao dia (manhã, tarde e antes de dormir) com movimentos suaves e circulares.

Ainda, é importante que os pais façam ou supervisionem a escovação até por volta dos 6 a 8 anos, quando a criança já tem coordenação para escovar sozinha de forma eficaz.

4. Que pasta dos dentes devo usar? Pode conter flúor?

A pasta de dente infantil deve conter flúor.

O flúor é fundamental na prevenção de cáries, pois fortalece o esmalte dos dentes e combate a ação das bactérias.

Escolha uma pasta com flúor entre 1000 e 1100ppm (partes por milhão) – basta verificar essa informação na embalagem.

 

5. O meu filho chupa a chupeta (ou o dedo). Isso pode afectar os dentes?

O ideal é que a criança abandone o hábito de chupar a chupeta ou o dedo até os 2 anos de idade.

A partir dessa idade, o hábito pode interferir no desenvolvimento da arcada dentária. Há diversas causas que podem advir do abandono tardio deste hábito, tais como: Dentes projetados para frente, alterações na posição da língua, dificuldade na fala, problemas na mastigação e respiração bucal. 

 

6. É normal o meu filho ranger os dentes durante a noite?

Sim, em muitos casos é normal que crianças ranjam os dentes à noite, especialmente entre os 3 e 6 anos de idade.

Esse hábito é chamado de bruxismo infantil e, na maioria das vezes, é temporário e não causa danos. As possíveis causas incluem:

  • Resposta natural ao nascimento ou troca dos dentes durante fase de desenvolvimento da musculatura e da arcada dentária;
  • Estímulos do sistema nervoso durante o sono.

O bruxismo desaparece naturalmente com o crescimento da criança. 

 

7. Como posso prevenir as cáries nos dentes de leite?
  • Escove com escova infantil e creme dental com flúor (na quantidade adequada);
  • Evite o consumo excessivo de açúcar;
  • Cuidado com a mamadeira noturna – evite deixar a criança dormir mamando leite ou suco sem escovar os dentes depois, isso pode causar cárie de mamadeira;
  • Alimentação equilibrada – frutas, vegetais e alimentos ricos em cálcio contribuem para dentes mais fortes. 

Para uma maior elucidação, a cirugiã dentista recomendou este pequeno vídeo demonstrativo de como escovar bem os dentes. Isto porque escovar dentes da forma adequada é essencial para uma boa higiene oral:

Cirurgiã Dentista

Cirurgiã Dentista graduada pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas), com especialização em Ortodontia e Ortopedia Funcional dos Maxilares. Possui ainda pós-graduação em Saúde Pública com ênfase em Saúde da Família e formação em Harmonização Orofacial.

www.dracynthia.com / @dracynthiamascarenhas

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Mãe de cinco filhos em ensino doméstico. Apaixonada por filosofia, psicologia e educação. Estuda e escreve sobre família e desenvolvimento humano.

Desenhos animados NÃO recomendados: O que os pais precisam saber

Nem todos os desenhos animados, criado para entreter crianças, são benéficos e adequados para as crianças.

Por isso, resigna nos pais a dúvida: “Quais são os desenhos animados seguros para o meu filho?

Qualquer pai responsável carrega esta preocupação de oferecer opções que sejam positivas para as suas crianças.

Porque, infelizmente, muitos desenhos animados foram criados com o intuito de entreter, pura e simplesmente. Com este foco, por vezes a faturação fala mais alto e o conteúdo do programa, o design e até mesmo as músicas, têm o propósito de inebriar a atenção da criança, retendo-na nas telas, custe o que custar.

Por isso, é natural que os pais se preocupem. Afinal, nenhum pai ou mãe quer que o seu filho seja vítima do consumismo desenfreado, e que pague com um desenvolvimento ferido ou com  repercussões difíceis de remediar

 

Mas, como saber se um desenho animado é impróprio para crianças?

Para identificar desenhos animados nocivos para o desenvolvimento do seu filho, apresentamos os pontos fulcrais que deve ter em atenção. Tais são:

 

Má conduta comportamental

Maus exemplos nos desenhos animados é comum, aliás, qualquer criança tende a “portar-se mal”. De certa forma, os criadores procuram este realismo para que a criança se espelhe na personagem. Os psicólogos, entretanto, alertam para o perigo de não haver correção.

Para entender melhor, vamos olhar para alguns pontos.

Sabemos que o espectador tende a espelhar-se na personagem principal. Ora, se ela tem uma má conduta (como é o caso da “A Porquinha Pig”, “A Masha e o Urso”, “Shin Shan”, “Pingu”, “Sponge Bob”), a criança vai, naturalmente, replicar estes comportamentos. Ainda mais, quando não há nenhuma consequência adequada às atitudes negativas destas personagens. 

Violência excessiva, bullying, manipulação e imagens gráficas, são alguns dos problemas que estes desenhos apresentam.

Já o “Pequeno Urso”, por exemplo, ou ainda a “Bluey”, contém personagens que não são impecáveis na sua conduta (ainda bem, pois neste aspeto são realistas). Contudo, os pais dos mesmos, são presentes e corrigem com amor, resolvendo a situação adequadamente.

É, então, desta forma que as crianças conseguem entender com clareza os valores morais fulcrais para desenvolverem-se saudavelmente, e a consequência natural dos mesmos, de forma a escolher livremente as ações que toma.

 

Ritmo acelerado

O ritmo acelerado nos desenhos animados são igualmente nocivos, indicam os psicólogos.

Isto porque, são assim desenhados para manter a atenção da criança em constante loop.

Deste modo, utilizando a estratégia de poucos segundos por cena, é possível fixar a atenção do espectador por muito tempo.

No entanto, isto vem com um custo (do desenvolvimento da criança exposta à este ritmo artificial): o cérebro vicia em estímulos de curta duração (dopamina suja), danificando a capacidade de atenção e foco da criança, no dia-a-dia.

Por isto, qualquer desenho que tenha o ritmo acelerado, não é recomendado.

Procure antes por programas infantis com um tempo mais realista, com poucos estímulos artificiais como o “Babar” ou ainda filmes de animação antigos como “O Rei Leão”.

Interface do controlo parental Kaspersky Safe Kids no celular mostrando opções de pesquisa segura, enquanto uma criança nas telas assiste a desenhos animados com fones de ouvido, sob supervisão digital.

Estímulo excessivo

Os especialistas apontam para o perigo dos desenhos animados que possuem um estímulo excessivo, quer nas cores, quer nas músicas ou até mesmo nos diálogos (em alto volume e com uma velocidade artificial).

Este excesso de estímulo, leva a dificuldade na concentração, ao desinteresse por estímulos naturais (de cores amenas e da velocidade real).

Infelizemnte, estas consequências, por sua vez, podem desencadear uma série de dificuldades cognitivas e psicológicas, possibilitando um atraso significativo no desenvolvimento infantil

Ou seja, os especialistas recomendam aos pais, expôrem os seus filhos apenasdesenhos animados cujos estímulos sejam, na medida do possível, naturais, próximos à vida real.

Desta forma, é possível manter a noção de realidade em concordância com a mesma e possibilitando, assim, que a criança se desenvolva saudavelmente. 

O YouTube Kids é seguro de verdade?

Uma pesquisa da BBC revelou que a aplicação Youtube Kids afinal, não é assim tão segura quanto parece.

Infelizmente, não é seguro disponibilizar o Youtube Kids para os seus filhos com a segurança de que não se irão deparar com conteúdos impróprios para a sua idade.

Isto porque, este estudo revelou que há uma gama de vídeos com conteúdos violentos e controversos que driblam os filtros da aplicação, classificados erroneamentes como adequados para crianças.

Infelizmente, há uma grande quantidade de vídeos que imitam os populares programas infantis (como a “Peppa Pig”, “Frozen”, “Homem Aranha”), passando como seguros para crianças no aplicativo do Youtube.

No entanto, estes vídeos (muitos deles com grande volume de visualizações) contém conteúdos gráficos chocantes, totalmente inadequados para crianças.

O problema reside no filtro automático que o algaritmo realiza, prescindindo de um ser humano para julgar a moralidade real do conteúdo

Por este motivo, é essencial que os pais monitorizem o conteúdo ao que os seus filhos estão expostos. Porque, na verdade, o Youtube Kids não é seguro.

Desenhos animados seguros e recomendados

Um bom desenho animado para miúdos deve incentivar a criatividade, a empatia e a resolução de problemas”, refere o pediatra João Rio Martins.

O pediatra refere ainda que os pais devem procurar por desenhos animados cujo ritmo seja lento e cuja animação não seja excessivamente estimulante.

Para termos exemplos concretos, o doutor nos indica alguns nomes dentro das opções mais recentes e disponíveis nos canais televisivos.

Em primeiro lugar, está a série da “Bluey”, por valorizar a empatia, a criatividade ainda a afetividade familiar.

Por outro lado, o especialista recomenda ainda alguns programas infantis que contém exemplos positivos de socialização e resolução de conflitos. Tais como: “Daniel Tigre”, “Simão”, “Patrulha Pata” (com moderação, porque pode ser repetitivo).

Como monitorar o meu filho?

Para monitorar o seu filho, garantindo que a criança não se depare com conteúdos impróprios, considere aderir ao controlo parental Kaspersky Safe Kids.

O Kaspersky Safe Kids bloqueia qualquer conteúdo impróprio, limitando o tempo de utilização de qualquer aplicação que você pré-progame. Ainda, tem a possibilidade de programa-lo de forma a notificar o seu filho, lembrando que o tempo está prestes à terminar.

Também disponibiliza relatórios do que o seu filho assistiu, mantendo, assim, o controle saudável e desejável à criança, garantindo a sua segurança

Por estes motivos, considere aderirir ao Kaspersky Safe Kids.

👉 Utilize o Kaspersky Safe Kids para garantir que seus filhos só assistam conteúdos realmente seguros!
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Mariana Ribeiro

Mãe de cinco filhos em ensino doméstico. Apaixonada por filosofia, psicologia e educação. Estuda e escreve sobre família e desenvolvimento humano. @Marianaparaizoribeiro

Como Assistir Bluey com os Filhos – Dicas Práticas

Se ainda não conhece a série mais recomendada para crianças (por pais e profissionais), está na hora de conhecer esta família canina australiana que nos encanta e nos faz crescer!

Trata-se da série de desenhos animados Bluey que conta com mais de 100 episódios, chegando a mais de 60 países. É um programa infantil mas que toda família ganha ao assisti-lo.

E melhor ainda, é assistir a cadelinha azul junto com os filhos. Vamos explicar o porquê e como você pode fazê-lo, coletando o maior proveito para todos em casa.

 

Por Que Assistir Junto Faz Diferença?

A verdade seja dita: muitos de nós, pais, recorremos às telas justamente para que as crianças estejam seguras, sentadas, felizes e nos dê alguns momentos de paz necessária.

No entanto, acabamos por perder muitas oportunidades de enriquecer o desenvolvimento dos pequenos.

Por esta razão, a mediação parental faz toda a diferença.

Deve-se ao facto dos pais serem o espelho da realidade para os filhos. Então, mediar, quer seja a ver um programa de tv, quer seja durante um passeio ou até mesmo na observação de simples detalhes cotidianos, serve de alavanca para a criança apreender o que foi adquirido de forma substancial. 

Posto isto, como os episódios da Bluey facilitam estas conversas refletivas, acabam por ser uma excelente ferramenta para: fortalecer os laços afetivos, construir valores, desenvolver a capacidade discursiva, o pensamento, a atenção, a gestão emocional, a interpretação, entre muitas outras vantagens. 

Estes momentos em conjunto com conversa pelo meio, podem ainda abrir espaço para conversas mais delicadas, mais emocionais, fundamental para o desenvolvimento saudável da criança.

 

Dicas Práticas para Aproveitar os Episódios Bluey com os Filhos

Escolher os temas

Para começar, pode-se escolher os episódios com temas que considere relevantes para a criança, tendo em consideração o seu estágio de desenvolvimento e interesses recentes.

Por exemplo, se sabe que a criança está a ter dificuldades e desafios nas confraternizações da escola, opte por temas como a amizade ou as diferenças de personalidade.

Outra opção é assistir os episódios de forma aleatória, aproveitando os temas que vão surgindo. Sim, porque em cada episódio da Bluey vai encontrar, com toda a certeza, temas relevantes que despoletam conversas muito interessantes.

Pausas refletivas 

Faça pausas para conversar durante o episódio. Quando ver que existe ali a oportunidade de algum aprofundamento, de uma reflexão, ou até mesmo para ouvir a opinião espontânea da criança. Nestes casos, pause o desenho

Durante a conversa, procure ouvir mais que lecionar ou pregar.

Isto para que a criança torne a informação dela, da sua posse. Se a criança tiver interesse e questionar ou precisar de alguma direção, intervenha de forma natural e deixe a conversa fluir

Ainda, tente relacionar as situações da série com o dia-a-dia da criança, fazendo mais perguntas do que explicando.

Atividades Inspiradas em Bluey

Brincadeiras

Você sabia que o programa de TV Bluey foi desenhado com o auxílio de psicólogos especialistas?

O autor, Jo Brumm, assim o fez porque o objetivo era direcionar o desenho somente para um público adulto: os pais. Com o intuito de guia-los na difícil tarefa de educar os filhos.

Só mais para frente, no trabalho paralelo com a editora, decidiram então envergar para uma audiência pré-escolar.

Por este motivo, pode confiar no conteúdo desta série infantil que está repleto de referências aprovadas por profissionais.

Repleto também, quer seja  de novas ferramentas para lidar com emoções, frustrações e adversidades variadas, quer seja para inspirar brincadeiras novas e simples. 

O autor fez questão que o desenho fosse uma ferramenta poderosa e multifacetada para as famílias.

Obrigada Brum!

Agora, pode aproveitar toda informação que puder absorver desta série, que nos foi presenteada.

Ainda, a maioria das brincadeiras das cadelinhas australianas, são fáceis de replicar, originais e super divertidas

Desenhando personagens da Bluey

O design utilizado na série Bluey é simples e muito agradável. 

Por este motivo, a sua réplica é fácil e pode ser uma atividade interessante para as crianças. Seja para desenvolverem a sua motricidade fina, para fortalecerem os laços afetivos, para aprimorarem as noções de proporção ou ainda para aproximar-se da personagem Bluey, há inúmeras vantagens nesta atividade lúdica.

Experimente desenhar os personagens com as crianças e colorir.

A aproximação com a personagem é fortificada e esta acaba por ser uma forma de solidificar esta relação, enraizando-se no carácter da criança.

Criar histórias novas

Porque não criar novos episódios da Bluey?

Conhecendo o universo da família Heeler, fica mais fácil para a criança utiliza-lo como base, criando novas histórias.

Desta forma, a criança explora a sua capacidade criativa, ao passo que desenvolve também outras habilidades de comunicação, pensamento lógico, memória e ainda, autonomia.

Conclusão

Em resumo, quer seja a assistir Bluey com os filhos ou mesmo assistindo outros programas como um documentário animal, jogo de ténis, notícias, esta intervenção parental tem um forte impacto nas crianças.

Ainda mais quando sabemos que o tempo em família, hoje em dia, é escasso e a individualidade tem dominado as famílias, transformando-se numa problemática preocupante dos nossos tempos.

Por estes motivos, saber aproveitar os momentos de descanso para reforçar os laços familiares e potencializar o desenvolvimento dos nossos filhos é essencial. 

São simples conversas que fazem toda a diferença.

Experimente acrescentar estes momentos na rotina familiar, vai conseguir colher os frutos deste pequeno esforço em poucos dias.

Gostou deste artigo? Confira mais dicas aqui.

mulher com o cabelo castanho escuro com cumprimento médio, vestida de amarelo com brincos compridos amarelos, corrente dourada sob o fundo neutro (muro bege texturizado). Ela sorri, contente.

Escrito por

Mãe de cinco filhos em ensino doméstico. Apaixonada por filosofia, psicologia e educação. Estuda e escreve sobre família e desenvolvimento humano.

Os 5 Sabores do Homeschooling

Tradicional, Clássico, Unschooling, Unit Studies e Charlotte Mason. Quais dos 5 sabores do homeschooling vai escolher?

 

Ao adotarmos este formato alternativo de educação – o ensino doméstico (ou domiciliar) – abre-se um leque de possibilidades. 

Afinal, esta autonomia de ensino, de origem milenar, é de fato empolgante mas deixa aquele frio na barriga e a pergunta: Como começo? Por que caminho sigo?

Foi a pensar na família homeschooler, cresente em número e entusiasmo, que escrevemos este artigo para facilitar a sua escolha.

O artigo basea-se no texto de Sonya Shafer, co-fundadora de Simply Charlotte Manson e homeschooler há mais de 25 anos, que vos apresentamos as 5 metodologias de ensino doméstico mais populares.

E para entender melhor, Sonya nomeia os métodos de uma forma abrangente, sem entrar nas variações. O que simplifica muito a nossa escolha.

Neste sentido, assim como nos estilos culinários, onde utilizamos o termo “comida mexicana” que logo nos remete ao picante, legumes exóticos que nos enche o palato numa mistura de texturas frescas e calientes. E ainda, por exemplo, a cozinha italiana que nos traz a memória as massas, o molho de tomate, conforto, comida da avó, família…

Desta mesma forma, podemos olhar para os métodos do homeschooling como sabores. Possibilitando-nos optar por aquilo que mais se adeque à nossa família, aos nossos propósitos ou a cada filho.

No meu caso particular, utilizo uma combinação deles. Uns como base e de outros sirvo-me de algumas técnicas metodológicas. Vou adaptando, conforme considero adequado aos nossos propósitos.

Agora é a sua vez de olhar para este menu como um convite para iniciar a sua pesquisa:

 

Tradicional

O homeschooling tradicional é provavelmente aquele com o qual você está mais familiarizado, por ter com ele crescido na sala de aula.

Normalmente utilizam-se livros e cadernos, separados por disciplinas escolares e divididos por capítulos de aprendizado.

Na prática, lê-se o conteúdo do livro, respondendo às questões no caderno. Aqui o foco está sobretudo na memorização, com grande ênfase nas provas como forma de avaliação.

Apesar deste estilo ser o mais utilizado no ensino tradicional, não é o único disponível.

Entretanto, no homeschooling, este estilo é automaticamente a opção mais recorrente pelos pais iniciantes, até que encontrem o estilo que mais condiga com a sua família ou com o estudante em si.

É comum, ainda, encontrar este método no seio de muitas famílias portuguesas. Isto deve-se ao fato da obrigatoriedade do aluno homeschooler estar ao nível do Perfil dos Alunos, seguindo a métrica de ensino nacional. Por este motivo, muitos pais recorrem à este estilo tradiconal como base, para seguir o manual nacional que contém o conteúdo escolar obrigatório.

No entanto, existem ainda outros estilos que talvez você nunca tenha ouvido.

 

Clássico

O homeschooling clássico tem como base o ensino em três estágios, denominado Trivium.

Este estilo remonta à antiguidade clássica, com o qual formaram-se grandes pensadores da humanidade. Na verdade, a ênfase deste estilo é mesmo este: o pensamento lógico.

 

O Trivium contém 3 fases de aprendizagem por faixas etárias com propósitos distintos: 

 

O estágio gramatical

(Para crianças dos 6 aos 10 anos de idade)

Durante este estágio trabalha-se a absorção da informação basilar e a memorização da mesma. Aprende-se as regras de fonética, escrita, gramática, língua estrangeira, história, ciência, matemática, etc. 

 

O estágio dialético

(Para jovens dos 10 aos 12 anos de idade)

O propósito desta fase é trabalhar as discussões lógicas. Aqui pretende-se desenvolver o raciocínio: questionar, debater, desenhar e projetar conclusões corretas, aprofundando ainda a álgebra e a escrita de tésis. Sobretudo pretende-se delinear o “porquê” por detrás das informações.

Em suma, este estágio pretende-se que a criança busque o conhecimento através do pensamento lógico e intuitivo.

 

O estágio retórico

(Para jovens dos 13 aos 18 anos de idade)

Durante esta fase dá-se continuidade, procurando desenvolver sobretudo uma clara e persuasiva utilização da linguagem.

O propósito da educação clássica não é fazer da criança um especialista mas desenvolver as faculdades básicas do domínio da interpretação de textos e da expressão linguística, sem o qual nada mais é possível.

Unschooling

Este estilo pode ser denominado de diversas formas, sendo Unschooling o mais popular.

Consiste basicamente em deixar fluir o conhecimento de acordo com o interesse da criança.

Aqui, o currículo é inexistente.

Se a criança tem interesse por borboletas, por exemplo, você pesquisa e aborda os variados aspectos da temática, avançando até encontrar a satisfação do interesse da criança. Se o interesse altera-se, o ensino adapta-se ao gosto do aprendiz. 

Unit Studies (estudo por temas)

Unit Studies abraça um único tema e incorpora nele todas as disciplinas educativas (português, história, ciência, música, arte, etc.). Tudo em um único tópico. 

Por exemplo, quando se estuda o Egito Antigo (história), faz-se um mapa do Egipto (geografia), calcula-se a altura da pirâmide (matemática), explora-se como os egípcios irrigam as suas terras próximas ao Nilo (ciência), lê-se uma história fictícia de um livro do Antigo Egito (literatura), cria-se pirâmides de origami (arte), aprende-se algumas palavras egípcias (língua estrangeira), e assim por diante.

 

Charlotte Mason

Este estilo de homeschooling tem o nome de um educador britânico, Charlotte Mason, que viveu no séc.XVIII.

A sua abordagem utiliza uma literatura “viva”, ou seja, literatura de qualidade, cativante, onde o estudante é chamado à narrar o que foi apreendido.

Para tal, este estilo utiliza métodos baseados na forma como as crianças naturalmente aprendem, com o propósito de enfatizar bons hábitos que perduram uma vida inteira. 

Aqui, troca-se as escolhas múltiplas por métodos que enraizam a aprendizagem ao ponto de fixarem-se na memória a longo prazo das crianças.

Também disponibiliza uma grande variedade de assuntos semanais em curtas (mas focadas) lições, tais como arte, música, estudo do meio, atividades artesanais, para além das disciplinas tradicionais.

 

Escolhendo o estilo homeschool da sua família

Agora que você conhece os 5 estilos de homeschooling, qual deles vai escolher?

Pode optar por apenas um e aprofunda-lo, como também pode optar um estilo basilar e misturar com algumas técnicas dos outros estilos, implementas esporadicamente.

Seja qual for o seu sabor ou sabores, agora pode tirar um maior proveito desta liberdade de escolha na educação dos seus filhos.

Lembramos a relevância de se informar das legalidades para iniciar o homeschool em Portugal. De qualquer forma, pode conferir nossos outros artigos relacionados com o tema, nomeadamente 5 Dicas para Começar o Homeschooling com Sucesso. E ainda, nosso artigo completo Homeschooling: Benefícios e Desafios para Pais e Filhos

mulher com o cabelo castanho escuro com cumprimento médio, vestida de amarelo com brincos compridos amarelos, corrente dourada sob o fundo neutro (muro bege texturizado). Ela sorri, contente.

Escrito por

Mãe de cinco filhos em ensino doméstico. Apaixonada por filosofia, psicologia e educação. Estuda e escreve sobre família e desenvolvimento humano.