Cuidados no aeroporto: como proteger as crianças durante a viagem

Cuidados no aeroporto fazem parte do planejamento que a gente nem sempre lembra quando está organizando uma viagem com os filhos. Afinal, entre separar as roupas, conferir os documentos, preparar a mala e pensar em como entreter os pequenos durante o voo, é fácil deixar essa etapa em segundo plano.

Só que o aeroporto tem uma dinâmica diferente da maioria dos lugares que a criança frequenta no dia a dia. É muita gente passando, anúncios pelos alto-falantes, filas, malas por todos os lados, portas que abrem e fecham, escadas rolantes, elevadores e, claro, a expectativa de finalmente entrar no avião.

Para os pequenos, tudo isso pode ser novidade e diversão.

Para os adultos, significa também cuidados.

O aeroporto pode ser muito estimulante para a criança, mas é preciso cuidados

Imagine a criança chegar a um lugar completamente diferente do que ela está acostumada.

Há aviões enormes do outro lado das janelas, pessoas falando diferentes línguas, painéis cheios de informações, lojas de doces, carrinhos de bagagem e sons que ela talvez nunca tenha ouvido na vida.

É natural que queira olhar tudo, afinal, tudo ao redor é novo.

Porém, dependendo da idade da criança, ela ainda não tem a mesma noção de perigo que um adulto. E ela pode, por exemplo, parar para observar alguma coisa, se interessar por uma mala ou seguir uma pessoa que conheça ou simplesmente andar alguns passos sem perceber que está se afastando.

Essa inocência exige atenção dos adultos para que essa curiosidade não se torne um risco.

E estar atento à segurança infantil não significa que os pais, tutores ou outros adultos responsáveis precisam ficar tensos o tempo inteiro. Significa entenderem que, naquele ambiente em particular, os pequenos devem ficar por perto.

Quais são os principais riscos para as crianças no aeroporto?

Antes de pensar nas medidas para proteger os pequenos nos aeroportos, precisamos falar sobre os pontos que merecem mais atenção.

Crianças podem se afastar dos responsáveis

Esse talvez seja um dos maiores motivos para reforçar a supervisão em um aeroporto. Um momento de distração pode ser suficiente para que a criança se afaste enquanto observa uma loja, uma mala ou qualquer outra coisa que desperte a sua curiosidade.

Escadas rolantes e elevadores

Escadas rolantes e elevadores são comuns na vida de um adulto, mas que podem representar riscos para os pequenos.

A criança pode se desequilibrar, tentar brincar ou se aproximar de partes que não deveria. Por isso, sempre que os pequenos forem usar esses equipamentos, é importante que os adultos estejam próximos para orientar e proteger.

Bagagens e esteiras também podem chamar a atenção

Para uma criança, uma esteira cheia de malas pode ser muito curiosa e fazer com que ela se aproxime ou até tente tocar nos objetos.

Isso pode ser bem perigoso porque, além de a esteira possuir partes móveis que podem machucar, malas pesadas podem cair ou ser difíceis de controlar quando estão sendo transportadas pelos corredores.

O excesso de estímulos pode deixar a criança cansada

Barulho, iluminação, espera, fome, sono e excesso de pessoas… se para muitos adultos esses estímulos já podem ser um incômodo, imagine para os pequenos. Eles podem ficar irritados com facilidade, agitados ou sobrecarregados por conta do excesso de informações.

E quando isso ocorre, pode ficar ainda mais difícil para a criança acompanhar orientações ou se manter próxima do adulto.

Cuidados no aeroporto: o que os adultos podem fazer?

Conhecer os riscos ajuda bastante, mas é na rotina que a prevenção realmente acontece.

Abaixo, separamos algumas dicas que podem ajudar os pais, tutores, professores ou demais adultos a tornar a experiência mais tranquila para os pequenos.

1- Converse com a criança antes de chegar

Antes de sair de casa ou da escola, conte para a criança que vocês vão passar por um lugar grande e movimentado. Dependendo da idade dela, explique que haverá momentos em que será preciso esperar em filas e que ela deve ficar próxima do adulto sempre.

Em vez de apresentar uma lista enorme de perigos, priorize regras que são fáceis de lembrar, como:

  • ficar perto do responsável;
  • avisar antes de sair de perto;
  • não correr pelo aeroporto;
  • segurar a mão do adulto em locais muito movimentados;
  • nunca acompanhar alguém que não conhece;
  • pedir ajuda se não encontrar o responsável.

2- Mantenha a criança por perto durante os deslocamentos

Essa parece uma recomendação óbvia, mas a rotina do aeroporto pode fazer com que a atenção dos adultos se divida em algum momento.

Portanto, se estiver viajando com outro adulto junto, divida a responsabilidade e os cuidados dos pequenos com a outra pessoa. Peça: “eu fico com ela enquanto você resolve isso”.

3- Redobre a atenção em escadas, elevadores e esteiras

Nas escadas rolantes, acompanhe a criança de perto e oriente-a a permanecer junto durante todo o trajeto. Explique que ela deve ficar parada e segurando no corrimão, e que as corridas e brincadeiras ocorrerão em outro momento.

Nos elevadores, mesma coisa. Permaneça junto durante a entrada, o percurso e a saída, e oriente para que não brinque perto das portas. Já nas esteiras de bagagem, mantenha a criança afastada das partes móveis e explique, de maneira tranquila, por que aquele não é um espaço para brincar.

4- Pense em como tornar as filas mais tranquilas

Depois de algum tempo em uma fila, é normal que a criança fique inquieta, pergunte quanto falta ou queira andar um pouco.

Então, ao perceber que ela está ficando muito cansada ou impaciente, tente transformar aquele momento em uma espera mais agradável. Converse, conte alguma curiosidade sobre a viagem, brinque, leve um livro ou um pequeno brinquedo na bagagem de mão.

Isso pode evitar que a criança se afaste ou circule sozinha por lá.

5- Sempre tenha uma identificação dos pequenos

A gente torce para nunca precisar dela, mas uma identificação pode facilitar bastante as coisas caso a criança se afaste. Pode ser uma pulseira, cartão com o nome ou até mesmo um contato telefônico de um responsável. Também é recomendado deixar essas informações em um bolso da roupa ou da mochila.

Para as crianças maiores, ensine o nome completo dos responsáveis e um telefone de contato para compartilhar com um funcionário do aeroporto, se precisar.

6- Ensine a criança a procurar ajuda

Se a criança se perder, o mais importante é ela saber o que fazer para não se desesperar. Por isso, converse sobre essa possibilidade antes da viagem em família ou com a escola, e explique que, se não encontrar os responsáveis, ela deve:

  • permanecer no aeroporto
  • procurar um funcionário identificado ou um profissional da segurança.

Para os maiores, mostre como identificar crachás, uniformes e balcões de atendimento. Também ensine que ela pode contar ao responsável caso alguém se aproxime ou ofereça ajuda de uma maneira que a deixe desconfortável.

7- Evite telas sempre que possível

Um desenho, um jogo ou um vídeo podem ajudar a tornar as horas da criança mais tranquila, mas não podemos deixar que as telas substituam a supervisão dos adultos.

Ao usar celulares ou tablets, os pequenos podem ficar muito concentrados ao que assistem e, com isso, deixar de perceber o ambiente ao redor.

Então, sempre que estiverem se deslocando, esperando em filas ou pedindo orientação, guarde o aparelho do filho. Isso mantém a criança atento ao que acontece.

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E se a criança se perder no aeroporto?

Nenhum pai, mãe ou responsável quer passar por uma experiência dessas. Mas, se acontecer, é importante saber agir para evitar desesperos.

Se perceber que a criança não está mais por perto ou não consegue encontrá-la rapidamente, procure a equipe do aeroporto ou os profissionais de segurança.

Tenha em mãos uma fotografia recente dela e informe as características como roupa, idade, aparência e qualquer detalhe que ajude na identificação.

Não espere vários minutos acreditando que ela vai aparecer sozinha. Peça ajuda!

Segurança da criança também significa ouvir 

Se a criança disser que está com medo, que não quer ficar perto de alguém ou que alguma situação a deixou desconfortável, não a ignore.

Na corrida do dia a dia, pode ser que o adulto esteja preocupado em cumprir horários, chegar ao portão de embarque ou organizar o passeio. Mas, ouvir e acolher é a melhor forma de oferecer segurança e evitar que a experiência da viagem se torne traumática.

Os cuidados no aeroporto não precisam transformar cada minuto do passeio em preocupação. Porém, os adultos precisam estar preparados para proteger e reconhecer os riscos.

Saber que alguns espaços exigem mais atenção. Conversar previamente com os filhos ou alunos. Manter os documentos e contatos organizados. Pensar em como agir caso vocês se separem. Observar quando a criança está cansada ou sobrecarregada. Conversar sobre segurança de uma maneira que faça sentido.

Essas atitudes ajudam a construir memórias e viagens que sejam tranquilas, seguras e especiais.

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Sound of Freedom: o filme que todos os pais devem assistir

Por que Sound of Freedom é um filme necessário para todos os pais e adultos envolvidos na criação das crianças?

 

Na correria do dia a dia, é comum acreditarmos que estamos fazendo tudo o que podemos para proteger as nossas crianças. Levamos à escola, acompanhamos as atividades, organizamos a rotina delas e tentamos estar presentes sempre que possível.

Mas será que estar por perto é suficiente?

O filme Sound of Freedom convida os pais e demais adultos a refletirem justamente sobre isso.

A história é difícil, provoca desconforto e pode despertar sentimentos intensos. Ainda assim, é uma obra que merece ser conhecida porque coloca em discussão um assunto importante: a exploração infantil e a responsabilidade dos adultos na proteção dos pequenos.

Sobre o que trata o filme Sound of Freedom?

Lançado em 2023, Sound of Freedom acompanha a história de Tim Ballard, um ex-agente do governo dos Estados Unidos que decide deixar o trabalho para se dedicar ao resgate de crianças vítimas do tráfico e da exploração sexual.

Na trama, ele conhece uma situação que muda completamente a sua trajetória: uma criança é resgatada, mas a sua irmã continua desaparecida. A partir daí, o personagem se envolve em uma missão para encontrá-la e libertá-la.

O filme nos apresenta uma realidade extremamente dolorosa, que mostra como as crianças podem ser colocadas em situações de violência, manipulação e exploração por adultos.

É importante lembrar que Sound of Freedom é uma obra inspirada em acontecimentos reais, mas não um retrato completo ou documental de todos os casos de tráfico infantil. A produção recebeu críticas e gerou debates justamente sobre a forma como apresenta determinados acontecimentos.

Quais aprendizados o filme traz para os pais?

Ainda que apresente uma história difícil, Sound of Freedom é um filme recomendado para todos os pais e adultos porque traz ensinamentos extremamente valiosos. 

1- A proteção da criança é responsabilidade dos adultos

Uma das principais reflexões é que a criança não deve carregar sozinha a responsabilidade pela própria segurança.

Os pequenos ainda estão aprendendo a reconhecer os perigos do mundo, compreender intenções humanas e avaliar consequências. Por isso, não podemos esperar que tenham sempre a maturidade necessária para identificar uma situação de risco.

A segurança da criança começa com a presença, a orientação e a atenção dos adultos.

2- Nem todo perigo parece perigoso no começo

Muitas situações de risco não começam com algo que assusta imediatamente. Elas podem vir por meio de uma conversa, de uma promessa, de um presente, de uma brincadeira ou até mesmo da aproximação de alguém que parece gentil.

Por isso, ensinar segurança infantil não pode se resumir em dizer que a criança não pode conversar com desconhecidos.

Ela precisa aprender que ninguém deve pedir segredo aos adultos responsáveis, fazer ameaças, oferecer presentes em troca de silêncio ou pedir imagens e informações pessoais.

3- A criança precisa saber que será ouvida

Um dos cuidados mais importantes na prevenção da violência infantil é construir uma relação de confiança. A criança precisa sentir que pode conversar com os pais abertamente sem ser imediatamente repreendida, desacreditada ou culpada.

Às vezes, ela não vai contar tudo de uma vez. Ela pode começar falando por meio de uma brincadeira, de uma pergunta inesperada ou de uma mudança de comportamento.

Cabe aos adultos aprenderem a observar além das palavras.

4- Conversar sobre proteção não precisa assustar

Falar sobre violência, abuso e exploração infantil é difícil, e muitos pais evitam esses assuntos porque têm medo de tirar a inocência dos filhos.

No entanto, existe uma diferença entre assustar a criança e ensiná-la a se proteger.

A conversa deve e vai acontecer em algum momento, e ela deve ser conduzida  sem descrições que provoquem medo desnecessário. Ela também precisa ser adequada à idade dos filhos e evitar excesso de detalhes. 

Os pais podem ensinar, por exemplo, que o corpo da criança merece respeito, que ela pode dizer não a um toque que cause desconforto e que deve procurar um adulto de confiança quando se sentir insegura.

5- A atenção dos adultos faz diferença

O filme também provoca uma reflexão sobre a forma como os adultos observam o ambiente ao redor.

  • Quem está acompanhando a criança? 
  • Quem tem acesso a ela? 
  • Quais são os adultos responsáveis por determinado espaço? 
  • A criança sabe a quem pedir ajuda? 
  • Os pais conhecem as pessoas que participam da rotina dos filhos?

Essas perguntas fazem parte da segurança da criança.

Isso não significa que estão desconfiados de todas as pessoas ou vivendo em estado permanente de alerta. Trata-se de não entregar a proteção dos filhos ao acaso.

 

Cuidar das crianças é uma responsabilidade de todos

Assistir a Sound of Freedom é uma experiência desconfortável porque trata de um assunto difícil para os pais. Ainda assim, é importante e abre espaço para conversas necessárias na família.

A proteção infantil não depende apenas de uma pessoa, então, a recomendação é que todos que tiverem contato com os pequenos assistam e aprendam com a história. 

Pais, familiares, professores, profissionais da saúde, responsáveis por espaços de convivência, sociedade… As crianças precisam de adultos que observem, orientem e estejam dispostos a agir quando alguma coisa não parece certa.

 

Se você gostou dessa indicação, compartilhe com outros pais que também precisam saber. E aproveite para conferir nosso outro artigo que trata sobre a segurança infantil.

 

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Segurança infantil: atenção dos pais nunca é demais

Quais são os cuidados que os pais precisam ter para garantir a segurança infantil dos seus filhos? Vamos entender!

 

Criança pode se afastar em poucos segundos.

Basta uma distração, uma pessoa passando na frente, uma brincadeira que chama atenção ou simplesmente aquela curiosidade natural de querer descobrir o que existe ao redor.

Por isso, quando entramos no tópico segurança infantil (ou segurança da criança), não estamos falando sobre impedir que os pequenos explorem o mundo.

Pelo contrário.

A infância precisa de espaço para brincar, correr, descobrir e ganhar autonomia. Mas, enquanto isso acontece, existe também a responsabilidade que acompanha os adultos: o de observar, antecipar possíveis situações de risco e estar por perto quando a criança ainda não consegue fazer isso sozinha.

Crianças podem se afastar mesmo quando os pais estão por perto

É comum imaginar que situações envolvendo crianças perdidas acontecem apenas em grandes eventos, parques de diversões, praias ou lugares com muitas pessoas.

Mas nem sempre é assim.

Uma criança pode desaparecer do campo de visão dos pais em uma praça praticamente vazia, enquanto brinca em um condomínio ou durante uma visita à casa de alguém.

O problema é que as crianças ainda não possuem a mesma percepção de distância, perigo e consequência que os adultos.

Para elas, correr alguns metros atrás de alguma coisa é completamente natural. Da mesma forma que entrar em outra sala escura ou seguir uma pessoa conhecida por alguns metros.

É justamente por carregarem essa inocência, que a supervisão dos adultos é tão importante e necessária para a segurança infantil (seja na rotina ou em uma viagem em família).

Locais cheios de pessoas também podem esconder situações de risco

Lugares muito movimentados costumam transmitir uma sensação de segurança porque existem muitas pessoas por perto. Afinal, se alguma coisa acontecer, alguém certamente vai perceber, não é?

Nem sempre.

Em meio a uma multidão, uma criança pequena pode ser facilmente encoberta pela altura dos adultos. E, quanto maior é o movimento ao redor, mais difícil pode ser para os pais perceberem imediatamente que o filho desapareceu.

Os parques da Disney, por exemplo, são um excelente exemplo disso.

Eles recebem famílias do mundo inteiro e vivem diariamente situações e escândalos envolvendo segurança infantil.

Relatos de pais que viajaram com crianças e estiveram na Disney contam que, ao se separarem dos filhos, só os conseguiram encontrar minutos mais tarde com a equipe do local.  Também circulam na internet histórias muito mais assustadoras sobre casos de sequestros no parque envolvendo troca de roupas, corte de cabelo e sedação (veja aqui).

O ponto não é alimentar o medo dos pais com isso.

É trazer uma reflexão que precisa fazer parte da rotina familiar. A de saberem onde estão os pequenos, perceberem quando eles se afastam e conhecerem os recursos disponíveis para agir rapidamente caso uma separação aconteça.

O cuidado não é exagero. É prevenção!

Ao trazer a segurança dos filhos para a roda de conversa, é natural vir aquele receio de transformar a infância em uma sequência interminável de “não faça isso”, “não vá ali”, “não fale com ninguém”.

Mas proteger também é educar, mesmo que em um primeiro momento a orientação soe como limitação.

Os pais precisam ensinar os filhos sobre os perigos de determinados lugares e explicar o que fazer quando alguma coisa não parece segura. Principalmente, mostrar que pedir ajuda nunca deve ser motivo de vergonha.

Ao aprenderem essas coisas desde cedo, os pais estarão ajudando as crianças a desenvolverem recursos para cuidar de si mesmas e prevenir riscos.

Como ensinar sobre segurança da criança aos filhos

Falar sobre a segurança dos filhos não precisa acontecer apenas antes de uma viagem em família ou depois de alguma situação assustadora. Os pais podem incluir pequenos cuidados na rotina dos pequenos; isso de maneira natural e adequada à idade das crianças.

1- Ensine o que fazer se ela se perder

Em vez de apenas dizer “não se afaste de mim”, explique o que a criança deve fazer caso isso aconteça.

Uma criança pequena pode aprender que deve parar onde está e procurar um funcionário do local ou outro adulto previamente indicado pelos pais. Já crianças maiores podem aprender a identificar pontos de encontro e memorizar o nome ou telefone dos responsáveis.

O importante é que a orientação seja simples o suficiente para ser lembrada mesmo em um momento de nervosismo.

2- Crie combinados antes de chegar ao local

Vai ao shopping? Ao parque? A uma festa? A um evento cheio de pessoas?

Antes de entrar, converse rapidamente com a criança. Explique onde vocês estarão, o que ela deve fazer se não conseguir mais enxergar os responsáveis e quem pode procurar para pedir ajuda.

3- Ensine a criança a reconhecer quem pode ajudar

“Não fale com estranhos” é uma orientação simples de entender, mas não explica o que a criança deve fazer quando realmente precisa de ajuda.

Por isso, vale aos papais ensinarem que existem pessoas responsáveis pelo lugar que podem ajudá-la.

Em um parque, pode ser um funcionário. Em uma escola, um professor ou outro profissional conhecido. Em um estabelecimento, alguém identificado como parte da equipe.

4- Use recursos de localização com responsabilidade

Para algumas famílias, dispositivos de localização, como o AirTag da Apple, podem reforçar a segurança da criança, especialmente em viagens, eventos ou locais muito movimentados.

Eles podem estar presos à mochila, à roupa ou a outro pertence, mas é necessário frisar que tecnologia não substitui presença.

Um rastreador pode ajudar os adultos a localizar um objeto ou indicar uma localização, mas não impede que a criança se afaste nem garante, sozinho, que ela esteja segura.

5- Converse sem gerar medo

Talvez esse seja um dos cuidados mais importantes e difíceis de colocar em prática.

A criança não precisa crescer acreditando que qualquer pessoa desconhecida é uma ameaça ou que qualquer lugar fora de casa é perigoso. Ela precisa aprender a reconhecer situações em que deve procurar ajuda e saber como agir diante disso.

Uma conversa tranquila é o mais sensato a se fazer.

Segurança infantil cresce junto com a criança

A forma de cuidar muda conforme os filhos crescem. Por isso, o tema “segurança da criança” não significa que os pais precisam manter os pequenos sempre ao alcance das mãos.

O que eles devem fazer é acompanhar o desenvolvimento dos seus filhos e irem aumentando a liberdade conforme eles aumentam a compreensão, responsabilidade e capacidade de tomar decisões.

Ao fazer isso, os pais cuidam das crianças até que elas cheguem à fase adulta, preparando-os para terem autonomia e seguirem a vida sem medo.

 

Se você gostou do conteúdo, aproveite para conferir nosso artigo sobre AirTag da Apple na segurança das crianças,

 

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Desenvolvimento da criança: filhos aprendem a sonhar com os pais

Entenda como as atitudes dos pais impactam o desenvolvimento da criança e a sua capacidade de projetar o futuro.

Antes de saber o que querem ser, as crianças precisam descobrir o que existe ao redor delas.

Uma profissão, esporte, instrumento musical, viagem, lugar diferente, uma habilidade que ainda não conhecem.

Grande parte das opções chega até elas primeiro por meio de alguém. Às vezes um professor, avós ou um amigo. Mas, principalmente nos primeiros anos, são os pais que ajudam a apresentar o mundo e as possibilidades — e contribuir para o desenvolvimento da criança.

Antes de escolher um caminho, a criança precisa de experiências

É difícil desejar aquilo que nunca fez parte do nosso repertório, não é mesmo?

Uma criança que nunca teve contato com determinado esporte, por exemplo, talvez nem imagine que poderia gostar dele um dia. Jà outra, que nunca viu alguém trabalhando com arte, pode não entender que aquilo também pode fazer parte da sua vida adulta. Enquanto isso, outra pode descobrir uma paixão por animais simplesmente porque teve a oportunidade de conviver junto com eles.

É por existir tantas possibilidades no mundo que proporcionar experiências para os pequenos tem tanto valor na representatividade infantil e no desenvolvimento da criança.

Ao fazer isso, os papais conseguem fazer com que os filhos saiam do espaço confortável e limitado do quarto (ou da casa) para desbravar o universo lá fora.

Os pais não precisam transformar cada descoberta em uma expectativa, obviamente. Mas, podem abrir portas mesmo que pareçam pequenas no começo.

Depois de viver cada uma das experiências acima (e tantas outras), a criança mesmo pode decidir o que desperta a sua curiosidade.

Desenvolvimento da criança: os filhos crescem observando aquilo que os adultos fazem

Existe uma parte no desenvolvimento da criança e na educação dos filhos que acontece sem que os pais ou outros adultos percebam que estão ensinando.

A criança observa como eles interagem e trabalham no dia a dia, como enfrentam os problemas, como lidam com as frustrações e até mesmo como reagem quando precisam começar do zero.

Chamamos essa fase de “observação”, mas ela vai muito além de simplesmente olhar ao redor.

A criança percebe quando o adulto se dedica a algo porque realmente gosta daquilo. E também, quando algum deles desiste diante de uma dificuldade.

Tudo é percepção.

E conforme a criança vai crescendo e adquirindo consciência sobre as coisas, ela mesma constrói suas convicções e referências sobre o mundo: o que parece interessante, o que parece possível, o que desperta sua curiosidade e quais espaços ela consegue imaginar ocupando no futuro.

Quando a história dos pais vira inspiração e ponto de partida

Uma notícia que saiu recentemente na revista Marie Claire ilustra muito bem essa ideia.

Em entrevista, Vicky Farfus, filha do piloto Augusto Farfus, conta que cresceu acompanhando o pai no universo do automobilismo. O contato com esse ambiente aconteceu desde cedo, tornando aquele mundo conhecido e totalmente familiar para ela.

Após vivenciar essa experiência e descobrir que também tinha interesse em correr, Vicky passou a construir a sua própria trajetória nas pistas. E, com isso, também se tornou uma referência para outras meninas e mulheres que talvez nunca tivessem imaginado o automobilismo como uma possibilidade.

Essa história é belíssima e cativante porque mostra que a criança pode desenvolver habilidades e descobrir novos interesses quando alguém próximo apresenta esse universo à ela.

O fato de conhecer um caminho não determina qual será a sua escolha, claro. Mas o contato é um começo importante para ela se conhecer e saber o que quer para o futuro.

O papel dos pais não é adivinhar o futuro, e sim ampliar as possibilidades

Qual escola escolher? Qual atividade extracurricular oferecer ao filho? Qual talento desenvolver primeiro? Qual profissão estimular? Como preparar a criança para viver a fase adulta?

É natural os pais se preocuparem com essas questões ao longo da criação dos pequenos porque existe o instinto protetivo e o desejo de querer garantir que os filhos tenham um futuro seguro.

Só que a infância não precisa ser tratada como uma corrida ou uma preparação constante para a vida adulta. Há tempo suficiente para a criança experimentar coisas novas, aos poucos, e descobrir seus próprios interesses sem que os pais precisem transformar tudo em desempenho.

Dar referências também é deixar espaço para escolhas

Quando um pai apresenta ao filho algo que ama, sabemos que ele está compartilhando uma parte importante de quem ele é. E o mesmo pode ser dito quando a mãe mostra à filha uma atividade que considera interessante para ela.

A criança, porém, não precisa gostar das mesmas coisas, e tudo bem ser dessa forma. Todos os adultos já viveram a infância um dia e guardam em suas próprias memórias as experiências que viveram e o que desejavam encontrar para o futuro.

Como pais, é nosso papel ampliar o mundo dos nossos filhos e deixar que eles sejam livres para descobrir aquilo que faz sentido para eles.

Como está o mundo de possibilidades para os pequenos aí desse lado?

Se você gostou desse conteúdo, aproveite para ler nosso artigo sobre jogos de tabuleiro e conexão familiar. Uma leitura que segue por esse mesmo caminho de olhar para os momentos simples que aproximam pais e filhos, e que contribuem para o desenvolvimento da criança. 

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Acessibilidade infantil: como os pais podem ajudar?

Entenda qual é o papel dos pais para garantir aos filhos acessibilidade infantil. 

 

Nem sempre aquilo que parece simples para um adulto é simples para uma criança.

Entrar em um lugar novo, pedir alguma coisa para comer, explicar o que está sentindo, participar de uma brincadeira…. Isso pode exigir muito mais do que imaginamos.

E, quando existe alguma dificuldade de comunicação, mobilidade, interação ou adaptação no dia a dia, as pequenas barreiras podem se tornar ainda maiores para os pequenos.

É por isso que, sempre que falamos em acessibilidade infantil, não podemos direcionar o nosso foco apenas para as adaptações de um espaço. Mas sim, para os pais, que possuem a importante missão de tornar o mundo mais acessível para o filho.

O que significa tornar o mundo mais acessível para uma criança?

Quando pensamos em acessibilidade infantil, a primeira coisa que vem à mente são rampas, elevadores ou outros recursos relacionados à mobilidade. Isso também está atrelado à palavra, sim. Mas uma criança pode encontrar restrições que não são tão visíveis aos olhos adultos.

A criança que não faz uso da fala para se comunicar, por exemplo, pode precisar de outras alternativas que permitam à ela expressar seus desejos, sentimentos e necessidades. Outra, pode precisar de adaptações no espaço para conseguir participar de uma atividade ou interagir com outras crianças da mesma idade.

E há também aquelas que, por suas próprias características, precisam de mais tempo, menos estímulos ou então uma rotina mais previsível para se sentirem seguras.

Ou seja, tornar o mundo acessível para uma criança não é só oferecer as mesmas condições para todas as crianças. E sim, dar a elas a chance de participar, se comunicar e desenvolver a autonomia.

O papel dos pais no desenvolvimento de uma infância mais acessível

Os pais não precisam conhecer todas as possibilidades de adaptação ou ter uma resposta pronta para cada dificuldade que aparece na vida dos filhos.

No entanto, é muito importante que eles saibam reconhecer quando a criança precisa de apoio, pois é isso que vai permitir que busquem formas de melhorar a vida e a rotina infantil.

Cada criança possui necessidades ímpares, bem como habilidades e maneiras de interagir com o mundo. Então, o olhar de um pai e de uma mãe em relação às necessidades do filho é diferente de outro pais.

Isso faz parte e, ao reconhecerem esse ponto, eles conseguem transformar a forma de cuidar dos filhos, já que conseguem olhar para aquilo que a criança realmente precisa. E não para aquilo que esperam que ela consiga fazer.

A iniciativa dos pais também pode nascer de uma dificuldade

Recentemente, uma história chamou atenção justamente por mostrar como uma situação inesperada pode levar a uma nova maneira dos pais cuidarem dos filhos.

Jessica Fletcher, uma mãe canadense, decidiu tatuar um teclado no próprio braço para ajudar o seu filho Hunter, de 11 anos, que é autista e não falante, a se comunicar quando não pudesse utilizar o seu dispositivo eletrônico.

Hunter utiliza o aparelho de Comunicação Aumentativa e Alternativa para interagir e se comunicar com a mãe. Em uma ocasião, porém, o dispositivo ficou sem bateria enquanto os dois estavam em um restaurante. Sem o recurso que normalmente utilizava, Hunter desenhou um teclado em um papel e passou a apontar para as letras para mostrar à sua mãe o que queria.

A partir daquela situação, Jessica percebeu que precisava existir outra alternativa para que o seu filho Hunter pudesse se comunicar. E foi assim que nasceu a ideia de tatuar o teclado no braço.

A história chamou atenção e repercutiu nas redes sociais porque a solução encontrada pela mãe foi simples, e porque isso ocasionou um alto impacto para a comunicação e para a vida do filho.

Os pais podem ajudar a identificar barreiras que outras pessoas não percebem

É papel dos pais conhecer a criança, mas acompanhar e cuidar dos filhos vai muito além de saber o que ela gosta de comer ou qual o desenho favorito.

Trata-se de perceber quando um ambiente a deixa desconfortável, entender quando existe uma dificuldade específica, e quais atividades ela consegue realizar sozinha e em quais precisa de ajuda.

Pode não parecer, mas essa percepção significa muito para o crescimento e para o desenvolvimento infantil. E às vezes, basta uma simples adaptação na rotina para que a criança consiga conquistar mais autonomia e confiança.

Proporcionar autonomia é também uma forma de acessibilidade

Cuidar de uma criança é ajudá-la quando ela precisa, e também permitir que ela faça aquilo que já consegue fazer sozinha.

Nem sempre é fácil encontrar esse equilíbrio, sabemos disso. Porém, se os pais conseguirem respeitar esse espaço e se mantiverem atentos às necessidades particulares dos seus filhos, é possível fortalecer relações e prepará-los para enfrentar as barreiras que surgirem ao longo do seu crescimento.

 

Se você gostou desse artigo, você também pode conferir nosso post sobre Segurança Infantil na Internet e o Uso Equilibrado das Telas. Nele, entrevistamos a educadora parental especialista em Parentalidade Positiva, Rose Shayene.

 

 

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O papel do pai no desenvolvimento infantil

Entenda como a paternidade ativa e a presença do pai contribuem para o desenvolvimento e crescimento infantil. 

Ninguém aprende a ser pai antes de o filho chegar. A primeira troca de fralda pode demorar mais do que o esperado, o choro nem sempre é fácil de interpretar e algumas decisões trazem mais dúvidas do que respostas.

Isso acontece com os papais de primeira viagem e também com aqueles que já têm experiência, porque cada criança possui sua própria forma de sentir, reagir e se relacionar.

O que precisamos entender é que a paternidade não depende de saber tudo desde o início. Ela se constrói ao longo dos anos, com o pai participando da rotina da família, aprendendo sobre o filho e assumindo o cuidado como uma responsabilidade que também é sua.

O que significa ser uma figura paterna presente?

A figura paterna pode ser o pai biológico, adotivo, padrasto ou outro homem que ocupe esse lugar na vida da criança.

Porém, só o vínculo familiar não garante uma presença verdadeira.

A criança percebe quem atende quando ela chama, quem cumpre o que prometeu, quem participa dos momentos agradáveis e quem permanece por perto quando o dia fica difícil.

Por isso, ser uma figura paterna presente não pode ser medido apenas pelo vínculo biológico ou pelo número de horas que o pai passa junto ao filho. É ser um pai que oferece disponibilidade emocional, constância e, principalmente, responsabilidade.

Qual é o papel do pai no desenvolvimento infantil?

O papel do pai no desenvolvimento infantil aparece em diversas situações que podem até soar pequenas para um adulto, mas têm grande significado para a criança e o bebê.

Quando o pai está próximo e responde ao choro do recém-nascido, por exemplo, ele demonstra que suas necessidades são percebidas. Quando conversa com a criança pequena sobre o que ela está sentindo, ajuda a dar nome a emoções que ainda são difíceis de compreender. E quando estabelece limites e explica os motivos, ensina que o cuidado e a frustração podem existir, sim, na mesma relação.

Pesquisas que analisam o envolvimento paterno, inclusive, encontraram associações positivas com aspectos do desenvolvimento cognitivo durante a infância. 

Você também pode gostar de ler | Tempo de pai: Gestão do empreendedor e pai Rafael Polónia

Paternidade ativa não é somente brincar

A brincadeira tem um alto valor para a família porque aproxima, estimula a imaginação e permite que o pai conheça melhor o jeito do filho. Mas não é a única coisa que importa.

O pai precisa:

  • Saber qual medicamento a criança está tomando;
  • Quando será a próxima consulta;
  • O que está acontecendo na creche e escola;
  • E por que ela acordou assustada durante a noite.

Ou seja, precisa participar das decisões, dividir as tarefas com a mãe e acompanhar as mudanças de cada fase infantil.

Durante muito tempo, a mãe assumiu o papel principal pelo cuidado dos filhos. Porém, ano a ano essa ideia tem sido revista, com o pai começando a assumir uma participação ainda mais direta na rotina da criança. 

Cada fase pede uma forma diferente de presença

Nos primeiros meses, a presença paterna no crescimento do filho pode aparecer no colo, no banho, na troca de roupa, na alimentação e nos cuidados do bebê durante a madrugada. Mesmo quando a mãe amamenta, existem muitas outras maneiras de o pai participar.

Conforme a criança cresce, surgem novas necessidades. O pai passa a acompanhar brincadeiras, perguntas, birras, consultas, tarefas escolares e amizades. E, mais tarde, talvez precise ouvir assuntos que não sabe resolver imediatamente.

Faz parte.

Participar não significa ter uma resposta pronta para tudo. Às vezes, é mostrar para a criança que ela pode falar sem ser ridicularizada, interrompida ou tratada como alguém que está exagerando.

O cuidado paterno também ganhou espaço entre as marcas

A importância do pai para o crescimento e desenvolvimento infantil já aparece fora das conversas familiares.

Recentemente, a Reserva, marca brasileira de moda masculina, surpreendeu a todos ao se tornar a primeira marca do país a criar uma linha voltada exclusivamente à paternidade. A iniciativa foi desenvolvida em parceria com a Safety 1st, e inclui produtos ligados à rotina com bebês e crianças pequenas.

A mensagem adotada pela campanha chamou atenção porque reforça o importante papel do pai no crescimento e no desenvolvimento infantil; e porque estimula os papais de primeira, segunda ou terceira viagem a serem mais ativos no cuidado com os filhos.

Não existe pai pronto, mas existe pai disposto a participar

A importância do pai na família não está em se tornar impecável, mas em ser alguém com quem a criança possa contar. E é ao longo dos anos, e da própria convivência com a criança que ele encontra a própria maneira de ser uma figura paterna ativa.

Gostou do conteúdo? Compartilhe em suas redes e com pais que precisam saber! 

Leia também nosso artigo “Dia do Pai: Descubra como é ser pai de 5: desafios, alegrias e lições”

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Viagem com propósito social em família: quando o propósito une

Karibu mostra como planeja viagem com propósito social em família que aproxima, toca e transforma!

Viajar em família sempre foi uma forma de criar memórias afetivas, mas, nos últimos anos, muitas famílias têm buscado algo além do turismo tradicional: experiências que combinem afeto, impacto positivo e conexão genuína com outras culturas. 

É em meio a esse movimento que surge, com cada vez mais força, a viagem com propósito social em família. Esse formato une voluntariado responsável, imersão cultural e momentos de convivência que realmente transformam pais e filhos.

A Karibu, referência em turismo de impacto com filhos, tem observado o interesse dos pais crescer exponencialmente, e por isso dedicou um tempo para conversar com o time MyBabyCare para orientar a todos que estão à procura de viver projetos que geram impacto social em viagens.

Viagem com propósito social em família: equipe Karibu compartilha experiências

Quais tipos de projetos sociais a Karibu oferece para quem busca uma viagem voluntária com crianças e adolescentes?

As famílias são muito bem-vindas em todas as nossas viagens. A experiência costuma ser transformadora tanto para as crianças quanto para os pais. 

Para os pequenos, é uma oportunidade de aprender na prática sobre outras culturas e realidades, ampliando a visão de mundo e criando memórias únicas ao lado da família. Para os pais, é a chance de gerar impacto positivo por meio do voluntariado em comunidades que realmente precisam, e viver isso junto aos filhos é inestimável.

Já recebemos famílias em nossos projetos na Amazônia (causa indígena), no Quênia (educação para crianças e adolescentes) e na Costa Rica (preservação de tartarugas marinhas).

Existe idade mínima para participar de viagens que fortalecem laços familiares por meio do voluntariado?

Não. Já tivemos crianças de 5 anos e adultos com mais de 60 anos. Todos são muito bem-vindos, e adoramos quando temos um grupo diverso porque isso enriquece ainda mais a viagem transformadora em família.

Como a Karibu garante segurança durante uma viagem transformadora em família?

Assim que o cliente se inscreve, criamos um grupo no WhatsApp com toda a equipe Karibu. Esse canal é usado para oferecer suporte completo antes, durante e depois da viagem. Temos equipes em diferentes países, o que garante atendimento 24/7.

Cerca de três semanas antes da viagem, realizamos uma capacitação online, em que abordamos voluntariado responsável, informações culturais e sociais, realidade local, atividades previstas, logística e todos os detalhes necessários para que o participante se sinta preparado e seguro.

Além disso, todas as nossas viagens em grupo contam com um coordenador Karibu em campo, disponível para acompanhar as atividades e auxiliar com qualquer situação que possa surgir.

 

três pessoas brancas, duas mulheres e uma criança, abraçam homem negro. Todos estão sorrindo. Eles aparecem em frente a um mural com cartazes e descrições
Família vive experiência transformadora

Como funciona a estrutura das acomodações para famílias em uma viagem voluntária com crianças?

As acomodações são simples, porém confortáveis e seguras. Prezamos pela imersão cultural, por isso buscamos hospedagens que estejam alinhadas com a realidade local. Para nós, não faria sentido, por exemplo, participar de um projeto no Quênia e ficar em um resort 5 estrelas, ou estar na Amazônia e se hospedar em um hotel de selva de luxo.

Dentro desse conceito, destinos como África do Sul e Costa Rica oferecem maior conforto.

Pais e filhos sempre ficam juntos no mesmo quarto, e podemos adaptar o cronograma quando necessário, entendendo que crianças podem ter rotinas e necessidades diferentes do restante do grupo.

Há monitores ou coordenadores especializados acompanhando as famílias nas viagens de impacto social em viagens com filhos?

Todas as nossas viagens que fortalecem laços familiares contam com um coordenador acompanhando todo o percurso. 

A equipe de coordenadores conta com as cofundadoras (Ana Alberine e Joana Gamillscheg) e mais três pessoas incríveis, que já viajaram conosco como voluntários e foram selecionadas cuidadosamente para serem coordenadores. 

Eles também passam por uma capacitação e estão preparados para guiar o grupo da melhor forma.

Como as atividades são pensadas para criar experiências educativas para crianças e adultos?

Nossas viagens combinam atividades sociais com momentos de imersão cultural. As ações sociais são definidas de acordo com diagnósticos e conversas prévias com as lideranças locais, garantindo que o trabalho atenda às necessidades reais da comunidade.

Também levamos em conta o perfil, habilidades e conhecimentos de cada voluntário para que todos contribuam da melhor forma.

As crianças geralmente se conectam com outras crianças, então buscamos inseri-las em atividades adequadas às suas idades. Na Amazônia, por exemplo, temos ações em escolas indígenas com alunos de 5 a 10 anos, uma troca muito rica quando há crianças no grupo de voluntários.

Na Costa Rica, as atividades de monitoramento de tartarugas acontecem em uma praia extensa (6 km). Quando necessário, há sempre um guia disponível para retornar com as crianças à base, enquanto o restante do grupo continua. 

Tudo é pensado para proporcionar experiências educativas para crianças e também para os adultos.

duas mulheres brancas de blusa azul e cinza e óculos aparecem sorrindo com crianças negras
Viagem que aproxima, toca e transforma

A Karibu oferece preparo antes da viagem para ajudar as famílias a entender o propósito social?

Sim. Cerca de três semanas antes dos pais e dos filhos viverem um voluntariado em família realizamos um treinamento online obrigatório, com duração aproximada de 1h30. 

Nesse encontro, falamos sobre o nosso “acordo com o voluntário”, alinhamos expectativas, esclarecemos dúvidas e apresentamos informações relevantes sobre o país, o projeto, a cultura local, as atividades previstas, itens essenciais para levar na mala e orientações pré-embarque.

Quais aprendizados os pais costumam relatar após uma viagem transformadora em família?

Ao longo dos últimos anos, tivemos diversas famílias vivendo experiências transformadoras conosco, e os relatos refletem muito do impacto que buscamos gerar. Os pais costumam destacar não apenas a beleza dos destinos ou o contato com outras culturas, mas principalmente a oportunidade de ver os filhos engajados em ações de impacto real.

Na Costa Rica, por exemplo, a Renata Baldanzi compartilhou como foi especial acompanhar o filho e o sobrinho no projeto de conservação de tartarugas marinhas. Segundo ela, além de estar perto das tartarugas baula e verde, foi emocionante presenciar “o profissionalismo, a dedicação e a paixão da equipe”, uma vivência que descreve como “única e inesquecível”.

No Quênia, a mãe Sharmila Costa resumiu a experiência como maravilhosa e transformadora, dizendo que “de gota em gota, vidas se transformam, principalmente a nossa”.

Na Amazônia, Marina Acioli contou que acompanhou à distância cada momento da viagem dos filhos e se emocionou com o quanto a vivência foi transformadora. E a Clarice Mendonça descreveu sua participação como uma experiência “para a vida inteira”, marcada pelo encontro com “pessoas de coração puro e acolhedoras”.

Esses relatos reforçam algo que vemos em todas as viagens: o impacto vai muito além do voluntariado. As famílias retornam mais unidas, as crianças ampliam horizontes, e todos voltam com a sensação genuína de terem vivido algo que transforma, tanto a comunidade acolhedora quanto quem participa.

familia formada por homem, criança e mulher aparecem sorrindo junto a familia formada por homem, duas mulheres e criança negra. Todos estão sorrindo
Transformação e experiências memoráveis para as famílias

É possível personalizar uma viagem voluntária com crianças de acordo com interesses da família?

Sim. Nesse caso, recomendamos as viagens individuais, em que a família escolhe a data e podemos montar um roteiro e um cronograma totalmente adaptados às suas necessidades e interesses.

Quais são os diferenciais da Karibu para famílias que desejam vivenciar voluntariado em família?

Na Karibu, valorizamos profundamente o voluntariado responsável. Acreditamos que preparar uma viagem voluntária com criança faz toda a diferença no impacto positivo, tanto para as comunidades quanto para as famílias.

Outro grande diferencial é o nosso atendimento humanizado. Temos uma equipe dedicada, sem respostas automáticas, preparada para acompanhar o cliente em todas as etapas. Por estarmos espalhados por diferentes países, oferecemos suporte contínuo, por mensagens, e-mail ou ligações, sempre que o cliente precisar.

mulher de regata azul e menina adolescente de regata branca, ambas de pele branca, aparecem sorrindo em ponte.
Experiência que une e transforma

Quando a viagem transforma mais do que o destino

Uma viagem com propósito social em família é ponto de virada na forma como pais e filhos se relacionam com o mundo e entre si. 

Ao participar de uma viagem voluntária com crianças, as famílias descobrem que o voluntariado não se trata apenas de ajudar comunidades, mas também sobre olhar para dentro, fortalecer laços e aprender juntos.

Cada momento de convivência, cada conversa com a comunidade, cada gesto de cuidado… tudo se transforma em bagagem emocional para todos.

 

Quer viver o melhor do turismo de impacto com filhos? Descubra como proporcionar experiências educativas para crianças com a Karibu. 

Viagens com propósito social

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Nosso propósito é promover transformações significativas em projetos sociais e comunidades em situação de vulnerabilidade pelo mundo. Conheça mais sobre o trabalho da Karibu

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Vacinação infantil: orientações e cuidados da pediatra e mãe Luiza Gramiscelli

Pediatra e mãe, a Dra. Luiza Gramiscelli explica a importância da vacinação infantil para proteger a saúde das crianças!

A vacinação infantil é uma das maiores conquistas da medicina moderna e também uma das formas mais eficazes de garantir uma infância saudável. 

Ela é responsável por proteger nossas crianças contra doenças, representando cuidado, prevenção e compromisso com o futuro delas. Entre tantas informações e recomendações, é comum que pais e mães tenham dúvidas sobre o calendário vacinal, os efeitos das vacinas e o que fazer em casos de atraso nas doses.

Por isso, para esclarecer essas questões e reforçar a importância de manter a vacinação em dia, conversamos com a Dra. Luiza  Gramiscelli, médica pediatra formada pela UFSJ, com residência pelo Hospital Santa Marcelina, em São Paulo. 

Com experiência em pronto-atendimento, internação hospitalar e preceptoria de residentes, ela hoje se dedica ao consultório — atendendo presencialmente e por teleconsulta — e acompanha famílias de todo o mundo em suas jornadas pela saúde infantil.

Entrevista com a Dra. Luiza Gramiscelli sobre a vacinação infantil 

Dra., quais vacinas meu filho precisa tomar em cada idade?

O calendário de vacinas varia conforme o país, e mesmo dentro do Brasil pode haver diferenças entre o calendário do SUS (PNI) e o das sociedades médicas, como a SBIm. 

De forma geral, os primeiros meses de vida incluem vacinas contra hepatite B, tuberculose (BCG), difteria, tétano, coqueluche, poliomielite, pneumococo, meningites e rotavírus, entre outras. Novas doses e reforços são aplicados ao longo da infância.

Mas não é preciso decorar todas! Famílias que fazem acompanhamento regular com o pediatra são orientadas em cada consulta sobre as vacinas indicadas para a idade.

Quais são os efeitos colaterais mais comuns das vacinas?

Os efeitos colaterais mais comuns são dor, vermelhidão ou inchaço no local da aplicação, além de febre baixa e irritabilidade nas primeiras 24 a 48 horas. Essas reações costumam ser leves e passageiras, e indicam que o corpo está respondendo à vacina e criando proteção.

Posso vacinar meu filho se ele estiver com febre ou resfriado?

A febre é a única situação em que se recomenda adiar a vacinação infantil. É importante esperar pelo menos 48 horas sem febre antes de aplicar as vacinas. Já sintomas leves, como nariz escorrendo ou tosse leve, não impedem a vacinação e não devem ser motivo para adiar. 

Manter o calendário em dia é essencial para garantir a proteção da criança.

Quantas doses são necessárias para cada vacina?

Isso varia de acordo com cada vacina. Nos primeiros meses de vida, o bebê ainda tem o sistema imunológico imaturo, por isso algumas vacinas precisam de mais de uma dose para garantir uma proteção duradoura.

Com o crescimento e o fortalecimento do sistema de defesa, o número de doses costuma diminuir, sendo necessárias apenas doses de reforço em algumas fases da infância.

É seguro combinar várias vacinas na mesma visita?

Sim, é seguro e recomendado aplicar mais de uma vacina na mesma consulta. Isso não sobrecarrega o sistema imunológico e ajuda a manter o calendário em dia.

A única exceção é para vacinas de vírus vivos atenuados, como a tríplice viral (ou tetraviral) e a febre amarela, que não devem ser aplicadas no mesmo dia em crianças menores de 2 anos, pois isso pode reduzir a eficácia da proteção.

Por que algumas vacinas não são oferecidas gratuitamente?

O Programa Nacional de Imunizações (PNI), do SUS, é voltado à saúde pública e coletiva, ou seja, à proteção da população como um todo. As vacinas oferecidas gratuitamente são aquelas que trazem maior impacto coletivo, ajudando a controlar e eliminar doenças que representam risco à comunidade.

Já a Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) e a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) elaboram calendários com foco na saúde individual, considerando as melhores opções de proteção para cada pessoa, mesmo que o benefício coletivo seja menor.

Essa diferença é comum em vários países: os programas públicos seguem critérios de saúde populacional e custo-benefício, enquanto as sociedades médicas recomendam o que há de mais completo para a proteção individual.

Quanto tempo leva para a vacinação infantil começar a proteger meu filho?

Após a vacinação, o organismo leva cerca de duas semanas para produzir anticorpos suficientes e oferecer proteção.

Meu filho perdeu uma dose, o que devo fazer?

Não se preocupe: uma dose recebida é sempre válida. O atraso não anula as vacinas que a criança já recebeu, mas é importante colocar em dia as doses atrasadas o quanto antes para manter a proteção completa.

Algumas vacinas, como rotavírus e BCG, têm limite de idade para aplicação, por isso é importante conversar com o pediatra rapidamente para garantir que todas as doses sejam aplicadas corretamente.

 

Vacinar é cuidar da saúde infantil e preservar o presente e futuro!

A vacinação infantil faz parte do cuidado cotidiano que sustenta a saúde pública. É um compromisso que começa dentro de casa, mas que se estende para toda a comunidade local.

Na rotina do consultório, a Dra. Luiza  Gramiscelli observa que a dúvida dos pais raramente está na eficácia da vacina, mas na avalanche de informações contraditórias que circulam fora dali. É por isso que o diálogo entre médicos e famílias continua sendo tão necessário e importante nos tempos atuais.

 

 

Acompanhe outras entrevistas com a Dra. Luiza. Acesse 

Médica Pediatra

A Dra Luiza, atende em seu consultório em Belo Horizonte e também online com pacientes em diferentes lugares do mundo. Acompanhe a Dra Luiza Gramiscelli nas redes sociais, @dralupediatra. 

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Projeto Vinil para Crianças: uma iniciativa a favor da arte

dISCOSLAGENS. Conheça o Projeto Vinil para Crianças criado pelo artista e DJ João Palavra!

 

Enquanto o mundo gira na velocidade das telas, o artista João Palavra resolveu girar um outro disco: o da pausa, da escuta e do gesto a partir do vinil.

O que começou como um momento espontâneo durante um DJ set, transformou-se em projeto educativo e artístico único. Crianças, hipnotizadas pelas “duas bolachas rodando”, olhavam o gira-discos com curiosidade, como quem assiste a um truque de mágica. 

A partir disso, aquele encantamento simples despertou uma ideia: e se o som pudesse também ser desenhado?

Assim nasceu Projeto Vinil para Crianças, dISCOSLAGENS, uma oficina que convida crianças e jovens (e também adultos) a conhecer o vinil não só como objeto musical, mas também como experiência de sentidos. 

Na oficina João apresenta o disco, suas cores, suas capas e o mecanismo que o faz tocar, para depois deixar que a música conduza o corpo. 

Com papel e lápis, cada participante traduz o que ouve em traços, riscos e movimentos. Não há lição nem moldes. Há, acima de tudo, escuta, curiosidade e experimentação. O vinil serve de ponto de partida para que, por meio da arte, se redescubra algo que a infância faz naturalmente: criar sem pedir permissão.

Projeto Vinil para Crianças: uma iniciativa concebida pelo artista João Palavra

Qual é o objetivo principal do Projeto Vinil para Crianças?

O objetivo principal, de dISCOSLAGENS – a oficina, é apresentar o formato vinil e todo o seu mecanismo fascinante aos mais novos. Além disso, o projeto busca despertar a curiosidade e o senso artístico dos participantes.

Aqui, eu falo das especificidades do disco vinil: o formato, os vários tamanhos, as diferentes cores e capas (que são belas obras de arte), bem como o mecanismo que o faz girar. Explico, portanto, como funciona o gira-discos e o seu processo para fazer tocar os discos.

Como surgiu a ideia de envolver crianças com vinis e música?

Tudo começou quando, em alguns DJ sets meus, em vinil, havia crianças na linha da frente maravilhadas com o que estavam vendo: duas bolachas de disco girando. 

Todo o mecanismo, as formas, as cores, a rotação, o movimento de pousar a agulha, a delicadeza com que fazia todo este processo, despertava atenção e curiosidade. Por isso, como muitos não sabiam o que era aquilo, fez muito sentido criar esta oficina.

desenho rabiscado em azul em formato de disco de vinil, com um bilhete escrito "discolagens oficina"
Projeto de que une arte e aprendizado em um só local

Que tipo de experiência sensorial o Projeto Vinil para Crianças oferece para os pequenos?

O que pretendo é criar uma experiência que seja libertadora, apenas com orientações e provocações. Digo logo no início que não sou um professor de desenho e que não estou ali para avaliar, mas sim para partilhar a minha experiência e paixão pela música e pelos discos — e, claro, divertir-me com eles.

Eles são livres de fazerem, ou melhor, purgarem criativamente, da forma que quiserem e estiverem a sentir ali, no momento. A música, a escuta atenta, provoca sensações diferentes em cada um/a, e isso reflete automaticamente no resultado final. 

Enquanto isso, ouvimos jazz, música eletrônica e até música mais experimental — aquela que mexe e remexe com os nossos sentidos.

Quais valores artísticos e educativos esse projeto educativo e artístico pretende transmitir?

Como eu trabalho desde muito novo com crianças e jovens, gosto de lançar a elas desafios e de encorajar a pensarem e fazerem, sem receios. Afinal, para mim, não vale o “não sei” ou o “não consigo”. Todos nós temos um lado criativo, e é importante estimulá-lo todos os dias.

Respeito sempre a vontade de cada um, mas tem acontecido de encontrar aqueles que, num primeiro momento, não querem participar. Contudo, percebo que passado uns minutos, já é possível ver que estão completamente envolvidos na atividade.

O parar, o focar, o fazer sem temer, o contemplar, o partilhar… há tanto a fazer com estes grupos que faria esta oficina todos os dias.

diversas crianças aparecem em cima de painel branco com desenhos feito a mão
Crianças se divertem durante o projeto dISCOSLAGENS

Que mensagem gostaria de deixar a quem participa ou ainda vai participar da oficina?

Defendo que devemos alimentar sempre a nossa imaginação porque uma parte de nós “morre” quando deixamos de imaginar. Eu acredito piedosamente nisso.

Tenho muito a agradecer às pessoas e espaços que, até ao momento, abriram as suas portas para receberem a minha oficina dISCOSLAGENS. A eles/as, o meu muito obrigado!

Por fim, espero poder continuar a levar esse
projeto educativo e artístico incrível a novos públicos.

duas crianças, uma vestida de camiseta branca e outra de blusa vermelha, aparecem de costas olhando para instrumento musical e vinil
projeto educativo e artístico para desenvolvimento infantil

Um projeto único e harmonioso entre som e gesto

João Palavra não conduz uma aula de música, mas sim um encontro entre som e gesto. O vinil funciona como ponto de partida, e o desenho é a resposta espontânea ao som que se ouve. 

Não há a busca pelo “bonito” ou pelo “correto” na experiência. Apenas o prazer genuíno de fazer, de experimentar e de permitir que o som vire forma.

O Projeto Vinil para Crianças segue crescendo graças ao trabalho inspirador do artista João Palavra. Com cada oficina, ele reafirma a força de uma ideia que inicialmente parecia pequena, mas que na verdade é capaz de grandes transformações e impactos:

Talvez a sensibilidade da arte comece e se renove quando alguém, com atenção e curiosidade, decide ouvir o som de um disco girando.

 

Acompanhe as novidades do Projeto Vinil para Crianças na página oficial: dISCOSLAGENS

 

 

Quer conferir todas as dicas sobre as crianças e o uso da internet? Acesse aqui.

 

Artista

João Palavra

O meu propósito é ajudar crianças e jovens a se desenvolverem através da arte, dando a conhecer, artisticamente, o vinil. Página no Facebook

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Ilustração infantil: o trabalho inspirador de Rita Correia

Através da ilustração infantil, a artista Rita Correia transforma sentimentos, memórias e sonhos em histórias que despertam a imaginação.

 

A ilustração infantil tem o poder de abrir janelas para universos cheios de cor, imaginação e descobertas.

É nesse território entre arte e infância que se encontra Rita Correia, ilustradora e autora que cresceu cercada por lápis, papéis e histórias. Hoje, ela transforma palavras em imagens que encantam, acolhem e despertam a curiosidade dos pequenos leitores.

Nesta conversa, Rita fala sobre suas fontes de inspiração, os desafios de ilustrar livros infantis em tempos digitais, a parceria com escritores e como a maternidade passou a refletir no olhar artístico e na maneira como compreende o mundo ao seu redor.

O universo da ilustração de livros infantis por Rita Correia

Rita, como começou a sua paixão pela ilustração de livros infantis?

Nasci em 1977, e quando comecei a interessar-me pelo desenho — ainda muito pequena — a ilustração infantil nem sequer era vista como uma profissão em Portugal. 

Ainda assim, sempre gostei de desenhar desde muito nova e apenas segui o instinto que sempre me manteve próxima das artes.

Qual é o papel da ilustração infantil no estímulo da imaginação das crianças?

Hoje, felizmente, a ilustração de livros infantis já evoluiu para além de ser apenas “suporte” de um texto. 

Presentemente, ela não só faz isso, como também acrescenta valor à obra e, muitas vezes, conta histórias paralelas. Quando deixou de ser meramente ilustrativa e passou a explorar novas formas de expressão, criou muito mais espaço para a imaginação e a criatividade.

arte em tubo com desenhos em vermelho imitando uma criança, uma árvore e um coração
Tubo atividade livro Ilumina, por Rita

Que técnicas prefere usar na criação das suas ilustrações infantis?

Gosto de trabalhar de forma manual, com lápis, tintas e colagens. Esse é o ponto de partida do meu processo e continua a ser o que mais prazer me dá. 

Ao longo dos anos, e com a revolução digital, foi impossível não incorporar novas ferramentas, que são práticas e convenientes. Mas, mesmo que quase todas as minhas ilustrações sejam finalizadas digitalmente, hoje ainda faço questão de preservar nelas o toque artesanal, o traço vivo e imperfeito que vem do trabalho feito à mão.

Como é o processo de colaboração entre ilustrador e escritor num livro infantil?

Sempre que existe a oportunidade de ter contacto direto com o escritor — e quando esse autor compreende e confia no nosso trabalho — o processo torna-se muito mais leve e prazeroso. 

No meu caso específico, costumo apresentar uma ou duas propostas do que imagino para determinadas páginas, além de uma visão geral sobre como penso a relação entre texto e ilustração naquele livro. A partir daí, o diálogo flui melhor, e consigo alinhar o meu estilo à mensagem que o autor deseja transmitir.

Na sua opinião, o que torna uma ilustração infantil memorável para uma criança?

Não é uma pergunta fácil, pois acho que depende muito do contexto de vida dessa criança. Eu, que cresci nos anos 80, lembro-me do fascínio que sentia com os desenhos e pinturas impecavelmente apresentados. Estava sempre à procura de pormenores escondidos — um cão desenhado ao fundo, uma bola de sabão que mais ninguém via. 

Hoje, essa curiosidade é o que tento trazer para os livros que ilustro: jogos visuais e detalhes secretos que só um olhar atento descobre.  Acredito que uma ilustração infantil torna-se memorável quando toca algo que a criança vive ou sente naquele momento. Vinte crianças podem ver a mesma imagem, mas ela será especial apenas para uma — e é aí que a magia acontece.

imagem de livro preto com ilustração colorida em laranja, branco e amarelo
Um dos belíssimos trabalhados de Rita Correia

Quais são os maiores desafios atuais para os ilustradores de livros infantis?

Lidar com o avanço da Inteligência Artificial é um dos nossos grandes desafios. Afinal, por mais que hoje se possam criar imagens inteiras a partir de comandos, nunca será possível reproduzir a intensidade de uma ilustração feita à mão, no instante exato da criação. 

Mas, talvez o maior desafio seja manter viva a inocência e o deslumbramento natural das crianças, que estão cada vez mais expostas a conteúdos que reduzem o espaço para a imaginação, a criatividade e a empatia. Ilustrar, tendo em conta essa nova realidade, é um exercício contínuo de resistência poética.

De que forma a ilustração infantil pode apoiar a educação e a inclusão?

Quando as crianças ainda não aprenderam a ler, as imagens são as suas primeiras leituras. Mesmo uma criança cega percebe o mundo através do toque — dos rostos, objetos, natureza e até ilustrações em relevo. 

A ilustração infantil une linguagens e aproxima adultos e crianças num espaço de compreensão mútua. Na educação, essa linguagem é essencial e, no campo da inclusão, torna-se ainda mais poderosa.

desenho em aquarela, onde uma menina e uma rosa aparecem em cima do mundo. A palavra "hope" está em destaque
Ilustração “HOPE” por Rita

Como as editoras e os autores podem valorizar mais o trabalho do ilustrador?

Que mundo triste e cinzento teríamos sem as artes e os artistas, não?! 

No entanto, a valorização do trabalho artístico só é possível quando quem contrata entende as muitas horas de estudo e anos de prática que existem por trás de uma ilustração. Mas também quando o próprio artista aprende sobre o seu valor a valorizar-se. Não podemos esperar reconhecimento se somos os primeiros a desvalorizar o que fazemos.

Que conselhos daria a jovens artistas que querem seguir esta carreira?

A minha filha entrou agora na Faculdade para um curso artístico de desenho. Sempre vi nela o que vivi na pele: uma compulsão desmedida por tudo o que envolve as artes. Quem seria eu, como mãe e ilustradora, se não a incentivasse a seguir a sua paixão? O caminho nunca é fácil, mas é ainda mais difícil viver sem propósito.

Por isso, aconselho que avancem — às vezes com a maré, outras vezes contra. O importante é compreender que nunca sabemos tudo e que sempre há espaço para aprender. Nos dias de hoje, nunca foi tão importante ter uma sólida base manual, porque a base digital dos jovens está muito avançada. A diferença estará, acredito, na humanização do trabalho artístico.

Qual é o impacto pessoal e profissional de ver as suas ilustrações nas mãos das crianças?

Indescritível. Mais do que ver as minhas ilustrações nas mãos delas, é vê-las desenhar inspiradas pelos meus livros. Ter feito obras escritas e ilustradas por mim abriu portas para sessões em escolas, onde o contacto direto com as crianças me incentiva a continuar. 

Ver seus rostos iluminarem-se quando descobrem um segredo escondido ou quando cantamos juntos uma música é impagável. Só depois de me lançar como autora independente percebi que estava finalmente no trilho certo. Enquanto o sentir, continuarei.

 

grupo de alunos vestindo uniforme azul se reúnem ao redor de imagens postas no chão
Momento em que as crianças admiram as ilustrações

Para terminar, de que forma a maternidade impactou a visão de mundo e o processo criativo?

Curiosamente, foi depois do nascimento do meu segundo filho, quando quase desisti da vida artística, que tudo mudou. 

Durante uma longa sessão de amamentação surgiu a ideia do meu primeiro livro, escrito e ilustrado por mim, que me levou a abraçar a edição independente. A maternidade ampliou o meu olhar — ver os meus filhos crescer, visitar escolas, contactar com outras crianças e realidades diferentes fez florescer a minha criatividade.

O meu quarto livro, O Presente com a Maior Fita do Mundo, é sobre como estamos todos conectados, sobre comunidade e sobre o nosso planeta como casa comum. Um livro que só me foi possível criar depois deste caminho de aprendizagem, sobre mim, sobre o outro e sobre o mundo que habitamos.

Encerrando o olhar sensível de Rita Correia

O olhar sensível de Rita Correia sobre o universo da arte, maternidade e imaginação mostra que a ilustração infantil vai muito além do tradicional desenho bonito. É uma forma de linguagem, é ponte, é afeto… É um trabalho que ajuda a dar vida às histórias e a criar memórias inesquecíveis para os pequenos leitores.

Para acompanhar o trabalho desta ilustríssima artista, siga o perfil de Rita no instagram @ritacorreia_ilustradora ou na sua página oficial no Facebook. 

E para ler mais conteúdos como esse sobre o universo da arte e da maternidade, acesse nosso portal …

 

Quer conferir todas as dicas sobre as crianças e o uso da internet? Acesse aqui.

 

Ilustradora

Rita Correia

Nascida em 1977, seu amor pela arte começou desde pequena, quando a ilustração infantil não tinha o estatuto de profissão em Portugal. Acompanhe no Instagram

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