Segurança infantil: atenção dos pais nunca é demais

Quais são os cuidados que os pais precisam ter para garantir a segurança infantil dos seus filhos? Vamos entender!

 

Criança pode se afastar em poucos segundos.

Basta uma distração, uma pessoa passando na frente, uma brincadeira que chama atenção ou simplesmente aquela curiosidade natural de querer descobrir o que existe ao redor.

Por isso, quando entramos no tópico segurança infantil (ou segurança da criança), não estamos falando sobre impedir que os pequenos explorem o mundo.

Pelo contrário.

A infância precisa de espaço para brincar, correr, descobrir e ganhar autonomia. Mas, enquanto isso acontece, existe também a responsabilidade que acompanha os adultos: o de observar, antecipar possíveis situações de risco e estar por perto quando a criança ainda não consegue fazer isso sozinha.

Crianças podem se afastar mesmo quando os pais estão por perto

É comum imaginar que situações envolvendo crianças perdidas acontecem apenas em grandes eventos, parques de diversões, praias ou lugares com muitas pessoas.

Mas nem sempre é assim.

Uma criança pode desaparecer do campo de visão dos pais em uma praça praticamente vazia, enquanto brinca em um condomínio ou durante uma visita à casa de alguém.

O problema é que as crianças ainda não possuem a mesma percepção de distância, perigo e consequência que os adultos.

Para elas, correr alguns metros atrás de alguma coisa é completamente natural. Da mesma forma que entrar em outra sala escura ou seguir uma pessoa conhecida por alguns metros.

É justamente por carregarem essa inocência, que a supervisão dos adultos é tão importante e necessária para a segurança infantil (seja na rotina ou em uma viagem em família).

Locais cheios de pessoas também podem esconder situações de risco

Lugares muito movimentados costumam transmitir uma sensação de segurança porque existem muitas pessoas por perto. Afinal, se alguma coisa acontecer, alguém certamente vai perceber, não é?

Nem sempre.

Em meio a uma multidão, uma criança pequena pode ser facilmente encoberta pela altura dos adultos. E, quanto maior é o movimento ao redor, mais difícil pode ser para os pais perceberem imediatamente que o filho desapareceu.

Os parques da Disney, por exemplo, são um excelente exemplo disso.

Eles recebem famílias do mundo inteiro e vivem diariamente situações e escândalos envolvendo segurança infantil.

Relatos de pais que viajaram com crianças e estiveram na Disney contam que, ao se separarem dos filhos, só os conseguiram encontrar minutos mais tarde com a equipe do local.  Também circulam na internet histórias muito mais assustadoras sobre casos de sequestros no parque envolvendo troca de roupas, corte de cabelo e sedação (veja aqui).

O ponto não é alimentar o medo dos pais com isso.

É trazer uma reflexão que precisa fazer parte da rotina familiar. A de saberem onde estão os pequenos, perceberem quando eles se afastam e conhecerem os recursos disponíveis para agir rapidamente caso uma separação aconteça.

O cuidado não é exagero. É prevenção!

Ao trazer a segurança dos filhos para a roda de conversa, é natural vir aquele receio de transformar a infância em uma sequência interminável de “não faça isso”, “não vá ali”, “não fale com ninguém”.

Mas proteger também é educar, mesmo que em um primeiro momento a orientação soe como limitação.

Os pais precisam ensinar os filhos sobre os perigos de determinados lugares e explicar o que fazer quando alguma coisa não parece segura. Principalmente, mostrar que pedir ajuda nunca deve ser motivo de vergonha.

Ao aprenderem essas coisas desde cedo, os pais estarão ajudando as crianças a desenvolverem recursos para cuidar de si mesmas e prevenir riscos.

Como ensinar sobre segurança da criança aos filhos

Falar sobre a segurança dos filhos não precisa acontecer apenas antes de uma viagem em família ou depois de alguma situação assustadora. Os pais podem incluir pequenos cuidados na rotina dos pequenos; isso de maneira natural e adequada à idade das crianças.

1- Ensine o que fazer se ela se perder

Em vez de apenas dizer “não se afaste de mim”, explique o que a criança deve fazer caso isso aconteça.

Uma criança pequena pode aprender que deve parar onde está e procurar um funcionário do local ou outro adulto previamente indicado pelos pais. Já crianças maiores podem aprender a identificar pontos de encontro e memorizar o nome ou telefone dos responsáveis.

O importante é que a orientação seja simples o suficiente para ser lembrada mesmo em um momento de nervosismo.

2- Crie combinados antes de chegar ao local

Vai ao shopping? Ao parque? A uma festa? A um evento cheio de pessoas?

Antes de entrar, converse rapidamente com a criança. Explique onde vocês estarão, o que ela deve fazer se não conseguir mais enxergar os responsáveis e quem pode procurar para pedir ajuda.

3- Ensine a criança a reconhecer quem pode ajudar

“Não fale com estranhos” é uma orientação simples de entender, mas não explica o que a criança deve fazer quando realmente precisa de ajuda.

Por isso, vale aos papais ensinarem que existem pessoas responsáveis pelo lugar que podem ajudá-la.

Em um parque, pode ser um funcionário. Em uma escola, um professor ou outro profissional conhecido. Em um estabelecimento, alguém identificado como parte da equipe.

4- Use recursos de localização com responsabilidade

Para algumas famílias, dispositivos de localização, como o AirTag da Apple, podem reforçar a segurança da criança, especialmente em viagens, eventos ou locais muito movimentados.

Eles podem estar presos à mochila, à roupa ou a outro pertence, mas é necessário frisar que tecnologia não substitui presença.

Um rastreador pode ajudar os adultos a localizar um objeto ou indicar uma localização, mas não impede que a criança se afaste nem garante, sozinho, que ela esteja segura.

5- Converse sem gerar medo

Talvez esse seja um dos cuidados mais importantes e difíceis de colocar em prática.

A criança não precisa crescer acreditando que qualquer pessoa desconhecida é uma ameaça ou que qualquer lugar fora de casa é perigoso. Ela precisa aprender a reconhecer situações em que deve procurar ajuda e saber como agir diante disso.

Uma conversa tranquila é o mais sensato a se fazer.

Segurança infantil cresce junto com a criança

A forma de cuidar muda conforme os filhos crescem. Por isso, o tema “segurança da criança” não significa que os pais precisam manter os pequenos sempre ao alcance das mãos.

O que eles devem fazer é acompanhar o desenvolvimento dos seus filhos e irem aumentando a liberdade conforme eles aumentam a compreensão, responsabilidade e capacidade de tomar decisões.

Ao fazer isso, os pais cuidam das crianças até que elas cheguem à fase adulta, preparando-os para terem autonomia e seguirem a vida sem medo.

 

Se você gostou do conteúdo, aproveite para conferir nosso artigo sobre AirTag da Apple na segurança das crianças,

 

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O Mybabycare é um portal, um espaço seguro para trocar experiências com pais, futuros pais e especialistas. Aqui, ninguém caminha sozinho.

Desenvolvimento da criança: filhos aprendem a sonhar com os pais

Entenda como as atitudes dos pais impactam o desenvolvimento da criança e a sua capacidade de projetar o futuro.

Antes de saber o que querem ser, as crianças precisam descobrir o que existe ao redor delas.

Uma profissão, esporte, instrumento musical, viagem, lugar diferente, uma habilidade que ainda não conhecem.

Grande parte das opções chega até elas primeiro por meio de alguém. Às vezes um professor, avós ou um amigo. Mas, principalmente nos primeiros anos, são os pais que ajudam a apresentar o mundo e as possibilidades — e contribuir para o desenvolvimento da criança.

Antes de escolher um caminho, a criança precisa de experiências

É difícil desejar aquilo que nunca fez parte do nosso repertório, não é mesmo?

Uma criança que nunca teve contato com determinado esporte, por exemplo, talvez nem imagine que poderia gostar dele um dia. Jà outra, que nunca viu alguém trabalhando com arte, pode não entender que aquilo também pode fazer parte da sua vida adulta. Enquanto isso, outra pode descobrir uma paixão por animais simplesmente porque teve a oportunidade de conviver junto com eles.

É por existir tantas possibilidades no mundo que proporcionar experiências para os pequenos tem tanto valor na representatividade infantil e no desenvolvimento da criança.

Ao fazer isso, os papais conseguem fazer com que os filhos saiam do espaço confortável e limitado do quarto (ou da casa) para desbravar o universo lá fora.

Os pais não precisam transformar cada descoberta em uma expectativa, obviamente. Mas, podem abrir portas mesmo que pareçam pequenas no começo.

Depois de viver cada uma das experiências acima (e tantas outras), a criança mesmo pode decidir o que desperta a sua curiosidade.

Desenvolvimento da criança: os filhos crescem observando aquilo que os adultos fazem

Existe uma parte no desenvolvimento da criança e na educação dos filhos que acontece sem que os pais ou outros adultos percebam que estão ensinando.

A criança observa como eles interagem e trabalham no dia a dia, como enfrentam os problemas, como lidam com as frustrações e até mesmo como reagem quando precisam começar do zero.

Chamamos essa fase de “observação”, mas ela vai muito além de simplesmente olhar ao redor.

A criança percebe quando o adulto se dedica a algo porque realmente gosta daquilo. E também, quando algum deles desiste diante de uma dificuldade.

Tudo é percepção.

E conforme a criança vai crescendo e adquirindo consciência sobre as coisas, ela mesma constrói suas convicções e referências sobre o mundo: o que parece interessante, o que parece possível, o que desperta sua curiosidade e quais espaços ela consegue imaginar ocupando no futuro.

Quando a história dos pais vira inspiração e ponto de partida

Uma notícia que saiu recentemente na revista Marie Claire ilustra muito bem essa ideia.

Em entrevista, Vicky Farfus, filha do piloto Augusto Farfus, conta que cresceu acompanhando o pai no universo do automobilismo. O contato com esse ambiente aconteceu desde cedo, tornando aquele mundo conhecido e totalmente familiar para ela.

Após vivenciar essa experiência e descobrir que também tinha interesse em correr, Vicky passou a construir a sua própria trajetória nas pistas. E, com isso, também se tornou uma referência para outras meninas e mulheres que talvez nunca tivessem imaginado o automobilismo como uma possibilidade.

Essa história é belíssima e cativante porque mostra que a criança pode desenvolver habilidades e descobrir novos interesses quando alguém próximo apresenta esse universo à ela.

O fato de conhecer um caminho não determina qual será a sua escolha, claro. Mas o contato é um começo importante para ela se conhecer e saber o que quer para o futuro.

O papel dos pais não é adivinhar o futuro, e sim ampliar as possibilidades

Qual escola escolher? Qual atividade extracurricular oferecer ao filho? Qual talento desenvolver primeiro? Qual profissão estimular? Como preparar a criança para viver a fase adulta?

É natural os pais se preocuparem com essas questões ao longo da criação dos pequenos porque existe o instinto protetivo e o desejo de querer garantir que os filhos tenham um futuro seguro.

Só que a infância não precisa ser tratada como uma corrida ou uma preparação constante para a vida adulta. Há tempo suficiente para a criança experimentar coisas novas, aos poucos, e descobrir seus próprios interesses sem que os pais precisem transformar tudo em desempenho.

Dar referências também é deixar espaço para escolhas

Quando um pai apresenta ao filho algo que ama, sabemos que ele está compartilhando uma parte importante de quem ele é. E o mesmo pode ser dito quando a mãe mostra à filha uma atividade que considera interessante para ela.

A criança, porém, não precisa gostar das mesmas coisas, e tudo bem ser dessa forma. Todos os adultos já viveram a infância um dia e guardam em suas próprias memórias as experiências que viveram e o que desejavam encontrar para o futuro.

Como pais, é nosso papel ampliar o mundo dos nossos filhos e deixar que eles sejam livres para descobrir aquilo que faz sentido para eles.

Como está o mundo de possibilidades para os pequenos aí desse lado?

Se você gostou desse conteúdo, aproveite para ler nosso artigo sobre jogos de tabuleiro e conexão familiar. Uma leitura que segue por esse mesmo caminho de olhar para os momentos simples que aproximam pais e filhos, e que contribuem para o desenvolvimento da criança. 

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